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20.8.15

Mais um ano.



Costumo dizer que passa o dia, passa a romaria. Desta vez não levo tão à letra tal expressão e acabo por publicar em modo atrasado a receita daquele que foi um dos meus bolos de aniversário.


Se é dia de anos, tem que haver bolinho! A vontade não era muita porque sobre mim pairava o cansaço, mas a teimosia era maior e este bolo, ou melhor o seu aspecto pairava sobre mim desde a primeira vez que se cruzou comigo.


A primeira vez que vi um "vertical layer cake" os ingredientes predominantes eram o chocolate. Mas eu não queria chocolate. Queria limão e mirtilos. Depois de muita pesquisa, a receita do bolo é daqui e a do frosting de mirtilos daqui, e algumas adaptações às receitas, o resultado não foi tão extraordinário como eu pensava. Em outras alturas de menos cansaço, tenho a certeza que eu tinha ficado mais contente. 





Bolo vertical de Limão com Frosting de Mirtilos









Ingredientes:

Para o bolo de limão
- 180 gramas de farinha + 2 colheres de sopa de farinha custard
- 1 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de sal
- 6 ovos
- 200 gramas de açúcar
- 100 gramas de manteiga
- 1 1/2 colher de sal de essência de baunilha
- 2 colheres de sopa de limão
- 1 1/2 colher de sopa de raspa de limão

Para o bolo de mirtilos
- 150 gramas de farinha
- 150 gramas de açúcar
- 4 ovos
- 1 colher de chá de fermento
- 80 gramas de manteiga
- 2 colheres de sopa de puré de mirtilos

Para o frosting de mirtilos
- 1000 ml de natas MG > 35% 
- 400 gramas de queijo creme Philadelphia
- 10 colheres de sopa de açúcar em pó
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- Puré de mirtilos
- Mirtilos para decoração.

Para o puré de mirtilos
- 250 gramas de mirtilos congelados
- 1 colher de sopa de água
- 2 colheres de sopa de açúcar
Colocar o mirtilos, a água e o açúcar num tacho e levar ao lume durante aproximadamente dez minutos. Com um garfo esmagar os mirtilos e deixar arrefecer. Coar esta mistura, pressionando bem no coador com a ajuda de uma colher, para que desta maneira se obtenha a maior quantidade de puré possível. Aproximadamente obtém-se 150 gramas de puré. Desta quantidade usamos 2 colheres de sopa para o bolo de mirtilos e o restante para o frosting.








Execução:

Para o bolo de limão

Pré aquecer o forno a 180ºC.
Numa taça colocar o açúcar e a raspa de limão. Com as pontas dos dedos mexer o açúcar para que este se impregne com com a casca de limão. Juntar os ovos e bater a velocidade média até duplicar o volume. Juntar a manteiga derretida e arrefecida. De seguida juntar o sumo de limão e a baunilha e por fim, a farinha misturada com o sal e com o fermento, envolvendo bem na massa.
Untar o um tabuleiro, de 40 x 50 cm e forrar com papel vegetal. Colocar a massa e levar ao forno aproximadamente 10-12 minutos ou até que esta comece a ter um aspecto dourado.
Colocar um pano limpo sobre a mesa e polvilhar com açúcar. Com muito cuidado, desenformar o tabuleiro sobre o pano, de modo a que não se parta o bolo.
Enrolar o bolo e deixar arrefecer.


Para o bolo de mirtilos

Numa taça bater a manteiga com o açúcar até obter uma mistura cremosa. Juntar os ovos um a um, batendo bem entre cada adição. Juntar a farinha envolvendo bem na massa.
De seguida juntar o puré de mirtilos misturando bem na massa, de modo a obter uma cor homógenea.
Dividir a massa por duas formas de 22 cm, devidamente untadas e forradas com papel vegetal.
Levar ao forno durante aproximadamente 20 minutos ou até que o palito saia seco.
Desenformar e deixar arrefecer sobre uma grade.


Para o frosting de mirtilos

Numa taça bater com uma espátula o queijo creme de modo a obter uma textura cremosa. Reservar.

Bater as natas com o açúcar em pó e a baunilha. Para que as natas fiquem firmes, devem ser batidas numa taça bem fria e as mesmas estarem também bem frias. Inicialmente devem ser usada na batedeira uma velocidade mais baixa, aumentando a mesma à medida que começam a emulsionar. 
Depois de batidas e firmes as natas, com uma espátula adicionar o queijo creme, com movimentos suaves. Retirar 1/3 desta preparação e reservar no frigorífico até serem necessárias para a decoração.
Adicionar o puré de mirtilos às natas restantes envolvendo bem de modo a obter uma cor homogénea. Reservar no frigorífico.


Montagem do bolo

Desenrolar o bolo e cortar pela metade no sentido longitudinal. Cubrir uma das tiras de bolo com frosting e enrolar como se fosse uma torta. Depois de enrolar, pressionar ligeiramente para que mantenha a forma. 
Cubrir a outra metade de bolo com frosting e unir com a torta antes formada e enrolar sobre si mesma. Pressionar ligeiramente e colocar o bolo na horizontal.(ver aqui)

Num prato de servir, colocar um disco de bolo de mirtilos e um pouco de frosting. Em cima colocar a torta. Ajustar o diâmetro do disco retirando o excesso. Na parte superior da torta vertical, colocar mais frosting e de seguida o último disco de bolo de mirtilos, que deve também ser ajustado o diâmetro.

Cobrir todo o bolo com o restante frosting com a ajuda de uma espátula, dando o efeito que mais gostarmos. 

Para a decoração da parte superior, encher um saco de pasteleiro munido com um bico em estrela (usei o da Wilton M), e fazer pequenas rosas. Decorar com mirtilos e deixar repousar 2 horas no frigorífico antes de servir.










Um dos defeitos de trabalhar com corantes naturais, neste caso o mirtilo, é que nunca sabemos muito bem o resultado final. Por esse motivo o bolo de mirtilos tem este tom mais azulado que o frosting. 

E a teimosia dá nisto! Sem ter tempo de experimentar a receita antes para que depois se possa ajustar, o resultado não é de todo o que eu esperava a nível visual, porque a nível gustativo os sabores que eu queria juntar saltam todos à vista.

A teimosia é o meu pior melhor defeito e espero que por causa dela, possa continuar a desafiar-me a mim mesma por muitos mais anos!

Obrigado a todos os que deixaram uma palavrinha e se lembraram de mim neste dia!

27.6.15

Em modo... Férias!!


Em outros tempos a chegada das férias, fazia com que andasse a contar ansiosamente os dias para que chegassem. Desta vez sem os contar, chegaram sem quase eu me dar conta e a única coisa que tinha na minha cabeça era a palavra descanço.

O simples facto de não ter que fazer malas e ficar por aqui, também ajudou. Nem sempre as coisas estão previstas da maneira que queremos e no fim das contas, estás bem onde estás.

Pronto, pronto... As saudades também apertam, mas não será o fim do mundo! Afinal a montanha até é bonita para dar uns passeios se o tempo ajudar.

O sol tem aparecido em todo o seu esplendor. Os pequenos andam um bocado perdidos no tempo, porque não é normal estarem tanto tempo em casa com a Mãe e quando as férias acabarem é que se vão dar conta.

Aproveitando o tempo de "não fazer nada", e aproveitando a receita do Dorie às Sextas, saiu um geladinho para nos animar.

Os mirtilos têm sido presença habitual cá por casa e mais quando o preço é convidativo. E se vos digo a verdade, cada vez que experimento uma receita, mais gosto desta pequenas "pérolas negras". É a primeira vez que faço um gelado com os mesmos, mas ao ler os ingredientes, o resultado era o que se imaginava.

Super cremoso e de sabores intensos!








Gelado de Mirtilos e Crème Frâiche
(receita retirada do Livro Baking, pág. 434, de Dorie Greenspan)
Tradução: Susana Figueiredo






Ingredientes:
-200 gramas de mirtilos(frescos ou congelados. Se for dos congelados, descongelar e escorrer bem)
- 80 gramas de açúcar
- 1 pitada de sal
- Raspa e sumo de 1/2 de limão ou lima (ou mais sumo a gosto)
- 180 ml de natas
- 240 ml de crème frâiche 

Execução:


Colocar os mirtilos, o açúcar, o sal e o limão num tacho médio e cozinhar em lume médio mexendo sempre até a mistura ferver e as bagas amolecerem, durante cerca de 3 minutos. 

Triturar a mistura até ficar um puré homogéneo, durante cerca de um minuto (nunca irá ficar completamente suave, o que é normal). Juntar as natas e as natas azedas e bater até estarem misturadas. 

Provar e, se necessário, juntar mais açúcar ou sumo de limão. Deitar numa taça e refrigerar sté estar bem fresco. Deitar na máquina de gelados e seguir as instruções do fabricante. Quando estiver pronto, levar ao congelador por duas horas.





Quando há que experimentar alguma receita nova, a Maria normalmente é a primeira que vem ter comigo. Sempre foi a mais curiosa e especialmente quando as cores são diferentes.

Desta vez fez birra e o primeiro a querer provar foi o Tomás. Só tive tempo de perguntar se tinha a certeza e a resposta não se fez esperar.

Resultado? A taça vazia em tempo record!

Vai um geladinho?

28.8.14

Batatas ou Bananas?



Con esta receta participo en el reto del mes de Agosto, de la comunidad Cocineros del Mundo de Google+, en el apartado salado y en el apartado dulce.





Já há uns tempos que não tinha oportunidade de participar nos desafios dos Cocineros del Mundo. Ou porque não me gostavam os ingredientes e desta última vez porque não encontrei a bendita massa para o desafio. Entre isso e o tempo que às vezes falta, desta vez quando vi o desafio, pensei, é desta! E assim foi... Aproveitando o primeiro dia de folga depois de dois meses sem descanso, meti-me na minha cozinha. Sim já sei, deveria estar a descansar, mas acaba por ser descanso também e acabo por desconectar do corre-corre diário a que estou acostumada estes últimos dias e, não vá eu perder a prática, o melhor é aproveitar.

Ora os ingredientes são simples, encontram-se por todo lado e, aqui por casa, há sempre batatas e bananas. As bananas normalmente ficam sempre muito maduras e eu aproveito para fazer o banana bread ou algo parecido, como tal esta hipótese estava descartada.

Apesar de não ter muito tempo, quando vejo alguma coisa de que goste nalgum livro ou em alguma revista, fica aquela imagem guardada. Ontem enquanto punha o Tico e o Teco a decidir o que ia fazer, tinha uma imagem na cabeça. Rebusquei as minhas revistas e não encontrava a que tinha aquela imagem.... Mas que procura sempre alcança não é? Pois a bendita revista apareceu e depois de ler a receita, mudei tudo. Estou de folga e gosto de cozinhar, mas não está nos planos por a cozinha patas ao ar. Se bem que acaba sempre por acontecer, seja simples ou complicada.

E como o tempo não ajuda, o post de hoje, é dois em um. Prato principal e sobremesa! Mas só tem direito a sobremesa, quem comer o principal, eh?



"Vol au vent" de Batata, Cogumelos, Passas e Ovo
(receita adaptada daqui).






Ingredientes:
- 2 batatas medianas
- 1 gema
- salsa picada q.b
- 2 chalotas
- 125 gramas de cogumelos de Paris laminados
- 1 colher de sopa de passas
- 2 colheres de sopa de vinho branco
- 5 colheres de sopa de natas
- 2 ovos
- Sal e pimenta negra q.b
- Flor de sal 
- Saco de pasteleiro com bico em forma de estrela

Execução:

Cozer as batatas em água com sal. Depois de cozidas reduzir a puré. Adicionar a gema e misturar bem. Juntar um pouco de salsa picada e rectificar os temperos e adicionar uma pitada de pimenta negra.

Numa frigideira colocar a chalota picada com um pouco de azeite. Deixar refogar e quando estiver suave, juntar os cogumelos laminados. Temperar com sal e pimenta e deixar que libertem a água que têm, a lume médio, mexendo ocasionalmente. Juntar as passas e o vinho branco e deixar que este se reduza. Rectificar temperos e adicionar as natas. Assim que ferva, retiramos do lume e reservamos para rechear os "vol au vent" de batata.

Pré aquecer o forno a 190ºC.

Colocar o puré de batata no saco de pasteleiro e num tabuleiro revestido com papel de forno, fazer espirais de 6 cm de diametro, aproximadamente, tendo o cuidado de não deixar espaços abertos.

Depois de criada a espiral fazer um círculo sobre a mesma, mas só sobre o rebordo. Fazer 2 ou tres voltas.

Levar ao forno durante 10 minutos para que ganhe um pouco de cor. Retiramos, recheamos com os cogumelos e colocamos uma gema de ovo em cada "vol au vent". Levamos novamente ao forno e assim que a gema do ovo, comece a estar cozida, retiramos.

Servimos de imediato colocando uma pitada de flor de sal sobre a gema.






Dado à forma dos "vol au vent" um ovo inteiro não cabe. Daí ter colocado o ovo inteiro numa tacinha e com a ajuda de uma colher, retirar a gema e um pouco da clara. Para que se possa colocar o ovo inteiro, é necessário que o tamanho seja maior.






De facto é uma alternativa ao famoso puré de batata. Para uma ocasião especial acho que pode servir perfeitamente, como prato principal, ou como entrada. Seja como seja, hoje era especial!



E apesar de eu ser uma gulosa imperdenida, hoje a sobremesa é do mais simples que pode existir. Uma receita do livro Bake, da Rachel Allen, que usa as bananas como ingrediente principal e que sugere depois várias alternativas. Aparte de ter usado umas passas e ter substituido a nata batida por gelado de doce de leite, a receita segui-a na íntegra.


Bananas Assadas com Rum e Passas





Ingredientes:
- 2 bananas maduras, mas firmes
- 4 colheres de sopa de rum
- 2 colheres de sobremesa de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres de sobremesa de passas
- gelado de doce de leite (ou nata batida como no original)
- praliné (opcional)

Pré aquecer o forno a 200ºC.

Descascar as bananas e cortar longitudinalmente. Cortar um rectangulo de papel de forno, o suficientemente grande para fazer um embrulho.

Colocar ao centro as metades da bananas, polvilhar com o açucar mascavado e colocar 2 colheres de sopa de rum. Por fim colocar as passas e fechar bem o embrulho.

Levar ao forno durante 20 minutos. Retirar do embrulho com cuidado e servir com o acompanhamento preferido. Devem comer-se mornas.






A banana é daqueles frutos que não me deixa chegar a um consenso. Gosto dela tal qual, mas também gosto dela quando a uso para bolinhos e afins, mas no que toca à parte de usar o calor para a transformar, já não acho muita piada à textura.

Mas isso era dantes! Agora a minha opinião mudou e com pontos a favor! É óbvio que a textura se transforma, mas fica o seu sabor ainda mais acentuado e doce o quanto baste, para contrastar com o belo do gelado de doce de leite.






O porquê do gelado de doce de leite?? Porque o Tico e o Teco, tinham na ideia a banoffee pie. E como tal, achei que a associação só podia ser perfeita! O praliné vem apenas dar o toque crocante nesta mistura de texturas, que muito me surpreendeu! O que também não é dificil, porque eu gosto de tudo! Ou quase tudo....


"Life is uncertain. Eat dessert first." (Ernestine Ulmer)


10.8.14

Dias não são dias!


Ora mais um ano que passou.... Não, não estamos no fim do ano, mas já vos posso dizer que apartir de agora, os dias passam tão rápido que quando der conta, estou a fazer o post com os votos para o novo ano.

Passou mais um ano foi na minha vida e hoje a Mamã faz anos!

Happy Birthday to Me!!

Lembro-me quando era pequenita, que na véspera, quase não dormia, tal era a excitação de mais um aniversário. Agora, a idade já não perdoa, essas coisas são indiferentes. É mais um ano que se acumula, e eu só levo trinta e mais qualquer coisa.... Sim, porque as senhoras não dizem a idade que têm! Queremos ter sempre menos, mas se vos sou sincera, é-me indiferente! Tenho a idade que quero, dependendo da situação! Se for preciso tomar uma decisão importante, sou o mais madura que possam imaginar, mas ponham-me ao pé de uns baloiços e pareço uma catraia de seis anos! (risos)

O problema é que aqui não me deixam, senão quando vou ao parque com os miúdos, quem se divertia mais era eu!


Blá, blá, blá.... Se me ponho aqui a divagar, quando der conta, tenho meio testamento e o post sem acabar! E se faço um post, é porque tenho alguma coisa nova!


E desta feita, pois o meu bolinho de aniversário! Se o ano passado tinha uma ideia clara do que queria fazer, este ano custou a que descobrisse o que queria! Não que seja complicada, porque eu ate gosto de coisas simples (risos), o único problema está, quando eu as complico!


Mas desta vez deixei-me levar pela simplicidade! A Lia tinha-me mostrado a foto de um bolo e eu aproveitei e pedi-lhe que me enviasse algumas fotos.... Bem, o problema foi mesmo escolher!! Mas estão guardadas as que não foram seleccionadas, porque há muitos aniversários para as poder fazer!


Resumindo e concluindo, já não me lembro de quem é o bolo. Ou melhor a receita original, ou é da Rachel Allen ou da Martha Stewart. Minha não é, porque o meu tico e o teco, não chegam tão longe! Não sou autodidacta, quando faço as coisas, faço sempre com base numa receita, se depois altero, aí o problema é meu e depois digo que meto a pata!


Portei-me bem desta vez porque não mudei nadinha! Nem uma só grama nas quantidades, embora tivesse vontade, quando vi a quantidade de açúcar que levava! Mas pûs toda a minha concentração quando fiz o bolo e o resultado era o que eu queria.... Simples e delicioso!!


E como dias não são dias, ao menos que no dia de aniversário, ele seja docinho não é?


O nome original da receita é The Renée, ou algo assim! Um bolo triplo de baunilha, com recheio de morangos e creme pasteleiro. Foi aqui que mudei.... Continuou triplo, levou os morangos que vieram da Holanda e que quase me deixam à beira de um ataque de nervos, mas não levou o creme pasteleiro, nem a cobertura de merengue. É que eu e o merengue ainda não somos amigos intímos e como tal, troquei-os por nata batida ligeiramente açucarada.




Bolo Triplo de Baunilha com Recheio de Morangos e Nata


Ingredientes para o bolo:
- 200 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
- 1/2 tsp de sal
- 375 gramas de açucar
- 3 ovos tamanho L
- 3 gemas tamanho L
- 1 colher de sopa de essência de baunilha
- 275 gramas de farinha
- 2 tsp de fermento em pó
- 160 ml de leite gordo + 1 colher de sopa (morno)

Para os morangos:
- 1 kg de morangos
- 6 colheres de sopa de kirsch
- 6 colheres de sopa de açúcar

Para a nata:
- 1,5 litros de nata (MG>35.1%)
- 10 colheres de sopa de açúcar em pó
- corante rosa em gel (opcional)

Lavar os morangos e cortar em pedaços pequenos. Polvilhar com o açúcar e juntar o kirsch. Deixar repousar no frigorífico até utilização.

Aquecer o forno a 170ºC.

Numa taça colocar a manteiga, o sal, e o açúcar. Bater com a batedeira, a uma velocidade média, até se transformar numa mistura esbranquiçada e fofa. (dependendo da batedeira, pode demorar 10 minutos).

Juntar os ovos um, mexendo bem entre cada adição, baixando a velocidade da batedeira. Seguir o mesmo procedimento com as gemas, adicionar uma a uma, batendo bem entre cada adição. Adicionar a essência de baunilha e incorporar bem na massa.

Numa taça colocar a farinha e o fermento. Misturar bem e peneirar duas vezes.

Incorporar a 1/3 da farinha e bater bem a massa. Juntar metade do leite e incorporar bem. Juntar o outro 1/3 da farinha, seguido do resto do leite e terminar com a restante farinha.


Untar com manteiga e polvilhar de farinha uma forma de 23 cm de diametro. Colocar a massa e levar ao forno, aproximadamente 30 minutos ou até que o palito quando seja espetado no meio, não tenha migalhas.

Retirar do forno e deixar arrefecer 10 minutos dentro da forma. Desenformar e deixar arrefecer completamente.


Nota: Usei 1 receita e meia, da qual obtive 3 bolos, seguindo todas as indicaçoes acima referidas. Na receita original, é feito só um bolo, que na montagem é cortado pela metade.




Para o chantilly, bater as natas numa taça grande e FRIA, começando a baixa velocidade e aumentando para uma velocidade média. Quando estiverem espumosas, juntar o açucar em pó e continuar a bater até obtermos uma consistência mais dura. 

Para a montagem do bolo:
Colocar um dos discos do bolo sobre o prato de servir. Picar ligeiramente com um garfo e colocar os morangos. Deitar uma camada generosa de natas batidas e sobrepôr o segundo disco de bolo. Colocar os restantes morangos, natas batidas e terminar com o ultimo disco.

Cobrir toda a superfície do bolo com natas, alisando de maneira a tapar as imperfeiçoes.

Numa taça aparte colocar um pouco de natas, juntar colorante até obter a tonalidade desejada.

Colocar as natas com corante num saco de pasteleiro munido com uma boquilha, neste caso a 1M da Wilton, e espalhar as natas. Abrir o saco e inserir as natas sem coloração. Ver VIDEO.

Para criar as rosas, apoiar o bico, pressionando o saco e fazer um swirl, começando pela base do bolo, cobrindo o bolo com estas rosetas. Na parte superior, usar simplesmente as natas sem coloração. Decorar com pérolas rosas.

Outra nota: O efeito matizado tinha-me cruzado com ele numas bolachas! E aquilo nao me saía da cabeça, mas com bolachas.... Acabei por fazer no bolo e assim em cima da hora, encontrei um vídeo que explica mais ou menos o procedimento. O do vídeo é uma arte, mas ainda assim estou muito contente com o resultado do meu... Podia ser pior né?






Era isto que eu queria!!! Ou quase.... Eu cá gosto muito de andar a inventar com o saco de pasteleiro. Sou uma naba, mas gosto! O efeito fica bonito, apto para uma ocasião especial, e sinceramente, nos dias que correm, a minha paciência já não dava para mais.

Para evoluir nestas coisas, é preciso tempo e aprender muito! E eu aprendo, mas não tenho tempo! Se a isto juntarmos o material necessário, fico-me com o meu bico da Wilton e tenho bastante! Um dia destes quem sabe, não compro outros, e assim posso ir mudando! Isto já para avisar, que o próximo bolo especial, terá quase o mesmo aspecto exterior, ou não!






Sendo um bolo de aniversário, não é muito normal que se corte uma fatia antes dos convidados chegarem! Mas como eles sabem que tenho outros convidados especiais, vocês, certamente não me vão dizer nada!

A fatia não ficou muito famosa, porque a luz foi-se, mas ainda assim consegui uma fotozinha do interior para espreitarem!






Acho que não faz justiça a uma fatia digna! Prometo que se sobrar alguma para contar história que a fotografo e vos venho mostrar! 

Isso sim, posso confirmar, que este é dos melhores vanilla cakes que alguma vez comi. Os morangos e a nata, atribuem um sabor delicioso e o melhor, é que não se torna enjoativo.


Agora resta-me agradecer a vossa presença neste cantinho e, ao fim e ao cabo, na minha vida! Pena que estas coisas sejam só virtuais e não se possa verdadeiramente partilhar! 

Sim porque a felicidade para ser real, tem que ser partilhada!

Obrigado por todo o carinho e um beijinho!



19.7.14

Simples devaneios.....


Quase que me esquecia de fazer este post! E isto que fiz a receita a tempo! Mas o cansaço e a preguiça é tanto, que estar sentada no computador me dá sono!

Mas aproveitando o fim de tarde, o post sai! Ou não fosse por mais um devaneio! Devaneio meu e devaneio da Dorie! É mais uma receita do Dorie às Sextas, que desta vez trás a frescura do limão.

Aquilo que normalmente tinha que ser um creme, acabou num pudim! E desta vez, mesmo fazendo alterações na receita, porque precisava de gastar umas natas que estavam abertas no frigorífico, o resultado de outras Dories foi o mesmo. 

Quando terminei a receita, pensei, voltaste a meter a pata na poça! Isto não ficou como um creme (custard), mas sim como um pudim! Seja leite creme ou pudim, o que importa é que no fim, não ficou nada para contar a história!

Uma receita simples, pouco doce, e que prima pela frescura do limão. As Dories vão de férias e agora tenho que procurar outras coisas para publicar!! As ideias são mais que muitas, mas o cansaço, não me deixa!




A receita, como referi anteriormente, é bastante simples! Como tinha umas natas perdidas, decidi aproveitá-las, visto já ter experimentado em receitas semelhantes e saber que o resultado se tornaria mais cremoso. Deixarei a receita na íntegra da Dorie, colocando entre parentesis as alterações efectuadas.

Ah e só fiz metade da receita, porque aqui em casa estamos reduzidos! O que por certo, torna que o tempo se torne imenso e a saudade aumente a cada dia! 


Lemon Cup Custard 
Receita retirada do Livro Baking de Dorie Greenspan, pág. 387
Traducção Susana Figueiredo

Ingredientes:

540 ml de leite gordo (200 ml de leite gordo + 60 ml de natas)
Raspa de um limão (raspa de meio limão)
4 ovos grandes (2 ovos + 1 gema)
100 gramas de açúcar (50 gramas de açúcar)
Óleo de limão puro ou extracto de limão (opcional)


Preparar 6 ramequins com capacidade para 180 ml. Levar ao lume num tacho o leite, as natas e a raspa de limão até levantar fervura. Retirar o tacho do lume, cobrir e deixar repousar durante 30 minutos para que o leite ganhe o sabor do limão. Levar novamente ao lume para aquecer o leite. 

Centrar a grade do forno e pré-aquecê-lo a 165ºC. Forrar uma assadeira com uma camada dupla de papel de cozinha e colocar os ramequins dentro da assadeira. Ter um passador de rede fina à mão e ferver água numa chaleira, desligando o lume quando a água estiver a ferver. 

Numa tigela, bater os ovos com o açúcar até estarem bem misturados. Sem parar de mexer, coar aos poucos 1/4 do leite quente para a mistura dos ovos e açúcar, de modo a temperar os ovos e evitar que talhem. Mexendo sempre, coar o restante leite.

Descartar a raspa de limão. Para um sabor a limão mais forte, juntar umas gotas de óleo ou extracto de limão (1/8 de colher de chá para o extracto, menos ainda para o óleo).

Com uma colher, remover a espuma por cima do creme e vertê-lo para os ramequins. Colocar a assadeira no forno e deitar-lhe dentro água quente, até ficar a meio das paredes exteriores dos ramequins.

Deixar cozinhar durante 40-45 minutos ou até a custard abanar somente no centro quando se toca nos recipientes. Deixar arrefecer até à temperatura ambiente e refrigerar durante pelo menos duas horas antes de servir.

Antes de servir polvilhar com açúcar e queimar, tal qual um leite creme. Servir de imediato.







Pronto já sei que os pudins não levam o açúcar queimado. Mas isto era suposto ser um leite creme, né? E eu, gosto de leite creme com o açúcar queimado, porque senão já não tem piada.

Eu juro que segui os passinhos todos da receita! Pronto eu reconheço, que me despistei no forno e quando dei por ela, e tinha o tempo controlado, apanhei os ditos já quase a passar o tempo de cozedura.








É aqui que acho que há um devaneio! O tempo de cozedura, é demasiado! Em todo o caso, é uma receita simples, rápida e super fresquinha! Afinal de contas estamos no Verão, não é? Por aqui já se sabe, que o máximo são temperaturas de 20 e poucos graus, mas ainda assim, os dias têm sido bonitos! O único senão, é constipar-me nesta altura!







E ainda bem que a receita leva limão! Sinónimo de vitamina C! A ver se com umas quantas colheradas, ajuda a levantar o estado de ânimo!

Enquanto isso, eu vou tentar descansar!!

Vai uma tacinha?

4.5.14

Uma Mãe tem que ser chata!



Há dias em que me sento para escrever um post, e não sei como o começar! Este é um deles!

O dia de hoje não podia passar em branco neste blog! Óbvio não?

Dei por mim a ver o post do ano passado! A ler o que escrevi, porque ainda me lembro da receita, e a ler os comentários. E chegeui ao fim com uma lágrima nos olhos!

É eu sou assim, de lágrima fácil! Especialmente quando sinto que as palavras são sentidas! Pronto, hoje deu-me para isto!

Num destes dias dei por mim a pensar em tempos passados! Em conversas com a minha Mãe e de alguma maneira revi-me nelas, agora como Mãe! E fartei-me de rir, porque em pleno seculo XXI, as conversas mudam e muito!

Conversa minha com a minha Mãe, há muito tempo atrás: (século XX)

Mãe: Mena, já foste arrumar o quarto?
Eu: Já vou!!!

Mãe: É sempre já vou! Já estou cansada de ouvir sempre o mesmo! Já foste fazer o que te mandei?
Eu: Já vou!!
Mãe: Eu dou-te o "Já vou"!
Só ao fim de muitos "Já vou" é que eu ia! E a minha Mãe chateava-se comigo, e tinha razão!

Agora as conversas são outras, até porque eu estou em desvantagem! Eles são dois, com génios muito diferentes, mas que no fundo acabam por ser muito parecidos à Mãe, menos nas respostas!

Eu: Meninos, querem fazer o favor de arrumar os brinquedos?!?
Maria e Tomás: ( Não se houve nada!)

Eu: Mas será possível que vocês não ouvem aquilo que eu vos digo? Estão surdos?
Maria: Não Mãe! Surdos não, mas tu falas chinês e a gente não entende!

Depois de esta saída airosa, eu fiquei sem argumentos! Tive que fugir para outro lado da casa e rir-me! Porque se algum dia eu dissesse tal coisa à minha Mãe, acho que estaria castigada até ao dia de hoje!

Quando nascem, olhamos para eles tão indefesos, e a única coisa que queremos é que não lhes aconteça nada! E depois ouvimos coisas como estas, que falamos chinês!

O dia da Mãe é todos dos dias! E se o nome se gastasse.... bem, eu ja nao tinha nome! Desde que acordam até que se deitam, não páram de o chamar! Até ao dia que se lembrem de me chamar pelo nome!


Mãe sente, mãe gera, mãe dá, mãe é ÚNICA.






A receita encontrei num blog que não necessita de muitas apresentações, o Coco e Baunilha, que por sua vez a encontrou noutro blog que também faz parte dos meus preferidos, o Food and Cook by Trotamundos. E por sua vez com um link para a página da Martha Stewart onde há um video com a autora desta receita.

A sua simplicidade foi o que me deixou mais convencida. Já o tinha experimentado na versão mais simples, ou seja, em que as folhas de massa filo de colocam de maneira a formar uma rosa grande. Decidi repetir, porque da primeira vez não houve uma fatia que sobrasse para as fotos, mas desta vez dando o aspecto de rosas, tal e qual o vi no blog Coco e Baunilha.

Sim porque eu adoro rosas, e neste dia da Mãe, é a melhor maneira de agradecer à minha tudo o que tem feito por mim e fez por mim! Sim porque já diz o ditado, que filhos criados, trabalhos dobrados! E nesta parte entram os netos! Os meus só estão com as Avós quando vão de férias, mas eu sei que aproveitam o máximo quando estão com elas.

E por falar em Avós, aparte das Avós de verdade, temos uma Avó especial! Uma pessoa que segue cantinho desde o início e como tal, faz parte da família porque quando fala dos catraios, são "os meus meninos". Como está de parabéns e estamos longe, fica um beijinho triplicado sim?

Agora, deixo-me de paleio, porque a receita apesar de simples, há que escrevê-la!


Tarte de Leite e Massa Filo ( Ruffled Milk Pie)





Ingredientes:

Para uma forma de 20cm:

- 8 folhas de massa filo
- 50g de manteiga derretida
- 250 ml de leite
- 60 ml de natas
- 60 ml de leite de coco
- 3 ovos
- 100 gramas de açucar
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- Canela e açúcar em pó para polvilhar

Untar com manteiga a forma e forrar com papel vegetal.

Na mesa ou na bancada de trabalho, estender e pincelar a folha de massa filo num lado. Formar umas pregas na horizontal, e muito cuidadosamente para evitar que se rasge, enrolar em forma de caracol e colocar na forma. Proceder da mesma maneira para as restantes folhas.

Colocar no forno pré aquecido a 180 ºC durante 25 minutos. No decorrer deste tempo, aquecer os leites com as natas e quando começar a ferver retirar.

Bater os ovos com o açúcar e juntar esta mistura de leites, pouco a pouco, mexendo sempre para que o açucar se dissolva.  Retirar a forma do forno e deitar esta mistura cuidadosamente. Levar novamente ao forno durante mais 20 minutos até que esteja cozido.

Retirar e deixar arrefecer dentro da forma. Polvilhar com o açúcar em pó e com a canela.

Servir morno ou frio.






Quando estava no forno, alguém me dizia: Mãe, que estás a fazer? Cheira bem! Eu quero! A minha pequena gourmet, assim que sente um aroma novo, aguça logo os sentidos! E até que está pronto, a palavra Mãe e quero, é repetida vezes sem conta!







Pessoalmente gosto muito de massa filo. Adoro o crocante que aporta a todas as suas utilizações e esta foi mais uma.

Mas se a isto lhe juntamos a cremosidade de um flan, então a coisa muda de figura! Deve ser comido no própiro dia, para aproveitar a parte estaladiça, mas acreditem, que no dia seguinte, ainda está melhor!







E que sejam estas as rosas que nos alegrem todos os dias! 

Feliz dia da Mãe para mim, para a minha Mãe, para todas as Mães por aqui e especialmente para aquelas que em breve entenderão o que digo!

As mulheres são as únicas que podem sentir o bater de dois corações ao mesmo tempo! Eu senti-a 3!!



"No momento em que uma criança nasce, a Mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mukher existia, mas a Mãem nunca. Uma Mãe é algo absolutamente novo."
(Osho)