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2.1.15

Mais 365 dias...



Feliz Ano de 2015!!!!

Que cada dia novo que começa, seja um dia para sorrir, mesmo que às vezes não se tenha um motivo. Há que apenas pensar em algo que nos permita manter sempre estampado no rostro um sorriso!!


Depois de tanto tempo sem publicar, já era hora de voltar aqui a este meu cantinho que me deixa tão feliz e que me permite sorrir!

A azáfama da quadra que passou, não deu tréguas e como tal, o tempo escapava! Ainda assim é sempre complicado gerir tudo. Quero porque quero, que este cantinho esteja sempre em movimento, mas é-me impossível e para não entrar em parafuso, apenas o faço quando posso. Quando me posso dedicar de corpo e alma a ele. 

Por isso justifico de antemão a ausência e as possíveis ausências.

E eis que a melhor maneira de começar o ano, é a fazer um Bundt. Pois claro!

Trata-se de mais uma quinzena do Dorie às Sextas e desta vez a receitinha é de um Bundt. Excusado será dizer que este tinha que ser feito. Ou sim ou sim! No dia 1, dia em que finalmente chegou o repouso, meti-me na cozinha. De corpo e alma! Sem mudar nem uma só grama, saiu aquele que é um fantástico Bundt Cake, que não deixa menos a desejar que outras iguarias natalícias.

O único problema foi mesmo dar-me conta, que a abóbora que tinha não iria fazer a quantidade de puré que pedia a receita, mas ainda assim o resultado foi maravilhosooooo!!

A cada dia que passa, a cada receita que experimento da Dorie, fico mais surpreendida! Então eu alguma vez imaginava misturar tanta especiaria num bolo? E com abóbora? E com maçã? Bem, faltaram os arandanos frescos! Esses é coisa nunca vista pela Sibéria e secos também é dificil. Na falta deles, acabei com um saco de frutos vermelhos congelados.








All-in-one Holiday Bundt Cake 
(receita retirada do Livro Baking de Dorie Greenspan, p. 187)
(tradução: Susana Figueiredo)

Ingredientes:
- 250 gramas de farinha
- Duas colheres e meia de chá de fermento
- Duas colheres de chá de canela em pó
- Um quarto de colher de chá de noz-moscada moída
- Uma colher de chá de gengibre em pó (ou 1,5 colheres de gengibre fresco ralado)
- Uma pitada de sal
- 150 gramas de manteiga
- 200 gramas de açúcar branco
- 100 gramas de açúcar mascavado
- Dois ovos grandes
- Uma colher de chá de extracto de baunilha
- Uma chávena e um quarto de puré de abóbora (usei 200 gramas)
- Uma maçã em juliana fina
- Uma chávena de arandos vermelhos (usei cerca de 150 gramas de frutos vermelhos congelados)
- 100 gramas de nozes picadas grosseiramente
Açúcar em pó para servir.





Execução:

Pré-aquecer o forno a 175 graus. 
Misturar numa tigela a farinha, o fermento, a canela, a noz moscada, o gengibre (só se for em pó) e o sal. Juntar as nozes picadas grosseiramente e mexer bem. Noutra tigela, bater a manteiga com os açúcares, juntar os ovos e a baunilha e misturar bem. Juntar o puré de abóbora (e o gengibre, se for do fresco) e a maçã e envolver. Juntar os secos e bater até estarem bem incorporados. Por fim juntar os frutos congelados e envolver na massa. Deitar numa forma de bundt cake bem untada com manteiga polvilhada com farinha e cozer durante cerca de 60 minutos. Deixar arrefecer, desenformar e polvilhar com açúcar em pó antes de servir.






Quando tirei as primeiras fotografias, o Bundt ainda estava morno. Xiiiii.... Que desgraça! Coisa que nunca se deve fazer. E porquê? Porque a consistência do Bundt, seja este ou outro qualquer, é completamente diferente, mas ainda assim simplesmente delicioso. Cá entre nós, eu esperava ansiosamente que um dia chegasse um Bundt às Dories, e ei-lo!! E em bom hora, porque é simplesmente irresistivel.






Dificil mesmo é resistir! Seja morno ou frio! É uma mistura incrivel de aromas e a textura é qualquer coisa do outro mundo.

Deixo-vos esta fatia e espero que este ano que já começou, seja assim!! Cheio de momentos de partilha e que nos deixem com vontade de mais!

Por falar em mais, onde andam os Bundts de chocolate para a Bundtmania??


23.11.14

E passaram a ser Mini Pies....


Não gosto muito de fazer post's quando a noite já vai alta, mas desta vez teve que ser... A receita desta quinzena no Dorie às Sextas assim o exige e, já que tive o trabalho de a fazer e degustar, pois tem que estar neste blog, seja às horas que seja.


Os dias passam a uma velocidade alucinante e quando dou conta das coisas, já é tarde, muito tarde... E a essas horas tudo aquilo que pulula em mim, é tudo menos inspiração.... Que é o caso de hoje, mas ainda assim faz-se um esforço e partilho uma receita que achei maravilhosa, como muitas que já fiz da Dorie.


O bom destes post's é que não tenho que me preocupar muito com o escrever a receita, porque a Susana, faz esse trabalho estupendamente no grupo e eu, tu desculpa-me Susana, aproveito, colocando apenas as minhas alterações quando as faço.

Desta vez não mudei nadinha na receita, visto que tinha a massa diabólica, como carinhosamente lhe chamamos, mas que ao final de contas de diabólica não tem nada. É um dejá vú nesta cozinha e nas receitas da Dorie e isto não teria piada, sem o factor surpresa, né?

Aproveitei um dia de folga que não fui para a capital e os meninos lá foram todos contentes para a escola, e deixei-me perder pela minha cozinha.... Enquanto preparava uma outra receita, ocupava-me desta.... E há medida que ia fazendo já imaginava o resultado final!!

Sabem o que vos digo, que quanto mais imaginamos, mais imaginação temos, e isso em mim é muito perigoso!

A receita desta semana é uma Tarte de Abóbora com Caramelo, ou no original uma Caramel Pumpkin Pie. Chamou-me à atenção a mistura caramelo e abóbora quando li a receita e depois de a ler, já não descansei enquanto não a fiz. 

A única coisa que fiz diferente foi a forma da tarte.... em vez de fazer no tamanho original, fiz mini tartes de abóbora.... Eu gosto mesmo é de complicar!!! 

Todos os procedimentos da receita foram os mesmos excepto no que diz respeito ao tamanho. Cortei circulos de massa com um cortador de flores de 10 cm, e usei formas de queques pequenas, tendo em atenção os tempos de cozedura que foram reduzidos e que variam de forno para forno.







Assim sendo, faço um copy/paste da receita do grupo, deixando no final, as minhas Mini Caramel Pumpkin Pies.




Caramel Pumpkin Pie
(receita retirada do livro Baking, de Dorie Greenspan, pág.322)

Ingredientes:
- 1 base de tarte de 23 cm, parcialmente cozinhada e arrefecida, usando a receita de massa em baixo (Good for Almost Everything Pie Dough - ver ingredientes mais abaixo)
- 1 chávena de açúcar
- 180 ml de de natas
- 2 colheres de sopa de rum, conhaque ou cidra
- 30 gramas de manteiga sem sal, cortada em 4 pedaços
- 250 gramas de puré de abóbora
- 1 1/4 colheres de chá de canela
- 3/4 colheres de chá de gengibre em pó
- Uma pitada de noz moscada
- Uma pequena pitada de pimenta da jamaica
- Uma pitada de sal
- 1 1/2 colheres de chá de extracto de baunilha
- 2 ovos grandes

- Natas batidas, ligeiramente adoçadas, para servir





Execução:

Cozer e arrefecer a base da tarte conforme método em baixo. Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 175ºC. Polvilhar o fundo de uma frigideira anti-aderente com meia chávena de açúcar, distribuido uniformemente, e levá-la a lume médio alto, deixando o açúcar começar a ganhar cor. Agitar ligeiramente a frigideira para que o açúcar ganhe cor uniformemente. Deixá-lo caramelizar sem mexer a frigideira até ganhar uma cor de âmbar profundo - quase de mogno. Vai começar a borbulhar e a fumegar mas é esse o objectivo: um caramelo escuro e forte, tendoporém cuidado para não deixar queimar. Quando as bolhas ficarem grandes, é provável que a cor perfeita tenha sido atingidas. Baixar o lume para médio, afastar-se e deitar as natas na frigideira. O açúcar vai borbulhar muito nesta fase e pode mesmo ficar com grumos, mas voltará ao normal se se mexer bem enquanto continua a cozinhar. Juntar o rum e a manteiga e continuar a cozinhar e a mexer até o caramelo ficar suave. Deitar numa taça e deixar arrefecer durante 15 minutos. 
Noutra taça e com um batedor de varas, mexer o puré de abóbora até ficar suave. Juntar o restante açúcar e bater bem. Adicionar as especiarias, o sal, a baunilha e os ovos e bater até a mistura ficar suave. Juntar o caramelo e envolver bem. Bater com a taça na bancada para tirar o excesso de ar da mistura e verter sobre a base de tarte já cozinhada. 
Levar ao forno entre 45 e 50 minutos ou até o recheio estar inchado e sólido. Se se inserir uma faca no centro, deve sair limpa.
Deixar arrefecer à temperatura ambiente e levar ao frigorífico se se preferir comer fria. Servir coberta com a nata batida.



Receita da Base da Tarte (Good for Almost Everything Pie Dough)
Ingredientes:
- 190 gramas de farinha
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 3/4 colher de chá de sal
- 150g de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
- 2 1/2 colheres de sopa de gordura vegetal fria, cortada em 2 pedaços
- 1/4 chávena de água gelada


Execução:
Colocar a farinha, o açúcar e o sal num processador de alimentos com uma lâmina de metal e pulsar apenas para combinar os ingredientes. Adicionar a manteiga e a gordura; pulsar até que os pedaços estejam misturados com a farinha. Não mexer demais - nesta altura devemos ter pedaços irregulares do tamanho de ervilhas. Pulsar de forma intermitente, acrescentando, gradualmente, 3 colheres de sopa de água gelada para a massa. Continuar a adicionar a água, um pouco de cada vez, pulsando, até que a massa fique uniforme (é possível que se notem alguns pedaços maiores de manteiga).
Deitar a massa sobre uma superfície enfarinhada, ou entre dois discos de papel vegetal, para formar uma base do tamanho indicado; enrolar o disco em película aderente e levar ao frigorífico por 20 minutos.
Retirar a parte superior de papel ou filme e deitar sobre a forma para forrar. Remover o resto do papel ou película e, em seguida, premir suavemente a massa dentro da tarteira, para ficar sem bolsas de ar. Em seguida, pressionar os lados da massa para cima, contra os lados da forma. A massa vai plissando e pode até quebrar. Sem stress: basta pressionar para voltar a juntar. Levar ao frigorífico.
Para cozer a massa, levá-la ao forno pré-aquecido a 205ºC, coberta com papel alumínio untado de manteiga na parte brilhante e bem ajustado à massa. Por cima do papel, devem colocar-se feijões secos. Cozinhar durante 25 minutos. Retirar cuidadosamente o papel e os pesos e, se a massa tiver inchado, pressioná-ça lentamente com a parte redonda de uma colher. Levar novamente ao forno durante 8 minutos ou até a massa estar com uma cor ligeira.






Apesar que se considere a massa como diabólica, não têm porque se assustar! O resultado vale bem a pena o medo que nos possa transmitir e sabem de uma coisa? Vale bem a pena preparar esta massa, porque o conjunto é simplesmente perfeito!

E não querem saber? O caramelo e a abóbora fazem um par perfeito... O recheio é simplesmente delicioso e deixa-nos inebriados pelas especiarias....







O toquezinho da nata.... Bem esse é como a cereja no topo de um bolo... Eu usei crème frâiche normal e ainda assim, levou-me ali ao lado das estrelas.

A pequena gourmet cá de casa, corrobora comigo!! 

E a vocês, o que vos parece?

11.11.14

Os inventos!









Ultimamente não tem sido fácil sentar-me no computador para escrever o que seja... Tinha esta receita pendente há uns quantos dias e aproveito o descanso dos guerreiros cá de casa, que nos dias de piscina chegam rebentados e assim que se sentam no sofá aterram que nem passarinhos....

Olho para eles e penso: Não tenham pressa de crescer, porque há coisas que não têm volta atrás!


E pronto.... O tempo não anda mesmo para trás e este post com esta receita tinha que sair hoje, porque sim! Dentro de dias tenho que fazer, por motivos muito especiais, e como tal, não se podiam juntar.....


A paisagem pela Sibéria já mudou.... Os picos das montanhas já estão branquinhos e o frio está de volta.... E que frio... É nestas alturas que olho pró calendário e me lembro, que neste bendito sitío o Inverno começa quando ele quer e não quando tem que ser....


E se os dias de Outono/Inverno pedem forno ligado, esta receita de hoje é sem dúvida um motivo muito bom para o fazer.... Andava com uma ideia na cabeça desde que vi o desafio do Cocineros del Mundo, caso para dizer que estava com a cabeça como uma abóbora! E assim foi.... Com a cabeça como uma abóbora e um pão na cabeça, saiu uma coroa de brioche de abóbora, recheada com amêndoa!




Coroa de Brioche de Abóbora com Recheio de Amêndoa









Ingredientes:

Para o brioche:
- 800 a 900 gramas de farinha de pão**
- 400 gramas de puré de abobora*
- 100 gramas de açúcar amarelo
- 2 ovos
- 80 gramas de manteiga
- 100 ml de leite
- 11 gramas de fermento de padeiro (desidratado)
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de canela
- Raspa de uma laranja


* Para fazer o puré de abóbora, colocar a abóbora num recipiente que possa ir ao forno, com um pau de canela e uma casca de laranja. Cobrir com papel de alumínio e deixar durante 30 minutos a 200 ºC. Retirar e deixar arrefecer. Passar a abóbora por um passador de rede fina.


** A quantidade de farinha pode ser variável consoante o tipo de farinha que se use. Usei uma farinha com alto teor de proteína, mas esta receita pode ser executada perfeitamente, com uma T55 ou uma T65, ou até mesmo uma mistura das duas farinhas.


Para o recheio:
- 200 gramas de amêndoa moída com casca
- 200 gramas de amêndoa moída sem casca
- 100 gramas de açucar mascavado escuro
- 2 colher de café de canela


Execução:

Misturar o fermento com o leite morno e deixar repousar durante 10 minutos, para que desta maneira esteja activo.

Numa taça colocar o puré de abóbora, juntar os ovos, o açúcar, a raspa de laranja, a manteiga derretida e bater ligeiramente. Juntar a canela, o sal, e sem mexer, colocar a farinha no centro, seguida do fermento já activado com o leite do lado oposto ao do sal. Mexer com uma colher de pau ou com a batedeira até que a massa comece a despegar da taça.

Sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada colocar a massa e amassar, até que se torne lisa e elástica. Colocar numa taça untada com óleo e cobrir com película aderente, deixando repousar até que duplique de volume.

Depois de levedar amassar a massa novamente de maneira a retirar todo o ar existente. Voltar a colocar na taça e cobrir, guardando toda a noite no frigorífico.


Para o recheio misturar a amêndoa com o açucar, a canela e juntar a manteiga derretida, mas fria. Mexer bem de maneira a obter uma massa homogénea. Reservar.


Sobre uma superficie enfarinhada colocar a massa e dividir em duas partes. Esticar cada uma delas num rectangulo de 40 x 50 e dividir o recheio pelas duas partes.

Enrolar pela parte maior e cortar ao meio o rolo. Entrelaçar as duas pontas formadas entre elas e enrolar de maneira a formar uma coroa.

Pincelar com um poco de ovo e polvilhar com açucar em pérola. Deixar repousar meia hora e levar ao forno a 200 ºC, durante 20-25 minutos, até que esteja dourado.

Retirar do forno e pincelar com doce de alperce para dar brilho. Servir morno ou frio.







Isto é o que dá não seguir nenhuma receita. Quando vi a massa quando a tirei do frigorifico fiquei super admirada, porque tinha crescido imenso. A única solução era mesmo fazer duas coroas. E para as adoçar ainda mais, colocar uma glace de canela!! Não precisa, mas eu achei que ficava giro.


Só vos posso dizer que o cheirinho que havia por casa nesse dia, era completamente inebriante.... Claro está para quem gosta da mistura canela/laranja, e neste caso a abóbora. E com estes sabores trago recordações do doce de abóbora que fazia em Portugal.....








Deixando-me de recordações e porque hoje não estou muito basta de palavras, é daqueles brioches que surpreendem. Super hiper mega fofo, o recheio contrasta na perfeição e os sabores são simplesmente perfeitos....

E como diz a minha filha, isto é que dá inventar!!!