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16.10.17

A mão que amassa o pão





Quando recebi o mail da Zorra a anunciar o próximo World Bread Day, comecei a pensar para os meus botões, já passou um ano?


Desde 2006 que a Zorra nos convida para participar nesta iniciativa de fazer um pão neste dia, assinalado no calendário como dia da Alimentação. Para não deixar o dia passar em branco e ter um bom motivo para meter as mãos na massa, surgiu este pão adaptado do livro,  Pan Casero, do Ibán Yarza. 




World Bread Day, October 16, 2017





Acende-se o forno, que o tempo já vai pedindo, e amassa-se um pãozinho... Ou a tentativa de fazer um pão saboroso, aromático e que me deixe de sorriso nos lábios pela satisfação de ter consigo fazer.

O pão não é o meu forte, tenho que assumir. Mas depois de muitos anos a tentar desvendar os misterios das farinhas, que em seu tempo me deixaram os neurónios em pé de guerra, agora aparece alguém que desmitifica todos esses mitos monstruosos que eu alimentei.

O tempo disponível para "ler" este livro ainda não foi o suficiente, mas o bastante para despertar em mim muita curiosidade e para arranjar uma receita que me inspirasse. A falta de tempo não me permitiu fazer uma massa mãe e então tentei adaptar a receita com as instruções dadas no livro. O resultado, não será como o original, mas o importante é conseguir um pãozinho saboroso e que não seja congelado.

O livro desde há muito tempo que estava apontado na lista do comprar, juntamente com outros que se vão acumulando. Quando não tiver mais sitio nas prateleiras, a lista acaba! (risos)

Se antes achava que fazer pão em casa era muito complicado, agora ainda acho mais! (risos)
A maneira como se apresenta o escritor do livro é muito divertida e ao ler as primeiras páginas pensei, se ele pode eu também posso. Mas depois é quando me lembro que é preciso praticar muito e ser paciente. Fazer pão não é para pessoas impacientes e apressadas. Quase o meu tipo, na diferença que a paciência é a minha melhor virtude, dependendo de quê. Para se obter um bom pão há que juntar simplesmente, farinha, água, sal e tempo. Ah e o fermento! Sem este último o resultado pode ser catastrófico. As levaduras presentes neste são sem dúvidas as responsáveis pelo sucesso de um pão. É óbvio que nas nossas casas não estamos equipados com fornos especiais para cozer pão, mas essa é a pior desculpa para não o fazer, segundo o escritor do livro. Ou seja que, não há desculpas que me valham e depois de uma incursão ao meandros do pão caseiro, a receita deste pão.

A receita original usa uma massa mãe de centeio que me foi impossível preparar e como tal decidi fazer uma experiência como indicava a receita. Adicionei uma quantidade pequena de fermento, comparado com a quantidade de farinha, e deixei que fermentar durante muito mais tempo. Parte dessa fermentação foi feita no frigorifico durante toda a noite, aproximadamente 12 horas, e a outra a temperatura ambiente durante 12 horas mais. 



Pão de Trigo, Centeio, Nozes e Passas(Wheat and Rye Bread with walnuts and raisins)
(receita adaptada do livro Pan Casero, página 132)








Ingredientes:

- 400 gramas de farinha de trigo (T55)
- 100 gramas de farinha de centeio integral
- 350 gramas de água
- 15 gramas de mel
- 10 gramas de sal
- 1/2 tsp de fermento para pão seco
- 100 gramas de passas
- 50 gramas de nozes picadas grosseiramente


Execução:

Numa taça colocar as farinhas, o mel, o fermento e a água. Amassar todos os ingredientes até obter uma massa homogénea, que nesta altura vai colar nas mãos. Deixar repousar durante 10 minutos e amassar a massa sobre a bancada da cozinha. Nesta primeira etapa a massa vai estar pegajosa mas há medida que se vai amassando vai-se despegando das mãos. Depois de 5 a 10 minutos de amassar, colocar na taça, tapar com película aderente e deixar repousar no frigorifico 12 horas. Em caso de dúvidas como amassar a massa, ver este vídeo.

Retirar a massa do frigorífico e deixar 12 horas sobre a bancada da cozinha a temperatura ambiente. Passadas essas horas, colocar a massa sobre a bancada e juntar o sal. Voltar a amassar durante 10 minutos até que a massa esteja suave. Polvilhar a bancada com um pouco de farinha, não muito, e estender a massa com as mãos em forma de rectângulo e espalhar as nozes e as passas, pressionando para que penetrem na massa. Cortar a massa em quadrados e sobrepôr uns por cima dos outros como se fosse uma lasanha. (ver vídeo)


Depois de formar a bola de massa já com os frutos secos incorporados, formamos o pão, esticando ligeiramente a massa, enrolando sobre si mesma criando uma ligeira tensão na massa de pão. (ver vídeo)


Colocamos o pão já formado sobre uma folha de papel de forno e deixamos repousar durante 2h30m. Se repousar mais tempo, não há nenhum problema. 


Pré aquecemos o forno a 250ºC e com a bandeja já colocada. Na parte debaixo do forno, colocamos um tabuleiro metálico a aquecer. Depois do tempo de repouso e quando o forno estiver à temperatura desejada, colocamos o pão sobre a bandeja do forno e, se o forno o permitir, mantemos acesa só a resistência inferior. Abrimos rapidamente o forno e colocamos meio copo de água no tabuleiro metálico que se encontra no forno e fechamos a porta do forno rapidamente. Deixamos cozer o pão durante dez minutos a 250ºC e passado este tempo, acendemos a resistência superior e baixamos a temperatura do forno a 200ºC, durante 40 minutos. Se o pão começa a tostar muito rápido baixar a temperatura para 180ºC.


A técnica referida anteriormente é crucial para fazer um pão com a côdea estaladiça e que se mantenha assim durante alguns dias. No livro o autor diz que se dá um susto ao pão pela temperatura e pela presença da humidade gerada. Se a resistência superior estiver ligada, isso pode não acontecer visto que se queima em seguida a primeira capa do pão, impedindo assim a sua expansão. No caso não poder separar as resistèncias, aconselha a desligar o forno durante os primeiros dez minutos de cozedura e reacender o forno após esse tempo.


Retirar o pão do forno e deixar arrefecer sobre uma grelha. Dadas as caracteristicas deste pão, deve ser degustado no dia seguinte e não morno. 







Isto de deixar arrefecer o pão toda a noite é simplesmente impossível e mais quando a casa fica impregnada deste doce aroma. Acordar de manhã com o cheiro de pão fresco é bom, mas ir dormir com o cheirinho de pão recém cozido é simplesmente maravilhoso.

Um pão com uma crosta muito crocante e um miolo denso, salpicados com notas de terra por causa das nozes e um salpico doce por causa das passas.

Há coisa melhor? 








12.5.17

Back with Dorie




Podia estar aqui uma eternidade a tentar explicar o porquê de tanto tempo de ausência e iria demorar tanto, mas tanto tempo, que o post não teria fim. Em vez disso prefiro dizer que estou de volta a estas andanças e aos meus bolinhos.


O grupo da Dorie às Sextas, do qual eu era uma seguidora constante, está há um tempo em stand-by. A verdade é que entendo as mentoras do grupo. O tempo não chega para tudo e há coisas que vão ficando para segundo plano.


Uma das minhas últimas aquisições literárias, leiam-se culinárias e afins, foi o livro Baking From My House to Yours. Sempre fui fazendo as receitas da Dorie, porque eram partilhadas no grupo. Já estava na altura que fizesse parte da minha colecção. No dia em que chegou, parou tudo! Não havia nada para fazer, ainda que houvesse. Por minha vontade, nem me levantava da cadeira. (risos)


Mas um livro assim está recheado de coisas novas, ao menos para mim, e eu tento sempre não perder detalhe. Foi numa dessas leituras que encontrei o bolinho de hoje. Não sei se realmente posso dizer que pela Sibéria já é Primavera, porque há dias que me deixam na dúvida, mas ainda assim, achei que um Bolo de Mirtilos e Crumble, era um bom motivo para voltar e acender o fogão.











Eu voltei a fazer das minhas. Resolvi não fazer a receita como estava no livro e em vez de ter um bolinho arranjadinho, ficámos com umas madalenas gigantes! (risos)

A isto chamo eu excesso de confiança e despite na cozinha. Ainda que o aspecto não seja o mais bonito, há que ter em conta que está na moda o rústico e o vintage, não é? E como o sabor deles prevalece ao aspecto, tive que fechar os olhos e por de lado as minhas manias.

Partilho com vocês a receita na totalidade, embora tenha feito só metade da mesma e colocado numa forma de muffins individuais. Coisa que também se pode fazer e o único cuidado a ter, é não encher demasiado as cavidades.





Bolo de Mirtilos e Crumble
(receita retirada do livro Baking From My House to Yours, pág.192, de Dorie Greenspan)






Ingredientes:

Para o Crumble:
- 70 gramas de manteiga
- 50 gramas de açúcar
- 73 gramas de açúcar moreno
- 43 gramas de farinha
- 1/4 tsp de sal
- 75 gramas de nozes picadas grosseiramente


Para o bolo:
- 250 gramas de mirtilos (frescos ou congelados (não descongelar))
- 260 gramas de farinha + 2 tsp de farinha
- 2 tsp de fermento em pó
- 1/2 tsp de bicarbonato de sódio
- 1/4 tsp de sal
- 1/4 tsp de canela em pó
- 1/8 tsp de noz moscada recém moída
- 134 gramas de açúcar
- Raspa de 1/2 limão
- 84 gramas de manteiga temperatura ambiente
- 2 ovos tamanho L
- 1 tsp de baunilha
- 125 ml de buttermilk ( 125 ml de leite + 1 colher de chá de sumo de limão)


Método de preparação:

Para o Crumble:
Colocar todos os ingredientes numa taça, à excepção das nozes. Com as pontas dos dedos ou com a ajuda de um "pastry blender", ir incorporando a manteiga nos elementos secos, de maneira a obter uma massa arenosa com pequenos pedaços do tamanho de ervilhas, Juntar as nozes picadas e guardar no frigorífico coberto com película aderente.


Para o Bolo:

Pré aquecer o forno a 175 ºC. Untar um pirex quadrado de 20 x 20 com manteiga e reservar, (No meu caso usei uma forma multipla de muffins)

Numa taça misturar os mirtilos com as duas colheres de chá de farinha e reservar. Se usar congelados deixar esta operação para depois de a massa estar batida.

Misturar todos os ingredientes secos e reservar.

Na taça da batedeira, colocar o açúcar e a raspa de limão. Com as pontas dos dedos, esfregar o açúcar de maneira a que fique aromatizado com a raspa de limão. Adicionar a manteiga e bater durante três minutos, a velocidade média, até obter uma mistura leve e fofa. Juntar os ovos um a um, batendo durante um minuto entre cada adição. Juntar o extracto de baunilha.

Reduzir a velocidade e adicionar a farinha e o buttermilk alternadamente, devendo começar-se com a farinha e terminar com a mesma. A massa será mais espessa e cremosa. Com uma espátula envolver os mirtilos. Colocar a massa no tabuleiro previamente preparado e alisar a superficie suavamente. Repartir o crumble de forma desordenada, por toda a superficie do bolo.

Cozer durante 55 a 65 minutos ou quando o Crumble esteja dourado e o teste do palito saia limpo. Retirar do forno e deixar arrefecer. Desenformar e servir.








Gosto especialmente dos apontamentos que faz a Dorie a cada receita, aos quais lhe chama Playing Around. Neste bolo sugere a utilização de outros frutos, sejam eles frambuesas, amoras, pêssegos, ameixas, nectarinas, alperces. Os únicos que não recomenda são os morangos pela sua quantidade de água.

E como diz a Dorie na introdução deste bolo, é fácil ficar viciada com este bolo. A massa é suave, fofa e só fruta! Neste caso os sabor dos mirtilos é dominante e contrasta em harmonia com as especiarias e com o crumble que é diferente a outros já experimentados por aqui.

Pode ser servido em qualquer ocasião e só necessita como acompanhamento uma chávena de café ou de chá.

Coffee or Tea?




10.4.15

Supostamente "sticky"


Já não sei há quantos dias publiquei a última receita, mas lembro-me que foi o Monkey. E também sei que foram as duas feitas no mesmo dia, e que em menos de nada os pratos ficaram vazios.


E com a promessa a mim mesma de não me meter na cozinha com receitas tão demoradas, para um só dia de folga. É um desgaste físico muito grande e a idade já não perdoa! (risos)


É óbvio que estou a brincar e se há coisa que eu gosto é de me meter em aventuras, mas há dias em que passo o limite.

A receita de hoje é a escolhida para esta quinzena do Dorie às Sextas, e como é uma receita demorada havia que ter tempo e eu aproveitei.

A massa de brioche usada já passei por este blog sobre a forma de caracóis. E só de me lembrar do resultado, assim que vi a nova receita não me resisti. O conjunto de ingredientes era do meu agrado, à excepção do mel para a cobertura. Ainda assim meti as maozinhas na massa e para não variar, enganei-me na execução da receita. Mas aqui entre nós, ainda bem que me enganei, porque a Dorie, cá para mim, tem um acordo com alguma cliníca de emagrecimento. Porque é impossível alguém gostar de tanto açúcar e manteiga juntos. Eu que sou gulosa, admito que esta receita não das mais saudáveis e o resultado final só me convenceu, porque não ficaram os ditos bolinhos tão peganhentos como deveriam.

Deixo a receita tal qual nos foi fornecida no grupo, mencionando no final onde "meti a pata".


Pecan Honey Sticky Buns
(receita retirada do livro Baking pag.51 de Dorie Greenspan)
(tradução de Susana Figueiredo)





Ingredientes:

Para a cobertura:
- 1 chávena rasa de açúcar amarelo
- 120 gramas de manteiga sem sal, cortada em 4 edaço
- 60 ml de mel
- 100 gramas pecans (inteiras ou em pedaços)(usei nozes normais tostadas)


Para o recheio:
- 1/4 chávena de açúcar branco
- 3 colheres de sopa rasas de açúcar amarelo
- 1 colher de sopa de canela moída
- 45 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente


Para os pães:
- 1/2 receita de Golden Brioche Loaves (ver em baixo), refrigerada e pronta a moldar (a Dorie sugere que se faça a receita na totalidade e que se corte metade da massa após refrigerar durante a noite)


Execução:

Para a cobertura
Num tacho com fundo pesado, ferver o açúcar, a manteiga e o mel em lume médio-baixo, mexendo frequentemente para derreter o açúcar. Deitar no pirex já untado, espalhando o melhor possível com uma espátula. Polvilhar com as pecans.


Para o recheio:
Misturar os açúcares e a canela numa taça. Noutra taça, trabalhar a manteiga com uma espátula até estar suave, macia e fácil de espalhar.

Para os pães:
Untar generosamente um tabuleiro ou pirex de 23x33 cm.

Numa superfície enfarinhada, esticar a massa fria num quadrado com 40 cm de lado. Com os dedos ou um pincel, espalhar a manteiga sobre a massa. Polvilhar com a mistura de açúcar e canela, deixando uma faixa vazia com cerca de 2,5 cm no extremo mais longínquo da massa. Começando pelo lado mais próximo, enrolar a massa como se fosse um cilindro, mantendo-a o mais apertada possível (neste ponto, pode ser congelada durante 2 meses). 

Usando uma faca, cortar um pouco das extremidades do rolo para acertar e cortar o tronco em pedaços de 2,5 cm, o que deverá render entre 15 e 16 pães. Dispor no tabuleiro com um dos lados cortads para baixo e deixando espaço entre eles.
Cobrir com papel vegetal e deixar repousar num sítio morno até massa ter duplicado de volume (cercade 1h45m). Os pães deverão ficar grandes e a tocar uns nos outros.

Para cozinhar:
Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 190ºC. Remover o papel vegetal e levar ao forno por 30 minutos ou até estarem grandes e bem dourados. A cobertura estará a borbulhar por todo o lado. Retirar do forno e desenformar poucos minutos depois, com cuitado pois a cobertura irá estar muito quente.

Para a massa de brioche (usar metade da receita):
- 2 pacotes de fermento seco activo (11 gramas)
- 80 ml chávena de agua morna 
- 80 ml chávena de leite morno
- 470 gramas de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de sal
- 3 ovos grandes, à temperatura ambiente
- 50 gramas de açúcar (usei 150 gramas porque a primeira versão partilhada no grupo, tinha este pequeno lapso, que os tornou ainda mais docinhos)
- 340 gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente mas um pouco firme

Colocar o fermento, água e leite na taça da batedeira e, usando uma colher de pau, mexer até o fermento dissolver. Adicionar a farinha e o sal e colocar a batedeira com o gancho de massa. Convém cobrir com uma toalha de cozinha para a farinha não sair para fora.

Ligar a batedeira numa velocidade bastante reduzida, se for preciso ir parando a batedeira até a farinha estar misturada; depois pode-se retirar a toalha e aumentar a velocidade para um nível médio/baixo durante 1 a 2 minutos, até a farinha estar bem incorporada. 

Nesta altura, a estará massa bastante seca, sendo conveniente ir rapando a taça com uma espátula para a massa ficar toda homogénea. Baixa-se a velocidade e adicionam-se os ovos, de seguida adiciona-se o açúcar. 

Aumentar a velocidade do misturador para médio e bater por cerca de 3 minutos, até que, a massa forme uma bola. Reduzir a velocidade ao ponto baixo e adicione a manteiga em pequenos pedaços (mais ou menos do tamanho de 2 colheres de sopa) batendo até que cada pedaço se incorpore na massa; só nessa altura se introduz o próximo pedaço, até acabar a manteiga.

Nesta altura a massa fica muito macia. Aumentar a velocidade para médio-alto e continuar a bater até a massa despegue dos lados da taça, durante cerca de 10 minutos. Mudar a massa para uma taça limpa, cobrir com película aderente e deixar à temperatura ambiente até dobrar o tamanho, o que será entre 40 a 60 minutos, dependendo da temperatura ambiente.

Tirar a massa da taça, levantando-a em torno das laterais e deixando-a cair com uma pancada ligeira na taça. Levar novamente à taça, cobrir com película aderente e colocar no frigorífico. Golpear a massa para baixo na taça a cada 30 minutos até que ela pare de crescer, o que demora cerca de 2 horas. De seguida deixar a massa tapada no frigorífico durante a noite.




Notas:
Como li a receita na diagonal, não dei conta que a cobertura se tinha que colocar no pirex ou tabuleiro, antes de colocar os rolinhos de brioche depois de formados. Quando dei conta que me tinha escapado este parágrafo da receita, era demasiado tarde porque já tinha levedado o tempo que pediam. Ainda assim coloquei um pouco de cobertura no reduzido espaço que havia.

Os restantes rolinhos foram assados numa forma multiple de muffins e assim que atingiram um tom dourado, retirei do forno.

A cobertura é demasiado doce. Torna aquilo que são uns bolinhos fofos e aromáticos nuns bolinhos demasiado peganhentos e maçudos.

Como disse anteriormente, ainda bem que me enganei. Porque prefiro os bolinhos simples, que empapados na cobertura.






Em resumo, prefiro-os apenas salpicados com a cobertura, sem exageros. A massa, que a Susana dizia que era temperamental, voltou a demonstrar que vale bem a pena o trabalho que dá.

O recheio esse, o típico de um cinamonn roll, e para mim são impossíveis de resistir.

Vocês resistiam?

1.2.15

Long distance...


Começou a nevar na quinta feira ao fim da tarde e até este preciso momento, não parou!! Estou fartinha de tanta neve! 


E não sou só eu, porque o Tomás um destes dias, dizia que quando neva muito, não tínhamos que sair de casa. É um querido o meu pequeno! Mas depois remata que temos que sair, porque a Mãe tem que ir trabalhar. Ou seja que o esforço que fazemos, é só porque eu tenho que ir trabalhar. Toma lá que é para aprenderes.


Lá chegará o dia, em que eu fico em casa e eles vão trabalhar! Mas sinceramente espero que seja longe da neve! Ali prós lados do Caribe não estaria mal! Eu não me ia ficar aborrecida! Isto digo eu, porque também não me vejo alapada todo o dia a tomar o sol. Vai contra a minha natureza! Tenho bichos carpinteiros e não posso estar muito tempo parada! Ou seja, e também uma insatisfeita! (risas).


Ora como os dias estão fresquinhos, o forno aceso é uma benção! E normalmente aproveito o dia de folga para lhe dar uso. E para dar largas à imaginação, e às vezes limitar-me a seguir uma receita. O que não é normal, porque trato sempre de mudar alguma coisa! Paranóias minhas!


E quando me dou conta, tenho ligações internauticas, enquanto deambulo pela cozinha, com a amiga perdida, a 12º do Equador, onde abunda o calorzinho e os côcos!! Ai os benditos côcos...


Ora da última vez, apanhou-me de avental, e no meio do cenário improvisado para as fotografias do blog. Quando vi a foto, que desconhecia que a tinha feito, desatei às gargalhadas!! E pensei para comigo e para as vaquinhas do meu avental: "Olha só as figurinhas que tu fazes! E depois? Ao menos sou feliz assim, né?"


E mais quando me fazem fotos a 7500 km de distância! Isso sim, é obra!!







Dito isto, excusado será dizer, que a Bundtmania está no ar!! Desta vez no blog da outra Madame Bundette, o Lemon&Vainilla, e tem como tema os frutos secos. Muito haveria a dissertar sobre isto e os meus gostos pessoais, mas não me apetece porque já escrevi demais. Para esta edição deixei-me seduzir por um Bundt da Chrysta, que já há muito estava debaixo de olho.



Cinnamon Pecan Coffee Bundt Cake
(Bundt Cake de Crème Frâiche com Streusel de Nozes e Canela)
(Receita adaptada do Kiss My Bundt, pág. 105 de Chrysta Wilson)





Ingredientes:

Para o bundt:
- 3 ovos tamanho L
- 100 gramas de açúcar mascavado escuro
- 200 gramas de açúcar
- 170 gramas de manteiga sem sal temperatura ambiente
- 1 pitada de sal
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de bicarbonato
- 375 gramas de farinha
- 250 gramas de crème frâiche
- 60 ml de leite gordo
- 2 colheres de chá de extrato de baunilha

Para o streusel:
- 100 gramas de nozes picadas grosseiramente
- 200 gramas de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres de sopa de canela em pó

Glace de Canela (opcional)
- 5 colheres de sopa de açúcar em pó
- 1 colher de sopa de leite (pode ser mais)
- 1 colher de chá de canela em pó






Execução:

Untar muito bem uma forma de bundt com manteiga. Forrar com papel vegetal* e untar novamente e polvilhar com farinha. Reservar.

Pré aquecer o forno a 175ºC.

Numa tacinha juntar a crème frâiche, a baunilha e o leite. Reservar.

Colocar os ingredientes do streusel num recipiente, misturar e reservar.

Peneirar a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal. Reservar.

Colocar a manteiga e os açúcares numa taça e bater a uma velocidade média, durante cinco minutos, até obter uma mistura fofa e esbranquiçada.

Juntar os ovos, um a um, diminuindo a velocidade, e mexendo bem entre cada adição. Adicionar 1/2 da mistura de crème frâiche e misturar bem, alternando com 1/3 da mistura de farinha. Mexer bem entre cada adição, devendo terminar com a farinha.

Colocar 1/3 da massa na forma e de seguida colocar metade do streusel. Cobrir com mais 1/3 de massa e colocar o restante streusel. Cobrir com a massa restante, batendo com a forma numa superfície e alisando a massa com uma espátula.

Levar ao forno durante 55 minutos, dependendo do forno, tendo em conta que o bundt está cozindo quando começa a despegar-se do rebordo da forma, ou quando o palito saia limpo. Ter em atenção que se tocar o streusel pode sair molhado.


Depois de cozido retirar do forno e deixar arrefecer durante 15 minutos na forma. Se passados estes 15 minutos não desenformar, deixar mais 10 minutos.

Colocar sobre uma rede e deixar arrefecer completamente envolto num saco de plastico.

Para preparar a glace, misturar o açúcar com a canela e adicionar uma colher de sopa de leite. Mexer bem, e se a mistura estiver muito seca, ir adicionando pouco a pouco uma segunda colher de sopa de leite, até obtermos a textura desejada. Colocar sobre o bundt aleatoriamente.








O resultado que eu esperava não era bem este. Mas isso também já é normal! Ainda assim, e eu como sou suspeita, é um daqueles Bundts que é obrigatório fazer. A Chrysta diz que é o bolinho indicado para o pequeno almoço e há outros que dizem, que é o bolo perfeito para o lanche para acompanhar o café.

Afinal de contas, o que importa é ter um bolinho assim! Seja de manhã, ou a qualquer hora do dia né?








É sem dúvida um Bundt que vale a pena experimentar. A textura que aporta a minha adorada crème frâiche, a canela, as nozes, o toque caramelizado do açúcar no seu interior, fazem com que seja impossível parar de comer.


Deste ficaram umas míseras migalhas! Nunca entendo o porquê!!

25.1.15

Supostamente brownies!


É que não gosto mesmo nada de fazer os post's em cima da hora, mas quando não há remédio, não há outra solução!

Era nestas alturas que eu queria que as noites se transformassem em dia, isto apesar de eu ser uma dorminhoca e adorar dormir. Dormir, dormir não, mas preguiçar durante meia hora antes de me levantar para mais um dia frio e branco.

Como se não bastasse a falta da meia hora, ainda tenho para me acordar mais cedo o barulho das máquinas limpa neves, o vento... Enfim, aqueles sons que te dizem, deixa-te estar mais um bocadinho.... Eu por mim ficava, né?

E hoje foi um desse dias que não me deixei levar pela preguiça e assim que tocou o despertador, em vez de ficar cinco minutos mais que normalmente se transformam em meias horas e que me deixam stressada, levantei-me logo. O primeiro que fiz foi olhar para a minha janela.... Não para ver o tempo, que esse eu já sei de cor, mas sim para ver a quantidade de luz que já tinha.

Os dias de folga são passados entre tentativas de organizar a casa e alimentar este pobre blog. Se não fosse pela BundtMania e pelo Dories às Sextas, já tinha morrido ao abandono... Coitadinho! Algum dia destes e quando o ritmo desenfreado da Sibéria o permita, voltarei com receitas novas. Quero eu dizer, com receitas sem serem para desafios. Se bem que eu gosto de me sentir desafiada, agora já poucas coisas me desafiam, mas há outras que guardo na memória ou na retina. E vão ficando até ao dia que surgem as ideias.

Depois de tanto tempo sem fazer nadinha nesta cozinha, volto mais uma vez com uma receitinha da Dorie, para mais uma quinzena do Dorie às Sextas.


Às oito e meia da manhã tirar fotografias por este lado, é complicado! Primeiro porque não experimentei as sugestões da Dorie de acompanhamento, e se vos digo a verdade, também não fazem falta nenhuma, mas a minha gula é tanta, que vi este bendito brownie besuntado com molho toffee.... Bem não quero pensar!!



Chipster-topped brownies ( Brownies com Bolacha)
(Receita retirada do livro Baking de Dorie Greenspan, p. 94)
tradução de Susana Figueiredo







Para a camada de brownie:
- 85 gramas de chocolate preto (bittersweet), cortado grosseiramente (usei de 55% de cacau)
- 45 gramas de chocolate amargo (unsweetened), cortado grosseiramente (usei de 70% de cacau)
- 113 gramas de manteiga sem sal, cortada em pedaços
- 165 gramas de açúcar
- 2 ovos grandes
- 1/4 colher de chá de sal
- 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
- 63 gramas de farinha
- 60 gramas de nozes, cortadas grosseiramente

Para a camada de bolacha
- 80 gramas de farinha
- 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1/4 colher de chá de sal
- 85 gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
- 75 gramas de açúcar amarelo
- 70 gramas de açúcar branco
- 1 ovo grande
- 1 gema de ovo grande (não usei)
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 85 gramas de chocolate preto em pepitas.

Execução:

Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 175ºC. Untar com manteiga uma forma retangular de 23x33 cm (na receita original, mas eu usei um mais pequeno visto ser metade da receita), forrá-la com papel vegetal e untar o papel.


- Para o brownie
Juntar numa taça os dois chocolates e a manteiga e levar a banho-maria sobre um tacho com água a fervinhar. Mexendo ocasionalmente, aquecer apenas até os ingredientes estarem derretidos, brilhantes e suaves, tendo cuidado para a manteiga não se separar (o que pode acontecer se fcar demasiado quente). Retirar a taça do calor.
Com uma batedeira em velocidade média-alta, bater os ovos com o açúcar até ficarem pálidos, grossos e cremosos. Juntar o sal e a baunilha. Reduzir a velocidade para o mínimo e misturar o chocolate e a manteiga apenas até ficar incorporado. Raspar a massa dos lados da taça e, ainda na velocidade mínima, adicionar a farinha, batendo apenas até desaparecer. Com uma espátula de borracha, envolver as nozes e deitar a massa na forma. Reservar.


- Para a massa de bolacha
Misturar a farinha,o bicarbonato e o sal. Bater a manteiga e os açúcares em velocidade média-alta até ficar suave e cremoso, durante 3 minutos. Juntar primeiro o ovo inteiro e depois a gema, batendo durante 1 minuto entre cada adição. Juntar a baunilha. Reduzir a velocidade e adicionar os ingredientes secos, batendo apenas até desaparecerem. Ainda em baixa velocidade, misturar o chocolate cortado. Deitar colheradas da massa de bolacha sobre a massa de brownie e, usando a espátula, espalhar a massa com suavidade.
Cozer durante 50-55 minutos ou até a bolacha estar bem dourada e firme. Uma faca inserida até à massa de brownie deverá sair apenas ligeiramente húmida. Retirar do forno e deixar arrefecer à temperatura ambiente. Quando estiver completamente frio, passar uma faca fina pelos lados da massa, desenformar e voltar a virar sobre uma tábua de cortar, ficando a bolacha para cima. Cortar em retângulos de 2,5 x 5 cm e servir simples, com gelado, com natas batidas, com crème fraîche ou com molho de chocolate.








Foi a terceira vez que fiz um Brownie, mas este acho que foi o mais complicado! Já se sabe que os brownies são uns quadradinhos feios de aspecto, mas pejados de sabor e este não deixa dúvidas! Como queria acelerar o processo de arrefecimento, esta cabecinha pensadora, pôs o dito a arrefecer na janela... a -10ºC!! Depois queixei-me que o aspecto não era o melhor... Pudera... O choque de temperaturas foi brutal! E eu quero pensar que foi o culpado deste aspecto feioso, mas que aqui por casa nos deixou a babear....

Excusado será dizer, que vou ter que fazer a molho toffee...

Vai um quadradinho?

2.1.15

Mais 365 dias...



Feliz Ano de 2015!!!!

Que cada dia novo que começa, seja um dia para sorrir, mesmo que às vezes não se tenha um motivo. Há que apenas pensar em algo que nos permita manter sempre estampado no rostro um sorriso!!


Depois de tanto tempo sem publicar, já era hora de voltar aqui a este meu cantinho que me deixa tão feliz e que me permite sorrir!

A azáfama da quadra que passou, não deu tréguas e como tal, o tempo escapava! Ainda assim é sempre complicado gerir tudo. Quero porque quero, que este cantinho esteja sempre em movimento, mas é-me impossível e para não entrar em parafuso, apenas o faço quando posso. Quando me posso dedicar de corpo e alma a ele. 

Por isso justifico de antemão a ausência e as possíveis ausências.

E eis que a melhor maneira de começar o ano, é a fazer um Bundt. Pois claro!

Trata-se de mais uma quinzena do Dorie às Sextas e desta vez a receitinha é de um Bundt. Excusado será dizer que este tinha que ser feito. Ou sim ou sim! No dia 1, dia em que finalmente chegou o repouso, meti-me na cozinha. De corpo e alma! Sem mudar nem uma só grama, saiu aquele que é um fantástico Bundt Cake, que não deixa menos a desejar que outras iguarias natalícias.

O único problema foi mesmo dar-me conta, que a abóbora que tinha não iria fazer a quantidade de puré que pedia a receita, mas ainda assim o resultado foi maravilhosooooo!!

A cada dia que passa, a cada receita que experimento da Dorie, fico mais surpreendida! Então eu alguma vez imaginava misturar tanta especiaria num bolo? E com abóbora? E com maçã? Bem, faltaram os arandanos frescos! Esses é coisa nunca vista pela Sibéria e secos também é dificil. Na falta deles, acabei com um saco de frutos vermelhos congelados.








All-in-one Holiday Bundt Cake 
(receita retirada do Livro Baking de Dorie Greenspan, p. 187)
(tradução: Susana Figueiredo)

Ingredientes:
- 250 gramas de farinha
- Duas colheres e meia de chá de fermento
- Duas colheres de chá de canela em pó
- Um quarto de colher de chá de noz-moscada moída
- Uma colher de chá de gengibre em pó (ou 1,5 colheres de gengibre fresco ralado)
- Uma pitada de sal
- 150 gramas de manteiga
- 200 gramas de açúcar branco
- 100 gramas de açúcar mascavado
- Dois ovos grandes
- Uma colher de chá de extracto de baunilha
- Uma chávena e um quarto de puré de abóbora (usei 200 gramas)
- Uma maçã em juliana fina
- Uma chávena de arandos vermelhos (usei cerca de 150 gramas de frutos vermelhos congelados)
- 100 gramas de nozes picadas grosseiramente
Açúcar em pó para servir.





Execução:

Pré-aquecer o forno a 175 graus. 
Misturar numa tigela a farinha, o fermento, a canela, a noz moscada, o gengibre (só se for em pó) e o sal. Juntar as nozes picadas grosseiramente e mexer bem. Noutra tigela, bater a manteiga com os açúcares, juntar os ovos e a baunilha e misturar bem. Juntar o puré de abóbora (e o gengibre, se for do fresco) e a maçã e envolver. Juntar os secos e bater até estarem bem incorporados. Por fim juntar os frutos congelados e envolver na massa. Deitar numa forma de bundt cake bem untada com manteiga polvilhada com farinha e cozer durante cerca de 60 minutos. Deixar arrefecer, desenformar e polvilhar com açúcar em pó antes de servir.






Quando tirei as primeiras fotografias, o Bundt ainda estava morno. Xiiiii.... Que desgraça! Coisa que nunca se deve fazer. E porquê? Porque a consistência do Bundt, seja este ou outro qualquer, é completamente diferente, mas ainda assim simplesmente delicioso. Cá entre nós, eu esperava ansiosamente que um dia chegasse um Bundt às Dories, e ei-lo!! E em bom hora, porque é simplesmente irresistivel.






Dificil mesmo é resistir! Seja morno ou frio! É uma mistura incrivel de aromas e a textura é qualquer coisa do outro mundo.

Deixo-vos esta fatia e espero que este ano que já começou, seja assim!! Cheio de momentos de partilha e que nos deixem com vontade de mais!

Por falar em mais, onde andam os Bundts de chocolate para a Bundtmania??


16.10.14

Em vez do pão....



Hoje é dia da Alimentação. É também o dia de anos da minha irmã mais nova. É também o dia da minha folga e eu ja fiz quase uma maratona, entre subidas e descidas a Andorra. É também o dia que a blogosfera culinária se enche de Pão para celebrar e eu como sou uma despistada de primeira, não o fiz.


Na minha cabecinha tinha a ideia que o dia 16 era só para o fim de semana, logo teria tempo de preparar uma receitinha e publicar.... To late! O dia chegou e o pão por fazer! Coisas que acontecem quando o tempo anda desgovernado! E o meu anda!


Aproveitando o desafio do grupo do Facebook, Quinze dias Com...., surge esta receita. Por sinal de um senhor que faz Pão como ninguém e que me tem apaixonada por essa arte. Sim, sim, porque eu acho que tudo tem arte, e fazer Pão é uma arte!

Falo pois claro do Paul Hollywood, com o qual já aprendi uma coisinhas! Mas ainda assim não o suficiente para fazer um pão express, como tal hoje a receita é mesmo de Crumble, e uma das preferidas deste senhor.


Quando recebi o livro dele, How to Bake, assim que o abri fiquei boquiaberta com as receitas e com os passos de cada. Pensava eu prós meus botões que não iria complicar-me a vida e que mesmo que não experimentasse nenhuma, não havia problema. Oh oh.... Experimentei um pão assim que chegou e porque era simples. Depois compliquei-me a vida com a Danish Pastry, que é qualquer coisa do outro mundo e que depois de tanto trabalhinho, não consegui publicar porque os pastelinhos desapareceram e desta última, um Crumble. 



Crumble de Pêras, Nozes e Chocolate
(receita retirado do livro, How to Bake, de Paul Hollywood, pág.217)





Ingredientes:

- 4 pêras maduras mas firmes (usei Conference)
- 2 colheres de sopa de xarope de arce (maple syrup)
- 50 ml de vinho branco
- 50 gramas de farinha
- 50 gramas de flocos de aveia
- 25 gramas de açúcar
- 1/2 colher de chá de canela em pó
- 50 gramas de manteiga sem sal fria
- 50 gramas de nozes (na receita pecanas, mas usei normais)
- 25 gramas de amêndoas fileteadas
- 50 gramas de pepitas de chocolate negro ou 50 gramas de chocolate grosseiramente picado (usei Lindt 88% de cacau)


Execução:

Pré aquecer o forno a 180ºC. Untar um recipiente de 28x18 cm oval, ou similiar como no meu caso que usei rectangular. Reservar.

Descascar as pêras e retirar o coração, partindo em quartos. Colocar no recipiente e deitar o maple syrup e o vinho branco.

Colocar no forno durante 10 minutos.

Preparar o crumble misturando todos os ingredientes, excepto, as nozes e as amêndoas, esfregando com as pontas dos dedos, de modo a obter como uma areia grossa. Este passo pode ser feito num processador de alimentos.

Juntar as nozes e as amêndoas e misturar.

Retirar o recipiente do forno e polvilhar com o chocolate, seguidamente do crumble. Levar ao forno durante 15-20 minutos, até que esteja dourado e borbulhante.

Retirar do forno e deixar arrefecer um pouco antes de servir acompanhado com uma bela colherada de crème frâiche, ou gelado de baunilha.








O Paulinho na receita aconselha o crème frâiche como acompanhamento... e eu como nem gosto nada, né?, fiz o que me pedia! Segundo ele é a receita de crumble preferida e eu assino por baixo! Não que se tenha transformado na minha preferida, porque um Crumble será sempre um Crumble. e até descobrir o meu preferido, acho que tenho que experimentar muitos mais!








Uma coisa é certa.... Continuo a preferir os Crumbles com uma bela bola de gelado de baunilha!! Ohhhhhh.... E como agora as cores do horizonte já vão mudando com o passar do meu desgovernado tempo, há lá melhor do que enrolar-se numa manta, com uma tacinha de Crumble de Pêras?

Até pode haver, mas não é a mesma coisa!!!

24.5.14

Rugelach



Não fossem os Rugelach, do Dorie às Sextas, hoje não haveria post! E estive a pontinho de não o escrever tal é o cansaço que de mim se assoma!

Mas depois do trabalho de os fazer, de resitir à tentação de não os comer todos antes de chegarem às fotos, e ainda por cima ter que os fotografar em péssimas condições de luminosidade, tinham que passar pelo blog.

Ultimanente ando muito preguiçosa! Tanto que esta receita da Dorie, li-a pelo canto do olho e esqueci-me de colocar a canela e o açucar conforme diz a receita! O açucar não dei pela falta dele, mas a canela, se calhar ajudaria a realçar sabores!

Seja como seja, foram super rápidos de fazer e aqui entre nós, desapareceram ainda mais rápidos! O tamanho reduzido, permite que sejam apreciados de uma só vez, o que torna dificil resitir.

Dado à minha preguiça, uso a receita na integra da Dorie e traduzida pela Susana, dizendo apenas que não fiz a massa num processador de alimentos, e usando sim, a minha soqueira para a realização da mesma.

Tirando isto, será certamente, para repetir com o mesmo recheio ou outros!


Rugelach
Receita do livro Baking de Dorie Greenspan






Para a massa
115 gramas de queijo creme frio, cortado em 4 pedaços
115 gramas de manteiga sem sal fria, cortada em quatro pedaços
1 chávena de farinha
1/4 colher de chá de sal

Para o recheio
2/3 de chávena de compota de framboesa ou de alperce ou de laranja (usei alperce)
2 colheres de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 chávena de nozes em pedaços (ou pecans ou amêndoas)
1/4 chávena de passas húmidas (currants)
115 gramas de chocolate amargo, picado finamente, ou 2/3 de chávena de pepitas de chocolate

Para a cobertura
1 ovo grande
1 colher de chá de água fria
2 colheres de sopa de açúcar

Para a massa
Deixar o queijo creme e a manteiga a descansar no balcão durante dez minutos, de modo a amolecerem ligeiramente mas a continuarem frios. Colocar a farinha e o sal num processador de alimentos, deitar os pedaços do queijo e da manteiga e pulsar entre 6 e 10 vezes. Continuar a misturar os ingredientes, raspando os lados da tigela frequentemente, até a massa ficar misturada em pedaços grandes, mas não deixando formar uma bola. Deitar a massa numa tigela, formar uma bola e dividir ao meio. Dar a forma de um disco a cada metade, embrulhar em papel filme e refrigerar durante duas horas ou até um dia (ou congelar durante 2 meses).

Para o recheio
Aquecer a compota num tacho em lume brando (ou no micro-ondas) até ficar líquido. Misturar o açúcar e a canela numa tigela. Forrar dois tabuleiros com papel vegetal ou tapetes de silicone (a Dorie recomenda os segundos).

Para formar os bolos
Tirar um dos discos de massa do frio. Se estiver demasiado firme, deixar no balcão durante dez minutos ou bater a massa algumas vezes com o rolo. Numa superfície polvilhada de farinha, esticar a massa até formar um círculo entre 28-30 centímetros. Pincelar a massa com uma camada fina de doce, polvilhando o círculo com metade da mistura de açúcar e canela. Cobrir com metade das nozes, metade das passas e metade do chocolate.




Cobrir a superfície com papel de cera e pressionar suavemente o recheio sobre a massa. Retirar o papel e guardá-lo para a segunda leva de bolos. Com um cortador de pizza ou uma faca afiada, cortar a massa em 16 triângulos compridos e com a base estreita ( a maneira mais fácil é cortar a massa em quartos e cada quarto em triângulos. Começando na base de cada triângulo, enrolar a massa de modo a que cada bolo pareça um pequeno crescente (como um croissant). 






Colocar os rolos num tabuleiro, garantindo que as pontas ficam debaixo do bolo, e refrigerar pelo menos durante 30 minutos antes de levar ao forno. Repetir o processo para o segundo disco de massa. Os bolos podem ser refrigerados durante a noite ou congelados até dois meses, não devendo descongelar-se antes de levar ao forno mas sim dar mais alguns minutos de cozedura. Pré-aquecer o forno a 175 graus.

Para a cobertura
Misturar o ovo com a água e pincelar cada bolo com a mistura. Polvilhar com açúcar.

Cozer os bolos entre 20 e 25 minutos, trocando os tabuleiros de baixo para cima a meio da cozedura (caso se use dois tabuleiros). Os bolos deverão estar inchados e dourados. Transferir para uma rede e deixar arrefecer até estarem mornos ou à temperatura ambiente.






E sem muito mais a acrescentar, o mais difícil destes bolinhos, é mesmo resistir!

Não acreditam? Pois experimentem!