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3.5.15

Serei sempre muito chata!



Retirada de um Expresso há muito tempo atrás, uma folha com estes dizeres, está pendurada na porta do meu frederico.... E por aí estará até que eu deixe de ser chata! Ou seja... Nunca! (risos)






E porque não mudaria uma só palavra deste texto, eu vou continuar a ser resmungona. E a dar sermões quando saímos da escola porque não fizeram as coisas bem e a colocá-los na parede de pensar ( é o castigo aqui de casa, quando se portam mal e ajuda a reflexionar sobre o que fizeram)!


Aparte dos castigos e sermões, há sempre muito mais para compensar né? O coração de Mãe é assim. Incluído metermos todos as mãos na massa e inventarmos qualquer coisa para este dia. O problema é que são mãos a mais! Quando dou conta há farinha por todo lado, tantas são as vontades de ajudar.


E então resolvemos fazer um bolinho para este dizem que é da Mãe! E se é meu, pois que seja muito docinho!



Rosas de Brioche com Doce de Morango







Ingredientes:

Para a massa de alfarroba:
- 1 ovo
- 1 gema
- 50 gramas de açucar
- 50 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 100 ml de leite morno
- 1 colher de chá de fermento de padeiro seco
- 30 gramas de farinha de alfarroba
- 300 gramas de farinha T55


Para a massa de baunilha:
- 1 ovo
- 1 gema
- 50 gramas de açucar
- 50 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 100 ml de leite morno
- 1 colher de chá de fermento de padeiro seco
- 1 colher de chá de extracto de baunilha
- 350 gramas de farinha T55

- Doce de morango para rechear
- Geleia de marmelo para pincelar


Execução:

Massa de Alfarroba:
Colocar o leite numa tacinha juntamente com o fermento seco, deixando repousar até que se active.

Bater os ovos, o açúcar e a manteiga de maneira a obter uma mistura homogénea. Juntar o leite com o fermente e misturar. Juntar a farinha de alfarroba e a farinha T55, amassando suavemente até que a massa se descole da taça. Transferir para uma superfície untada com óleo e amassar durante cinco minutos. 

Colocar numa taça e deixar repousar num lugar cálido até duplicar de volume.

Proceder da mesma forma, para a massa de bauniha, adicionando a baunilha juntamente com os ovos. Os restantes passos são os mesmos.


Depois de levedar, amassar as massas de forma a retirar todo o ar formado. Esticar separadamente cada uma, até obter uma espessura de 3-4 mm. Cortar vários círculos de 10 cm de diâmetro.






Sobrepor os discos conforme a foto em cima, colocar o doce de morango e enrolar em sentido vertical. Cortar ao meio e dispor a parte cortada para baixo, numa forma sem buraco devidamente forrada com papel vegetal. Em total conseguirão 16 rosas, que serão colocadas do exterior da forma, para o interior, ficando colocada só uma rosa no meio.

Podem alterar a posição dos discos, conseguindo dessa maneira, outros matizes na massa.

Colocar num local cálido e deixar levedar até duplicar de volume.

Levar ao forno pré aquecido a 180ºC e deixar cozer durante 40-50 minutos, ou até que tenha um aspecto dourado.

Retirar do forno e deixar arrefecer durante dez minutos dentro da forma. Desenformar cuidadosamente e deixar sobre uma rede. Meter dentro de um saco de plástico e deixar arrefecer completamente.

Depois de frio pincelar com geleia de marmelo, previamente aquecida. Servir acompanhado de doce de morango.







- "Mãe, que estás a fazer?"
- "Estou a inventar!"
- "Oh Mãe, isso num é inventar!"
- "Ai não? Então o que é, espertinha?"
- "Então... Tás a usar a "maginação"!

Eu acho sempre que estas coisas que os pequenos me vão dizendo, são a melhor prenda que eu posso ter no largo da minha vida. Os dias establecidos não me dizem nada! Eles sim acham piada porque fazem sempre uma prendinha! E não há maneira de saber o que é, porque guardam segredo!

Segredos é o que não tem a receita. Realmente foi mais uma invenção na tentativa de fazer umas rosas diferentes. Sim, uma tentativa, porque não era bem isto que eu queria.

Ganhou o sabor! Pela primeira vez, consegui usar a alfarroba num dos meus bolinhos e o resultado não me podia ter deixado mais contente!!








Devia ter colocado mais doce de morango antes de enrolar as rosinhas. Mas como depois de feito, já não há solução, o melhor mesmo é acompanhar de mais uma colherada de doce de morango.

O contraste com a alfarroba é delicioso!

Resta-me só deixar um beijinho grande para todas as Mamãs do mundo mundial! Especialmente para a minha, para a dela e para todas aquelas, que de uma maneira ou de outra me ajudam a ser melhor Mamã!


Por aqui vou continuar a ser chata!! :)


11.11.14

Os inventos!









Ultimamente não tem sido fácil sentar-me no computador para escrever o que seja... Tinha esta receita pendente há uns quantos dias e aproveito o descanso dos guerreiros cá de casa, que nos dias de piscina chegam rebentados e assim que se sentam no sofá aterram que nem passarinhos....

Olho para eles e penso: Não tenham pressa de crescer, porque há coisas que não têm volta atrás!


E pronto.... O tempo não anda mesmo para trás e este post com esta receita tinha que sair hoje, porque sim! Dentro de dias tenho que fazer, por motivos muito especiais, e como tal, não se podiam juntar.....


A paisagem pela Sibéria já mudou.... Os picos das montanhas já estão branquinhos e o frio está de volta.... E que frio... É nestas alturas que olho pró calendário e me lembro, que neste bendito sitío o Inverno começa quando ele quer e não quando tem que ser....


E se os dias de Outono/Inverno pedem forno ligado, esta receita de hoje é sem dúvida um motivo muito bom para o fazer.... Andava com uma ideia na cabeça desde que vi o desafio do Cocineros del Mundo, caso para dizer que estava com a cabeça como uma abóbora! E assim foi.... Com a cabeça como uma abóbora e um pão na cabeça, saiu uma coroa de brioche de abóbora, recheada com amêndoa!




Coroa de Brioche de Abóbora com Recheio de Amêndoa









Ingredientes:

Para o brioche:
- 800 a 900 gramas de farinha de pão**
- 400 gramas de puré de abobora*
- 100 gramas de açúcar amarelo
- 2 ovos
- 80 gramas de manteiga
- 100 ml de leite
- 11 gramas de fermento de padeiro (desidratado)
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de canela
- Raspa de uma laranja


* Para fazer o puré de abóbora, colocar a abóbora num recipiente que possa ir ao forno, com um pau de canela e uma casca de laranja. Cobrir com papel de alumínio e deixar durante 30 minutos a 200 ºC. Retirar e deixar arrefecer. Passar a abóbora por um passador de rede fina.


** A quantidade de farinha pode ser variável consoante o tipo de farinha que se use. Usei uma farinha com alto teor de proteína, mas esta receita pode ser executada perfeitamente, com uma T55 ou uma T65, ou até mesmo uma mistura das duas farinhas.


Para o recheio:
- 200 gramas de amêndoa moída com casca
- 200 gramas de amêndoa moída sem casca
- 100 gramas de açucar mascavado escuro
- 2 colher de café de canela


Execução:

Misturar o fermento com o leite morno e deixar repousar durante 10 minutos, para que desta maneira esteja activo.

Numa taça colocar o puré de abóbora, juntar os ovos, o açúcar, a raspa de laranja, a manteiga derretida e bater ligeiramente. Juntar a canela, o sal, e sem mexer, colocar a farinha no centro, seguida do fermento já activado com o leite do lado oposto ao do sal. Mexer com uma colher de pau ou com a batedeira até que a massa comece a despegar da taça.

Sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada colocar a massa e amassar, até que se torne lisa e elástica. Colocar numa taça untada com óleo e cobrir com película aderente, deixando repousar até que duplique de volume.

Depois de levedar amassar a massa novamente de maneira a retirar todo o ar existente. Voltar a colocar na taça e cobrir, guardando toda a noite no frigorífico.


Para o recheio misturar a amêndoa com o açucar, a canela e juntar a manteiga derretida, mas fria. Mexer bem de maneira a obter uma massa homogénea. Reservar.


Sobre uma superficie enfarinhada colocar a massa e dividir em duas partes. Esticar cada uma delas num rectangulo de 40 x 50 e dividir o recheio pelas duas partes.

Enrolar pela parte maior e cortar ao meio o rolo. Entrelaçar as duas pontas formadas entre elas e enrolar de maneira a formar uma coroa.

Pincelar com um poco de ovo e polvilhar com açucar em pérola. Deixar repousar meia hora e levar ao forno a 200 ºC, durante 20-25 minutos, até que esteja dourado.

Retirar do forno e pincelar com doce de alperce para dar brilho. Servir morno ou frio.







Isto é o que dá não seguir nenhuma receita. Quando vi a massa quando a tirei do frigorifico fiquei super admirada, porque tinha crescido imenso. A única solução era mesmo fazer duas coroas. E para as adoçar ainda mais, colocar uma glace de canela!! Não precisa, mas eu achei que ficava giro.


Só vos posso dizer que o cheirinho que havia por casa nesse dia, era completamente inebriante.... Claro está para quem gosta da mistura canela/laranja, e neste caso a abóbora. E com estes sabores trago recordações do doce de abóbora que fazia em Portugal.....








Deixando-me de recordações e porque hoje não estou muito basta de palavras, é daqueles brioches que surpreendem. Super hiper mega fofo, o recheio contrasta na perfeição e os sabores são simplesmente perfeitos....

E como diz a minha filha, isto é que dá inventar!!!

25.4.14

Debaixo dos caracóis!



Os dias de repouso já acabaram e ainda bem que preparei esta receita quando ainda tinha tempo! Se calhar de me cruzar com ela noutra altura, acho que ficaria eternamente na lista de receitas TO DO!!! E o bendito monte de papéis e papelinhos continua a aumentar em vez de diminuir!


Eu cá não sou nada de Páscoas! Quando era mais pequena, sim que ligava mais e era diferente! Agora aqui? É um dia como outro qualquer! Só damos contas que estamos em Semana Santa, porque já se queimam os ultimos cartuchos nas pistas de ski e o número de visitantes é bastante reduzido, e as ruas da Sibéria parecem uma daquelas aldeias do faroeste! Só lhe falta mesmo uns vultos de palha a rodarem e mais calor!


Da última vez que tive uma receita da Dorie, não fiquei convencida! Esta quinzena no Dorie's às Sextas o desafio mudou de figura! Se antes chamava massa diabólica à massa que usa para a Galette, não sei que chamar a esta massa de brioche! Pois vou chamar a mesma coisa, porque é o cabo dos trabalhos! Mas vale bem a pena, porque o resultado é simplesmente maravilhoso!


Aviso que a receita é enorme e está feita para quem tenha uma boa batedeira e na falta dela, a força de braços também serve, porque eu tive que a fazer assim!
Colocarei a receita na integra, traduzida pela Susana, fazendo apenas apontamentos onde tenha feito as minhas alterações.





Brioche Raisin Snails
(receita retirada do Livro Baking, pag.56 de Dorie Greenspan)

- 1 chávena de passas grandes
- 3 colher de sopa de rum
- 1 1/2 colheres de chá de açúcar
- 1/4 colher de chá de canela em pó
- 1/2 receita de Golden Brioche Loaves, refrigerada e pronta a moldar (fazer a receita toda e cortar a massa ao meio, após refrigerar durante a noite) 1/2 receita de creme de pasteleiro


Para a massa de brioche (usar metade da receita):
- 2 pacotes de fermento seco activo
- 80 ml chávena de agua morna 
- 80 ml chávena de leite morno
- 470 gramas de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de sal
- 3 ovos grandes, à temperatura ambiente
- 50 gramas de açúcar (usei 150 gramas porque a primeira versão partilhada no grupo, tinha este pequeno lapso, que os tornou ainda mais docinhos)
- 340 gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente mas um pouco firme


Para o creme de pasteleiro (usar metade da receita)
- 500 ml de leite gordo
- 6 gemas de ovos grandes
- 100 gramas de açúcar
- 50 gramas de amido de milho, peneirado
- 1 1/2 colher de chá de extracto de baunilha
- 40 gramas de manteiga sem sal, cortada aos pedaços e à temperatura ambiente


Para a cobertura (opcional)
- 3/4 de açúcar em pó, peneirado
- 1 colher de chá de água
- Uma gota de extracto de baunilha






Para a massa de brioche:
Colocar o fermento, água e leite na taça da batedeira e, usando uma colher de pau, mexer até o fermento dissolver. Adicionar a farinha e o sal e colocar a batedeira com o gancho de massa. Convém cobrir com uma toalha de cozinha para a farinha não sair para fora.

Ligar a batedeira numa velocidade bastante reduzida, se for preciso ir parando a batedeira até a farinha estar misturada; depois pode-se retirar a toalha e aumentar a velocidade para um nível médio/baixo durante 1 a 2 minutos, até a farinha estar bem incorporada. 

Nesta altura, a estará massa bastante seca, sendo conveniente ir rapando a taça com uma espátula para a massa ficar toda homogénea. Baixa-se a velocidade e adicionam-se os ovos, de seguida adiciona-se o açúcar. 

Aumentar a velocidade do misturador para médio e bater por cerca de 3 minutos, até que, a massa forme uma bola. Reduzir a velocidade ao ponto baixo e adicione a manteiga em pequenos pedaços (mais ou menos do tamanho de 2 colheres de sopa) batendo até que cada pedaço se incorpore na massa; só nessa altura se introduz o próximo pedaço, até acabar a manteiga.

Nesta altura a massa fica muito macia. Aumentar a velocidade para médio-alto e continuar a bater até a massa despegue dos lados da taça, durante cerca de 10 minutos. Mudar a massa para uma taça limpa, cobrir com película aderente e deixar à temperatura ambiente até dobrar o tamanho, o que será entre 40 a 60 minutos, dependendo da temperatura ambiente.

Tirar a massa da taça, levantando-a em torno das laterais e deixando-a cair com uma pancada ligeira na taça. Levar novamente à taça, cobrir com película aderente e colocar no frigorífico. Golpear a massa para baixo na taça a cada 30 minutos até que ela pare de crescer, o que demora cerca de 2 horas. De seguida deixar a massa tapada no frigorífico durante a noite.

**(Na falta de batedeira a massa torna-se mais complicada de fazer, mas consegue ser feita! Seguir todos os passos indicados em cima, usando uma colher de pau. Na parte de juntar a manteiga, esta deve estar um pouco mais mole para que seja também mais fácil incorporar na massa, manualmente.)

Para o creme de pasteleiro:
Levar o leite ao lume num tacho pequeno. Entretanto, num tacho médio com fundo pesado, bater as gemas, o açúcar e o amido de milho até ficar bem misturado. Sem parar de bater, deitar aos poucos 1/4 do leite quente, de modo a aquecer as gemas e evitar que talhem.

Batendo sempre, deitar lentamente o resto do leite. Levar o tacho a lume médio e deixar ferver, mexendo vigorosa, constante e consistentemente, tendo o cuidado de despegar sempre o creme das paredes do tacho. Deixar no lume durante 1-2 minutos, não parando de mexer, e tirar em seguida o tacho do calor.

Juntar o extracto de baunilha. Deixar repousar durante 5 minutos, acrescentando em seguida os pedacinhos de manteiga, envolvendo até estarem totalmente incorporados e o creme suave e sedoso. Transferir o creme para uma taça, cobrir com película aderente e refrigerar até estar frio (para arrefecê-lo mais depressa, colocar a taça numa outra taça, cheia de gelo e água fria, mexendo ocasionalmente até estar totalmente frio, o que deverá levar uns 20 minutos.





Para os caracóis:
Forrar um tabuleiro grande ou dois pequenos com papel vegetal ou com tapetes de silicone. Colocar as passas num tacho pequeno, cobrir com água quente e deixar repousar durante quatro minutos, até estarem inchadas. Escorrer bem, deitar novamente no tacho e, mexendo constantemente, aquecê-las em lume brando. Quando estiverem muito quentes, retirar o tacho do calor, deitar o rum e pegar-lhe fogo (afastem-se bem nesta fase...). Mexer até as chamas se apagarem, cobrir e reservar (as passas e o rum poderão ser guardadas num frasco coberto até um dia).
Misturar o açúcar e a canela.

Numa superfície polvilhada de farinha, estender a massa num rectângulo com cerca de 30x40 cm, o lado mais curto na nossa direcção. Espalhar bem o creme de pasteleiro sobre a massa, polvilhar com as passas e cobrir tudo com a mistura de açúcar e canela. Começando pelo lado mais próximo, enrolar a massa num cilindro, mantendo o rolo o mais apertado possível. Neste ponto, poderá envolver bem a massa em película e congelá-la durante dois meses ou, usar apenas a quantidade desejada e congelar o resto.

Com uma faca de chefe, aplicando gentilmente um movimento de serrar, aparar ligeiramente as pontas, caso estejas imperfeitas ou sem recheio. Cortar o tronco em fatias, com cerca de 2,5 cm cada. Colocar os caracóis no tabuleiro forrado, deixando algum espaço entre eles. Cobrir cuidadosamente os caracóis com papel vegetal e colocar o tabuleiro num local morno até dobrarem de volume (ficando inchados e macios) durante cerca de uma hora e 30 minutos.

Quando os caracóis tiverem crescido quase na totalidade, pré-aquecer o forno a 190º, colocando a grade ao meio se usar um tabuleiro ou dividindo as alturas se usar dois tabuleiros. Remover o papel vegetal do topo dos caracóis e levar ao forno durante 25 min (se se usar dois tabuleiros, trocar o de cima com o de baixo ao fim de 15 minutos, rodando-os também de modo a que os caracóis que estavam atrás fiquem à frente) ou até estarem crescidos e bem dourados. Com uma espátula de metal, transferi-los para uma rede de arrefecimento.

Para a cobertura: (opcional)
Colocar um pedaço de papel vegetal sob a rede onde estão a arrefecer os caracóis, de modo a apanhar quaisquer pingas que caiam. Numa taça, misturar o açúcar em pó com uma colher de chá de água. Continuar a juntar água, gota a gota, até formar uma cobertura que caia em fio da ponta da colher. Juntar o extracto de baunilha e salpicar os caracóis ainda quentes com a mistura.








Tenho que admitir, que quando vi a massa tão mole, pensei para comigo mesma: és uma azelha! Isto nunca vai ficar em condições de ser esticado!
Ainda assim foi para o frigorífico descansar!
Acho que o frigorífico faz milagres durante a noite! (risos)
Aquilo que era uma massa mole e longe de ser possível esticar, tinha-se transformado num bloco duro. O duro bastante para poder ser esticado e ser enrolado de seguida.









Depois de enrolar o rectângulo, já com o creme pasteleiro, pensei que se iam desmanchar. A temperatura ambiente começa a amolecer a massa e é complicado enrolar, e eu via com o creme pasteleiro me escapava pelos lados! Ainda assim, mais ou menos direitos, foram parar ao tabuleiro e restou apenas esperar que crescessem.









Que posso eu dizer mais?? Tudo aquilo que possa dizer será suspeito! Primeiro porque adoro tudo o que seja massas de brioche, depois adoro tudo o que leve passas, e terceiro, sou uma perdida por um primo irmão destes meninos, os famosos por estes lados como Pain aux Raisins. 

E é caso para dizer que era uma perdida por eles, porque estes ocuparam o seu lugar! São simplesmente fantásticos!

Acreditem que toda a trabalheira e sofrimento (risos), vale bem a pena no final!

Aceitam um chá?

25.2.14

Um clássico britânico


Whole Kitchen en su Propuesta Dulce para el mes de Febrero nos invita a preparar un clásico de la cocina británica:
Pudin de Pan y Mantequilla
(Bread and butter Pudding)








Um clássico da cozinha britânica! Pois até pode ser, mas a minha Mãe fazia também um pudim de pão! Que não era como este, mas que era fabuloso!!!

Acho que este Bread and Butter Pudding tem uma mistura de sobremesa e talvez de pequeno almoço preguiçoso, dependendo da hora do dia a que o queiram servir!!

Independentemente disso, sirvam-no! Façam e provem porque vale bem a pena!! A receita escolhida pelo círculo Whole Kitchen é do Jamie Oliver. E como todos já sabemos, não precisamos de nos complicar a vida, para termos um pedaço de céu enquanto comemos algo que preparamos num abrir e fechar de olhos!!

Confort food?? Sim, de certeza que sim!! 

E olhem sabem uma coisa?? O dia de hoje não é dos melhores para escrever! Menos mal que fiz a receita ontem, porque da maneira que estou hoje, acho que não a fazia e se a fizesse saía asneira! Mas em boa a hora a fiz, porque assim que terminar este post, vou ali buscar uma tacinha!! Quem é que disse que o chocolate é anti-depressivo?? Eu!! Mas agora acrescento à lista este Bread and Butter Puding! (risos)

Uma receita perfeita para aproveitar restos de pão, brioche, croissants, aquilo que nos apeteça! Pode juntar-se fruta e torna-lo ainda muito mais delicioso!! 


Pudim de Pão e Manteiga
(Bread and Butter Pudding - receita de Jamie Oliver)




Ingredientes:

- 50 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 1 pitada de canela
- 1 pitada de noz moscada
- raspa de meia laranja
- 4 fatias de brioche (na receita é pão de forma normal)
- 5 gemas de ovo
- 1 clara
- 70 gramas de açúcar
- 250 ml de leite meio gordo
- 285 ml de nata MG>30%
- 1/2 vagem de baunilha
- 2 colheres de sopa de doce de alperce
- Passas a gosto

A receita original tem o dobro das quantidades! Como não tinha recipientes para tanta quantidade, reduzi a receita. Pode ser feita em recipientes individuais ou num tabuleiro próprio para o forno.


Execução:

Pré aquecer o forno a 180ºC.
Num tacho colocar o leite, a nata e as sementes da vagem de baunilha e ferver. Retirar e deixar arrefecer.

Untar 4 recipientes de 250 ml de capacidade, com manteiga e reservar.

Misturar com a manteiga, a canela, a noz moscada e a raspa de laranja. Untar com esta manteiga as fatias de brioche, nos dois lados. Cortar em 4 pedaços cada fatia e colocar nos recipientes préviamente untados.

Bater as gemas e a clara com o açúcar, de modo a obter uma mistura cremosa. Juntar o leite em fio mexendo sempre.

Deitar nos recipientes e deixar repousar durante 10 minutos para que o brioche absorva bem este preparado. Juntar passas a gosto entre as pequenas fatias de brioche. Não devem ficar muito à superfície para evitar que se queimem.

Levar ao forno durante 30 minutos. Retirar e pincelar com o doce de alperce aquecido no microondas e voltar a colocar no forno mais 10 minutos.

Retirar e deixar arrefecer. Servir morno ou frio acompanhado com gelado de baunilha ou até mesmo crème frâiche.

Tempo de preparação: 45 minutos; Dificuldade: Fácil
Vegetariano: Não; Para crianças: Sim
Ingrediente principal: Pão, leite e ovos; N.º de porções: 4
Prato: Sobremesa




Excusado será dizer, que esta sobremesa se repitirá muitas vezes cá por casa!! E acho mesmo que até vou deixar que o pão fique recesso mais vezes!

É absolutamente delicioso!! E não sou exagerada! É daquelas sobremesas, que quando acabas a tacinha ( tenho que arranjar umas maiores), dizes... Oh já acabou??





E aparte de ser bom simples, com um bocadinho de gelado de baunilha.... Ai que desgraça a minha! E não foi a crème frâiche porque por incrível que pareça não havia!!

O contraste do morno com o frio do gelado.....




Desafio-vos a experimentarem! E se quiserem sabores mais exóticos, experimentem substituindo o leite por leite de coco! E entre as fatias de brioche colocar umas rodelas de banana madura e salpicar com umas pepitas de chocolate!! Eu já experimentei!

Conseguem imaginar o resultado??