Na semana passada vi uma receita do Richie da Cozinha Coletiva, e se vos digo a verdade já não era a primeira vez que via o dito Monkey Bread. A do Richie era uma versão doce e eu também já tinha visto pela blogosfera versão salgada.
Mas como o doce nunca amargou, resolvi experimentar. Não segui a receita dele porque queria aproveitar uma farinha de brioche ja preparada que tinha aqui em casa. Mas a coisa começou a correr mal no início, porque aqueci demasiado o leite. Ao fazer a mistura dei conta que tinha metido a pata, mas meti bem até ao fundo. O leite demasiado quente inactivou o fermento da massa e demorou imenso a levedar. Mas ainda assim montei o bolinho e fiz umas quantas batotas. Depois de o retirar do forno, desenformei, e vi como se desmoronava.... E disse que catastofre! Oh.... Como me dizia ontem uma seguidora, só não erra quem não tenta! E aqui está a prova da minha catastofre, mas desde já aviso que foi uma catastofre saborosa!!
A mistura da manteiga, com o açúcar e canela, neste tipo de massa, é sem dúvida uma maravilha! E dentro do desastre comi! Sozinha... Sim porque este não estava para dar!! Ora, ficou um desastre comestivel!
E hoje voltei à carga, com outra receita que especificava as medidas em gramas. Eu gosto muito do Richie, mas as medidas usadas por ele, eram em chávenas! E a bem da verdade eu não me entendo muito bem com as ditas! Prefiro sempre as medidas em gramas que me é muito mais fácil.
No mesmo dia que encontrei a receita do Richie, vi também a da Kisa do blog Cocinando con Kisa, que volta meia volta, vou la meter o nariz! Isto de eu cuscar as vizinhas tem que acabar, já não tenho cadernininho!! Ou melhor, agora ja tenho outro e ainda maior! Vai ser bonito!
Adiante.... Deixo-vos a receita que retirei do seu blog.
Monkey Bread
(Traduzindo à letra, temos um Pão de Macaco)Ingredientes:
- 675 gramas de farinha de força
- 2 pacotes de fermento seco de padaria
- 110 ml de água morna
- 200 ml de leite morno
- 60 gramas de manteiga
- 1 ovo mal batido
- 110 gramas de açucar
Para fazer a montagem:
- 125 gramas de manteiga derretida e fria
- 215 gramas de açucar mascavado escuro
- 75 gramas de passas
- 2 colheres de sobremesa de canela (acrescentadas por mim à receita)
Execução:
A receita original faz na máquina de pão e seguindo essa ordem, fiz a mesma coisa. Dissolvi o fermento na água morna e reservei. Bati o ovo com o açúcar, adicionando os liquidos e a manteiga. Por fim adicionamos a fazer amssando até obter uma massa fina e homegénea.
Colocamos numa taça para repousar, em local sem correntes de ar. Desta vez usei o forno, onde ficou durante 1 hora até que duplicou o volume.
Depois de levedar, esticamos a massa com as mãos ou com um rolo de modo a termos um rectângulo 30x40, o qual vamos cortar em pedaços. Depois formamos pequenas bolas que passamos pela manteiga derretida e fria com as passas, e por último pelo açúcar com a canela. Colocam-se estas bolinhas numa forma que untamos previamente com manteiga.
Depois de terminadas as bolinhas, deixamos de descansar por mais uma hora.
Pré aquecemos a forno a 210 ºC. Levamos a nossa forma ao forno a esta temperatura durante 10 minutos, reduzindo depois a 180 ºC durante 30 minutos.
Retiramos do forno e deixamos arrefecer durante 5 minutos e desenformamos.
Quando o desenformei, lembrei-me do primeiro que fiz, porque queria começar a desmanchar-se. E pensei eu, outro desastre é que não! Voltei a colocar a forma e esperei mais 5 minutos, conseguindo desta maneira que o caramelo formado ficasse um pouco mais consistente.
As critícas tecidas a este bolo pelo Richie ou pela Kisa são do mais verdadeiro. Para os amantes da canela, o toque desta especiaria é fantástico, e o facto de usarmos açúcar mascavado, faz com que os sabores sejam absolutamente divinais. As passas que se vão encontrando, quebram a monotonia da massa!
A minha crítica? É simplesmente delicioso, mas quando o fizerem, façam para comer no imediato! Morno é muito melhor que frio!
Esta ainda está morninha! Sirvo o chá?





