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12.5.17
Back with Dorie
Podia estar aqui uma eternidade a tentar explicar o porquê de tanto tempo de ausência e iria demorar tanto, mas tanto tempo, que o post não teria fim. Em vez disso prefiro dizer que estou de volta a estas andanças e aos meus bolinhos.
O grupo da Dorie às Sextas, do qual eu era uma seguidora constante, está há um tempo em stand-by. A verdade é que entendo as mentoras do grupo. O tempo não chega para tudo e há coisas que vão ficando para segundo plano.
Uma das minhas últimas aquisições literárias, leiam-se culinárias e afins, foi o livro Baking From My House to Yours. Sempre fui fazendo as receitas da Dorie, porque eram partilhadas no grupo. Já estava na altura que fizesse parte da minha colecção. No dia em que chegou, parou tudo! Não havia nada para fazer, ainda que houvesse. Por minha vontade, nem me levantava da cadeira. (risos)
Mas um livro assim está recheado de coisas novas, ao menos para mim, e eu tento sempre não perder detalhe. Foi numa dessas leituras que encontrei o bolinho de hoje. Não sei se realmente posso dizer que pela Sibéria já é Primavera, porque há dias que me deixam na dúvida, mas ainda assim, achei que um Bolo de Mirtilos e Crumble, era um bom motivo para voltar e acender o fogão.
Eu voltei a fazer das minhas. Resolvi não fazer a receita como estava no livro e em vez de ter um bolinho arranjadinho, ficámos com umas madalenas gigantes! (risos)
A isto chamo eu excesso de confiança e despite na cozinha. Ainda que o aspecto não seja o mais bonito, há que ter em conta que está na moda o rústico e o vintage, não é? E como o sabor deles prevalece ao aspecto, tive que fechar os olhos e por de lado as minhas manias.
Partilho com vocês a receita na totalidade, embora tenha feito só metade da mesma e colocado numa forma de muffins individuais. Coisa que também se pode fazer e o único cuidado a ter, é não encher demasiado as cavidades.
Bolo de Mirtilos e Crumble
(receita retirada do livro Baking From My House to Yours, pág.192, de Dorie Greenspan)
Ingredientes:
Para o Crumble:
- 70 gramas de manteiga
- 50 gramas de açúcar
- 73 gramas de açúcar moreno
- 43 gramas de farinha
- 1/4 tsp de sal
- 75 gramas de nozes picadas grosseiramente
Para o bolo:
- 250 gramas de mirtilos (frescos ou congelados (não descongelar))
- 260 gramas de farinha + 2 tsp de farinha
- 2 tsp de fermento em pó
- 1/2 tsp de bicarbonato de sódio
- 1/4 tsp de sal
- 1/4 tsp de canela em pó
- 1/8 tsp de noz moscada recém moída
- 134 gramas de açúcar
- Raspa de 1/2 limão
- 84 gramas de manteiga temperatura ambiente
- 2 ovos tamanho L
- 1 tsp de baunilha
- 125 ml de buttermilk ( 125 ml de leite + 1 colher de chá de sumo de limão)
Método de preparação:
Para o Crumble:
Colocar todos os ingredientes numa taça, à excepção das nozes. Com as pontas dos dedos ou com a ajuda de um "pastry blender", ir incorporando a manteiga nos elementos secos, de maneira a obter uma massa arenosa com pequenos pedaços do tamanho de ervilhas, Juntar as nozes picadas e guardar no frigorífico coberto com película aderente.
Para o Bolo:
Pré aquecer o forno a 175 ºC. Untar um pirex quadrado de 20 x 20 com manteiga e reservar, (No meu caso usei uma forma multipla de muffins)
Numa taça misturar os mirtilos com as duas colheres de chá de farinha e reservar. Se usar congelados deixar esta operação para depois de a massa estar batida.
Misturar todos os ingredientes secos e reservar.
Na taça da batedeira, colocar o açúcar e a raspa de limão. Com as pontas dos dedos, esfregar o açúcar de maneira a que fique aromatizado com a raspa de limão. Adicionar a manteiga e bater durante três minutos, a velocidade média, até obter uma mistura leve e fofa. Juntar os ovos um a um, batendo durante um minuto entre cada adição. Juntar o extracto de baunilha.
Reduzir a velocidade e adicionar a farinha e o buttermilk alternadamente, devendo começar-se com a farinha e terminar com a mesma. A massa será mais espessa e cremosa. Com uma espátula envolver os mirtilos. Colocar a massa no tabuleiro previamente preparado e alisar a superficie suavamente. Repartir o crumble de forma desordenada, por toda a superficie do bolo.
Cozer durante 55 a 65 minutos ou quando o Crumble esteja dourado e o teste do palito saia limpo. Retirar do forno e deixar arrefecer. Desenformar e servir.
Gosto especialmente dos apontamentos que faz a Dorie a cada receita, aos quais lhe chama Playing Around. Neste bolo sugere a utilização de outros frutos, sejam eles frambuesas, amoras, pêssegos, ameixas, nectarinas, alperces. Os únicos que não recomenda são os morangos pela sua quantidade de água.
E como diz a Dorie na introdução deste bolo, é fácil ficar viciada com este bolo. A massa é suave, fofa e só fruta! Neste caso os sabor dos mirtilos é dominante e contrasta em harmonia com as especiarias e com o crumble que é diferente a outros já experimentados por aqui.
Pode ser servido em qualquer ocasião e só necessita como acompanhamento uma chávena de café ou de chá.
Coffee or Tea?
13.10.15
Mini Tartes de Maçã
Agora que o Verão já nos deixou e as temperaturas começam a baixar, só me apetece acender o forno e fazer bolos e bolinhos. Aproveitando uns dias de descanso, andava perdida nos meus afazeres e não me saía da cabeça uma imagem que antes vía nos livros de banda desenhada da Disney. A Vovózinha a colocar uma das tartes de maçã na janela.
A velha tarte de maçã, à bela maneira americana, que sempre me deixou a suspirar. E a juntar a isso, apetecia-me maçãs. Suavemente caramelizadas e aromatizadas com especiarias.
Encontrei uma receita aqui de uma massa que me convenceu e o restante, foram várias horas perdidas pela blogosfera, para entrelaçar a massa.
É um processo demorado, mas que vale a pena pelo resultado final. Se a meio de tanto entrelaçar massa, ficarem preguiçosos podem sempre fazer com discos de massa como se de empanadas se tratassem. (Foi o que me aconteceu!!)
Mini Tartes de Maçã
Ingredientes:
Para a massa:
- 280 gramas de farinha sem fermento
- 185 gramas de manteiga (cortada em cubos e bem fria)
- 20 gramas de açúcar
- 1 colher de chá de sal
- 4 - 5 colheres de sopa de água bem fria
- 1 colher de chá de canela
- 1 ovo grande para pincelar
Para o recheio:
- 3 maçãs tipo Golden (descascadas, descaroçadas e partidas em cubos pequeninos)
- 40 gramas de manteiga
- 2 colheres de sopa de açúcar (podem usar mais se preferirem mais doce)
- 1 colher de chá de canela em pó
- 1 colher de chá de 4 especiarias (canela, gengibre, noz moscada e cravinho)
Execução:
Numa taça colocar a farinha, o açúcar, o sal e a canela, misturando levemente todos os ingredientes. Juntar os cubos de manteiga e com um "pastry blender" ou com as pontas dos dedos, incorporar a farinha na manteiga. Este processo deve ser rápido e assim que a manteiga tenha o tamanho de ervilhas, juntar a água até unir a massa.
Formar uma bola sem trabalhar muito a massa e colocar no frigorífico durante duas horas como minímo.
Numa tacho colocar a manteiga e levar ao lume. Assim que começar a derreter juntar as maçãs cortadas em cubos, o açúcar, e as especiarias. Mexer de maneira envolver bem a maçã e deixar caramelizar suavemente a baixa temperatura, durante 10-15 minutos. Com este tempo de cozedura, a maçã ainda fica com um ligeiro toque crocante. Retirar do lume e deixar arrefecer.
Pré aquecer o forno a 180ºC.
Retirar a massa do frigorífico e colocá-la sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada. Se a massa estiver muito dura, deixar a temperatura ambiente durante 5 minutos antes de começar a esticar. Dividir a massa em duas partes, tendo em conta que uma será esticada várias vezes, podendo em contacto com as mãos aquecer demasiado e ficar muito mole. Se isso acontecer, voltar a colocar a massa no frigorífico durante uns minutos.
Esticar a massa dando a forma de um rectangulo 20x30 e com 1-2 mm de espessura. Com um cortador de 4 cm de diametro cortar círculos de massa, que serão a base das mini tartes.
Com a ajuda de uma régua marcar tiras de 2 cm e cortar as mesmas em sentido longitudinal. Quanto maior for o rectângulo de massa, maior será a quantidade de tiras para serem entrelaçadas. Entrelaçar a massa conforme as imagens em baixo, alternando a passagem das tiras verticas com as horizontais.
À medida que se vão entrelaçando as tiras de massa, deve ir-se apertando ligeiramente a malha que se forma, para que ao cortar não se desmanchem. Cortar circulos desta "malha" de massa e repetir a operação quantas vezes forem necessárias.
Colocar uma colher de sobremesa de maçãs sobre o disco liso, pincelando o bordo da massa com um pouco de ovo batido. Cobrir com o disco de malha pressionando ligeiramente para fechar.
Colocar sobre um tabuleiro e pincelar com o ovo, e polvilhar com açúcar e canela. Levar ao forno durante 30 minutos, ou até que estejam douradas.
Retirar do forno e deixar arrefecer. Servir mornas.
Servir mornas?? A curiosidade era tanta, que mal tinham arrefecido eu já estava a tentar provar! Claro está que a curiosidade matou o gato e neste caso, eu fiquei com a língua queimada. Mas só ligeiramente, porque depois contive-me e deixei arrefecer o bastante, para que ninguém se queimasse.
Eu estava decidida a fazer estas minis! A meio da execução, já estava a maldizer por causa de tanta tira e tanto entrelaçado. Na falta de paciência não entrelacem a massa e façam círculos simples, ou até mesmo uma grande. Mas façam!
Morninhas a acompanharem um café, são deliciosas. A massa é simplesmente sublime e o recheio acompanha na perfeição. O fiozinho de caramelo serviu de decoração (risos)! A colherada de caramelo que não aparece, foi a gota de gulodice para as tornar ainda mais perfeitas!
Mas experimentem com o caramel salée e depois venham-me contar!
10.4.15
Supostamente "sticky"
Já não sei há quantos dias publiquei a última receita, mas lembro-me que foi o Monkey. E também sei que foram as duas feitas no mesmo dia, e que em menos de nada os pratos ficaram vazios.
E com a promessa a mim mesma de não me meter na cozinha com receitas tão demoradas, para um só dia de folga. É um desgaste físico muito grande e a idade já não perdoa! (risos)
É óbvio que estou a brincar e se há coisa que eu gosto é de me meter em aventuras, mas há dias em que passo o limite.
A receita de hoje é a escolhida para esta quinzena do Dorie às Sextas, e como é uma receita demorada havia que ter tempo e eu aproveitei.
A massa de brioche usada já passei por este blog sobre a forma de caracóis. E só de me lembrar do resultado, assim que vi a nova receita não me resisti. O conjunto de ingredientes era do meu agrado, à excepção do mel para a cobertura. Ainda assim meti as maozinhas na massa e para não variar, enganei-me na execução da receita. Mas aqui entre nós, ainda bem que me enganei, porque a Dorie, cá para mim, tem um acordo com alguma cliníca de emagrecimento. Porque é impossível alguém gostar de tanto açúcar e manteiga juntos. Eu que sou gulosa, admito que esta receita não das mais saudáveis e o resultado final só me convenceu, porque não ficaram os ditos bolinhos tão peganhentos como deveriam.
Deixo a receita tal qual nos foi fornecida no grupo, mencionando no final onde "meti a pata".
Pecan Honey Sticky Buns
(receita retirada do livro Baking pag.51 de Dorie Greenspan)
(tradução de Susana Figueiredo)
Ingredientes:
Para a cobertura:
- 1 chávena rasa de açúcar amarelo
- 120 gramas de manteiga sem sal, cortada em 4 edaço
- 60 ml de mel
- 100 gramas pecans (inteiras ou em pedaços)(usei nozes normais tostadas)
Para o recheio:
- 1/4 chávena de açúcar branco
- 3 colheres de sopa rasas de açúcar amarelo
- 1 colher de sopa de canela moída
- 45 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
Para os pães:
- 1/2 receita de Golden Brioche Loaves (ver em baixo), refrigerada e pronta a moldar (a Dorie sugere que se faça a receita na totalidade e que se corte metade da massa após refrigerar durante a noite)
Execução:
Para a cobertura
Num tacho com fundo pesado, ferver o açúcar, a manteiga e o mel em lume médio-baixo, mexendo frequentemente para derreter o açúcar. Deitar no pirex já untado, espalhando o melhor possível com uma espátula. Polvilhar com as pecans.
Para o recheio:
Misturar os açúcares e a canela numa taça. Noutra taça, trabalhar a manteiga com uma espátula até estar suave, macia e fácil de espalhar.
Para os pães:
Untar generosamente um tabuleiro ou pirex de 23x33 cm.
Numa superfície enfarinhada, esticar a massa fria num quadrado com 40 cm de lado. Com os dedos ou um pincel, espalhar a manteiga sobre a massa. Polvilhar com a mistura de açúcar e canela, deixando uma faixa vazia com cerca de 2,5 cm no extremo mais longínquo da massa. Começando pelo lado mais próximo, enrolar a massa como se fosse um cilindro, mantendo-a o mais apertada possível (neste ponto, pode ser congelada durante 2 meses).
Usando uma faca, cortar um pouco das extremidades do rolo para acertar e cortar o tronco em pedaços de 2,5 cm, o que deverá render entre 15 e 16 pães. Dispor no tabuleiro com um dos lados cortads para baixo e deixando espaço entre eles.
Cobrir com papel vegetal e deixar repousar num sítio morno até massa ter duplicado de volume (cercade 1h45m). Os pães deverão ficar grandes e a tocar uns nos outros.
Para cozinhar:
Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 190ºC. Remover o papel vegetal e levar ao forno por 30 minutos ou até estarem grandes e bem dourados. A cobertura estará a borbulhar por todo o lado. Retirar do forno e desenformar poucos minutos depois, com cuitado pois a cobertura irá estar muito quente.
Para a massa de brioche (usar metade da receita):
- 2 pacotes de fermento seco activo (11 gramas)
- 80 ml chávena de agua morna
- 80 ml chávena de leite morno
- 470 gramas de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de sal
- 3 ovos grandes, à temperatura ambiente
- 50 gramas de açúcar (usei 150 gramas porque a primeira versão partilhada no grupo, tinha este pequeno lapso, que os tornou ainda mais docinhos)
- 340 gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente mas um pouco firme
Colocar o fermento, água e leite na taça da batedeira e, usando uma colher de pau, mexer até o fermento dissolver. Adicionar a farinha e o sal e colocar a batedeira com o gancho de massa. Convém cobrir com uma toalha de cozinha para a farinha não sair para fora.
Ligar a batedeira numa velocidade bastante reduzida, se for preciso ir parando a batedeira até a farinha estar misturada; depois pode-se retirar a toalha e aumentar a velocidade para um nível médio/baixo durante 1 a 2 minutos, até a farinha estar bem incorporada.
Nesta altura, a estará massa bastante seca, sendo conveniente ir rapando a taça com uma espátula para a massa ficar toda homogénea. Baixa-se a velocidade e adicionam-se os ovos, de seguida adiciona-se o açúcar.
Aumentar a velocidade do misturador para médio e bater por cerca de 3 minutos, até que, a massa forme uma bola. Reduzir a velocidade ao ponto baixo e adicione a manteiga em pequenos pedaços (mais ou menos do tamanho de 2 colheres de sopa) batendo até que cada pedaço se incorpore na massa; só nessa altura se introduz o próximo pedaço, até acabar a manteiga.
Nesta altura a massa fica muito macia. Aumentar a velocidade para médio-alto e continuar a bater até a massa despegue dos lados da taça, durante cerca de 10 minutos. Mudar a massa para uma taça limpa, cobrir com película aderente e deixar à temperatura ambiente até dobrar o tamanho, o que será entre 40 a 60 minutos, dependendo da temperatura ambiente.
Tirar a massa da taça, levantando-a em torno das laterais e deixando-a cair com uma pancada ligeira na taça. Levar novamente à taça, cobrir com película aderente e colocar no frigorífico. Golpear a massa para baixo na taça a cada 30 minutos até que ela pare de crescer, o que demora cerca de 2 horas. De seguida deixar a massa tapada no frigorífico durante a noite.
Notas:
Como li a receita na diagonal, não dei conta que a cobertura se tinha que colocar no pirex ou tabuleiro, antes de colocar os rolinhos de brioche depois de formados. Quando dei conta que me tinha escapado este parágrafo da receita, era demasiado tarde porque já tinha levedado o tempo que pediam. Ainda assim coloquei um pouco de cobertura no reduzido espaço que havia.
Os restantes rolinhos foram assados numa forma multiple de muffins e assim que atingiram um tom dourado, retirei do forno.
A cobertura é demasiado doce. Torna aquilo que são uns bolinhos fofos e aromáticos nuns bolinhos demasiado peganhentos e maçudos.
Como disse anteriormente, ainda bem que me enganei. Porque prefiro os bolinhos simples, que empapados na cobertura.
Em resumo, prefiro-os apenas salpicados com a cobertura, sem exageros. A massa, que a Susana dizia que era temperamental, voltou a demonstrar que vale bem a pena o trabalho que dá.
O recheio esse, o típico de um cinamonn roll, e para mim são impossíveis de resistir.
Vocês resistiam?
2.1.15
Mais 365 dias...
Feliz Ano de 2015!!!!
Que cada dia novo que começa, seja um dia para sorrir, mesmo que às vezes não se tenha um motivo. Há que apenas pensar em algo que nos permita manter sempre estampado no rostro um sorriso!!
Depois de tanto tempo sem publicar, já era hora de voltar aqui a este meu cantinho que me deixa tão feliz e que me permite sorrir!
A azáfama da quadra que passou, não deu tréguas e como tal, o tempo escapava! Ainda assim é sempre complicado gerir tudo. Quero porque quero, que este cantinho esteja sempre em movimento, mas é-me impossível e para não entrar em parafuso, apenas o faço quando posso. Quando me posso dedicar de corpo e alma a ele.
Por isso justifico de antemão a ausência e as possíveis ausências.
E eis que a melhor maneira de começar o ano, é a fazer um Bundt. Pois claro!
Trata-se de mais uma quinzena do Dorie às Sextas e desta vez a receitinha é de um Bundt. Excusado será dizer que este tinha que ser feito. Ou sim ou sim! No dia 1, dia em que finalmente chegou o repouso, meti-me na cozinha. De corpo e alma! Sem mudar nem uma só grama, saiu aquele que é um fantástico Bundt Cake, que não deixa menos a desejar que outras iguarias natalícias.
O único problema foi mesmo dar-me conta, que a abóbora que tinha não iria fazer a quantidade de puré que pedia a receita, mas ainda assim o resultado foi maravilhosooooo!!
A cada dia que passa, a cada receita que experimento da Dorie, fico mais surpreendida! Então eu alguma vez imaginava misturar tanta especiaria num bolo? E com abóbora? E com maçã? Bem, faltaram os arandanos frescos! Esses é coisa nunca vista pela Sibéria e secos também é dificil. Na falta deles, acabei com um saco de frutos vermelhos congelados.
All-in-one Holiday Bundt Cake
(receita retirada do Livro Baking de Dorie Greenspan, p. 187)
(tradução: Susana Figueiredo)
Ingredientes:
- 250 gramas de farinha
- Duas colheres e meia de chá de fermento
- Duas colheres de chá de canela em pó
- Um quarto de colher de chá de noz-moscada moída
- Uma colher de chá de gengibre em pó (ou 1,5 colheres de gengibre fresco ralado)
- Uma pitada de sal
- 150 gramas de manteiga
- 200 gramas de açúcar branco
- 100 gramas de açúcar mascavado
- Dois ovos grandes
- Uma colher de chá de extracto de baunilha
- Uma chávena e um quarto de puré de abóbora (usei 200 gramas)
- Uma maçã em juliana fina
- Uma chávena de arandos vermelhos (usei cerca de 150 gramas de frutos vermelhos congelados)
- Duas colheres e meia de chá de fermento
- Duas colheres de chá de canela em pó
- Um quarto de colher de chá de noz-moscada moída
- Uma colher de chá de gengibre em pó (ou 1,5 colheres de gengibre fresco ralado)
- Uma pitada de sal
- 150 gramas de manteiga
- 200 gramas de açúcar branco
- 100 gramas de açúcar mascavado
- Dois ovos grandes
- Uma colher de chá de extracto de baunilha
- Uma chávena e um quarto de puré de abóbora (usei 200 gramas)
- Uma maçã em juliana fina
- Uma chávena de arandos vermelhos (usei cerca de 150 gramas de frutos vermelhos congelados)
- 100 gramas de nozes picadas grosseiramente
- Açúcar em pó para servir.
Execução:
Pré-aquecer o forno a 175 graus.
Misturar numa tigela a farinha, o fermento, a canela, a noz moscada, o gengibre (só se for em pó) e o sal. Juntar as nozes picadas grosseiramente e mexer bem. Noutra tigela, bater a manteiga com os açúcares, juntar os ovos e a baunilha e misturar bem. Juntar o puré de abóbora (e o gengibre, se for do fresco) e a maçã e envolver. Juntar os secos e bater até estarem bem incorporados. Por fim juntar os frutos congelados e envolver na massa. Deitar numa forma de bundt cake bem untada com manteiga polvilhada com farinha e cozer durante cerca de 60 minutos. Deixar arrefecer, desenformar e polvilhar com açúcar em pó antes de servir.
Quando tirei as primeiras fotografias, o Bundt ainda estava morno. Xiiiii.... Que desgraça! Coisa que nunca se deve fazer. E porquê? Porque a consistência do Bundt, seja este ou outro qualquer, é completamente diferente, mas ainda assim simplesmente delicioso. Cá entre nós, eu esperava ansiosamente que um dia chegasse um Bundt às Dories, e ei-lo!! E em bom hora, porque é simplesmente irresistivel.
Dificil mesmo é resistir! Seja morno ou frio! É uma mistura incrivel de aromas e a textura é qualquer coisa do outro mundo.
Deixo-vos esta fatia e espero que este ano que já começou, seja assim!! Cheio de momentos de partilha e que nos deixem com vontade de mais!
Por falar em mais, onde andam os Bundts de chocolate para a Bundtmania??
15.12.14
15ª Edição da Bundtmania - A Edição do Chocolate
E chegado mais um dia 15, aqui estou eu para anunciar a nova edição da Bundtmania. Em contrapartida do outro lado de lá, pelas altas terras da Escócia, está a Lia, com o Round Up da 14ª Edição, onde como sempre nos brinda com as maravilhas que nos chegaram.
Apesar de estarmos a entrar na época natalícia, esta edição não vai fazer alusão à dita. Como somos do contra e nunca se sabe o que se pode pedir, desta vez nao queremos Bundts natalícios, queremos sim que predomine o Dom Chocolate. Bem se fizerem para o Natal, também entrará no desfile como é óbvio, mas tem que ter o ingrediente que leva à loucura 7 de cada 10 mortais. Os três que dizem que não estão a mentir!!! (risos)
Desta feita e aproveitando a inspiração do livro Indulgent Cakes, deixe-me render a uma Babka de Chocolate e Canela. Chocolate a montes, misturado com a doçura da canela, foram o mote para esta escolha!
E como nesta vida há sempre muitas coincidências, a Lia também experimentou a mesma receita, mas num formato diferente! O que já me fez rir pela coincidência, e levou-nos a criar uma hastag #amenaealiasofazemcoisasboas!!! Por isso se a encontrarem no Instagram, não se admirem, é que nós temos destas coisas!
Bundt Cake "Babka"de Chocolate e Canela
(receita retirada do livro Indulgent Cakes, pág. 41)
Ingredientes:
- 80 gramas de passas
- 80 ml de café + 2 colheres de sopa de rum ( não tinha licor de café)
- 180 ml de leite morno
- 14 gramas de fermento de padeiro liofilizado
- 110 gramas de açúcar
- 2 ovos ligeiramente batidos
- 1 gema de ovo
- 450 gramas de farinha de pão
- 1 colher de chá de sal
- 150 gramas de manteiga temperatura ambiente em cubos
- 40 gramas de manteiga temperatura ambiente (extra)
- 200 gramas de chocolate partido finamente (70% de cacau)
- 125 ml de natas
- 35 gramas de nozes
Recheio:
- 70 gramas de nozes tostadas e picadas grosseiramente
- 75 gramas de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres de chá de canela em pó
- 150 gramas de chocolate picado grosseiramente
Execução:
Numa taça colocar as passas e o café, reservar.
Misturar o leite, o fermento e uma colher de sopa de açúcarm numa tacinha pequena. Tapar com película aderente e deixar repousar durante dez minutos, até que se forme uma espuma à superfície. Juntar os ovos e a gema e misturar.
Numa taça grande juntar a farinha, o sal, o açúcar restante e o fermento preparado antes. Bater com a batedeira usando o gancho de amassar, começando com uma velocidade baixa e quando estiverem todos os ingredientes bem incorporados, aumentar a velocidade para o máximo e bater durante 5 minutos até obter uma massa suave e elástica.
Adicionar a manteiga aos poucos, amassando bem para que se incorpore bem na massa.
Untar uma taça com um pouco de óleo e colocar a massa obtida para levedar, coberta com uma película aderente, durante uma hora ou até que duplique de volume. O local não deve ser muito quente sob o risco de que a manteiga se derreta.
Entretanto preparar o recheio misturando todos os ingredientes.
Pré aquecer o forno a 200ºC.
Retirar todo o ar da massa e esticar sobre um papel vegetal de 30x45, polvilhado com farinha, até obtermos uma espessura de 1 mm.
Escorrer as passas e reservar o liquído.
Distribuir pelo rectângulo de massa, os 40 gramas de manteiga extra. Polvilhar com o recheio e com duas colheres de sopa de café.
Enrolar com a ajuda do papel vegetal e cortar em 12 partes iguais, com uma faca ligeiramente untada com óleo.
Untar e polvilhar com farinha a forma e colocar 7 dos rolos com o lado cortado para o exterior, colocando os restantes sobre os mesmos, com a parte corta para cima.
Cubrir a forma com película aderente e deixar repousar durante 45 minutos, num local morno e sem correntes de ar.
Levar ao forno durante 40 minutos ou até que a massa esteja cozida. Depois de cozido, retirar do forno e deixar repousar na forma 5 minutos. Desenformar e deixar arrefecer.
Para a ganache de chocolate, aquecer a nata no microondas juntamente com 2 colheres de sopa de café. Depois de bem quente, adicionar o chocolate e deixar que se derreta. Mexer bem até obter uma mistura homogénea e brilhante.
Servir o bundt morno, acompanhado da ganache de chocolate e polvilhado com nozes.
Pronto.... Não sei muito bem por onde começar... Continuo a ser uma perdida por massas de brioche, lêvedas ou como lhes queiram chamar! Sejam simples ou recheadas, mas desta vez, o limite da gulodice foi ultrapassado! Como se nõa bastasse o recheio da Babka, ainda acompanhar a dita, com esta ganache, é qualquer coisa de muito indulgente.
Não fica menos indulgente, se retirarmos a ganache. Mesmo uns dias depois, já sem ganache, uma fatiazinha ligeiramente aquecida, faz as maravilhas de qualquer pequeno almoço nestes dias de quase Inverno.
E como o chocolate me lembra sempre bolos altamente decadente e indulgentes, é isso que espero neste post até dia 14 de Janeiro de 2015, às 18:00. É verdade, o próximo Round Up, já só aparece no novo ano, mas eu espero que vocês não me privem dessas coisas até lá!!
Bora chocolatear??
11.11.14
Os inventos!
Ultimamente não tem sido fácil sentar-me no computador para escrever o que seja... Tinha esta receita pendente há uns quantos dias e aproveito o descanso dos guerreiros cá de casa, que nos dias de piscina chegam rebentados e assim que se sentam no sofá aterram que nem passarinhos....
Olho para eles e penso: Não tenham pressa de crescer, porque há coisas que não têm volta atrás!
E pronto.... O tempo não anda mesmo para trás e este post com esta receita tinha que sair hoje, porque sim! Dentro de dias tenho que fazer, por motivos muito especiais, e como tal, não se podiam juntar.....
A paisagem pela Sibéria já mudou.... Os picos das montanhas já estão branquinhos e o frio está de volta.... E que frio... É nestas alturas que olho pró calendário e me lembro, que neste bendito sitío o Inverno começa quando ele quer e não quando tem que ser....
E se os dias de Outono/Inverno pedem forno ligado, esta receita de hoje é sem dúvida um motivo muito bom para o fazer.... Andava com uma ideia na cabeça desde que vi o desafio do Cocineros del Mundo, caso para dizer que estava com a cabeça como uma abóbora! E assim foi.... Com a cabeça como uma abóbora e um pão na cabeça, saiu uma coroa de brioche de abóbora, recheada com amêndoa!
Coroa de Brioche de Abóbora com Recheio de Amêndoa
Ingredientes:
Para o brioche:
- 800 a 900 gramas de farinha de pão**
- 400 gramas de puré de abobora*
- 100 gramas de açúcar amarelo
- 2 ovos
- 80 gramas de manteiga
- 100 ml de leite
- 11 gramas de fermento de padeiro (desidratado)
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de canela
- Raspa de uma laranja
* Para fazer o puré de abóbora, colocar a abóbora num recipiente que possa ir ao forno, com um pau de canela e uma casca de laranja. Cobrir com papel de alumínio e deixar durante 30 minutos a 200 ºC. Retirar e deixar arrefecer. Passar a abóbora por um passador de rede fina.
** A quantidade de farinha pode ser variável consoante o tipo de farinha que se use. Usei uma farinha com alto teor de proteína, mas esta receita pode ser executada perfeitamente, com uma T55 ou uma T65, ou até mesmo uma mistura das duas farinhas.
Para o recheio:
- 200 gramas de amêndoa moída com casca
- 200 gramas de amêndoa moída sem casca
- 100 gramas de açucar mascavado escuro
- 2 colher de café de canela
Execução:
Misturar o fermento com o leite morno e deixar repousar durante 10 minutos, para que desta maneira esteja activo.
Numa taça colocar o puré de abóbora, juntar os ovos, o açúcar, a raspa de laranja, a manteiga derretida e bater ligeiramente. Juntar a canela, o sal, e sem mexer, colocar a farinha no centro, seguida do fermento já activado com o leite do lado oposto ao do sal. Mexer com uma colher de pau ou com a batedeira até que a massa comece a despegar da taça.
Sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada colocar a massa e amassar, até que se torne lisa e elástica. Colocar numa taça untada com óleo e cobrir com película aderente, deixando repousar até que duplique de volume.
Depois de levedar amassar a massa novamente de maneira a retirar todo o ar existente. Voltar a colocar na taça e cobrir, guardando toda a noite no frigorífico.
Para o recheio misturar a amêndoa com o açucar, a canela e juntar a manteiga derretida, mas fria. Mexer bem de maneira a obter uma massa homogénea. Reservar.
Sobre uma superficie enfarinhada colocar a massa e dividir em duas partes. Esticar cada uma delas num rectangulo de 40 x 50 e dividir o recheio pelas duas partes.
Enrolar pela parte maior e cortar ao meio o rolo. Entrelaçar as duas pontas formadas entre elas e enrolar de maneira a formar uma coroa.
Pincelar com um poco de ovo e polvilhar com açucar em pérola. Deixar repousar meia hora e levar ao forno a 200 ºC, durante 20-25 minutos, até que esteja dourado.
Retirar do forno e pincelar com doce de alperce para dar brilho. Servir morno ou frio.
Isto é o que dá não seguir nenhuma receita. Quando vi a massa quando a tirei do frigorifico fiquei super admirada, porque tinha crescido imenso. A única solução era mesmo fazer duas coroas. E para as adoçar ainda mais, colocar uma glace de canela!! Não precisa, mas eu achei que ficava giro.
Só vos posso dizer que o cheirinho que havia por casa nesse dia, era completamente inebriante.... Claro está para quem gosta da mistura canela/laranja, e neste caso a abóbora. E com estes sabores trago recordações do doce de abóbora que fazia em Portugal.....
Deixando-me de recordações e porque hoje não estou muito basta de palavras, é daqueles brioches que surpreendem. Super hiper mega fofo, o recheio contrasta na perfeição e os sabores são simplesmente perfeitos....
E como diz a minha filha, isto é que dá inventar!!!
26.10.14
Voltam as saudades.....
Depois do post das bolachinhas de Outono, já deixei quase tudo preparado este post! Leia-se fazer a receita, tirar fotografias e dar-me conta que o fim de semana de publicação era este! O costume.... dar conta em cima da hora! Pois desta vez é mais uma quinzena da Dorie às Sextas, da qual tenho estado ausente depois que voltaram de férias e ja tinha saudadinhas, de fazer receitinhas dela.
Para esta quinzena foi escolhida uma receita com maçãs e que apesar dos meus temores, quando vi o termo flaky decidi fazer na mesma! Procurar uma tradução para este termo é impossível, mas na minha memória guardo as imagens de outras massas da mesma senhora, que foram toda uma surpresa.... isso sim, como muito medo!
O resultado final era o que eu imaginava e que me fez transportar no tempo.... Ao tempo que eu ia ao McDonald's, fora de horas, buscar uma das maravilhosas tartes de maçãs!!! Pronto eu admito, eu simplesmente adoro aqueles rectangulozinhos!!! E para minha sorte, ou azar, aqui a mesma cadeia de restaurantes, não tem essa pequena maravilha.... Cambada.... Se eles soubessem o que é bom!!
Enfim, agora ja descobri a maneira perfeita de matar as minhas saudades.... Há dias assim! Já preciso outra vez de férias. Preciso de voltar à minha terra e respirar o ar que me ajudou a crescer, e comer umas tartes de maçã não estaria nada mal.
E por falar nas maçãs, este blog, vai servir também, para ir escrevendo as pérolas que vão dizendo os meus filhos. Ao fim e ao cabo são parte integrante dele e se não fosse por eles não se chamaria assim. Quando comprei as maçãs que pedia a receita, comprei também umas vermelhinhas, que me piscaram o olho.
A catraia quando as viu no saco, ficou muito séria a olhar! E eu pensei prós meus botões, que coisa boa não estava a magicar! Meu dito, meu feito!
Maria - Mãe, compraste essas maçãs vermelhas, pa mim e pró mano?!
Mamã - Sim filha! Para vocês levarem pró lanche da escola, se quiserem!
Maria - Está bem, pode ser! ( Mas disse isto com um ar nao muito convencido, e depois dispara!)
Maria - Mãe!!! Eu não quero levar essas maçãs vermelhas para a escola! Num gosto!
Mamã - Aiii! Então são maçãs na mesma, filha!
Maria - E tu achas que eu quero, que me aconteça o mesmo que aconteceu à Branca de Neve?
Depois de ouvir isto, acho que se ouviu uma gargalhada descomunal em todo o prédio! A catraia olhava para mim sem entender e com ar de ofendido!
E só mesmo umas "empanadas" de Maçã são o motivo para esquecer tamanha ofensa! (risos).
Deixo-vos a receita tal qual nos foi proporcionada no grupo, deixando para o fim as alterações (pequeninas) que lhes fiz.
Empanada de Maçã
(Flaky apple turnovers, receita retirada do livro Baking, de Dorie Greenspan, p. 316)
(tradução do texto: Susana Figueiredo)
Ingredientes:
Para a massa:
- 250 gramas de nata azeda ( usei crème frâiche)
- 100 gramas de açúcar
- 500 gramas de farinha
- 1 colher de chá de sal
- 340 gramas de manteiga sem sal fria, cortada em pedaços pequenos.
Para o recheio:
- 1 colher de sopa de farinha
- 100 gramas de açúcar
- 1/4 colher de chá de canela em pó
- 4 maçãs Fuji ou Granny Smith, descascadas, descaroçadas e cortadas em pedaços pequenos (usei Granny Smith)
- 45 gramas de manteiga sem sal fria, cortada em pedaços pequenos
- 1 ovo grande, batido com 1 colher de sopa de água, para pincelar
- Açúcar, para polvilhar (usei mascavado escuro)
Para a massa:
Misturar a nata com o açúcar. Reservar. Misturar a farinha com o sal numa tigela grande e adicionar os pedaços de manteiga. Com uma picadora, duas facas ou com os dedos, cortar a manteiga juntamente com a farinha até parecer areia grossa, com cuidado para não trabalhar excessivamente a massa. Com um garfo, fazendo um movimento para cima e para baixo, misturar gentilmente a nata. A massa vai ficar muito mole.
Dividir a massa ao meio, colocando cada metade em película, usando-a para moldar em forma de rectângulo. Embrulhar a massa e refrigerá-la durante pelo menos uma hora ou até dois dias.
Para o recheio:
Misturar farinha, açúcar e canela nuuma tigela grande. Juntar as maçãs e envolver bem.
Preparação (c. 16 turnovers)
Pré-aquecer o forno a 190ºC. Posicionar as grades de modo a dividir o forno em terços. Forrar dois tabuleiros com papel vegetal ou tapetes de silicone. Esticar uma parte da massa até uma espessura de 3,2 mm e cortar círculos de 11,5 cm com um cortador grande ou com uma forma de tarteletes. Repetir com a 2ª parte da massa. Rende 7 a 8 rodelas por porção de massa Pode ainda fazer-se mais uns quantos com os restos da massa, novamente refrigerada e esticada, mas não terão a mesma leveza. Colocar 1-2 colheres de sopa da maçã e, por cima do recheio, colocar pequenos pedaços de manteiga. Molhar as extremidades da massa com um pouco de água, dobrar os turnovers ao meio e selar a massa, pressionando um garfo sobre os extremos. Furar a massa com o garfo para deixar sair o vapor e transferi-los para os tabuleiros. (Neste ponto, podem ser congelados durante 2 meses, bastando levá-los ao forno sem descongelar e acrescentar mais uns minutos ao tempo de cozedura).
Pincelar o topo com a mistura de ovo e polvilhá-los com uma pitada de açúcar. Leva ao forno durante 20 minutos, trocando os tabuleiros de baixo para cima e rodando-os a meio da cozedura (aos 10 minutos). Deverão ficar inchados, firmes ao toque e dourados. Deixar arrefecer à temperatura ambiente.
Notas da Mamã:
- Só fiz metade da receita! (um erro crasso diga-se de passagem, porque nem as migalhinhas ficarão!)
- Ainda fiz alguns individuais como indicava a receita, mas como o tempo não sobrava, optei por fazer uma "empanada" king size para agilizar. O procedimento é o mesmo, devendo separar a massa em dois círculos, perfeitos ou imperfeitos, e seguir o procedimento da receita original.
- A qualidade das maçãs usada na receita original é de suma importância e por isso não saltei este ingrediente, apesar de não gostar muito da sua acidez. Mas neste caso, é simplesmente perfeita.
- Juntei uma pisca de noz moscada ao recheio! Simplesmente porque adoro o contraste desta especiaria com a canela e nas maçãs o resultado é simples delicioso!
- E para um super devaneio, usei um caramelo salgado, ou como dizemos por aqui Caramel Salée, para dar um pouco mais de contraste de sabores.
A receita do caramelo salgado, não há! Porque foi um repente que tive e peguei nos ingredientes e fui fazendo! Açucar, manteiga, natas e flor de sal. Por essa blogosfera e mesmo aqui no blog, há receitas deste pequeno pecado de cor avelã.
Para que conste, estas "empanadas" não precisam de nenhum adereço! Eu é que sou hipermega gulosa, e como tal tenho sempre tendência a piorar!!
E não me pude resistir a misturar o caramelo e o geladinho de baunilha!! Mornas, são pedacinhos altamente viciantes e mesmo difíceis de parar de comer, mas assim....
"Oh Mãe posso levar esta "trate" para o lanche da escola, em vez das maçãs da Branca de Neve?"
Eu ainda lhe disse que sim, mas ao fim do dia nem uma migalha ficou!
Quantos dias durarão se as fizermos individuais?
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