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15.10.16

Summer time... The last one!




A receita da massa foi retirada do blog Everyday Dorie, a qual não necessita qualquer apresentação, pelo menos da minha parte. Porque é certo e sabido que este blog deve a sua existência à minha teimosia, leia-se também "gulodice", e ao grupo do Dorie às Sextas.

Nesses tempos pré-históricos do blog, qualquer coisa como cup's, tsp's, processador de alimentos, ou mesmo "pastry blender", eram palavras que não constavam de nenhum dos meus vocabulários. Por isso a teimosia e a curiosidade de querer saber mais e mais, neste mundo tão imenso. As Dories foram uma preciosa ajuda, outras blogger's também, livros e revistas em quantidades exageradas, e ainda assim creio que a minha curiosidade nunca estará satisfeita. Não sei se sou mais curiosa que teimosa... (risos)!

Gulosa sim que sou, mas tenho alturas e o Verão é uma delas. Gulosa de frutas como os pêssegos, as nectarinas, as ameixas e por aí adiante. Como tal há que aproveitar a sua presença e deliciar-me com eles tal qual ou transformá-los.

Pedi 4 caixinhas de mirtilos que de tão grandes que eram pareciam cerejas. Pensei fazer um brioche, mas numa conversa matutina com as minha Cotôrras a decisão foi galette! Simples não?

Como dizem por aí, a Galette é a irmã imperfeita de uma tarte perfeita. E quanto mais imperfeita melhor. O recheio pode ser sempre ao gosto de cada um, tendo em conta o tipo de fruta que se utilize, visto que algumas têm uma maior quantidade de água na sua composição. Este artigo da Bon Appétit explica muito sucintamente os erros que não se devem cometer. Só descobri depois de ter feito umas quantas e não troco uma só palavra.



Mini Galettes de Nectarinas e Mirtilos











Ingredientes:

Para a massa:
- 250 gramas de farinha sem fermento
- 60 gramas de amêndoa moída
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavado escuro
- 1/2 tsp de sal fino
- 170 gramas de manteiga sem sal, cortada em cubos e muito fria (colocar no congelador 30 min antes de começar a preparação)
- 90 ml de água muito fria

Para o recheio:
- 125 gramas de mirtilos
- 3 nectarinas maduras, mas firmes
- 2 colher de sopa de açúcar mascavado escuro
- Sumo de meio limão
- Raspa de meio limão
- 1 colher de chá de amido de milho (Maizena)
- 4 colheres de sopa de amêndoa moída ( 1 por cada base de tarte)


Execução:

Numa taça colocar a farinha, a amêndoa, o sal e o açúcar. Misturar todos os ingredientes. Seguidamente juntar a manteiga bem fria e envolver na farinha e com a ajuda do "pastry blender" integrar a manteiga na farinha de modo a obter uma textura arenosa, em que os pedaços de manteiga sejam do tamanho de uma ervilha.

De seguida juntar metade da água e envolver nesta mistura. Ir adicionando aos poucos a restante água até que a massa se despegue da taça.








Formar uma bola com a mesma e dividir a massa em 4 partes, com aproximadamente 150 gramas cada uma. Esticar cada uma das porções numa superfície polvilhada com farinha e sémola de trigo, sendo esta última em maior quantidade. Obter um círculo de 20 cm de diametro aproximadamente. Envolver em película aderente e deixar repousar no frigorífico como mínimo duas horas ou uma hora no congelador.






Dez minutos antes de proceder à montagem da galette preparar as frutas. Colocar as nectarinas cortadas em fatias finas numa taça e os mirtilos. Adicionar o açúcar, o sumo e a raspa de limão e a maizena, envolvendo bem. Deixar repousar.

Pré aquecer o forno a 200°C.

Retirar os discos de massa do frígorifico, colocar sobre a placa do forno devidamente forrada com papel e espalhar no centro amêndoa moída deixando 2 cm de margem do bordo do disco de massa.
Colocar as fatias de pessêgo em círculo e de seguida os mirtilos. Rebater os bordos da massa sobre os pêssegos pressionando ligeiramente. Repartir o liquído de maceração sobre as tartes. 

Pincelar os bordos da massa com ovo batido e polvilhar com açúcar em grão.
Levar ao forno, baixando a temperatura para 180°, deixando cozer até a massa estar douradinha. Deixar arrefecer sobre uma grelha. Servir morna ou fria. 







É daquelas coisas que não precisa nenhum extra, mas quando se come morna, uma bolinha de gelado de baunilha ou uma colherada de crème frâiche espessa, é sempre como uma cereja no topo de um bolo.


P.S - É excusado dizer que já não estamos na altura destas frutas que tanto me agradam, mas a receita, não sei porquê, ficou guardada em rascunho, e era uma pena muito grande não poder compartir. Assim fica a jeito de despedida, ou para aqueles que já têm saudades do Verão. 









20.5.14

Qualquer coisa bárbaro!!


Olho para o calendário e vejo que passou um mês desde que voltei a trocar de ocupação, trabalho, emprego, aquilo que lhe queiram chamar!

Mas desta vez, com uns dias de repouso antes de começar mais uma nova etapa! E foi nesses dias que a Sibéria, acolheu de braços abertos, aquela que é uma das minhas amigas virtuais. Ou melhor, agora já não é, e mesmo antes, nunca a considerei com tal, porque a sua presença constante na minha vida era tal, que o dia em que nos conhecemos, face to face, foi como as nossas trocas de mensagens.

Pois, falo da Kinhas, quem haveria de ser! Dentro das que tenho é a que está geograficamente mais perto! Como se mil kilometros fossem pouca coisa.... Mas ainda assim e comparada com as outras, é a mais cercana!

Ora visto o não visto, esses dias cá por casa foram um corropio! Os catraios animadissimos porque havia gente nova e eu ainda mais, porque as conversas eram diferentes! E entre cozinhados, sim porque havia que manter o ritual das refeições, e os passeios aquilo pelo sítio, o tempo que estiveram passou a correr!

Foi preciso vir a rapariga, para eu conhecer o Museu da Miniatura! Único no mundo e instalado no lado norte de Andorra! Olhem, mais vale tarde que nunca, e além do mais eu não costumo ficar de férias aqui né? 

Este Museu conta com uma coleção permanente privada do ucraniano Nicolai Siadristy, considerado por muitos o melhor microminiatura do mundo. O museu também apresenta outras coleções sobre a microminiatura.

As exposições sobre microminiaturas contêm fantásticas obras elaboradas à mão a partir de nobres materiais e materiais comuns, como por exemplo a obra de representação dos reis do oriente elaborada sobre um grão de arroz, a representação de uma taberna sobre um grão de sal ou a obra que faz passar uma fila de camelos no olho de uma agulha de coser. A maior parte das obras apenas pode ser observada através de um microscópio!






As fotografias não sei se eram permitidas, mas ainda assim roubei a máquina da Kinhas e fui tirando!!! Adorei as matrioskas! São de um requinte que não podem imaginar! Já para não falar nas micro miniaturas. Eu fiquei boquiaberta, porque jamais pensei que tal fosse possível. Ainda tenho muito que ver e aprender neste mundo.

Como dizia antes foi uma roda viva, o tempo pregou-nos alguma que outra partida, mas não nos impediu que se fizessem umas voltinhas! E ao fim do passeio, por a cozinha estava por nossa conta! Como é óbvio não se experimentaram coisas novas! Eu sim, porque fizemos raclette! Mas não foi coisa que me convencesse e eu continuo a nao ser grande amante de queijos!

Saiu um bundt de Chocolate e uma éspecie de Challah, e para me deixar mal, o raio do Bundt colou na forma, ou pelo menos um pouquinho! O que nao impediu que metade dele, fizesse a viagem de regresso aos Alpes, para saciar a fome dos 2 viajantes!!


Esta minha afinidade com a Kinhas surgiu logo no início deste blog. Se calhar a coincidência de estarmos as duas longe de casa, fez com que nos torná-se-mos mais próximas! E do lado dos Alpes chegaram coisinhas boas! Oh se chegaram! E uma delas chama-se ruibarbo!! Enquanto esteve connosco não o pude preparar e só uns dias depois é que o pude fazer, colocando mãos a mais de uma receita. A que hoje vos deixo é um clássico! De juntar o morango ao ruibarbo, para que a doçura do morango, atenue a acidez desta raíz barbára! Sim, porque a única coisa que se aproveita desta planta, é mesmo o caule! E de preferência que sejam bem firmes e bem rosados! As folhas essas não servem para nada, visto serem altamente tóxicas!

Mas visto o não visto, o que interessa são os caules rosadinhos! E foi isso que fiz! Usar até não poder mais, tendo guardado alguns para próximas receitas! Com parte dele fiz a tarte, o doce de morango e ruibarbo soberbo como diz a minha Lia e, eu confirmo, crumble de maçã, ruibarbo e frutos vermelhos, cuja receita nunca aparecerá, porque como foi a olho e desapareceu numa noite, nem a fotos chegou. Quanto ao doce, sempre podem ver a receita e fazerem, porque não sei quando o poderei publicar por aqui!

Há também versões salgadas, mas essas não me fascinam tanto! Porque será!?!





Depois de muito pesquisar, rendi-me à Galette da Martha Stewart! Não que as outras receitas que encontrei não me fascinassem, mas não queria que a minha primeira experiência com o ruibarbo ficasse mal! Na altura fiz algumas alteraçoes, porque senão ficava sem ruibarbo! É óbvio que quando as faço, aponto, o problema é quando não sei onde ou não sei onde meto o caderno! Isto só eu! Usei uma base de massa brisé à base de polenta, da mesma senhora, que assim que me cruzei com ela, me deixou a salivar!


Galette Rústica de Ruibarbo e Morangos

Ingredientes:

Para a massa:
- 250 gramas de farinha
- 100 gramas de polenta (sémola de milho)
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de sopa de açucar
- 225 gramas de manteiga sem sal, fria cortada em cubos
- 80 - 125 ml de água bem gelada

Para o recheio:
- 300 gramas de ruibarbo cortado em pedaços de 1 cm
- 200 gramas de morangos lavados e cortados
- 100 gramas de açucar
- 1 colher de sopa de essência de baunilha
- 1 colher de sopa de amido de milho (Maizena)
- 1 colher de sopa de sumo de limão
- 30 gramas de manteiga fria cortada em pequenos pedaços
- 1 clara de ovo
- Açúcar mascavado escuro para polvilhar


Execução:
Na receita original a massa é feita com um processador de alimentos. Na falta dele e para este tipo de massa, as quais eu chamo de diabólicas, uso a soqueira, ou então duas facas para evitar tocar muito na manteiga para que com o calor das mãos não derreta.

Numa taça colocamos a farinha, o sal, o açúcar, a polenta e a manteiga fria cortada em cubos. Usando a soqueira, vamos trabalhando a massa de maneira a que a manteiga fique do tamanho de ervilhas. Seguidamente vamos juntando a água, pouco a pouco, até conseguirmos uma massa homogénea.

Dividir a massa em 4 porções e colocar entre película aderente e esticar até obtermos um círculo. mais ou menos 15-20 cm, e 5mm de espessura. Envolver bem cada disco e deixar repousar no frigorifico 1 hora, ou toda uma noite. ( Eu deixei descansar toda a noite)


O recheio deve ser preparado meia hora antes de o usar. Colocando todos os ingredientes numa taça e envolvendo bem, para que desta maneira o ruibarbo e o morango macerem. O facto de ter amido de milho, dar-lhe-á uma coloração rosa claro, mas que depois de cozido não se notará.

Pré aquecer o forno a 180ºC.

Retiramos os discos de massa do frigorífico e deixamos a temperatura ambiente 5 minutos. Colocamos sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal e de seguida colocamos o recheio no centro do disco, deixando 4 cm de margem. Depois de distribuído o recheio e o respectivo suco, dobramos sobre o mesmo, a massa restante.






 Distribuir os pedacinhos de manteiga sobre o recheio e pincelar a massa com a clara. Polvilhar com o açúcar mascavado e levar ao forno durante 30 minutos, ou até que a massa esteja dourada.

Retirar e deixar arrefecer. Servir morna ou fria, simples ou com um fio de nata.






Normalmente a massa de uma galette é muito mais frágil que o normal e se a esta lhe juntamos a polenta, ainda o é mais, porque fica muito mais quebradiça. Mas nao se assustem, porque sem PRESSAS, o resultado é perfeito! E se partir um bocadinho qual é o problema? Também não se come inteira! (risos)

E devo acrescentar, que é simplesmente deliciosa!

Enquanto está no forno, é normal que alguns dos sucos comecem a sair, e parece mesmo que se vai desmoronar, mas não! Também é normal!




O que também é normal é que não aguentem muito tempo! Porque o problema é mesmo começar com uma fatia pequenina! E mais se tiverem alguém aí por casa que vos diga enquanto estão no forno: "Oh Mãe, isto cheira bem! Eu quero!!!"






O toquezinho da nata, é dica da senhora Stewart! Simples é perfeita, mas assim pintada de branco, é simplesmente fantástica!

Depois disto, só espero ter mais tempo, para experimentar o que tenho por aqui apontado!

Só espero não perder outra vez o sítio do caderninho!!

1.9.13

Dia Um... Na Cozinha.... Galettes de Fruta




O fim do verão está quase, a fruta da época alegra-nos as fruteiras e por isso há que aproveitar! E há coisa melhor que pegar num pessego sumarento e comer calmamente enquanto o sol se põe? Quem diz pessego, diz alperces, figos, etc.... Frutinha colorida que perde o encanto nas primeiras folhas de Outono. Se bem que eu também gosto muito desta estaçao, embora que por aqui não se note.... Mas esse tema fica para outra conversa.


Dia Um.... Na Cozinha é sinal de novo desafio e para esta edição temos Galettes de Fruta. estão todos convidados a aderir clicando no nome do evento. Juntem-se ao grupo do Facebook Dia Um... Na Cozinha e esperem pelo próximo desafio. Enquanto isso, tenho a impressão que hoje pela blogosfera vai haver muita Galette e qual delas a melhor.



Gosto muito de galettes.... Bolas.... Gosto de tudo que seja doce! Mas ainda assim este tipo de tartes nunca são muito doces e o bom que tem, é aquela casquinha estaladiça com frutinha a acompanhar! Por este cantinho já não é a primeira que aparece e certamente não será a ultima.

E como em receita ganhadora nao se mexe, a massa base da Galette foi a mesma que usei nesta receita da Dorie Greenspan.





Galette de Nectarinas e Amêndoa

Ingredientes:

Para a massa (23 cm)

  • 200 gramas de farinha 
  • 2 colheres de sopa de açúcar com canela
  • 3/4 colher de chá de sal
  • 150g de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
  • 30 ml chávena de água bem gelada

Colocar a farinha, o açúcar e o sal num processador de alimentos com uma lâmina de metal e pulsar apenas para combinar os ingredientes. Adicionar a manteiga; pulsar até que os pedaços estejam misturados com a farinha. Não mexer demais - nesta altura devemos ter pedaços irregulares do tamanho de ervilhas. Pulsar de forma intermitente, acrescentando, gradualmente, 3 colheres de sopa de água gelada para a massa. Continuar a adicionar a água, um pouco de cada vez, pulsando, até que a massa fique uniforme (é possível que se notem alguns pedaços maiores de manteiga). (Na falta do processador, tentei executar todos estes passos, pensando que as minhas mãozinhas eram as ditas lâminas).*

Deitar a massa sobre uma superfície enfarinhada, ou entre dois discos de papel vegetal, para formar uma base de 33 cm aproximadamente, com 0,5 cm de espessura; enrolar o disco em película aderente e levar ao frigorífico por 20 minutos.

* Notas: colocar a manteiga 15 minutos antes no congelador. 






Para o recheio:
  • 4 nectarinas maduras mas firmes
  • 1 lima 
  • 30 gramas de açucar + 10 gramas de açúcar baunilhado
  • 1 colher de sobremesa de farinha
  • 3 colheres de sopa de doce de 4 frutos vermelhos (ou outra a gosto)
  • 4 colheres de sopa bem cheias de amêndoa moída
  • 1 ovo para pincelar (opcional)
  • Açúcar para polvilhar (opcional)

Antes de preparar a massa, cortamos e tiramos o caroço das nectarinas e fatiamos as metades. Colocamos numa taça, deitamos os 2 açúcares, o sumo e a raspa de lima. Reservamos no frigorífico e deixamos marinar durante 30 minutos.

Após este tempo retiramos do frigorifico e coamos os sumos obtidos. Levamos numa taça ao microondas, ou num tacinho, até que levante fervura e engrosse. Juntamos de seguida a farinha e mexemos bem. Juntamos este liquido às nectarinas e deixamos arrefecer antes de colocar na base da tarte.

Retiramos o disco de massa do frigorífico e ao centro colocamos o doce de frutos vermelhos, seguido da amêndoa picada. Colocamos as fatias de nectarina em forma de flor.

Cobrimos a fruta com a parte que sobra da massa para dar o aspecto rustico.

Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Colocamos a tarte num tabuleiro e pincelamos os bordes da tarte com ovo e polvilhamos com açucar.

Levamos ao forno durante 30 minutos aproximadamente ou até que a massa se apresente dourada e o interior a borbulhar. Retiramos do forno e deixamos arrefecer no tabuleiro.

Serve-se morno ou frio.






O bom destas tartes é que são também uma excelente maneira de comer fruta. Esta serve para me ir despedindo dos dias de calor e as saudades que vão deixar os frutos como as nectarinas.






O recheio da tarte referida em cima leva em lugar da amêndoa, bolacha ralada! Fiquei muito contente por a ter substituida por este fruto seco porque o contraste, é simplesmente divinal.

Não é uma tarte que fique muito doce e como tal podem bem acompanhar com uma calda de frutos vermelhos ou mesmo uma bola de gelado da vossa preferência!!






O acompanhamento perfeito para uma sobremesa ou até mesmo um lanche numa tarde de Verão!

E por falar em Verão, que normalmente são sinónimos de férias, enquanto vão lendo a receitinha, eu preparo as malas e rumo à santa terrinha, para ir buscar os "piquenos" porque não tarda nada começa a escola.

Vou, mas contrariada!! Acho que é a primeira vez que me sinto sem vontade de ir, mesmo tendo lá os pequenos. Vendo bem as coisas aquilo que eu não queria, era voltar para a Sibéria, mas tem que ser.

Ah mas não se preocupem, que desta vez são mais curtas as férias e em menos de nada volto a este cantinho! Até já!

9.6.13

Uma tarte de Verão

No dia em que apareceu a receita nova do Dorie às Sextas, não precisei de nenhum estímulo para a fazer. Sim porque às vezes as receitas não me convencem à primeira, e tenho que ver primeiro as das minhas meninas para me decidir.

Uma tarte de Verão... Dá vontade de rir, porque esta estação ainda está longe e nem sequer tem dado o ar da sua graça aqui pela minha Sibéria.

Já sei que vão dizer que está assim por todo o lado e também tenho consciência disso. Mas olha, se eu não me queixasse de alguma coisa, não era eu. :) Verdade??

Pois assim que vi a receita lembrei-me de Fold Over, que eu achei absolutamente fantástica. E ao ver que esta tarte levava a mesma massa, não pensei mesmo duas vezes em fazer. Comprei as frutas de Verão e fiz num dia de folga... Daqueles em que eu desarrumo a cozinha toda, mas ao menos fico contente. Depois quando tenho que limpar e arrumar é que não!


Mesmo depois de já não ter sido a primeira vez que fazia esta massa, a coisa não correu lá muito bem. O ultimo desafio da Dorie tinha sido um bolo, que o resultado acabou no caixote do lixo. Não gosto de deitar comida fora, mas este ficou um bloco. Se o atirasse na cabeça do meu chefe, de certeza que lhe partia a cabeça.


Mas dentro o mau, o resultado foi delicioso, e esta massa de tarte é muito versatil! E em vez de uma, fiz 3!! Sim isso mesmo que leram, 3 diferentes e qual delas a melhor! Depois ja vou digo qual é a minha preferida.





Summer Fruit Galette
Receita traduzida por Mariana Fidalgo, retirado do livro Baking de Dorie Greenspan.


Ingredientes


Massa de tarte (23m)

  • 1 1/2 chávenas de farinha
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 3/4 colher de chá de sal
  • 150g de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
  • 2 1/2 colheres de sopa de gordura vegetal fria, cortada em 2 pedaços
  • 1/4 chávena de água gelada

Colocar a farinha, o açúcar e o sal num processador de alimentos com uma lâmina de metal e pulsar apenas para combinar os ingredientes. Adicionar a manteiga e a gordura; pulsar até que os pedaços estejam misturados com a farinha. Não mexer demais - nesta altura devemos ter pedaços irregulares do tamanho de ervilhas. Pulsar de forma intermitente, acrescentando, gradualmente, 3 colheres de sopa de água gelada para a massa. Continuar a adicionar a água, um pouco de cada vez, pulsando, até que a massa fique uniforme (é possível que se notem alguns pedaços maiores de manteiga). (Na falta do processador, tentei executar todos estes passos, pensando que as minhas mãozinhas eram as ditas lâminas. Um pouco trabalhoso, mas a perfeição assim obriga!)

Deitar a massa sobre uma superfície enfarinhada, ou entre dois discos de papel vegetal, para formar uma base de 33 cm aproximadamente, com 0,5 cm de espessura; enrolar o disco em película aderente e levar ao frigorífico por 20 minutos.


Para o recheio:
  • 2 - 3 colheres de geléia ou compota (usei compota de 4 frutos vermelhos)
  • 2 collheres de sopa de bolacha digestiva triturada ( se usarem fruta sumarenta, aumentem 1 ou 2 colheres)
  • frutas de Verão à escolha: 10 damascos, 8-10 nectarinas, 8 pêssegos maduros mas firmes, 8-10 ameixas firmes ou 2 pedaços de ruibarbo (ou uma mistura destes.)
  • açúcar granulado para polvilhar
Nota: Usei apenas 4 nectarinas e 4 ameixas, visto ter feito uma tarte mais pequena.

Para o creme:
  • 3 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida e fria
  • 1/3 cup de açúcar
  • 1 ovo grande
  • 1/4 colher de chá de extrato de baunilha
  • açúcar em pó para polvilhar

Pré-aqueça a 210ºC. Forre um tabuleiro com papel vegetal e reserve.

Retiramos a massa da tarte do frígorifico. Estenda o círculo e calcule o meio e marque, sem cortar, um circulo de 23 cm que será onde vamos colocar a fruta.

Com a parte detrás de uma colher ou uma pequena espátulo, espalhe a compota no círculo marcado, tendo em conta que a quantidade de compota que usarmos vai influenciar o sabor da nossa tarte. Polvilhar com a bolacha triturada e se acharmos que a fruta é muito sumarenta devemos usar mais quantidade de bolacha. Cubra esta base e leve ao frigorifico enquanto se preparam as frutas.

Com um pano húmido, limpe bem as nectarinas e as ameixas. Corte ao meio e retire os caroços.

Disponha a fruta sobre a base da massa, com o lado cortado voltado para baixo. Cuidadosamente, dobre as bordas de massa sobre a fruta assim disposta, acomodando as dobras de massa extra. Se não tiver pressa, leve a tarte ao congelador por 15 minutos para deixar a massa descansar.

Creme: com um batedor de varas, batemos a manteiga derretida, o açucar, o ovo e a baunilha numa tigela. Reservamos.

Pincele a massa levemente com água, polvilhe com açucar granulado, 1-2 colheres de chá. Leve ao forno 25 minutos ou até que a massa esteja dourada e a fruta mole.

Retiramos o tabuleiro do forno, deixando-o ligado, e cuidadosamente vertemos o creme sobre a fruta. Dependendo da quantidade de sumo que tiver acumulado e do espaço que houver, podemos nao usar todo o creme. Não se preocupe, mesmo com 2 colheres de sopa já conseguimos o efeito pretendido. Deitamos o máximo de creme e levamos novamente o tabuleiro ao forno durante mais 12-15 minutos ou até que o creme solidifique. Transfira o tabuleiro para uma grelha e deixe arrefecer por 10 minutos.





Deixamos arrefecer completamente a galette sobre a grelha. Pode servir-se morna, ou a temperatura ambiente, polvilhada com açúcar em pó.




Como disse no início do post a massa desta tarte é simplesmente maravilhosa. Quando fiz a tarte, li a receita na diagonal, e cortei as nectarinas e as ameixas às fatias. Tinha colocado as 2 colheres de sopa de bolacha como mandou a receita e cheguei à conclusão que tinha que ter colocado mais. Apesar de este pequeno percalço, é uma tarte deliciosa, para tornar a repetir com frutas de Verão e com outras, como a maçã e a banana, como vos mostro a seguir.




Ao ter feito a tarte com as nectarinas mais pequena, sobrou massa, e pûs me a aproveitar fruta que estava na fruteira a pedir que a usasse. Foi o caso desta maçã, que em conjunto com o creme que tinha sobrado ficou assim.





E para não variar, havia bananas. E um frasco com doce de leite aberto... Que chatice pensei eu! Ora aproveitei a massa, cortei rodelas pequenas de 10 cm, e coloquei-as num tabuleiro múltiple de madalenas. Uma colher de sobremesa generosa de doce de leite e 3 ou 4 rodelas de banana. Leva-se ao forno até que a massa esteja dourada. Simples né?

Além de simples são simplesmente divinais. E sem dúvida estas mini são para repetir sempre que faça esta massa.

Eu avisei que tinha feito 3. Agora vocês, qual escolheriam?