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22.3.16

Voltaram os morangos!


Podia estar aqui uma eternidade para tentar explicar o motivo da minha ausência, mas não vale a pena. O importante é que saí deste estado de hibernação, para não lhe chamar outra coisa, e a culpa é dos morangos e da Primavera. Já chegou!!! Não sei onde, mas isso põe o calendário. (risos)










E como normalmente digo, a culpa é sempre de algo ou de alguém e neste caso além dos morangos, é desta receita de um dos meus blogs de eleição, Sabores de Canela, e da cotorrinha que pediu a receita no blog.

Reduzi a quantidade de açúcar visto os morangos serem muito docinhos, não usei a baunilha porque se acabou, e não coloquei os pedaços de manteiga por achar que a massa da tarte já tinha bastante.

Óbvio que a grande culpada sou eu, que me deixo sucumbir ao pecado da gula que pensava que tinha desaparecido, e afinal estava só adormecido.

Na falta de amoras para seguir a receita original, usei uma mistura de morangos e mirtilos. Na falta de massa areada de compra, usei uma daquelas massas de tarte, ao belo estilo americano, que carinhosamente lhe chamava "massa diabólica", nas minhas receitas da Dorie.

E o resultado? Simplesmente diabólico! (risos)



Tarte de Morangos e Mirtilos




Ingredientes:

Para a massa:
- 315 gramas de farinha sem fermento
- 1 colher de sopa de açúcar
- 1 colher de chá de sal fino
- 225 gramas de manteiga sem sal, cortada em cubos, bem fria (colocar no congelador 15 minutos antes de usar)
- 250 ml de água gelada (colocar cubos de gelo, ou colocar no congelador antes de usar)

Para o recheio:
- 500 gramas de morangos cortados em cubos
- 100 gramas de mirtilos congelados
- 40 ml de água fria
- 2 colheres de sopa de farinha
- 60 gramas de açúcar


Execução:

Colocar a farinha numa taça, juntamente com o sal, o açúcar. Misturar e de seguida juntar os cubos de manteiga bem fria. Com a ajuda de um "pastry blender", misturar a farinha e a manteiga, de modo a obter pedacinhos de manteiga do tamanho de ervilhas. (esta operação pode ser feita num processador de alimentos)








Juntar metade da quantidade de água indicada na receita e mexer a massa com uma espátula de silicone. Ir adicionando a água de modo a unir os pedaços de massa. Amassar a massa ligeiramente sobre uma superficie enfarinhada. Dividir a massa em três partes e esticar em forma de círculo. O primeiro servirá para forrar a forma de tarte. O segundo para ser cozido tal qual e o terceiro para tapar a tarte.

Depois de esticados com uma espessura de 2/3 mm, colocar no congelador durante 30 a 45 minutos. 

Pré aquecer o forno a 230ºC. 

Limpar os morangos e cortar em cubos pequenos. Juntar os mirtilos. De seguida juntar a água, o açúcar e a farinha. Mexer e reservar.








Levar um disco e a tarteira forrada ao forno durante 10 minutos aproximadamente, ou até estarem ambos dourados. 

Retirar do forno e deixar arrefecer. Baixar a temperatura do forno a 180ºC.

Repartir sobre o fundo da tarte metade da mistura de morangos e colocar por cima o disco cozido. Deitar os restantes morangos e cobrir com o último disco de massa, o qual pode ser recortado com um corta-massa à escolha, ou ser colocado tal qual.

Aparar o excedente e aproveitar para fazer decorações se assim o desejarem. Pincelar com ovo batido e polvilhar com açúcar.

Levar ao forno durante 45 a 60 minutos. Se a massa começar a dourar muito rápido, tapar com uma folha de aluminio para evitar que se queime. 

Retirar do forno e deixar arrefecer. Servir morno ou frio, acompanhado com uma bola de gelado de baunilha.







Com esta receita, descobri que o meu forno tem um problema e está completamente descontrolado. Um pouco mais e fica em estado não apresentável para o blog, o que sinceramente sería uma pena.

A massa continua a ser diabolicamente boa, os morangos e os mirtilos foram a companhia perfeita e o gelado, como diriam os espanhóis "la guinda encima del pastel"!


Vai uma fatia? 

30.4.15

Algo de indulgência...










O facto de deixar tudo para a última da hora é tipíco meu. Não que faça de propósito, mas nem sempre as coisas jogam a meu favor. Amanhã faço... Ou talvez depois, mas faço... Acabo por fazer porque meti na cabeça que sim e ponto. Mas faço-o sobre uma tensão enorme, porque nunca sei se depois consigo.


Um dia de folga passado em casa em volta das "coisas"... leia-se cozinha e restante casa. Uma parte da receita adiantada, e outra por finalizar. Se não começo, não sei se acabo e lutando contra o tempo, o resultado final aparece.


Ora como o chocolate é o tema deste reto mensal, e eu que não gosto nada e sou também parte das estatísticas que dizem que não, não me resisti. E foi a desculpa perfeita para experimentar uma receita que vi na SAVEUR, que andava há eternidades a chatear o Tico e o Teco! (risos)


Haveria muitas maneiras de definir o chocolate... Haverá muitas maneiras de definir a mistura chocolate e caramelo.... A única que eu consigo encontrar é de sublime indulgência! E olhem que me deu para ver qual era o verdadeira significado da palavra indulgente... E qual não é meu espanto quando vejo que tem a ver com o acto de ser benevolente, perdoar, ser tolerante... Pois agora entendo... Há que ser muito indulgente para perdoarmos semelhante pecado da gula!!




Tarte de Chocolate e Caramelo
(receita retirada da SAVEUR)






Ingredientes:

Para a massa:
- 130 gramas de farinha
- 60 gramas de amêndoa moída
- 40 gramas de cacau em pó s/açúcar
- 140 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 60 gramas de açúcar em pó + 2 colheres de sopa
- 2 gemas
- 1/2 colher de chá de extracto de baunilha

Para o caramelo:
- 300 gramas de açúcar
- 3 colheres de sopa de glucosa (na receita original xarope de milho)*
- 6 colheres de sopa de água
- 1/4 de colher de chá de sal
- 6 colheres de sopa de nata MG> 30%
- 1 colher de sopa de crème frâiche espessa
- 85 gramas de manteiga sem sal temperatura ambiente

*(na falta de xarope de milho, traduzindo da receita, coloquei a glucosa. Não conhecendo o produto em si sugerido na receita, optei por usar a glucosa porque tinha em casa e porque sei que normalmente é usado para receitas de caramelo, para desta maneira impedir que cristalize, dando também uma textura muito mais compacta).

Para a ganache de chocolate:
- 125 ml de natas MG>30%
- 115 gramas de chocolate de 70%
- Flor de sal para servir








Execução:

Para a massa
Misturar a farinha, o cacau e o sal numa taça e reservar. Bater a manteiga com o açúcar até obter uma mistura pálida e esponjosa. Juntar o extracto de baunilha e as gemas de ovo. Adicionar a mistura seca. E mexer até incorporar bem.

Colocar esta massa directamente sobre uma forma com fundo amovível, rectangular no meu caso, ou redonda de 23 cm, polvilhada com farinha. Espalhar a massa com a ajuda de uma colher, tapando bem os cantos. Refrigerar durante 30 minutos.

Picar com um garfo a tarte e levar ao forno durante 20 minutos ou até que a massa esteja cozida.


Para o Caramelo:
Num tacho colocar o açúcar, a água, a glucosa, e o sal. Levar ao lume e deixar que comece a ferver. Mexer o tacho ocasionalmente e quando atingir 170ºC (naquela altura que tem uma cor dourada escura e começa a deitar fumo), retirar do lume e adicionar as natas, a crème fraiche e a manteiga.

É normal que salpique um pouco devido às diferenças de temperaturas. Mexer bem e incorporar estes ultimos elementos no caramelo. Colocar o caramelo dentro da forma de tarte e deixar repousar 4-5 horas.( Eu deixei repousar 1 hora no frigorífico arrefecendo ligeiramente o caramelo antes).


Para a ganache:
Picar o chocolate finamente e colocar numa taça. Ferver as natas e juntar ao chocolate. Deixar repousar durante um minuto e mexer em seguida com a ajuda de uma espátula de modo a obter uma textura homogénea e lisa.


Colocar a ganache sobre o caramelo e alisar a superfície com uma espátula. Deixar no frigorífico durante 4-5 horas. Servir frio e salpicado com flor de sal.








Desde que vi uma foto parecida com esta, que a minha alma inquieta não parou sossegada. E precisava só de um motivo... Ou a desculpa para isso! Ou precisava simplesmente de tempo e disposição, porque quando quero faço e já está. Seja pelo lado guloso, seja pelo lado mais didático, ou seja aprender alguma coisa nova. 

O chocolate nunca me decepciona. Mas se o misturamos com caramelo...








Depois de uma fatiazinha, muito pequenina desta tarte, acabou-se a minha capacidade de ser indulgente.... Não há perdão possível por não resistir à tentação... E é como dizem por aí: Eu resistir, resisto...Agora se me empurram...!! (risos)


Vocês resistiam?

23.11.14

E passaram a ser Mini Pies....


Não gosto muito de fazer post's quando a noite já vai alta, mas desta vez teve que ser... A receita desta quinzena no Dorie às Sextas assim o exige e, já que tive o trabalho de a fazer e degustar, pois tem que estar neste blog, seja às horas que seja.


Os dias passam a uma velocidade alucinante e quando dou conta das coisas, já é tarde, muito tarde... E a essas horas tudo aquilo que pulula em mim, é tudo menos inspiração.... Que é o caso de hoje, mas ainda assim faz-se um esforço e partilho uma receita que achei maravilhosa, como muitas que já fiz da Dorie.


O bom destes post's é que não tenho que me preocupar muito com o escrever a receita, porque a Susana, faz esse trabalho estupendamente no grupo e eu, tu desculpa-me Susana, aproveito, colocando apenas as minhas alterações quando as faço.

Desta vez não mudei nadinha na receita, visto que tinha a massa diabólica, como carinhosamente lhe chamamos, mas que ao final de contas de diabólica não tem nada. É um dejá vú nesta cozinha e nas receitas da Dorie e isto não teria piada, sem o factor surpresa, né?

Aproveitei um dia de folga que não fui para a capital e os meninos lá foram todos contentes para a escola, e deixei-me perder pela minha cozinha.... Enquanto preparava uma outra receita, ocupava-me desta.... E há medida que ia fazendo já imaginava o resultado final!!

Sabem o que vos digo, que quanto mais imaginamos, mais imaginação temos, e isso em mim é muito perigoso!

A receita desta semana é uma Tarte de Abóbora com Caramelo, ou no original uma Caramel Pumpkin Pie. Chamou-me à atenção a mistura caramelo e abóbora quando li a receita e depois de a ler, já não descansei enquanto não a fiz. 

A única coisa que fiz diferente foi a forma da tarte.... em vez de fazer no tamanho original, fiz mini tartes de abóbora.... Eu gosto mesmo é de complicar!!! 

Todos os procedimentos da receita foram os mesmos excepto no que diz respeito ao tamanho. Cortei circulos de massa com um cortador de flores de 10 cm, e usei formas de queques pequenas, tendo em atenção os tempos de cozedura que foram reduzidos e que variam de forno para forno.







Assim sendo, faço um copy/paste da receita do grupo, deixando no final, as minhas Mini Caramel Pumpkin Pies.




Caramel Pumpkin Pie
(receita retirada do livro Baking, de Dorie Greenspan, pág.322)

Ingredientes:
- 1 base de tarte de 23 cm, parcialmente cozinhada e arrefecida, usando a receita de massa em baixo (Good for Almost Everything Pie Dough - ver ingredientes mais abaixo)
- 1 chávena de açúcar
- 180 ml de de natas
- 2 colheres de sopa de rum, conhaque ou cidra
- 30 gramas de manteiga sem sal, cortada em 4 pedaços
- 250 gramas de puré de abóbora
- 1 1/4 colheres de chá de canela
- 3/4 colheres de chá de gengibre em pó
- Uma pitada de noz moscada
- Uma pequena pitada de pimenta da jamaica
- Uma pitada de sal
- 1 1/2 colheres de chá de extracto de baunilha
- 2 ovos grandes

- Natas batidas, ligeiramente adoçadas, para servir





Execução:

Cozer e arrefecer a base da tarte conforme método em baixo. Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 175ºC. Polvilhar o fundo de uma frigideira anti-aderente com meia chávena de açúcar, distribuido uniformemente, e levá-la a lume médio alto, deixando o açúcar começar a ganhar cor. Agitar ligeiramente a frigideira para que o açúcar ganhe cor uniformemente. Deixá-lo caramelizar sem mexer a frigideira até ganhar uma cor de âmbar profundo - quase de mogno. Vai começar a borbulhar e a fumegar mas é esse o objectivo: um caramelo escuro e forte, tendoporém cuidado para não deixar queimar. Quando as bolhas ficarem grandes, é provável que a cor perfeita tenha sido atingidas. Baixar o lume para médio, afastar-se e deitar as natas na frigideira. O açúcar vai borbulhar muito nesta fase e pode mesmo ficar com grumos, mas voltará ao normal se se mexer bem enquanto continua a cozinhar. Juntar o rum e a manteiga e continuar a cozinhar e a mexer até o caramelo ficar suave. Deitar numa taça e deixar arrefecer durante 15 minutos. 
Noutra taça e com um batedor de varas, mexer o puré de abóbora até ficar suave. Juntar o restante açúcar e bater bem. Adicionar as especiarias, o sal, a baunilha e os ovos e bater até a mistura ficar suave. Juntar o caramelo e envolver bem. Bater com a taça na bancada para tirar o excesso de ar da mistura e verter sobre a base de tarte já cozinhada. 
Levar ao forno entre 45 e 50 minutos ou até o recheio estar inchado e sólido. Se se inserir uma faca no centro, deve sair limpa.
Deixar arrefecer à temperatura ambiente e levar ao frigorífico se se preferir comer fria. Servir coberta com a nata batida.



Receita da Base da Tarte (Good for Almost Everything Pie Dough)
Ingredientes:
- 190 gramas de farinha
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 3/4 colher de chá de sal
- 150g de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
- 2 1/2 colheres de sopa de gordura vegetal fria, cortada em 2 pedaços
- 1/4 chávena de água gelada


Execução:
Colocar a farinha, o açúcar e o sal num processador de alimentos com uma lâmina de metal e pulsar apenas para combinar os ingredientes. Adicionar a manteiga e a gordura; pulsar até que os pedaços estejam misturados com a farinha. Não mexer demais - nesta altura devemos ter pedaços irregulares do tamanho de ervilhas. Pulsar de forma intermitente, acrescentando, gradualmente, 3 colheres de sopa de água gelada para a massa. Continuar a adicionar a água, um pouco de cada vez, pulsando, até que a massa fique uniforme (é possível que se notem alguns pedaços maiores de manteiga).
Deitar a massa sobre uma superfície enfarinhada, ou entre dois discos de papel vegetal, para formar uma base do tamanho indicado; enrolar o disco em película aderente e levar ao frigorífico por 20 minutos.
Retirar a parte superior de papel ou filme e deitar sobre a forma para forrar. Remover o resto do papel ou película e, em seguida, premir suavemente a massa dentro da tarteira, para ficar sem bolsas de ar. Em seguida, pressionar os lados da massa para cima, contra os lados da forma. A massa vai plissando e pode até quebrar. Sem stress: basta pressionar para voltar a juntar. Levar ao frigorífico.
Para cozer a massa, levá-la ao forno pré-aquecido a 205ºC, coberta com papel alumínio untado de manteiga na parte brilhante e bem ajustado à massa. Por cima do papel, devem colocar-se feijões secos. Cozinhar durante 25 minutos. Retirar cuidadosamente o papel e os pesos e, se a massa tiver inchado, pressioná-ça lentamente com a parte redonda de uma colher. Levar novamente ao forno durante 8 minutos ou até a massa estar com uma cor ligeira.






Apesar que se considere a massa como diabólica, não têm porque se assustar! O resultado vale bem a pena o medo que nos possa transmitir e sabem de uma coisa? Vale bem a pena preparar esta massa, porque o conjunto é simplesmente perfeito!

E não querem saber? O caramelo e a abóbora fazem um par perfeito... O recheio é simplesmente delicioso e deixa-nos inebriados pelas especiarias....







O toquezinho da nata.... Bem esse é como a cereja no topo de um bolo... Eu usei crème frâiche normal e ainda assim, levou-me ali ao lado das estrelas.

A pequena gourmet cá de casa, corrobora comigo!! 

E a vocês, o que vos parece?

30.10.14

Mais uma tarte!


Isto já começa a ser a rotina do blog.... cada quinta feira aparece qualquer coisinha para ocupar espaço e ir aumentando a lista de Aventuras!


Olhem uma Aventura é eu tentar fazer tudo aquilo que imagino num só dia! E agora que os dias são mais pequeninos, só te dás conta quando olhas para a janela e está escuro como o breu! Bem como o breu não porque há as luzes dos candeeiros, mas já é de noite e eu não gosto!


Eu que gosto tanto de solzinho, este agora esconde-se! Mas ainda assim podemos aproveitar porque tem brilhado e não há-de tardar a esconder-se, ou como o Tomás diz, a esconder-se nas nuvens, porque tem medo da neve!!


Os pequenos estão de férias e como tal, hoje o dia foi para ficar em casa! Enquanto um discute porque lhe falta um brinquedo, o outro anda de roda de mim para ver o que faço! O pior mesmo é quando se juntam os dois para querer ajudar.... E acabam por desajudar mais que ajudar e quando dou conta tenho massa por toda a casa.


O Tomás é o que normalmente menos se chega! Lá anda no mundo dele e só de vez em quando e arrastrado pela irmã é que espreita os andamentos.

A Maria não... Assim que me vê preparar alguma coisa, lá vem ela toda lampeira! 


Enquanto preparava a receita pergunta:

- Oh Mãeee que tás a fazer?
- Ando para aqui a inventar, filha!
- Ui Mãe... Isso não vai sair la muito bem!!!
Eu fiquei a olhar para ela e perguntei porquê.
- Então Mãe, tu é que dizes que não gostas de inventos!

Isto porque às vezes costumo dizer que não gosto dos inventos deles.... Para não dizer disparates! E vai daí a rapariga solta assim uma destas!!

Começo a ficar assustada!!!








Assustada fiquei eu quando vi que o tempo para a publicação no grupo Quinze Dias com... Lorraine Pascale, estava a acabar e eu sem nada para publicar.

Há uns tempos comprei um livro desta menina e ainda não tinha tido a oportunidade de experiementar nenhuma das receitas. Pois ao ver que esta quinzena era a Lorraine Pascale a escolhida, fui à prateleira e o livro andava sempre atrás de mim. E ainda assim deixo para quase o final... O tempo não chega para tudo e quando se pensa em fazer qualquer coisa, as minhas neuronas dizem que não! E como sou obediente, não as contrario!

Depois de mais uma vista de olhos ontem, escolhi a receita! Tinha tudo em casa.... Bem quase tudo! E quando voltei das compras, dei conta que não tinha comprado o bendito doce de morango! Mas ainda assim, não ficou por fazer!

Um pequeno precalço no final, quase deitou a perder todo o trabalhinho de uma manhã! As fotos não são as que eu queria, mas não podia deixar de publicar!


Antes de publicar fiquei a saber que esta tarte é mundialmente conhecida! E eu fartei-me de rir, porque nunca tinha ouvido falar e muito menos provar a dita! Fiquei assim muito pequenina, pela minha ignorância, mas é como eu costumo dizer, todos os dias aprendo algo novo e hoje foi o que é uma Bakewell Tart. E agora entendo porque os subditos de sua Majestade gostam tanto da hora do chá! Com tartes assim eu também começo a fazer o chá das cinco! (risos)





Tarte Bakewell
(receita retirado do livro Baking Made Easy, pág.113, de Lorraine Pascale)








Ingredientes para a massa:
- 115 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 60 gramas de açúcar
- As sementes de uma vagem de baunilha
- Raspa de um limão
- 2 gemas de ovo
- 200 gramas de farinha sem fermento
- 1 pitada de sal
- 45 gramas de amêndoa moída

Execução:

Colocar a manteiga, o açúcar, a baunilha e a raspa de limão, numa taça e bater bem até estarem bem misturados. Juntar as gemas uma a uma, e adicionar a farinha, o sal e a amêndoa.

Envolver bem até obter uma mistura uniforme.

Formar uma bola e envolver em pelicula aderente e guardar no frigorifico duas horas. 


Ingredientes para a Frangipani:
- 200 gramas de manteiga amolecida
- 200 gramas de açúcar
- 2 ovos
- 1 colher de chá de essencia de amêndoa amarga ( na receita 2 tbsp de Amaretto)
- 40 gramas de farinha sem fermento
- 200 gramas de amêndoa moída
- 40 gramas de amêndoas fileteadas

Recheio:
- 180 gramas de doce de morango (usei de cerejas negras)


Execução:

Esticar a massa numa superficie enfarinhada até obtermos uma espessura de 2-3 mm. Colocar sobre uma forma de tarte de 23 cm, com o fundo amovível, de preferencia, e pressionar ligeiramente para a massa ficar bem aderida. (Usei o papel de forno para evitar untar e enfarinhar a forma).

Depois de forrar a forma, picar o fundo da tarte com um garfo, e levar durante 30 minutos ao frigorífico.


Pré aquecer o forno a 180ºC.

Retirar a forma do frigorífico e levar ao forno para cozer em branco. Ou seja, colocar um pedaço de papel vegetal sobre a tarte, cubrindo bem os bordes e no centro colocar alguns legumes secos. Levar ao forno e cozer a seco durante 15 minutos. Retirar do forno e retirar o papel, colocando novamente no forno, para terminar de cozer, não devendo os bordes ficarem muito tostados.

Retirar e reservar.


Colocar a manteiga e o açúcar numa taça e bater até obter uma mistura esponjosa e cremosa. Juntar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Juntar a essência de amêndoa amarga, a farinha e a amêndoa. Envolver bem para obter uma massa homógenea.


Colocar o doce de cerejas sobre o fundo da tarte, colocando de seguida o frangipani. Alisar a superficie com uma espátula e polvilhar com a amêndoa fileteada.

Levar ao forno durante 30-35 minutos, verificando aos 15 minutos se os bordes da tarte não começam a tostar. Se assim for, tapar com papel de alumínio e finalizar a cozedura.

Retirar quando estiver douradinha e inchada a frangipani, e deixar arrefecer.








Dentro do desastre monumental que aconteceu com esta tarte, o resultado é bom demais para ficar arrumado! 

Como digo na descrição da receita, deve deixar-se arrefecer.... bem eu deixei, mas nao o suficiente e ao desenformar, a tarte "tartelou-se" toda! Ou seja um desastre como digo, mas que ainda assim pode ser aproveitado e muito!!

Ah e isto faz-me lembrar que tenho que comprar uma forma de fundo amovível para que estes desastres não voltem a ter ocorrência.








Pelos vistos este tipo de tarte tem diferentes maneiras de ser feita! A mim esta pareceu-me relativamente fácil e no caso de não quererem fazer a massa, podem sempre usar uma massa quebrada de compra.

Mas então o resultado final já vai mudar, né? Por isso se quiserem experimentar uma explosão de sabor, experimentem com esta massinha!

Depois de ter feito umas quantas flaky's da Dorie, esta deu um bocadinho de guerra! Acho que o tempo de frio, é demasiado! Por isso podem reduzir para uma hora e prosseguir com o resto da receita. Assim evitarão que a massa se parta.








No livro a Lorraine aconselha a servir em fatias pequenas acompanhadas com um pouco de "single cream", ou simples acompanhada de um chá!

Nem chá nem cream, porque fiquei completamente desnorteada quando se partiu, que fui incapaz de me concentrar na apresentação.

Ainda assim atrevo-me a usar as mesmas palavras que a autora usa no livro para a definir..."Glorious"!


E acrescento, alguém que chá?

20.6.14

Mais uma com morangos!



Os dias passam rápido.... Demasiado rápido e quando te dás conta, o tempo não chega para o que queres!

Ou sou eu que não gestiono bem as coisas, ou então parece que o relógio tem corda a mais e os ponteiros não páram.

Nesta quinzena no Dorie às Sextas, voltam os morangos. Li a receita e vi que podia fazê-la nestas voltas dos ponteiros! E assim foi, um destes dias de folga, serviu-nos de lanche e sobremesa.

Ao contrário da receita original que é feita numa forma de tarte grande, optei por fazer apenas metade da receita e fazer mini tartes. Assim evitam-se os estragos... Como se estas coisas aqui em casa se estragassem!

E com esta tarte, simples e deliciosa, voltam os morangos. Agora ainda estão melhores e deixei que o seu perfume invadisse a casa mais uma vez.






A ultima quinzena ficou arrumada logo que li a receita. Não pela dificuldade, mas sim pela sua morosidade. Já me estava a ver até altas horas da madrugada a misturar gelado. Mas desta vez foi diferente! 

Antes do passeio matinal com os pequenos, a massa ficou nas formas a congelar e depois de passar pelo forno, foi o mote do lanche! Houve de tudo cá por casa, simplesmente por causa dos morangos... Um comia os morangos e o outro queria a "galeta"!



La Palette's Strawberry Tart
(receita retirada do Livro Baking de Dorie Greenspan, pág. 374)
Tradução Susana Figueiredo





Ingredientes para a tarte:

- Compota de morango (usei uma mistura de morango, cereja e ruibarbo)
- 1 base de tarte com 23 cm feita com a Sweet Tart Dough ou com a Sweet Tart Dough with Nuts (p. 444), totalmente cozinhada, fria e desenformada
- 1,1 kg de morangos maduros
- Açúcar (opcional)
- Um pouco de kirsch ou de 'eau-de-vie' de morango ou framboesa (não sei como se chama em português) ou uma colher cheia de licor de groselha (créme de cassis) (opcional)
- Pimenta moída no momento (opcional)
- Créme fraîche (primeira escolha) ou natas batidas (usei iogurte grego natural)
- Pistachios para decorar (opcional)

Para a base da tarte (Sweet Tart Dough with nuts))
Ingredientes:
- 160 gramas de farinha
- 30 gramas de amêndoa moída
- 60 gramas de açúcar em pó
- 1/4 colher chá de sal
- 125 gramas de manteiga, muito fria ou congelada, cortada em pedaços pequenos
- 1 gema de ovo grande

Colocar a farinha, o açúcar e o sal numa taça, e misturar bem todos os ingredientes. Juntar a manteiga cortada em pedaços. Com as pontas das mãos ou com um pastry blender, ir misturando todos os ingredientes, de maneira a obtermos uns pedaços do tamanho de flocos de aveia e outros de ervilhas.

Bater ligeiramente a gema e deitá-la sobre esta mistura. Com as mãos e fazendo movimentos rápidos, envolver na massa. A massa ficará com um aspecto granulado e nesta altura passamos a massa para uma bancada, ligeiramente enfarinhada, amassando suavemente para envolver alguns dos elementos secos que restam.

Untar as formas individuais com manteiga, ou um de 23 cm de diâmetro com fundo amovível. A Dorie recomenda que nao se estique a massa com um rolo, colocando entao pedaços de massa sobre o fundo e as laterais da forma. Eu estiquei a massa com rolo, exercendo pouca pressão sobre a mesma e evitando manipular muito a massa.

Forrar as formas e levar ao congelador durante 30 minutos com mínimo.

Centrar a grade no forno e pré-aquecê-lo a 190ºC. Untar a parte brilhante de uma folha de alumínio e ajustá-la sobre a massa, com a parte untada para baixo, pressionando bem. Como a massa foi congelada, não será necessário cozê-la com pesos. Levar ao forno por 25 minutos. Remover cuidadosamente o papel de alumínio. Se a base da tarte tiver inchado, pressioná-la ligeiramente com a parte de trás de uma colher. Nesta fase pode remendar-se a base caso tenha rachado, usando um pouco da massa crua que se reservou assim que se remove a folha de alumínio. Cortar um pedaço muito fino, colocá-lo sobre a racha, humedecendo as extremidades e alisando suavemente sobre a base. Levar ao forno durante mais oito minutos ou até a base estar firme e dourada. Transferir a tarte para uma rede e deixar arrefecer antes de usar.







Para a tarte:
Se se servir a tarte inteira de uma vez, espalhar uma camada generosa de doce sobre a base da tarte e cortar em fatias. Se não se for usar a base toda, cortar tantas fatias quantas as pessoas a servir e espalhar a compota sobre as fatias já cortadas.

Cortar em metades tantos morangos quanto necessários para servir uma porção generosa a cada pessoa e, caso necessário, envolvê-los em açúcar. Se se usar o licor, misturá-lo agora, mas em pouca quantidade para não abafar o sabor dos morangos. Polvilhar com a pimenta.

Dividir as fatias da tarte pelos pratos e cobrir com o morango e o seu sumo, deixando-os cair para os lados da fatia sem preocupações. Decorar ou servir com crème fraîche.









Mais simples do que esta tarte impossível. A base da tarte pode ser feita com antecedência e guardada num recipiente hermético. A vantagem de ser recheada no momento, permite que a base toda a sua frescura. É uma sobremesa para pequenos e grandes, não devendo usar nenhum dos licores se for para crianças.












Não tinha compota de morangos cá em casa. E lembrei-me do doce de ruibarbo e morango que tinha feito há uns tempos e voltei a fazer, juntando umas cerejas que andavam por aqui perdidas.

O resultado foi simplesmente delicioso! A ligeira acidez do doce, em contraste com os morangos ligeiramente apimentados, e a suavidade do iogurte, transformam esta tarte num pedacinho de luxúria.










Os pequenos ficaram delirantes! E normalmente os dois nunca gostam da mesma coisa! Desta vez a Maria não se mostrou muito entusiasta com esta sobremesa, ao contrário do Tomás que assim que a viu no prato já estava farto de perguntar onde estava a sua! 

Esta tarte faz-me lembrar um corneto de morango.... e como em todos os cornetos, deixamos sempre o melhor para o fim! Neste caso, a base de bolacha que é simplesmente deliciosa!

Caso para dizer, que nem as migalhinhas sobram!!!