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27.6.15

Em modo... Férias!!


Em outros tempos a chegada das férias, fazia com que andasse a contar ansiosamente os dias para que chegassem. Desta vez sem os contar, chegaram sem quase eu me dar conta e a única coisa que tinha na minha cabeça era a palavra descanço.

O simples facto de não ter que fazer malas e ficar por aqui, também ajudou. Nem sempre as coisas estão previstas da maneira que queremos e no fim das contas, estás bem onde estás.

Pronto, pronto... As saudades também apertam, mas não será o fim do mundo! Afinal a montanha até é bonita para dar uns passeios se o tempo ajudar.

O sol tem aparecido em todo o seu esplendor. Os pequenos andam um bocado perdidos no tempo, porque não é normal estarem tanto tempo em casa com a Mãe e quando as férias acabarem é que se vão dar conta.

Aproveitando o tempo de "não fazer nada", e aproveitando a receita do Dorie às Sextas, saiu um geladinho para nos animar.

Os mirtilos têm sido presença habitual cá por casa e mais quando o preço é convidativo. E se vos digo a verdade, cada vez que experimento uma receita, mais gosto desta pequenas "pérolas negras". É a primeira vez que faço um gelado com os mesmos, mas ao ler os ingredientes, o resultado era o que se imaginava.

Super cremoso e de sabores intensos!








Gelado de Mirtilos e Crème Frâiche
(receita retirada do Livro Baking, pág. 434, de Dorie Greenspan)
Tradução: Susana Figueiredo






Ingredientes:
-200 gramas de mirtilos(frescos ou congelados. Se for dos congelados, descongelar e escorrer bem)
- 80 gramas de açúcar
- 1 pitada de sal
- Raspa e sumo de 1/2 de limão ou lima (ou mais sumo a gosto)
- 180 ml de natas
- 240 ml de crème frâiche 

Execução:


Colocar os mirtilos, o açúcar, o sal e o limão num tacho médio e cozinhar em lume médio mexendo sempre até a mistura ferver e as bagas amolecerem, durante cerca de 3 minutos. 

Triturar a mistura até ficar um puré homogéneo, durante cerca de um minuto (nunca irá ficar completamente suave, o que é normal). Juntar as natas e as natas azedas e bater até estarem misturadas. 

Provar e, se necessário, juntar mais açúcar ou sumo de limão. Deitar numa taça e refrigerar sté estar bem fresco. Deitar na máquina de gelados e seguir as instruções do fabricante. Quando estiver pronto, levar ao congelador por duas horas.





Quando há que experimentar alguma receita nova, a Maria normalmente é a primeira que vem ter comigo. Sempre foi a mais curiosa e especialmente quando as cores são diferentes.

Desta vez fez birra e o primeiro a querer provar foi o Tomás. Só tive tempo de perguntar se tinha a certeza e a resposta não se fez esperar.

Resultado? A taça vazia em tempo record!

Vai um geladinho?

28.8.14

Batatas ou Bananas?



Con esta receta participo en el reto del mes de Agosto, de la comunidad Cocineros del Mundo de Google+, en el apartado salado y en el apartado dulce.





Já há uns tempos que não tinha oportunidade de participar nos desafios dos Cocineros del Mundo. Ou porque não me gostavam os ingredientes e desta última vez porque não encontrei a bendita massa para o desafio. Entre isso e o tempo que às vezes falta, desta vez quando vi o desafio, pensei, é desta! E assim foi... Aproveitando o primeiro dia de folga depois de dois meses sem descanso, meti-me na minha cozinha. Sim já sei, deveria estar a descansar, mas acaba por ser descanso também e acabo por desconectar do corre-corre diário a que estou acostumada estes últimos dias e, não vá eu perder a prática, o melhor é aproveitar.

Ora os ingredientes são simples, encontram-se por todo lado e, aqui por casa, há sempre batatas e bananas. As bananas normalmente ficam sempre muito maduras e eu aproveito para fazer o banana bread ou algo parecido, como tal esta hipótese estava descartada.

Apesar de não ter muito tempo, quando vejo alguma coisa de que goste nalgum livro ou em alguma revista, fica aquela imagem guardada. Ontem enquanto punha o Tico e o Teco a decidir o que ia fazer, tinha uma imagem na cabeça. Rebusquei as minhas revistas e não encontrava a que tinha aquela imagem.... Mas que procura sempre alcança não é? Pois a bendita revista apareceu e depois de ler a receita, mudei tudo. Estou de folga e gosto de cozinhar, mas não está nos planos por a cozinha patas ao ar. Se bem que acaba sempre por acontecer, seja simples ou complicada.

E como o tempo não ajuda, o post de hoje, é dois em um. Prato principal e sobremesa! Mas só tem direito a sobremesa, quem comer o principal, eh?



"Vol au vent" de Batata, Cogumelos, Passas e Ovo
(receita adaptada daqui).






Ingredientes:
- 2 batatas medianas
- 1 gema
- salsa picada q.b
- 2 chalotas
- 125 gramas de cogumelos de Paris laminados
- 1 colher de sopa de passas
- 2 colheres de sopa de vinho branco
- 5 colheres de sopa de natas
- 2 ovos
- Sal e pimenta negra q.b
- Flor de sal 
- Saco de pasteleiro com bico em forma de estrela

Execução:

Cozer as batatas em água com sal. Depois de cozidas reduzir a puré. Adicionar a gema e misturar bem. Juntar um pouco de salsa picada e rectificar os temperos e adicionar uma pitada de pimenta negra.

Numa frigideira colocar a chalota picada com um pouco de azeite. Deixar refogar e quando estiver suave, juntar os cogumelos laminados. Temperar com sal e pimenta e deixar que libertem a água que têm, a lume médio, mexendo ocasionalmente. Juntar as passas e o vinho branco e deixar que este se reduza. Rectificar temperos e adicionar as natas. Assim que ferva, retiramos do lume e reservamos para rechear os "vol au vent" de batata.

Pré aquecer o forno a 190ºC.

Colocar o puré de batata no saco de pasteleiro e num tabuleiro revestido com papel de forno, fazer espirais de 6 cm de diametro, aproximadamente, tendo o cuidado de não deixar espaços abertos.

Depois de criada a espiral fazer um círculo sobre a mesma, mas só sobre o rebordo. Fazer 2 ou tres voltas.

Levar ao forno durante 10 minutos para que ganhe um pouco de cor. Retiramos, recheamos com os cogumelos e colocamos uma gema de ovo em cada "vol au vent". Levamos novamente ao forno e assim que a gema do ovo, comece a estar cozida, retiramos.

Servimos de imediato colocando uma pitada de flor de sal sobre a gema.






Dado à forma dos "vol au vent" um ovo inteiro não cabe. Daí ter colocado o ovo inteiro numa tacinha e com a ajuda de uma colher, retirar a gema e um pouco da clara. Para que se possa colocar o ovo inteiro, é necessário que o tamanho seja maior.






De facto é uma alternativa ao famoso puré de batata. Para uma ocasião especial acho que pode servir perfeitamente, como prato principal, ou como entrada. Seja como seja, hoje era especial!



E apesar de eu ser uma gulosa imperdenida, hoje a sobremesa é do mais simples que pode existir. Uma receita do livro Bake, da Rachel Allen, que usa as bananas como ingrediente principal e que sugere depois várias alternativas. Aparte de ter usado umas passas e ter substituido a nata batida por gelado de doce de leite, a receita segui-a na íntegra.


Bananas Assadas com Rum e Passas





Ingredientes:
- 2 bananas maduras, mas firmes
- 4 colheres de sopa de rum
- 2 colheres de sobremesa de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres de sobremesa de passas
- gelado de doce de leite (ou nata batida como no original)
- praliné (opcional)

Pré aquecer o forno a 200ºC.

Descascar as bananas e cortar longitudinalmente. Cortar um rectangulo de papel de forno, o suficientemente grande para fazer um embrulho.

Colocar ao centro as metades da bananas, polvilhar com o açucar mascavado e colocar 2 colheres de sopa de rum. Por fim colocar as passas e fechar bem o embrulho.

Levar ao forno durante 20 minutos. Retirar do embrulho com cuidado e servir com o acompanhamento preferido. Devem comer-se mornas.






A banana é daqueles frutos que não me deixa chegar a um consenso. Gosto dela tal qual, mas também gosto dela quando a uso para bolinhos e afins, mas no que toca à parte de usar o calor para a transformar, já não acho muita piada à textura.

Mas isso era dantes! Agora a minha opinião mudou e com pontos a favor! É óbvio que a textura se transforma, mas fica o seu sabor ainda mais acentuado e doce o quanto baste, para contrastar com o belo do gelado de doce de leite.






O porquê do gelado de doce de leite?? Porque o Tico e o Teco, tinham na ideia a banoffee pie. E como tal, achei que a associação só podia ser perfeita! O praliné vem apenas dar o toque crocante nesta mistura de texturas, que muito me surpreendeu! O que também não é dificil, porque eu gosto de tudo! Ou quase tudo....


"Life is uncertain. Eat dessert first." (Ernestine Ulmer)


6.7.14

Vai um geladinho?!




Já andava há que tempos para voltar a usar a máquina dos gelados e no início da semana, foi o que fiz! Mudei-a do móvel e voltou para o sítio dela no congelador. 



E parecia que estava a adivinhar porque o Dorie às Sextas para esta quinzena é um geladinho! O bastante para me fazer saltar desta inércia que de mim de apodera. E como era de caramelo, o mote estava dado!


Segui a receita à risca, mas depois de ver outros comentários, achei que tinha metido a pata e que me tinha enganado em algum lado. Mas ainda assim o resultado é um gelado super cremoso e delicioso.






Burnt Sugar Ice Cream 

Receita retirada do livro Baking de Dorie Greenspan, pag.432 
Traduzida por Susana Figueiredo
- 190 gramas de açúcar
- 3 colheres de sopa de água
- 500 ml de leite gordo
- 250 ml de natas
- 4 gemas de ovos grandes
- 1 pitada de sal
- 1 1/2 colheres de chá de extracto de baunilha
- 2 claras batidas em castelo suave (adicionadas por mim)
- praliné para decorar

Misturar o açúcar com a água num tacho de fundo grosso. Levar a lume médio-brando até o açúcar se dissolver. Aumentar a temperatura e deixar ferver sem mexer até o xarope ficar cor de âmbar profundo, raspando de vez em quando os lados da frigideira com um pincel de pastelaria molhado e agitando o tacho em círculos. Dependendo do tamanho do tacho e da temperatura, poderá demorar cerca de 8 minutos até o caramelo atingir a cor desejada.

Neste ponto, baixar o lume e, com cuidado porque vai salpicar, juntar o leite e as natas. A mistura irá borbulhar fortemente e o caramelo vai endurecer, mas voltará a ficar suave à medida que se for aumentando o lume e mexendo. Continuar a aumentar o lume e a mexer até a mistura estar cremosa. Tirar do lume.

Numa taça resistente ao calor, bater as gemas com o sal até estarem bem misturadas e engrossarem um pouco. Sem parar de mexer, deitar muito devagar um terço da mistura de caramelo, o que irá temperar as gemas. Sem parar de mexer, adicionar lentamente o restante líquido. Colocar o creme no tacho e levar a lume médio, mexendo sem parar até engrossar um pouco e cobrir a parte de trás de uma colher. Estará pronto quando se passa um dedo na parte de trás da colher e o creme não escorre (entre 76º e 82º num termómetro para doces). Retirar imediatamente do calor e colocar o creme num recipiente com cerca de dois litros. Misturar o extracto de baunilha.

Refrigerar o creme até estar bem frio. Antes de colocar a mistura na máquina de gelados, envolver suavemente as claras em castelo. Seguir as instruções do fabricante e retirar quando estiver pronto. Colocar no recipiente final e levar ao congelador pelo menos 2 horas.






Eu e o caramelo não somos os melhores amigos! Tenho sempre medo de me queimar, mas ainda assim arrisco sempre. No caso deste gelado, é mais do que um caramelo, é um toffee que me faz sempre lembrar sabores da infància. Normalmente quando o faço, aqueço sempre o leite ou a nata, antes de juntar ao açúcar caramelizado, para assim diminuir os salpicos.






As claras em castelo vêm dar ao gelado um pouco mais volume e cremosidade! Coisa que neste caso, se nota a cada colherada!

E o melhor mesmo, é deixar que não se derreta!!

24.9.13

O fruto proibido



Acho que nunca me preocupei em saber o porquê de chamarem à maçã o fruto proibido! Até ao dia de hoje que dei por mim a pesquisar!


Se calhar haveria outros frutos muito mais pecaminosos e que aliciam muito mais. E não estando muito contente com este meu pensamento fui pesquisar o porquê!


E então reza a história que no tempo de Adão e Eva, foi plantada uma arvóre no Jardim do Éden, à qual se chamou Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, ou simplesmente a Árvore da Ciência, e cujos frutos estavam proibidos de ser tocados. 


Pois está claro que com uma mulher pelos Jardins, não tocar a fruta seria impossível e, quando esta a ofereceu a Adão, provocou aquilo a que se chamou o pecado original da Humanidade.


Moral da história:
A maçã foi o fruto escolhido para representar o Bem e o Mal e o seu reconhecimento. Ao provar o fruto proíbido infringiu as leis estabelecidas, começando então uma larga história que todos sabemos.


Por isso a mesma Maçã é usada como simbolo sexual!


Visto o não visto, eu continuo a gostar das maçãs da mesma maneira, prefirindo a velha máxima inglesa que diz:





"One apple a day, makes the Doctor away!"



E por ter falhado umas quantas maçãs é que fui assaltada por uma senhora constipação! Apesar de me estar a recuperar, ainda consegui fazer uma receita para participar no projecto do Escolha do Ingrediente, que este mês se encontra no Blog Doce Mais ou Menos da minha querida Paula, que tem como mentora a Susy do blog Tertúlia da Susy.

Sempre associo as maçãs ao Outono, se bem que nos tempos que correm, já se podem ver sempre nas bancadas dos supermercados, mas as que aparecem agora, são muito mais saborosas e docinhas, porque vão amadurecendo nas árvores e não a marchas forçadas nas câmeras frigorificas.

Vai daí que ao ver uma revista outonal vi esta sugestão. E como ainda se sente um calorzinho, porque não um gelado de maçã? Porque não, não, é mesmo porque sim, porque foi isso mesmo que fiz! 


Gelado de Maçã



E não só a do gelado, mas também a das caixinhas, que estava pendente, verdade?? 

Para o gelado:

Ingredientes:
receita da revista Maxi Hors-serie Automne 2013 

  • 3 maçãs grandes ( usei 2 Gala e 1 Golden)
  • 1 ovo
  • 200 ml de natas muito frias (MG > 35%)
  • 1 colher de sopa de crème fraîche espessa
  • 1 colher de sopa de mascarpone
  • 5 colher de sopa de açúcar
  • Sumo de 1/2 limão
  • 1/2 colher de chá de canela em pó
Execução:

Descascar e retirar o coração das maçãs e cortar em pedaços pequenos. Salpicar as maçãs com o sumo de limão e colocar numa caçarola com 3 colheres de açúcar, a canela e 50 ml de água durante 15 minutos. Depois deste tempo triturar de modo a obter como uma compota. Deixar arrefecer. ( O melhor é fazer esta compota na vespera de fazer o gelado)

Bater as natas com 1 colher de açúcar até obter um chantilly firme.

Numa taça bater o ovo, a crème fraîche, o mascarpone e 1 colher de sopa de açúcar. Juntar a compota de maçã fria e juntar o chantilly em movimentos suaves.

Colocar na máquina de gelados e seguir em instruções. No caso de não ter, colocar numa taça propria para o congelador e deixar pelo menos 6 horas.

Retirar do congelador e deixar uns minutos a temperatura ambiente antes de servir.

Tempo: Preparação 30 minutos - Congelação: 6 horas (mínimo)
Preparação: Fácil
Apto para crianças: Sim
Vegetariano: Não
Ingrediente principal: Maçã






Para as bolachas e cones
(receita da Revista Maxi Cuisine Hors-Série n.4)

Ingredientes:
  • 2 claras de ovos
  • 25 gramas de manteiga sem sal derretida e fria
  • 80 gramas de açúcar
  • 20 gramas de farinha
  • 30 gramas de amêndoas moídas
Execução:
Bater a manteiga com o açúcar, a farinha, a amêndoa e as claras até que esteja tudo bem incorporado. Deixar repousar no frigorífico 30 minutos.

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Colocar pequenas colheradas de sopa num tabuleiro forrado com papel vegetal, e estender a massa de maneira a que fique uma capa muito fina. Levar ao forno 5 a 6 minutos até que fiquem douradas. Retirar e com a ajuda de um cone de pastelaria enrolar, ou colocar sobre um copo para dar a forma de tulipas.

Deixar arrefecer e reservar num recipiente hermético para que fiquem estaladiças.

A receita é de umas bolachas que se chamam Cigarettes Russes, bolachinhas como aqueles canudinhos que se usam para enfeitar e comer com gelados. Fiz uns quantos, mas não chegaram às fotos.... E não fui eu que os comi!!!




Escusado será dizer que para um gelado não tem que estar calor. Mesmo estando constipada, soube-me a pecado, ou não fosse ele de Maçã.

Super fresco e com uma cremosidade impressionante!






Na falta de maçãs para espantar as doenças do Inverno, sempre podemos comer um geladinho! Quanto às bolachinhas, primam pelo toque estaladiço, mas desde já vos aviso, que só as façam se não tiverem amor aos vossos dedinhos.

Têm que ser manipuladas ainda quentes, ou melhor muito quentes, o que poderá provocar pequenas queimaduras.

Mas lá que vale a pena, vale!




Com ou sem bolachinha, é simplesmente delicioso!! Comprovem e já me dizem!!

São servidos?

22.8.13

Doce que te quero doce




Se tivesse que escolher uma coisa que me deixa a salivar, teria sérios problemas!

Sim porque sou uma gulosa, comedida... Gosto de chocolate, mas passo dias e dias sem meter um quadradinho à boca, mas há aqueles dias que destroço uma tablete. 

Ou então de abrir o frigorífico e ver o frasco de doce de leite... A isto é que não me resisto e tenho que roubar uma colherzinha, ou uma colher grande, aquilo que o meu corpo peça!

Fecho os olhos e o mundo pára ali... É o meu momento zen!! Não há mais nada ao meu redor até que se acaba aquela colherada!

Mas estes ataques não são seguidos, mas quando os tenho tenho que os respeitar, não vá eu sofrer de uma ataque de hipoglicemia!

E se há coisa que eu gosto é do sabor do doce de leite e da banana, envoltos numa "casquinha" de massa folhada ou massa areada.... Ou seja, a mais simples forma de fazer uma Banoffee Pie. Quem já experimentou, sabe bem do que falo, e quem não, pois é só experimentar. 

Coloquem um disco de massa folhada ou areada, de 10 cm, no meio coloquem uma colher de sobremesa de doce de leite e três ou quatro rodelas de banana e uns pingos de sumo de limão. Leva-se ao forno até que a massa esteja dourada e cozida. Sirvam morno acompanhado de natas batidas ou gelado....






Não, não é a receita da Banoffee, mas sim a mesma transformada num gelado. É de bradar aos céus!!


Gelado Banoffee
receita retirada daqui.

Ingredientes:
  • 2 bananas maduras mas firmes
  • 30 gramas de açúcar mascavado escuro
  • 10 gramas de manteiga
  • sumo de 1/2 limão
  • 1 pitada de sal
  • 250 gramas de doce de leite (leite condensado cozido)
  • 400 ml de natas MG> 30%
  • 6 bolachas digestivas raladas





Execução:

Colocar a banana cortada em pedaços num tabuleiro, juntamente com o açucar e a manteiga. Levar o forno a 200 ºC durante 15 minutos, até caramelizar.

Retirar do forno e deixar arrefecer ligeiramente, triturar e juntar o sumo de limão e a pitada de sal. Adicionar por fim as bolachas raladas e misturar. Deixar arrefecer totalmente. Para este processo ser mais rapido colocar dentro de uma taça grande com gelo.

Numa taça colocar o doce de leite e as natas e com um batedor de arames misturar bem e bater até que se formem picos, suaves.

Esta mistura coloca-se na máquina de fazer gelados seguindo as instruções do fabricante. Num recipiente colocamos primeiro uma camada de gelado e seguidamente umas colheradas do creme de banana e bolacha, terminando com uma camada de gelado.

Com a ajuda de uma faca fazemos pequenas ondulações no gelado, para fazer um swirl entre o gelado e a banana. Levamos ao congelador até que tenha a consistência ideal para servir.

* Caso não tenham máquina de gelados, o swirl vai ser feito, sempre que mexam o gelado nas primeiras 2 horas de congelação.






A mini banoffee surgiu somente para satisfazer a minha gula e ter a certeza que o gelado estava igual. Quando o provei não queria acreditar! Estavam todos os sabores em harmonia. A banana com um toque ligeiramente salgado a imitar a tradicional massa folhada, e a textura cremosa do doce de leite e as natas.




E para pecado total sirvam com mais um fio de doce de leite, salpicado com um pouco de praliné! O difícil mesmo neste gelado é escolher o tamanho da taça!

Uma taça pequena ou grande? Seja qual seja, fechem os olhos e imaginem que têm uma bela fatia de Banoffee, mas mais fresquinha!

Alguém quer um gelado?

6.8.13

Sabores da memória



Se me tivesse que definir, diria que sou um bom garfo, mas muito esquisita! Sim porque não é qualquer coisa que me alegra o palato e nisso tenho consciência porque sou muito difícil de contentar.

Gosto de misturar os sabores e experimentar, mas quando o resultado é desastrosos nem sequer o dou a experimentar. Se eu gostar, então sim partilho e quero saber as opiniões, mas se não gostar nem isso.

Há aqueles sabores, especialmente de sobremesas clássicas da nossa gastronomia, que me estão incutidos na memória. Uma dela é o arroz doce. 

Lembro-me da minha Mãe fazer e de eu simplesmente o devorar. Apesar de eu o fazer nunca fica igual ao dela, mas não fica mal.

Ora tendo este sabor na memória há dias em que se tem mais vontade e foi o que aconteceu um dia destes. 

Há uns dias vi no blog da Cozinheira, o Da Nossa Cozinha, um Semifrio de arroz doce, que me deixou a sonhar! Sim todo o sabor do arroz doce transformado numa sobremesa mais requintada. Como se não bastasse este activador do meu engenho eis que me dou com um Arroz Doce com Toffee de Amêndoa no blog do Célio, o Sweet Gula. Era muita tentação junta e esta cabecinha não parou. 

Desde que veio a máquina de gelados cá para casa que ainda não teve muito sossego e a única coisa que me faz parar, é quando vejo que não tenho a cuba da dita no congelador. O que não aconteceu neste caso. 

Estava dado o mote e eu queria um gelado com sabor a arroz doce! E depois de alguma pesquisa porque não tenho tanta perspicácia, lá saiu o geladinho!





Gelado de Arroz Doce e Toffee
( A receita foi adaptada da Revista Whole Kitchen n.º 6)

Ingredientes: 
  • 100 gramas de açucar
  • 20 gramas de farinha de arroz
  • 2 gemas
  • 2 claras
  • 200 ml de leite meio gordo
  • 200 ml de natas (35,1 % MG)
  • 1 pau de canela
  • 2 cascas de Limão (sem a parte branca)
  • Molho toffee q.b (vejam a receita que usei nas bolachas)
Execução:
Colocamos num tacho o leite, a canela, a casca de limão e farinha de arroz. Misturamos bem para dissolver a farinha e deixamos que comece a ferver, sem deixar de mexer. Deixamos que coza durante 10 minutos.

Retiramos do lume e reservamos. Entretanto colocamos o açucar numa taça, juntamos as gemas e mexemos bem. Adicionamos as natas e envolvemos bem na mistura.

Juntamos esta mistura à do leite com a farinha de arroz e voltamos a colocar no lume. Deixamos que ferva e mexemos sempre até engrossar. Retiramos a casca e o pau de canela. Reservamos e deixamos arrefecer completamente e refrigeramos.

O melhor é fazer este creme na véspera de fazer o gelado.

Se não tiverem molho toffee também devem fazer de véspera para que esteja bem frio e com uma textura mais espessa.

Batem-se às claras em castelo firme e junta-se ao creme de arroz. Envolvem-se com cuidado para evitar que percam o ar.

Colocamos na máquina de fazer gelados e seguem-se as instruções do fabricante.

Ao colocarmos o gelado num recipiente para ir ao congelador, vamos colocando camadas alternas de gelados, com salpicos do molho toffee, a gosto. Levamos ao congelador até que se possa servir.





Arroz doce num gelado? Pois nunca me tinha passado pela cabeça que o pudesse conseguir. Mas a verdade é que os sabores estão todos lá e em harmonia! Depois de ter feito o gelado, li pela blogosfera que isto já não é novidade, mas para mim foi e como tal não podia deixar de partilhar mais esta aventura, bem docinha por sinal.




O sabor ligeiro que aporta a farinha de arroz, a frescura do limão e o toque aromático e subtil da canela, são perfeitos. Agora imaginem com o toffee. Uma verdadeira "gourmandise" para os mais gulosos, mas não em exagero. Um gelado que se come de olhos fechados e imaginamos uma tacinha de arroz doce, mas sem o arroz!




Um verdadeiro presente para o palato. Fica super cremoso e é um vício quando se começa, ficamos sempre com vontade de comer mais um bocadinho.

Agora o problema é escolher o topping...

Canela ou toffee?

25.7.13

Mas quem te manda?!




Como disse no post anterior do gelado, comprei uma maquina de fazer gelados. Agora dou comigo a pensar... Quem me manda a mim comprar uma maquina destas?? Agora o meu congelador não tem sítio para mais nada.


E sempre que vejo uma receita nova, lá vai ela parar ao livrinho dos apontamentos! 

No meio de tanto blogue há um que me tem derretida... Tal qual um gelado! Não sabem do que vos digo? Eu explico já a seguir!!


Gosto muito do blog A Oficina da Papitas, porque por detrás tem uma grande senhora. Uma rainha como eu carinhosamente lhe chamo. No fim deste post vou levar nas orelhas por causa disto, mas se há coisa que eu sei fazer é demonstrar quando gosto de alguém, e é este o caso.


Tirando isto, tenho a dizer que a Maria tem uma autêntica gelataria lá em casa!! Tivesse eu pelo mais perto dela, acho que dia sim, dia sim, passava lá por casa para ver o que tinha de novo. Mas ao não estar, resta-me fazer como os demais e babar de cada vez que faz um gelado.





Já sabem o que vos trago! Um gelado de manga que vi no Oficina da Papitas e ainda não tinha a máquina! E só esperava a oportunidade de o fazer!!!

Vamos antes que se derreta!


Gelado de Manga





Ingredientes: (fiz so metade da receita)
  • 1 manga bem madura ou 200 gramas de polpa de manga (usei polpa)
  • 2 claras de ovo + 1 colher de açucar
  • 100 ml de natas + 1 colher de açucar
  • 3 gotas de sumo de limão
Execução:
Colocar todos os ingredientes meia hora antes no frigorífico. Bater as claras em castelo juntamente com o açúcar, até ficar um merengue firme.

Bater as natas com o açúcar e o sumo de limão até montarem.  Juntar a polpa da manga às claras batidas em castelo em suaves movimentos para não perderem o ar. De seguida juntar suavemente as natas.

Colocar na máquina de gelados e seguir as instruções do fabricante.

Caso não tenha máquina de gelados, colocar num recipiente, e durante as primeiras 2 horas, ir mexendo a cada meia hora, para que não se formem cristais de gelo.






Cristais de gelo? Nem vê-los!! Uma pequena maravilha! Uma cremosidade incrível e eu acho que Hagen Dazz, ou lá como se chama tinha que contratar a minha Maria.
Quando vi o post já imaginava o sabor, mas agora posso mesmo dizer que é maravilhoso!!






Um gelado é um gelado! Mas quando como um corneto por exemplo, a melhor parte é mesmo quando se mistura o gelado com o crocante da bolacha!! Aiii.... Até me dá um arrepio só de pensar! Este cone fui eu que fiz... Uma aventura já vos digo, mas assim que descubra uma receita mais simples, já a partilho!

Não deixem que se derretam os gelados!!

Qual querem? Uma tacinha ou um cone?

20.7.13

Vai um geladinho?



Estava eu de férias quando lançaram dois dos desafios nos quais eu tento sempre participar. Por um lado o grupo da Dorie's às Sextas que lançava para esta quinzena um gelado, e por outro a comunidade Cocineros del Mundo, que lançava como desafio receitas com pêssego e/ou tomate.






O gelado da Dorie ficou em stand-by no meu inconsciente porque a bem da verdade nunca me saiem bem os gelados. Mas enquanto estive de férias aproveitei uma promoção e comprei uma máquina de gelados. Oh oh... Com a máquina na bagagem já não tinha desculpas para me escapar e lá fiz o gelado.


O facto de ser de pêssego já me resolveu mais um desafio e com esta receita participo do desafio da Comunidade Cocineros del Mundo do Google+, no apartado de Doce. Já sabem o que vos toca, passar por lá e colocar +1, sim? Deixo-vos aqui o link directo para não se perderem!!


Mena, deixa-te de conversas que o gelado vai começar a derreter!!




Gelado de Pêssego e Mel

Receita do Livro Baking da Dorie Greenspan traduzida por Maria Papitas

Ingredientes:
  • 4 pêssegos maduros (usei 3)
  • 1/4 cup de mel ( usei xarope de agáve)
  • 1 cup de leite gordo (usei meio gordo)
  • 1 cup de natas
  • 3 gemas de ovo de ovos grandes
  • 1/2 cup de açúcar
  • 2 colheres de chá de essência de baunilha
Execução:
Cortar dois dos pêssegos em pedaços pequenos e colocá-los numa panela pequena. Juntar o xarope de agáve, levar ao lume e quando ferver, baixar o lume, tapar a panela e deixar amaciar a fruta cerca de 10 minutos. Colocar o preparado num liquidificador ou processador e reduzir a puré. Reservar.

Misturar o leite e as natas e levar ao lume até levantar fervura. Entretanto, misturar as gemas com o açúcar numa tigela refractária e mexer com uma vara de arames. Verter lentamente sobre a mistura o leite e as natas fervidas e ainda quentes, mexendo sempre para não talhar as gemas. Deve-se deitar metade do líquiso, mexer e só depois de deve deitar a outra metada, muito lentamente. Deitar esta mistura numa panela e levar ao lume, mexendo sempre, até engrossar. 

Voltar a deitar a mistura numa tigela refractária e nessa altura juntar a baunilha e o puré de pêssego que estava reservado.

Refrigerar o preparado. Quando estiver bastante fresco, vertê-lo para a cuba da máquina de gelados e proceder seguindo as inbstruções do fabricante.






Partir em cubos pequenos o pêssego restante (no meu caso 1) e juntar ao gelado quando este já tiver com consistência espessa.

Quando pronto na máquina de gelados*, levar ao congelador mais cerca de 2 horas em caixa fechada, até que esteja pronto para ser retirado com a colher.

* No caso de não terem máquina de fazer gelados, nas primeiras 2 horas de congelação, devem mexer o gelado energicamente para desta maneira se evitarem a formação de cristais de gelo.






Para decoração usei umas tulipas de massa brick e polvilhei o gelado com um praliné que fiz com 100 gramas de açúcar amarelo e 100 gramas de amêndoas. Ao fim de caramelizar deixamos arrefecer e tritura-se e esta mistura pode ser guardada num frasquinho durante bastante tempo.

Quando a minha Maria fez o 1º comentário sobre o que mudaria neste gelado, fiquei hesitante e mesmo a matutar o que seria. Mas ela disse-me que o fizesse porque era bom. Depois de o ter provado e ter lido as primeiras opiniões, a minha não é muito diferente. É um gelado muito agradável, suave e docinho, mas que peca pelos pedacinhos de pêssego que encontramos meio congelados.






Uma receita certamente para repetir, mas sem os pedacinhos, ou então amaciar também estes como fizemos com os primeiros.

Mais uma receita da Dorie que não deixa a desejar a não ser por este pormenor, que é compensado pela harmonia de sabores.

E se juntarmos o praliné e a textura crocante da massa brick... Humm... Nem vos digo!!!

Vai um geladinho?