Se há aromas que me encantam e enamoram, esses são o da baunilha e da rosa de café.
Isto da rosa de café faz-me viajar ao outro lado do mundo. Há mais ou menos 11 anos, andava pela ilha do sonho e do encantamento, como carinhosamente lhe chamo, a Timor Leste. Sim, para aqueles que andam a par das notícias, na altura em que se realizaram os primeiros referendos e com os quais Timor Leste se transformou no mais novo país.
Enfim uma terra onde há de tudo e não havia de nada.... Mas havia café e foi por causa disso que com 23 anos andava por lá perdida! Fiz o meu estágio de curso sobre viveiros de café e quando surgiu o convite por parte da ESAV - Escola Superior Agrária de Viseu, não pensei duas vezes. Era uma oportunidade única!!
De café não percebia nada, mas de viveiros algumas coisas! E nada melhor que aprender no local e assim foi. Trabalhei com um grupo fantástico, de quem tenho imensas saudades! Um grupo... Eramos 4...eheh... O Chefe, o Chefinho que passava mais tempo comigo, e vice-versa, e outro colega que estava noutro lado da ilha! O Chefinho era o que aturava as minhas paranóias e deixava que eu tomasse conta da casa! Pois não havia mais ninguém para o fazer! Aquilo que a gente se ria... Outro dia a ver as fotografias, dei com uma em que estavamos com um dos professores a cozer as cortinas! E estávamos com umas caras... Coisa boa não estavamos a dizer concerteza! Que saudades Rui....
E é nestas viagens pela ilha que me enamoro do perfume da rosa do café.... Sem dúvida um perfume inconfundível, e pelas manhãs então era quando mais se podia sentir.... É um amor de por vida!
Foi sem dúvida uma das melhores experiências que podia ter tido, quer a nível profissional, quer a nível pessoal. As pessoas que conheci lá guardo-as num cantinho especial do coração. Com estas modernices de Facebook e outros, encontrei alguns, e não imaginam a alegria que isso me trouxe!
Nessa altura não havia máquinas digitais e as que existiam eram caríssimas! Então fui munida com uma máquina minimalista que me permitiu captar algumas belezas da ilha... Enfim, no dia de hoje, são uma relíquia e as minhas recordações. Na impossiblidade de vos poder mostrar todas fiz uma montagem com algumas que tinha por aqui, só para terem uma ideia.
Depois de uma viagem como estas e continuando a falar de aromas, volto à baunilha...
Um aroma que adoro, seja onde for, então nas velas que tenho la por casa não pode faltar! E não esquecendo o toque subtil e harmonioso que deixa numa receita.
Foi por isso que decidi experimentar a receita que vi no Coco & Baunilha e já estava apontada numa folha que começava a estar amarilhenta! E como quando o fiz já tinha começado o blog, teve direito a fotografiazinha. Normalmente costumo fazer o flan, ou pudim de ovos, como lhe costumo chamar e sempre o ouvi chamar à minha mãe.
Flan Cremoso
- 320 ml de leite
- 230 ml de natas
- 3 ovos grandes
- 110g de açúcar baunilhado caseiro (Se não tiver açúcar baunilhado raspar as sementes de uma vagem de baunilha e juntar ao leite).*
Pré-aquecer o forno a 150ºC.
Colocar taças refractárias num tabuleiro com água quente no fundo.
Ferver o leite com as natas. Bater os ovos com o açúcar.
Deitar o leite fervido gradualmente sobre os ovos batidos, mexendo sempre e distribuir pelas taças. Colocar no forno a 140ºC durante 45 minutos (ou até ficar firme). Servir morno ou frio.
* No blog explica como se prepara o açucar baunilhado caseiro e aproveitando a dica tenho um copinho num armário, para a próxima vez.
Achei piada ao facto de estarem assim nas tacinhas e como tenho la por casa umas quantas, aproveitei a deixa.
Eu adoro flan e este é uma verdadeira tentação. Acho que cozeu um bocadinho mais do que tinha que cozer, mas não deixa de ser uma verdadeira delícia. O aroma da baunilha como sempre é subtil, mas que enriquece sem dúvida esta sobremesa.


