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28.8.14

Batatas ou Bananas?



Con esta receta participo en el reto del mes de Agosto, de la comunidad Cocineros del Mundo de Google+, en el apartado salado y en el apartado dulce.





Já há uns tempos que não tinha oportunidade de participar nos desafios dos Cocineros del Mundo. Ou porque não me gostavam os ingredientes e desta última vez porque não encontrei a bendita massa para o desafio. Entre isso e o tempo que às vezes falta, desta vez quando vi o desafio, pensei, é desta! E assim foi... Aproveitando o primeiro dia de folga depois de dois meses sem descanso, meti-me na minha cozinha. Sim já sei, deveria estar a descansar, mas acaba por ser descanso também e acabo por desconectar do corre-corre diário a que estou acostumada estes últimos dias e, não vá eu perder a prática, o melhor é aproveitar.

Ora os ingredientes são simples, encontram-se por todo lado e, aqui por casa, há sempre batatas e bananas. As bananas normalmente ficam sempre muito maduras e eu aproveito para fazer o banana bread ou algo parecido, como tal esta hipótese estava descartada.

Apesar de não ter muito tempo, quando vejo alguma coisa de que goste nalgum livro ou em alguma revista, fica aquela imagem guardada. Ontem enquanto punha o Tico e o Teco a decidir o que ia fazer, tinha uma imagem na cabeça. Rebusquei as minhas revistas e não encontrava a que tinha aquela imagem.... Mas que procura sempre alcança não é? Pois a bendita revista apareceu e depois de ler a receita, mudei tudo. Estou de folga e gosto de cozinhar, mas não está nos planos por a cozinha patas ao ar. Se bem que acaba sempre por acontecer, seja simples ou complicada.

E como o tempo não ajuda, o post de hoje, é dois em um. Prato principal e sobremesa! Mas só tem direito a sobremesa, quem comer o principal, eh?



"Vol au vent" de Batata, Cogumelos, Passas e Ovo
(receita adaptada daqui).






Ingredientes:
- 2 batatas medianas
- 1 gema
- salsa picada q.b
- 2 chalotas
- 125 gramas de cogumelos de Paris laminados
- 1 colher de sopa de passas
- 2 colheres de sopa de vinho branco
- 5 colheres de sopa de natas
- 2 ovos
- Sal e pimenta negra q.b
- Flor de sal 
- Saco de pasteleiro com bico em forma de estrela

Execução:

Cozer as batatas em água com sal. Depois de cozidas reduzir a puré. Adicionar a gema e misturar bem. Juntar um pouco de salsa picada e rectificar os temperos e adicionar uma pitada de pimenta negra.

Numa frigideira colocar a chalota picada com um pouco de azeite. Deixar refogar e quando estiver suave, juntar os cogumelos laminados. Temperar com sal e pimenta e deixar que libertem a água que têm, a lume médio, mexendo ocasionalmente. Juntar as passas e o vinho branco e deixar que este se reduza. Rectificar temperos e adicionar as natas. Assim que ferva, retiramos do lume e reservamos para rechear os "vol au vent" de batata.

Pré aquecer o forno a 190ºC.

Colocar o puré de batata no saco de pasteleiro e num tabuleiro revestido com papel de forno, fazer espirais de 6 cm de diametro, aproximadamente, tendo o cuidado de não deixar espaços abertos.

Depois de criada a espiral fazer um círculo sobre a mesma, mas só sobre o rebordo. Fazer 2 ou tres voltas.

Levar ao forno durante 10 minutos para que ganhe um pouco de cor. Retiramos, recheamos com os cogumelos e colocamos uma gema de ovo em cada "vol au vent". Levamos novamente ao forno e assim que a gema do ovo, comece a estar cozida, retiramos.

Servimos de imediato colocando uma pitada de flor de sal sobre a gema.






Dado à forma dos "vol au vent" um ovo inteiro não cabe. Daí ter colocado o ovo inteiro numa tacinha e com a ajuda de uma colher, retirar a gema e um pouco da clara. Para que se possa colocar o ovo inteiro, é necessário que o tamanho seja maior.






De facto é uma alternativa ao famoso puré de batata. Para uma ocasião especial acho que pode servir perfeitamente, como prato principal, ou como entrada. Seja como seja, hoje era especial!



E apesar de eu ser uma gulosa imperdenida, hoje a sobremesa é do mais simples que pode existir. Uma receita do livro Bake, da Rachel Allen, que usa as bananas como ingrediente principal e que sugere depois várias alternativas. Aparte de ter usado umas passas e ter substituido a nata batida por gelado de doce de leite, a receita segui-a na íntegra.


Bananas Assadas com Rum e Passas





Ingredientes:
- 2 bananas maduras, mas firmes
- 4 colheres de sopa de rum
- 2 colheres de sobremesa de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres de sobremesa de passas
- gelado de doce de leite (ou nata batida como no original)
- praliné (opcional)

Pré aquecer o forno a 200ºC.

Descascar as bananas e cortar longitudinalmente. Cortar um rectangulo de papel de forno, o suficientemente grande para fazer um embrulho.

Colocar ao centro as metades da bananas, polvilhar com o açucar mascavado e colocar 2 colheres de sopa de rum. Por fim colocar as passas e fechar bem o embrulho.

Levar ao forno durante 20 minutos. Retirar do embrulho com cuidado e servir com o acompanhamento preferido. Devem comer-se mornas.






A banana é daqueles frutos que não me deixa chegar a um consenso. Gosto dela tal qual, mas também gosto dela quando a uso para bolinhos e afins, mas no que toca à parte de usar o calor para a transformar, já não acho muita piada à textura.

Mas isso era dantes! Agora a minha opinião mudou e com pontos a favor! É óbvio que a textura se transforma, mas fica o seu sabor ainda mais acentuado e doce o quanto baste, para contrastar com o belo do gelado de doce de leite.






O porquê do gelado de doce de leite?? Porque o Tico e o Teco, tinham na ideia a banoffee pie. E como tal, achei que a associação só podia ser perfeita! O praliné vem apenas dar o toque crocante nesta mistura de texturas, que muito me surpreendeu! O que também não é dificil, porque eu gosto de tudo! Ou quase tudo....


"Life is uncertain. Eat dessert first." (Ernestine Ulmer)


6.4.13

Mais um convidado para jantar!

Depois de ter convidado para jantar um poema, volta a 11ª edição do Convidei para Jantar que está muito bem albergado no blog Panela sem (De) pressão e que tem como impulsor o blog Anasbageri.

Para esta edição temos que convidar um Pintor. E pensei.... Quem é que eu vou convidar para este jantar? Tu pensa bem se há algum quadro que te tenha marcado de alguma maneira.

Andei uns dias a matutar em quem poderia convidar e se vos digo a verdade, estive bem dividida. 

Ao fim de muito pensar, convidei Picasso para jantar. Um convidado de pompa e circunstancia e mais ainda o quadro que me marcou.

Reprodução de um mural na cidade de Guernica ( Imagem retirada da Wikipédia)
Este quadro foi pintado por Picasso em 1937, depois de a cidade basca de Guernica, ter sido terrivelmente bombardeada pelas tropas alemãs.

Na altura em que andava no liceu, tinha eu os meus 14 anos, nas aulas de História estudámos a 2ª Guerra Mundia, os regimes fascistas da altura, e lembro-me que quando se falou do franquismo, havia uma imagem deste quadro. Parece que ainda me lembro das palavras da minha professora enquanto nos explicava o porque deste quadro. Transmitiu-me tanta pena e tanto sofrimento que na altura me fizeram saltar as lágrimas. 

Porque me fez chorar? Porque na minha idade do armário, apesar de ter feito muitas tonterias, era uma adolescente com sentimentos e à minima coisa, chorava! E só de pensar que havia gente com poder de destruir uma cidade.... aquilo deixava-me de rastros.

Este quadro foi feito com o objectivo de passar para os que vissem, o que ele estava sentindo, um vazio enorme por dentro de si, um conflito, uma guerra consigo mesmo buscando resposta para a sua vida amorosa, e de todas as vezes que via aquele quadro, pensava consigo mesmo, será que o meu problema é maior do que essa guerra, ou tem mais importância para os outros, e naquele momento ele conseguia esquecer. O que demonstra uma grande preocupação por parte do pintor.

Depois de tudo isto é preciso recompor a alma. E desta vez não trago nenhum docinho, mas sim um salmão!




Salmão Gratinado

Ingredientes:
  • 2 postas grandes de salmão ( não tinha lombos)
  • 1 cebola cortada em rodelas fininhas
  • 1 alho francês cortado em rodelas fininhas
  • Batatas em quadradinhos para fritar
  • 200 ml de nata
  • Sal, pimenta, noz moscada q.b.
  • Azeite q.b.


Execução
Cortamos a cebola e o alho francês em rodelas finas e colocamos numa frigideira com azeite. Deixamos que refogue bem. 

Entretanto pomos as batatas a fritar e partimos o salmão em cubos não muito grandes. Se usarem os lombos em vez de postas o trabalho será mais fácil.

Quando a cebola e o alho estiverem tenrinhos, adicionamos os cubos de salmão. Temperamos com sal e pimenta e deixamos que cozinhem um pouco. Adicionamos de seguida as natas e deixamos que engrossem um pouco, mas não em demasiada porque vai ao forno.

Colocamos noz moscada ralada no momento e rectificam-se temperos. Retiramos do lume.

Colocamos as batatas fritas num pirex ou num recipiente que possa ir ao forno e por cima colocamos o salmão.

Levamos ao forno o tempo suficiente que gratine um pouco. Retiramos e servimos.


Não é muito light este salmão, mas para receber a tão ilustre convidado, foi uma verdadeira delícia. E além do mais, cá por casa não é muito normal fazer este tipo de coisas, por isso uma coisa compensa a outra.

O salmão apesar de ter ido ao forno ficou no seu ponto, perfeito para o meu gosto. As natas ajudaram a aveludar o molho que adquiriu todos os sabores da cebola, do alho francês e do salmão.


Os fios dourados que enfeitam o prato não é ouro líquido, mas sim crema balsâmica de manga que contrasta na perfeição.

Aparte do Picasso, vocês também são ilustres convidados! Quantos pratos ponho a mais?