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13.10.15

Mini Tartes de Maçã




Agora que o Verão já nos deixou e as temperaturas começam a baixar, só me apetece acender o forno e fazer bolos e bolinhos. Aproveitando uns dias de descanso, andava perdida nos meus afazeres e não me saía da cabeça uma imagem que antes vía nos livros de banda desenhada da Disney. A Vovózinha a colocar uma das tartes de maçã na janela.


A velha tarte de maçã, à bela maneira americana, que sempre me deixou a suspirar. E a juntar a isso, apetecia-me maçãs. Suavemente caramelizadas e aromatizadas com especiarias.



Encontrei uma receita aqui de uma massa que me convenceu e o restante, foram várias horas perdidas pela blogosfera, para entrelaçar a massa.



É um processo demorado, mas que vale a pena pelo resultado final. Se a meio de tanto entrelaçar massa, ficarem preguiçosos podem sempre fazer com discos de massa como se de empanadas se tratassem. (Foi o que me aconteceu!!)











Mini Tartes de Maçã

Ingredientes:

Para a massa:
- 280 gramas de farinha sem fermento
- 185 gramas de manteiga (cortada em cubos e bem fria)
- 20 gramas de açúcar
- 1 colher de chá de sal
- 4 - 5 colheres de sopa de água bem fria 
- 1 colher de chá de canela
- 1 ovo grande para pincelar

Para o recheio:
- 3 maçãs tipo Golden (descascadas, descaroçadas e partidas em cubos pequeninos)
- 40 gramas de manteiga
- 2 colheres de sopa de açúcar (podem usar mais se preferirem mais doce)
- 1 colher de chá de canela em pó
- 1 colher de chá de 4 especiarias (canela, gengibre, noz moscada e cravinho)


Execução:


Numa taça colocar a farinha, o açúcar, o sal e a canela, misturando levemente todos os ingredientes. Juntar os cubos de manteiga e com um "pastry blender" ou com as pontas dos dedos, incorporar a farinha na manteiga. Este processo deve ser rápido e assim que a manteiga tenha o tamanho de ervilhas, juntar a água até unir a massa.

Formar uma bola sem trabalhar muito a massa e colocar no frigorífico durante duas horas como minímo.

Numa tacho colocar a manteiga e levar ao lume. Assim que começar a derreter juntar as maçãs cortadas em cubos, o açúcar, e as especiarias. Mexer de maneira envolver bem a maçã e deixar caramelizar suavemente a baixa temperatura, durante 10-15 minutos. Com este tempo de cozedura, a maçã ainda fica com um ligeiro toque crocante. Retirar do lume e deixar arrefecer.

Pré aquecer o forno a 180ºC.
Retirar a massa do frigorífico e colocá-la sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada. Se a massa estiver muito dura, deixar a temperatura ambiente durante 5 minutos antes de começar a esticar. Dividir a massa em duas partes, tendo em conta que uma será esticada várias vezes, podendo em contacto com as mãos aquecer demasiado e ficar muito mole. Se isso acontecer, voltar a colocar a massa no frigorífico durante uns minutos.

Esticar a massa dando a forma de um rectangulo 20x30 e com 1-2 mm de espessura. Com um cortador de 4 cm de diametro cortar círculos de massa, que serão a base das mini tartes.

Com a ajuda de uma régua marcar tiras de 2 cm e cortar as mesmas em sentido longitudinal. Quanto maior for o rectângulo de massa, maior será a quantidade de tiras para serem entrelaçadas. Entrelaçar a massa conforme as imagens em baixo, alternando a passagem das tiras verticas com as horizontais. 

À medida que se vão entrelaçando as tiras de massa, deve ir-se apertando ligeiramente a malha que se forma, para que ao cortar não se desmanchem. Cortar circulos desta "malha" de massa e repetir a operação quantas vezes forem necessárias.








Colocar uma colher de sobremesa de maçãs sobre o disco liso, pincelando o bordo da massa com um pouco de ovo batido. Cobrir com o disco de malha pressionando ligeiramente para fechar.








Colocar sobre um tabuleiro e pincelar com o ovo, e polvilhar com açúcar e canela. Levar ao forno durante 30 minutos, ou até que estejam douradas.
Retirar do forno e deixar arrefecer. Servir mornas.








Servir mornas?? A curiosidade era tanta, que mal tinham arrefecido eu já estava a tentar provar! Claro está que a curiosidade matou o gato e neste caso, eu fiquei com a língua queimada. Mas só ligeiramente, porque depois contive-me e deixei arrefecer o bastante, para que ninguém se queimasse.









Eu estava decidida a fazer estas minis! A meio da execução, já estava a maldizer por causa de tanta tira e tanto entrelaçado. Na falta de paciência não entrelacem a massa e façam círculos simples, ou até mesmo uma grande. Mas façam!

Morninhas a acompanharem um café, são deliciosas. A massa é simplesmente sublime e o recheio acompanha na perfeição. O fiozinho de caramelo serviu de decoração (risos)! A colherada de caramelo que não aparece, foi a gota de gulodice para as tornar ainda mais perfeitas!

Mas experimentem com o caramel salée e depois venham-me contar!

28.2.15

Mais uma tarte...



E cá estou eu de volta... E só estou porque há receitinha da Dorie e no meu último dia de preguiça decidi fazê-la!

A preguiça é um dos 7 pecados capitais sabiam? E eu como pecadora, serei julgada por esse pecado. Só espero que quem me julgue, tenha em conta que nesses ataques de preguicite, saiem coisas muito boas!! (risos)

Quando digo que tenho ataques de preguiça, é não fazer nada daquelas coisas que uma dona de casa faz, quando está de folga. Leia-se pois limpar a casa, passar a ferro, arrumar roupas, etc, etc, etc... Muitas certamente se reconhecem e tenho a certeza que muitos também. Mas eu não tenho o blog para falar destas coisas, mas sim das minhas aventuras culinárias.

Ora preguiça era o que tinha que me ter dado quando li a receita desta quinzena no Dorie às Sextas. A Susana escolheu-a a dedo! E como ela dizia, há que sair da zona de conforto... Quando li isto, fechei os olhos e pensei... Demasiado complicada! Depois de a ter lido, vi que a zona de conforto estava no meu limite e decidi pôr as mãos na massa.

Além de ser uma receita da minha querida Dorie, é também uma receita compartida com um senhor da Pâtisserie Française, o Monsieur Hermé, que me deixa de olhos em bico e não é própriamente com receitas de arroz! (risos) É o senhor dos Macarrons! O que ele não se lembra, mais ninguém se lembra e considero-o, dentro do meu ponto de vista, um chef pâtissier dos melhores.

A receita pode parecer complicada, mas não é! E a prova é que eu, despistada como sou, consegui fazer! Não fiz alterações absolutamente nenhumas, a não ser numas miniaturas! O que querem? Eu tenho uma inclinação para as coisas em tamanho pequeno. Devia ter feito só metade da receita, porque tive tarte para dois ou três dias e ainda assim foi dividida pela provadora oficial.

Em suma, não se assustem com a extensão da receita. Assim entenderão melhor a execução e verão que o grau de dificuldade não é tanto. Na receita original sugerem varios tipos de massa de tarte, e eu optei pela que tem especiarias, sendo essa a que deixo escrita.

Vamos?






The most extraordinary french lemon cream tart 
(Do livro Baking, Dorie Greenspan, página 331)
(Tradução: Susana Figueiredo)

Ingredientes:

- 225 gramas de açúcar
- Raspa de 3 limões
- 4 ovos grandes
- 180 ml de sumo de limão (4-5 limões)
- 300 gramas de manteiga sem sal, cortada em pedaços do tamanho de colheres de sopa

- 1 base de tarte com 23 cm feita com a Sweet Tart Dough ou Sweet Tart Dough with Nuts ou Spiced Tart Dough, já cozinhada e arrefecida.(usei a Spiced Tart Dough)


Execução: 

Para o creme:

Preparar um termómetro para doces, um passador de rede e um liquidificador (ou processador de alimentos). Pôr uma panela ao lume com alguns centímetros de água, deixando fervinhar.

Numa taça à prova de calor que possa ser colocada em cima da panela, juntar o açúcar com a raspa de limão. Ainda fora do calor, esfregar o açúcar com a raspa até este estar húmido, granuloso e bastante aromático.

Adicionar os ovos, batendo bem, e depois o sumo de limão. Colocar a taça em cima da panela que está em lume brando e começar a bater com uma vara de arames assim que a mistura estiver tépida ao toque. Cozinhar o creme de limão até o termómetro marcar 82ºC, nunca parando de bater senão o creme transforma-se em ovos mexidos.

À medida que se bate, o creme vai ficando leve e espumoso; as bolhas vao começar a ficar maiores e, quando estiver a atingir os 82ºC, a mistura estará grossa e a varade arames estará já a "deixar rasto" no creme, o que significa que o creme vai estar quase pronto. Todo o processo deve levar cerca de 10 minutos.

Quando atingir os 82ºC (ou quando tiver a textura acima descrita, caso não se tenha termómetro), retirar o creme do lume e coá-lo no passador para dentro do liquidificador ou do processador de alimentos. Deitar fora a raspa de limão que ficará no passador. 

Mexendo ocasionalmente, deixar o creme arrefecer até aos 60ºC, o que deve levar cerca de 10 minutos. Ligar o liquidificador na velocidade alta (ou ligar o processador) e juntar a manteiga, 5 pedaços de cada vez, raspando ocasionalmente os lados do recipiente. 

Quando toda a manteiga estiver incorporada, manter a máquina ligada durante cerca de 3 minutos, de mdo a que o creme fique leve e cheio de ar. Se a máquina ficar muito quente, azer pequenas pausas a cada minuto.

Deitar o creme num recipiente hermético (ou vedar com película) e refrigerar durante pelo menos 4 horas ou de um dia para o outro (a mistura aguenta 4 dias no frigorífico ou 2 meses no congelador, devendo ser descongelada dentro do frigorífico).

Para montar a tarte, bater ligeiramente o creme com a vara de arames e deitá-lo às colheradas na base da tarte. Servir ou refrigerar até ser necessário.






Spiced Tart Dough ( Deve ser feita com antecedência, para arrefecer antes de rechear)

Ingredientes:

- 115 gramas de amêndoa moída
- 125 gramas de farinha
- 1 colher de sopa de cacau em pó
- 1 colher de chá de canela moída
- 1/4 colher de chá de sal
- 1 pitada de cravinhos moídos
- 1 gema grande
- 1 colheres de sopa de água
- 90 gramas de manteiga sem sal àtemperatura ambiente
- 6 colheres de sopa de açúcar


Execuação:

Untar com manteiga uma tarteira de 23 cm, com fundo amovível. Misturar as amêndoas com a farinha, o cacau, a canela, o sal e os cravinhos. Com um garfo, misturar numa tigela a gema de ovo e a água. 

Numa batedeira de pé, bater bem a manteiga e o açúcar até ficarem suaves, cerca de 3 minutos, raspando a taça sempre que necessário. Juntar a mistura de ovo e água e bater por mais um minuto. 

Reduzir a velocidade e juntar os ingredientes secos, misturando os apenas até desaparecerem na massa, que não deve ficar trabalhada em demasia. Se sobrarem na taça restos mais secos de massa, misturá-los à mão ou com uma espátula.

Colocar a massa entre duas folhas de pelicula aderente ou papel vegetal, pressionando com as mãos até ficar achatada. Estender com o rolo até ficar com cerca de 28 cm de diâmetro, tendo o cuidado de ir virando frequentemente a massa. 

Remover a folha superior do papel vegetal ou da película e virá-la cuidadosamente sobre a tarteira, pressionando-a levemente sobre a base e os lados. Se se partir, voltar a juntar a massa e pressionar levemente com os dedos. Refrigerar a massa, coberta com película, durante pelo menos duas horas.


Pré-aquecer o forno a 190ºC. Remover a película e cortar o excesso de massa com uma faca afiada. Untar a parte brilhante de uma folha de alumínio, cobrir a massa com a parte brilhante da folha para baixo, cobrir com feijões e levar ao forno durante 20 minutos. Remover a folha de alumínio e levar ao forno durante mais 8 ou 10 minutos, ou até estar dourada, seca e firme. Deixar arrefecer à temperatura ambiente.







Notas da Mamã:
- usei uma forma de tarte rectangular e como tal sobrou massa da base da tarte, a qual resolvi usar numa forma de muffins e fazer mini tartes. Basta cortar um circulo ligeiramente maior que o tamanho do buraco dos muffins e proceder da mesma maneira como acima referido.

- o meu creme esteve mais de 10 minutos ao lume, e sempre com o bendito termómetro na mão. Quando vi que começava a fazer o dito caminho, retirei-o e segui o restante processo.

- o coulis de frutos vermelhos é simplesmente um devaneio, porque eu gosto de complicar o que não tem que se complicar, né?








Esta tarte faz-me lembrar uma outra receita da Dorie, que em vez de usar limões usava lima. 

Quando li a receita, foi a primeira coisa que me lembrei! E como eu guardo toda essa informação, sabia que tinha que ser boa.

Depois de ter provado o creme, ainda sem a base da tarte, eu já fiquei convencida, mas com a base de tarte ligeiramente especiada, a minha rendição foi total!

Não posso dizer que seja complicada, exige sim tempo para estar pendente do bendito creme, mas que no final recompensa, quando a desgustamos devagarinho e sem pecado!!

Depois disto, não me podem julgar!! (risos)

23.11.14

E passaram a ser Mini Pies....


Não gosto muito de fazer post's quando a noite já vai alta, mas desta vez teve que ser... A receita desta quinzena no Dorie às Sextas assim o exige e, já que tive o trabalho de a fazer e degustar, pois tem que estar neste blog, seja às horas que seja.


Os dias passam a uma velocidade alucinante e quando dou conta das coisas, já é tarde, muito tarde... E a essas horas tudo aquilo que pulula em mim, é tudo menos inspiração.... Que é o caso de hoje, mas ainda assim faz-se um esforço e partilho uma receita que achei maravilhosa, como muitas que já fiz da Dorie.


O bom destes post's é que não tenho que me preocupar muito com o escrever a receita, porque a Susana, faz esse trabalho estupendamente no grupo e eu, tu desculpa-me Susana, aproveito, colocando apenas as minhas alterações quando as faço.

Desta vez não mudei nadinha na receita, visto que tinha a massa diabólica, como carinhosamente lhe chamamos, mas que ao final de contas de diabólica não tem nada. É um dejá vú nesta cozinha e nas receitas da Dorie e isto não teria piada, sem o factor surpresa, né?

Aproveitei um dia de folga que não fui para a capital e os meninos lá foram todos contentes para a escola, e deixei-me perder pela minha cozinha.... Enquanto preparava uma outra receita, ocupava-me desta.... E há medida que ia fazendo já imaginava o resultado final!!

Sabem o que vos digo, que quanto mais imaginamos, mais imaginação temos, e isso em mim é muito perigoso!

A receita desta semana é uma Tarte de Abóbora com Caramelo, ou no original uma Caramel Pumpkin Pie. Chamou-me à atenção a mistura caramelo e abóbora quando li a receita e depois de a ler, já não descansei enquanto não a fiz. 

A única coisa que fiz diferente foi a forma da tarte.... em vez de fazer no tamanho original, fiz mini tartes de abóbora.... Eu gosto mesmo é de complicar!!! 

Todos os procedimentos da receita foram os mesmos excepto no que diz respeito ao tamanho. Cortei circulos de massa com um cortador de flores de 10 cm, e usei formas de queques pequenas, tendo em atenção os tempos de cozedura que foram reduzidos e que variam de forno para forno.







Assim sendo, faço um copy/paste da receita do grupo, deixando no final, as minhas Mini Caramel Pumpkin Pies.




Caramel Pumpkin Pie
(receita retirada do livro Baking, de Dorie Greenspan, pág.322)

Ingredientes:
- 1 base de tarte de 23 cm, parcialmente cozinhada e arrefecida, usando a receita de massa em baixo (Good for Almost Everything Pie Dough - ver ingredientes mais abaixo)
- 1 chávena de açúcar
- 180 ml de de natas
- 2 colheres de sopa de rum, conhaque ou cidra
- 30 gramas de manteiga sem sal, cortada em 4 pedaços
- 250 gramas de puré de abóbora
- 1 1/4 colheres de chá de canela
- 3/4 colheres de chá de gengibre em pó
- Uma pitada de noz moscada
- Uma pequena pitada de pimenta da jamaica
- Uma pitada de sal
- 1 1/2 colheres de chá de extracto de baunilha
- 2 ovos grandes

- Natas batidas, ligeiramente adoçadas, para servir





Execução:

Cozer e arrefecer a base da tarte conforme método em baixo. Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 175ºC. Polvilhar o fundo de uma frigideira anti-aderente com meia chávena de açúcar, distribuido uniformemente, e levá-la a lume médio alto, deixando o açúcar começar a ganhar cor. Agitar ligeiramente a frigideira para que o açúcar ganhe cor uniformemente. Deixá-lo caramelizar sem mexer a frigideira até ganhar uma cor de âmbar profundo - quase de mogno. Vai começar a borbulhar e a fumegar mas é esse o objectivo: um caramelo escuro e forte, tendoporém cuidado para não deixar queimar. Quando as bolhas ficarem grandes, é provável que a cor perfeita tenha sido atingidas. Baixar o lume para médio, afastar-se e deitar as natas na frigideira. O açúcar vai borbulhar muito nesta fase e pode mesmo ficar com grumos, mas voltará ao normal se se mexer bem enquanto continua a cozinhar. Juntar o rum e a manteiga e continuar a cozinhar e a mexer até o caramelo ficar suave. Deitar numa taça e deixar arrefecer durante 15 minutos. 
Noutra taça e com um batedor de varas, mexer o puré de abóbora até ficar suave. Juntar o restante açúcar e bater bem. Adicionar as especiarias, o sal, a baunilha e os ovos e bater até a mistura ficar suave. Juntar o caramelo e envolver bem. Bater com a taça na bancada para tirar o excesso de ar da mistura e verter sobre a base de tarte já cozinhada. 
Levar ao forno entre 45 e 50 minutos ou até o recheio estar inchado e sólido. Se se inserir uma faca no centro, deve sair limpa.
Deixar arrefecer à temperatura ambiente e levar ao frigorífico se se preferir comer fria. Servir coberta com a nata batida.



Receita da Base da Tarte (Good for Almost Everything Pie Dough)
Ingredientes:
- 190 gramas de farinha
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 3/4 colher de chá de sal
- 150g de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
- 2 1/2 colheres de sopa de gordura vegetal fria, cortada em 2 pedaços
- 1/4 chávena de água gelada


Execução:
Colocar a farinha, o açúcar e o sal num processador de alimentos com uma lâmina de metal e pulsar apenas para combinar os ingredientes. Adicionar a manteiga e a gordura; pulsar até que os pedaços estejam misturados com a farinha. Não mexer demais - nesta altura devemos ter pedaços irregulares do tamanho de ervilhas. Pulsar de forma intermitente, acrescentando, gradualmente, 3 colheres de sopa de água gelada para a massa. Continuar a adicionar a água, um pouco de cada vez, pulsando, até que a massa fique uniforme (é possível que se notem alguns pedaços maiores de manteiga).
Deitar a massa sobre uma superfície enfarinhada, ou entre dois discos de papel vegetal, para formar uma base do tamanho indicado; enrolar o disco em película aderente e levar ao frigorífico por 20 minutos.
Retirar a parte superior de papel ou filme e deitar sobre a forma para forrar. Remover o resto do papel ou película e, em seguida, premir suavemente a massa dentro da tarteira, para ficar sem bolsas de ar. Em seguida, pressionar os lados da massa para cima, contra os lados da forma. A massa vai plissando e pode até quebrar. Sem stress: basta pressionar para voltar a juntar. Levar ao frigorífico.
Para cozer a massa, levá-la ao forno pré-aquecido a 205ºC, coberta com papel alumínio untado de manteiga na parte brilhante e bem ajustado à massa. Por cima do papel, devem colocar-se feijões secos. Cozinhar durante 25 minutos. Retirar cuidadosamente o papel e os pesos e, se a massa tiver inchado, pressioná-ça lentamente com a parte redonda de uma colher. Levar novamente ao forno durante 8 minutos ou até a massa estar com uma cor ligeira.






Apesar que se considere a massa como diabólica, não têm porque se assustar! O resultado vale bem a pena o medo que nos possa transmitir e sabem de uma coisa? Vale bem a pena preparar esta massa, porque o conjunto é simplesmente perfeito!

E não querem saber? O caramelo e a abóbora fazem um par perfeito... O recheio é simplesmente delicioso e deixa-nos inebriados pelas especiarias....







O toquezinho da nata.... Bem esse é como a cereja no topo de um bolo... Eu usei crème frâiche normal e ainda assim, levou-me ali ao lado das estrelas.

A pequena gourmet cá de casa, corrobora comigo!! 

E a vocês, o que vos parece?

16.4.13

Pêras aos molhos.....

Pois hoje tinha que fazer qualquer coisa com pêras! E porquê, porque assim o pede o Desafio deste mês do Cocineros del Mundo do Google+. Entre as couves e as pêras, pois fiquei com as pêras!!

Depois de ter feito o Bundt Cake Floresta Negra, fiquei completamente desprovida de ideias!! Salvo seja! Andava tão entusiasmada com o aniversário, que não pensava em mais nenhum desafio.

Hoje foi dia de folga, e apesar, de não estar muito animada e inspirada, lá me decidi meter na cozinha!

Comecei com o almoço que o fui roubar ao blog The Wild Kitchen's, e que maravilha menino Paulo!!! Depois de responder a tanto desafio eu publico!! :)

Mas o de hoje volta a ser um Bundt! Neste caso Mini Bundt's! Aproveitando que tinha fruta na confecção, aproveitei para fazer também os bolinhos de pêra e Merengue para o Desafio Mensal do Cravo e Canela - Uma Cozinha no Brasil - Vamos fazer bolachas, no qual a nossa doce Manuela nos desafia a fazer bolachinhas ou bolinhos com fruta.

E com esta receita de Mini Bundt's de Pêra com Merengue de Limão, participo no desafio do Cocineros del Mundo do Google +, na categoria de Doces. (`podem entrar no link e votar nos mini bundt's!)


Mini Bundt's de Pêra e Merengue de Limão



Ingredientes:

(Receita para 8 mini bundt's e 12 bolinhos)


Para as Pêras


  • 2 peras Conference
  • 500 ml de água
  • 150 gramas de açucar
  • sumo de 1 limão
  • 1 colher de café de canela
As pêras têm que ser preparadas aos menos com 12 horas de antecedência.
Colocamos a água, o açúcar, o sumo de limão e canela numa panela alta e deixamos que comece a ferver. Descascamos as pêras, reservando o pedunculo. Colocamos na calda e deixamos cozer uns 15 minutos ou até que, com a ajuda de uma faca, esta penetre bem na pêra.

Deixamos arrefecer, e deixamos no frigorifico como minimo 12 horas.

Para os mini Bundt's e bolinhos de pêra:
  • 2 ovos
  • 40 gramas de manteiga derretida, mas fria!
  • 30 gramas de açucar normal
  • 60 gramas de açucar moreno escuro
  • 40 gramas de queijinho fresco (fromage blanc)
  • 40 gramas de nozes partidas em pedaços 
  • 1 1/4 pêra crua partida em pedaços
  • 1/2 colher de fermento em pó
  • 1/2 colher de gengibre
  • 1/2 colher de canela
  • uma raspa de noz moscada
  • 80 gramas de farinha normal
Para o merengue:
  • 2 claras de ovos à temperatura ambiente
  • o dobro do peso das claras em açucar 
  • Raspa de um limão grande.



Execução:
Peneiramos a farinha, com o fermento, e todas as especiarias, e reservamos.
Batemos os ovos com os açúcares até duplicar de volume. A continuação juntamos a manteiga derretida, e quando estiver bem misturada, juntamos o queijinho fresco, mexendo sempre.

Misturamos as nozes e a pêra e terminamos com a farinha.

Untamos a forma dos mini bundt's e o tabuleiro para mini cupcakes.

Os tempos de cozedura dependerá do tamanho das formas e dos vossos fornos. O teste do palito nunca engana e devem ser retirados assim que este saia seco.

Deixamos arrefecer 10 minutos sobre uma grelha e desenformamos, deixando que arrefeçam sobre a mesma.

Enquanto arrefecem preparamos o Merengue de limão pelo metódo suiço. O método do merengue suiço. consiste em bater as claras com o açúcar em banho maria. Diga-se de passagem que é um metodo laborioso e um bocadinho cansativo para os meus bracinhos.

Colocam-se então as claras com o açúcar num tijela de inox e coloca-se sobre uma panela com água fervente. Com a batedeira vamos batendo até que a mistura comece a ter uma aspecto brilhante e comece a triplicar o volume. Retiramos de banho maria e continuamos a bater até que arrefeça a mistura, e está pronto a utilizar.(ter em conta que este processo é demorado e se tiverem uma batedeira com suporte, é o mais indicado para todo este processo! Eu tinha mas deu o pifo na ultima vez!)



Montagem dos Mini Bundt's e dos Bolinhos
Para montar os mini bundt's colocamos o bundt no prato a servir e colocamos metade de uma pêra ou às rodelas. Depois de colocar o merengue num saco de pasteleiro, cobrimos a metade da pêra com este merengue. Finalizamos com um maçarico de cozinha e damos o aspecto tostado.



Para os bolinhos de pêra, colocamos pequenas rosetas de merengue e finalizamos da mesma maneira.


O merengue foi deveras uma aventura. Estava a fazê-lo e a lembrar-me da Macu. Sí Reina, me acordé de ti por tus merengues!

Estava a ver que tinha que mandar tudo pela janela, porque não havia maneira que ficasse no ponto. Mas como sou teimosa como uma burra, acabou por ficar assim!

Hoje não há razões de queixa! Ou um mini bundt ou um bolinho! Tudo mini para a tentação não ser grande!



Como já aconteceu com o Strudel de Morangos e as Trouxas de Bacalhau, estes mini bundt's de Pêra com Merengue de Limão vão ser a receita para o desafio, por isso depois vou pedir o vosso voto, sim??

Já escolheram qual querem? Aceitam o chá?

12.1.13

Spicy, Spicy....

Quando vejo esta palavra Spicy imagino logo picante!! Digamos que as minhas noções de inglês precisam de ser mais atualizadas.

Afinal de contas é um termo usado para quando se utilizam especiarias. Tenho que assumir que eu e as especiarias ainda temos que apronfundar muito mais o conhecimento, tirando a canela, a pimenta branca e outras que andam para lá no cesto da cozinha, ainda me falta muito para descobrir as suas virtudes.

Num post anterior coloquei uns Muffins que fazia parte do desafio do Dorie's à Sexta, e que fez com que na dita cesta entrasse o gengibre. 


Andei pelo espaço cibernético à procura de informação sobre o dito. Apesar de o vender muitas vezes na farmácia como potenciador de energia, o dito rizoma, tem inúmeras ultizações. E como o saber não ocupa lugar, deixo-vos um link.

Na minha busca por mais um Bundt Cake, encontrei um de abóbora! Mais um daqueles bolinhos fantásticos! Uma pequena maravilha que me deixou surpreendida pela positiva.

Bundt Cake de Abóbora com Especiarias

(receita retirada daqui)

Ingredientes:

  • 300gramas de farinha com fermento
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato
  • 1/2 colher de chá de sal 
  • 1/2 colher de chá de gengibre em pó
  • 1 colher de chá de canela
  • 1/2 colher de chá de noz moscada recém moída
  • 115 gramas de manteiga à temperatura ambiente
  • 220 gramas de açucar de cana claro
  • 2 ovos L
  • 125 ml de buttermilk*
  • 200 gramas de puré de abóbora**
  • Sumo de meia laranja***
  • Raspa de meia laranja***
* O buttermilk tem sido presença obrigatória nos Bundt Cake. Ainda não o encontrei por aqui à venda e então, uso sempre a dica da minha Isabel. Já usei o leite meio-gordo e o leite gordo, e decididamente prefiro o resultado obtido com o leite gordo.

** O puré de abóbora pode ser obtido assando o dobro da quantidade em crú, ou cozendo deixando que se escorra bem de toda a água. Eu tinha congelado o puré que me sobrou dos Muffins de Abóbora.

*** A laranja não está na receita original, mas tinha lá uma a gritar que a usasse! Sempre achei que a laranja e a abóbora combinam muito bem! Será pela cor....

Execucação:

Numa taça colocamos a farinha com o fermento, o bicarbonato, o sal, e todas as especiarias. Mexemos com um garfo de maneira a misturar bem todos os ingredientes.

Na taça da batedeira, para quem tem, colocamos a manteiga, como quase sempre à temperatura ambiente, e batemos durante um minuto, ou o tempo que seja necessário para que fique suave. De seguida juntamos o açúcar e batemos até obter uma massa esponjosa.

Ao fim de termos uma massa homógenea e esponjosa, vamos juntando os ovos, um a um, nunca esquecendo que só se o seguinte quando o anterior estiver bem batido.

Depois de bem batidos os ovos, chega o momento de juntar a farinha e o buttermilk, e a melhor maneira de o fazer é alternando. Ou seja, primeiro adicionamos 1/3 da farinha, depois de bem misturada, juntamos metade do buttermilk, e assim até se terminar com a farinha.

Por fim juntamos o puré de abóbora e misturamos bem na massa.

Pré-aquecemos o forno a 185ºC.
Untamos e enfarinhamos a forma e colocamos a massa. Levamos ao forno durante 50-40 minutos ou até que o palito saía limpinho.

É muito importante deixar que o bolo arrefeça os 10 minutos antes de desenformar.


Deixamos arrefecer sobre uma rede durante 10 minutos e passado este tempo desenformamos. Deixamos o bolo sobre a rede e esperamos que arrefeça na totalidade.



Depois de desenformar, deixamos arrefecer em cima de uma grelha. Este processo de arrefecimento faz com que o Bundt Cake fique esponjoso, e com uma textura fantástica.




Ao fim de frio polvilhamos o nosso Bundt Cake com açucar em pó e servimos. Do bolinho tão grande, só ficou isto e umas migalhas para a foto. Isto é o que dar eu distribuir pelas amigas!! Que não se importam nada, como devem imaginar.


Quando encontrei esta receita, vi outras muito parecidas! E numa delas dizia que para manter a humidade e a textura do Bundt Cake, que na ultima fase de arrefecimento, se deveria envolver num saco de plástico ou película de cozinha. Experimentei e de facto é verdade! Mais um truque para anotar no livrinho dos Bundt Cake.


O aroma que ficou por casa quando o bolinho estava no forno, deixava adivinhar o resultado. A mistura das especiarias é fantásticas e a abóbora aporta uma frescura e uma textura deliciosa ao bolo.

Sabem que vos digo?? Nestes dias frios, uma fatia desta e uma bela chávena de chá, são um regalo para o coração!

14.11.12

Jerimum?

Ora então o que é isto do Jerimum? Pois nada mais nada menos, que uma abobora!!

Quem já não ouvi falar de Bolinhos de Jerimu? Pois disso são feitos a receita que vos deixo a seguir...

Ultimamente por aquilo que tenho lido e visto, utilizam-se muito legumes em bolos! A Abóbora não me é estranha nestas andanças, porque sempre me habituei ao docinho de Abóbora, às filhoses de Abóbora pelo Natal, etc... Mas por exemplo de Courgette? Pois normalmente a courgette ponho na sopa e nunca me passou pela cabeça que se pudesse usar em bolos. Tudo a seu tempo.... neste post a senhora Abóbora!

Cada vez que falo em Abóbora, lembro-me da Cinderela... Ultimamente tenho estado mais atenta a estas coisas, porque a minha Maria adora a Cinderela....

Nesta receita a Abóbora também sofre alterações e o resultado é absolutamente fantástico. Este foi mais um desafio do grupo da Dorie às Sextas. Apesar de os ingredientes não serem de todo do meu agrado, resolvi arriscar...

Ora aqui fica a receitinha....

MUFFINS DE ABÓBORA
(do ótimo Baking From My Home to Yours, de Dorie Greenspan)
Tempo de preparo: 15 minutos + 25 minutos de forno
Rendimento: 12 muffins

Ingredientes: 
  • 2 xic. farinha de trigo branca, orgânica
  • 2 colh.(chá) fermento químico em pó
  • 1/4 colh. (chá) bicarbonato de sódio
  • 1/4 colh. (chá) sal
  • 3/4 colh. (chá) canela em pó
  • 1/2 colh. (chá) gengibre em pó
  • 1/8 colh. (chá) noz moscada ralada na hora
  • 1 pitada de pimenta-da-jamaica moída
  • 120g [8 colh. (sopa)] manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 1/2 xic. açúcar cristal orgânico
  • 1/4 xic. açúcar mascavo claro, orgânico
  • 2 ovos grandes, orgânicos, em temperatura ambiente
  • 1/2 colh. (chá) extrato natural de baunilha
  • 3/4 xic. purê de abóbora sem tempero
  • 1/4 xic. buttermilk (1/4 xic. leite + 1 colherinha de vinagre)
  • 1/2 xic. uvas passas (procure as mais gordinhas e úmidas)
  • 1/2 xic. nozes ou pecãs picadas
  • cerca de 1/3 xic. sementes de girassol cruas (opcional)

Preparo:
  1. Pré-aqueça o forno a 205ºC. Unte com manteiga OU passe um spray de óleo OU forre com forminhas de papel uma forma de muffins comuns, de 12 cavidades. 
  2. Numa tigela, misture com um batedor de arame a farinha, o fermento, o bicarbonato, sal e todas as especiarias. Reserve.
  3. Na tigela da batedeira (com a pá, se sua batedeira for planetária), bata a manteiga por 1 minuto em velocidade média, até que fique cremosa. Junte os açúcares e bata por vários minutos, até que a mistura esteja homogênea e clara. 
  4. Junte um ovo de cada vez, batendo por 1 minutos após cada adição, até que os ovos estejam bem incorporados. Junte a baunilha.
  5. Diminua a velocidade e misture a abóbora e o buttermilk. Nesse momento, pode ser que a massa talhe de um jeito absurdo. Ignore e prossiga. Se até então a mistura de ovos e manteiga estava homogênea e fofa, e só talhou nesse passo, tudo vai das certo.
  6. Com a batedeira em velocidade baixa, junte os ingredientes secos despejando de forma lenta e constante e bata apenas até não se veja mais farinha na massa. Para evitar bater demais, você pode fazer isso com uma espátula se preferir. 
  7. Com a espátula, junte as passas e as nozes. Divida a massa entre as cavidades da forma e polvilhe com as sementes de girassol, se estiver usando. 
  8. Asse por 25 minutos, ou até que um palito saia seco quando inserido no centro de um muffin. Retire do forno e deixe esfriar ainda na forma por 10 minutos. Desenforme com a ajuda de um garfo e deixe que esfriem sobre uma grade. Ficam deliciosos ainda mornos, com ou sem manteiga mas aguentam bem até o dia seguinte, num pote hermético. Você pode também congelá-los por até 2 meses, e reaquecê-los em forno a 180ºC por alguns minutos ou cortados ao meio, na torradeira. No caso da torradeira, só funciona se os muffins tiverem sido feitos sem as forminhas de papel.    

 Como não me apeteceu fazer tudo em formas pequenas, aproveitei a massa e fiz numa forma de bolo inglês! Simplesmente fantástico... Quanto à mistura de especiarias, usei, mas acho que as coloquei com medo... Certamente mais um a repetir, porque por acaso até sobrou puré de abóbora!