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27.6.15

Em modo... Férias!!


Em outros tempos a chegada das férias, fazia com que andasse a contar ansiosamente os dias para que chegassem. Desta vez sem os contar, chegaram sem quase eu me dar conta e a única coisa que tinha na minha cabeça era a palavra descanço.

O simples facto de não ter que fazer malas e ficar por aqui, também ajudou. Nem sempre as coisas estão previstas da maneira que queremos e no fim das contas, estás bem onde estás.

Pronto, pronto... As saudades também apertam, mas não será o fim do mundo! Afinal a montanha até é bonita para dar uns passeios se o tempo ajudar.

O sol tem aparecido em todo o seu esplendor. Os pequenos andam um bocado perdidos no tempo, porque não é normal estarem tanto tempo em casa com a Mãe e quando as férias acabarem é que se vão dar conta.

Aproveitando o tempo de "não fazer nada", e aproveitando a receita do Dorie às Sextas, saiu um geladinho para nos animar.

Os mirtilos têm sido presença habitual cá por casa e mais quando o preço é convidativo. E se vos digo a verdade, cada vez que experimento uma receita, mais gosto desta pequenas "pérolas negras". É a primeira vez que faço um gelado com os mesmos, mas ao ler os ingredientes, o resultado era o que se imaginava.

Super cremoso e de sabores intensos!








Gelado de Mirtilos e Crème Frâiche
(receita retirada do Livro Baking, pág. 434, de Dorie Greenspan)
Tradução: Susana Figueiredo






Ingredientes:
-200 gramas de mirtilos(frescos ou congelados. Se for dos congelados, descongelar e escorrer bem)
- 80 gramas de açúcar
- 1 pitada de sal
- Raspa e sumo de 1/2 de limão ou lima (ou mais sumo a gosto)
- 180 ml de natas
- 240 ml de crème frâiche 

Execução:


Colocar os mirtilos, o açúcar, o sal e o limão num tacho médio e cozinhar em lume médio mexendo sempre até a mistura ferver e as bagas amolecerem, durante cerca de 3 minutos. 

Triturar a mistura até ficar um puré homogéneo, durante cerca de um minuto (nunca irá ficar completamente suave, o que é normal). Juntar as natas e as natas azedas e bater até estarem misturadas. 

Provar e, se necessário, juntar mais açúcar ou sumo de limão. Deitar numa taça e refrigerar sté estar bem fresco. Deitar na máquina de gelados e seguir as instruções do fabricante. Quando estiver pronto, levar ao congelador por duas horas.





Quando há que experimentar alguma receita nova, a Maria normalmente é a primeira que vem ter comigo. Sempre foi a mais curiosa e especialmente quando as cores são diferentes.

Desta vez fez birra e o primeiro a querer provar foi o Tomás. Só tive tempo de perguntar se tinha a certeza e a resposta não se fez esperar.

Resultado? A taça vazia em tempo record!

Vai um geladinho?

13.6.15

Posso provar, Mãe?


Já não é a primeira vez que cá por casa aparecem receitas com frutos vermelhos, isso sim, normalmente são congelados, o que não causam tanta curiosidade nos pequenos.

Para esta quinzena no Dorie às Sextas a sugestão tinha ruibarbo. Coisa nunca vista à venda aqui pela Sibéria e por casualidade andava perdido no congelador um saquinho de ruibarbo. A quantidade não era a pedida pela receita, daí que aproveitei para juntar framboesas e mirtilos, aos morangos e ruibarbo da receita.

Quando andei a tirar fotografias o Tomás não me ligou nenhuma, enquanto que a Maria estava muito curiosa, Ora prova aqui, ora prova ali, e fizeram uma festa com estes pequenos frutos. Eu cá para mim estavam mais emocionados com as cores deles. 







A Maria é muito mais curiosa que o irmão e quando me vê de máquina na mão no cantinho do costume, já sabe o que ando a fazer. Então anda sempre à minha volta e faz um milhão de perguntas e eu entre click e click tento explicar. Acho piada quando experimenta novos sabores e depois, porque não gosta, olha para mim e diz com cara de pena: Oh Mãe, olha que eu não gosto muito! É sempre uma aventura trazer novos sabores e texturas. Eles são sem dúvida os meus maiores critícos e sei que quando gostam, gostam mesmo e não se cansam de pedir para que se repita.


Esta receita tinha esse segredo. Duas texturas diferentes e uma mistura de sabores absolutamente incrível. O toque do gengibre é muito subtil fazendo com que se realce o sabor da fruta. Não tinha a quantidade de ruibarbo suficiente, com muita pena minha, ainda assim, o resultado é simplesmente delicioso!



Strawberry-rhubarb double crisp 
(Receita retirada do livro Baking de Dorie Greenspan pag. 420)
Tradução: Susana Figueiredo


Ingredientes:

Para o crisp:

- 130 gramas de farinha
- 150 gramas de açúcar amarelo
- 100 gramas de flocos de aveia
- 1/2 colher de chá de gengíbre em pó
- 1 pitada de sal
- 1 pequena pitada de canela
- 50 gramas de nozes, picadas finamente
- 40 gramas de gengibre cristalizado, picado finamente
- 120 gramas de manteiga, derretida e arrefecida



Para o recheio:
- 150 gramas de ruibarbo congelado
- 3 colheres de sopa de amido de milho
- 125 ml de água fria
- 250 gramas de morangos fatiados
- 75 gramas de framboesas
- 75 gramas de mirtilos
- 75 gramas de açúcar
- 1/2 colher de chá de gengibre moído
- 1 colher de chá de extrato de baunilha





Execução:

Para o crisp:
Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 175ºC. Colocar um pirex quadrado com 23 cm de lado num tabuleiro forrado com papel vegetal ou um tapete de silicone.
Colocar a farinha, o açúcar, a aveia, o gengibre, o sal e a canela numa taça e misturá-los com os dedos, tentando desfazer qualquer grumo de açúcar. Misturar as nozes e o gengibre cristalizado e juntar a manteiga derretida. Misturar tudo com um garfo até todos os ingredientes estarem bem humedecidos. Deitar metade da mistura na forma e calcar levemente os ingredientes até formar uma base grossa. Reservar.



Para o recheio:
Colocar o ruibarbo congelado directamente sobre a base. Dissolver o amido na água fria e reservar. Levar os morangos, os mirtilos, as frambuesas, o açúcar e o gengibre ao lume num tacho médio e esmagar uns quantos morangos. 
Levar a lume médio, mexendo ocasionalmente, e deixar ferver. Continuar a mexer durante cerca de 3 minutos, até o recheio estar grosso e transparente. Retirar do lume, misturar a baunilha e deitar sobre o ruibarbo. Deitar o restante crisp sobre o recheio, espalhando-o com os dedos para ficar uniforme.
Levar ao forno durante 60 minutos ou até a cobertura estar dourada e o doce a borbulhar pelos lados da cobertura. Deixar arrefecer e servir morno com uma bola de gelado de baunilha ou crème frâiche.






Não tinha o tabuleira quadrado de 23 cm, nota-se não se nota? Como tal decidi colocar em ramequins. Assim não tive que andar cá a cortar e as tacinhas até são muito mais fotogénicas.

Apesar de ser uma variante da receita, é sem dúvida daquelas que se podem repetir vezes sem conta e sempre que o tempo o permita. E como não pára de chover, é o motivo para se ligar o forno.

Ou não?

31.5.15

Chipsters?


A proposta desta quinzena no Dorie às Sextas, foram umas bolachinhas. Quando vi a receita e vi que um dos ingredientes era manteiga de amendoim, pensei "é desta que acabas com o frasco que tens no frigorífico".

E assim foi! Para aproveitar o dia de folga com os pequenos, fiz a massa na noite anterior e enquanto esperava que passassem as duas horas no frigorífico, tive um encontro de primeiro grau com o ferro de engomar. Resultado: depois de duas horas a passar a ferro não há mãos para fazer bolachas. E a massa passou toda a noite no frigorífico e as bolachas só foram feitas no dia seguinte depois de um dia passado entre baloiços.


Verifiquei a textura da massa depois de duas horas no frigorífico e o resultado é o mesmo depois de toda a noite. Em vez de usar a colher de sopa como medida, alertada pela Susaninha, fiz uma colher de sobremesa, e ainda assim as bolachinhas ficaram com um tamanho considerável.

Ainda assim foram alvo de discussão, porque o Tomás queria as grandes, e a Maria dizia que não gostava das grandes e queria as pequenas.


- Maria vamos tirar fotografias para o blog?
- Não.
- E tu, Tomás, queres ajudar a Mãe?
- Simmm!
- Mas prometes que não fazes caretas, ouviste?
- OK, OK!







É simplesmente impossível tirar uma fotografia a este rapaz sério! Ou com um ar tranquilo. Tem sempre que me fazer alguma careta, mas que no fim me deixa a rir às gargalhadas!

A irmã disse que não queria ajudar, mas lá deve ter reconsiderado, porque depois de terem quase acabado com as poucas bolachas que restavam, também quis tirar... Isso sim, não queria ter lá o irmão e queria uma bolacha pequena porque só gosta das pequenas. Que lhe vamos fazer?




Chipsters de Aveia,  Manteiga de Amendoim e Chocolate
(receita retirada do livro Baking, de Dorie Greenspan, p. 73)
Tradução: Susana Figueiredo.






Ingredientes:
- 270 gramas de flocos de aveia
- 130 gramas de farinha
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 2 colheres de chá de canela
- 1/4 colher de chá de noz moscada ralada
- 1/4 colher de chá de sal
- 225 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
- 200 gramas de manteiga de amendoim (com ou sem pedaços)
- 200 gramas de açúcar branco
- 200 gramas  de açúcar amarelo
- 2 ovos grandes
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 200 gramas de pepitas de chocolate


Execução:
Colocar duas grades no forno, dividindo em terços. Pré-aquecê-lo a 175ºC e forrar 2 tabuleiros com papel vegetal ou tapetes de silicone. 
Misturar a aveia com a farinha, o bicarbonato, as especiarias e o sal. 

Numa taça grande, bater a manteiga com a manteiga de amendoim e os dois açúcares em velocidade média até estar suave e cremoso. Juntar os ovos, um de cada vez, batendo 1 minuto entre cada adição, e juntar depois a baunilha, continuando a bater. 

Reduzir a velocidade para o mínimo e juntar lentamente os ingredientes secos, batendo apenas até estarem misturados. Juntar os pedaços de chocolate. Se possível, refrigerar a massa durante duas horas para fazer bolachas mais perfeitas, retirando a massa com uma colher, fazendo uma bola com as mãos e colocando-as no tabuleiro com 5 cm de distância entre elas e pressionando-as gentilmente com a palma da mão até terem cerca de 1,25 cm de altura; se não for possível esperar, deitar apenas as colheradas de massa nos tabuleiros com 5 cm de distância entre elas.

Levar ao forno durante 13-15 minutos, rodando os tabuleiros e trocando-os em altura ao fim de 7 minutos. Deverão ficar douradas e apenas firmes nas extremidades e deverão ser retiradas dos tabuleiros com uma espátula para arrefecerem. Repetir o processo com a restante massa.









Antes de fazer este post, vi as publicações das outras Dories. E pensei para os meus botões: "voltaste a fazer asneira!!".

Só que neste exacto momento não sei muito bem onde é que cometi o erro e talvez possa ter sido na temperatura do forno, que normalmente tenho sempre muita atenção.

O aspecto destas bolachinhas não é dos mais bonitos, é certo, mas nem sempre podemos julgar as coisas pelo aspecto. E por isso desapareceram à velocidade da luz porque são altamente viciantes.





E estes diziam que não gostavam, ou porque eram grandes, ou porque eram pequenas.

Vai uma bolachinha?
 

10.5.15

Brownie ou Blondie? Whatever...


Este post já devia estar publicado na sexta feira! E olhem só o dia que é?

Há coisas que têm muita força e neste caso a receita desta quinzena do Dorie às Sextas ficou pendente até ao último minuto de domingo.

A semana foi de loucos e o fim de semana não lhe ficou atrás, e como tal as forças e a vontade, por muita que se tenha, não chega para tudo.

Louca vou acabar eu por causa das definições e expressões usadas em alguns termos culinários. Pensava eu que os brownies, eram sempre de chocolate escuro, e que os blondies seria o nome dado quando se usa chocolate branco. Pois pelos vistos não! O Tico e o Teco desistiram de procurar explicações e sinceramente neste momento, não estou mesmo preocupada com isso.

A única coisa que eu sei, é que o Brownie de Chocolate Branco e Framboesas é assim qualquer coisa do outro mundo. A receita é a original que nos foi dada no grupo, a qual copiei tal qual, mas que no final mencionarei as alterações feitas... Sim porque eu e os merengues é tempo perdido! (risos)




Brownies de chocolate branco
(receita do livro Baking de Dorie Greenspan)

Tradução: Susana Figueiredo





Para os brownies:

Ingredientes
- 85 gramas de farinha
- 50 gramas de amêndoa moída
- 1/2 colher de chá de sal
- 120 gramas de manteiga sem sal, cortada em 8 pedaços
- 115 gramas de chocolate branco, picado grosseiramente
- 200 gramas de açúcar
- 2 colheres de sopa de raspa de laranja
- 4 ovos grandes
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 1 chávena de framboesas frescas (usei uma mistura de frutos vermelhos congelados)

Para o merengue*(não fiz o merengue)
- 3 claras de ovos à temperatura ambiente
- 1 pitada de sal
- 1/2 chávena de açúcar
- Açúcar em pó para polvilhar


Streusel de Amêndoas
- 80 gramas de farinha
- 65 gramas de açúcar amarelo
- 60 gramas de manteiga bem fria cortada em cubos pequenos
- 1/4 de colher de chá de sal
- 50 gramas de amêndoas em palitos

Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-o a 165ºC. Untar com manteiga uma forma de 23x33 cm, forrar com papel vegetal, untar o papel e polvilhar com farinha, sacudindo o excesso.

Misturar farinha, amêndoas e sal. Colocar uma tigela à prova de calor sobre um tacho com água a fervinhar. Deitar a manteiga na tigela, juntar o chocolate e mexer frequentemente até o chocolate estar apenas derretido (cuidado, o chocolate branco talha com facilidade). Retirar do lume e reservar.

Numa taça grande, esfregar o açúcar com a raspa de laranja até ficar húmido e aromático. Juntar os ovos e bater em velocidade média-alta até ficar pálido e espumoso. Juntar a baunilha, baixar a velocidade para o mínimo e misturar a manteiga e o chocolate. Juntar os ingredientes secos, batendo apenas até desaparecerem. Deitar a massa no tabuleiro, cobrir uniformemente com os frutos vermelhos congelados e reservar.

Para o merengue*
Numa taça grande, bater as claras com o sal até fazerem espuma. Aumentar a velocidade da batedeira e juntar lentamente o açúcar, batendo até ficarem firmes e brilhantes.
Cozinhar entre 30-35 minutos ou até o merengueestar acastanhado e quebradiço e os brownis começarem a descolar-se das laterais da forma. Deixar arrefecer.

Cobrir um tapete de silicone ou papel vegetal com o açúcar em pó e, muito gentilmente para não estragar o merengue, virar os brownies sobre o papel ou tapete. Retirar o papel da cozedura, inverter cuidadosamente sobre uma tábua e cortar em 32 barras com cercade 5,7x3,8 cm.

Polvilhar com açúcar em pó servir simples ou com coulis de framboesa.


*Para fazer o streusel, colocar todos os ingredientes numa taça à excepção da amêndoa. Com as pontas dos dedos ou com um "pastry blender", misturar todos os ingredientes a fim de obter pedaços de massa do tamanho de ervilhas. Juntar as amêndoas e misturar. Colocar esta mistura sobre o brownie e seguir as indicações de cima.






Quando preciso de framboesas, não encontro. Sejam elas congeladas ou frescas. Não fosse um pacote de frutos vermelhos no congelador, esta maravilha tinha ficado na lista dos pendentes! Hesitei entre usar os frutos congelados, sob pena que o resultado fosse um fracasso, mas o resultado ficou muito parecido aos que usaram as framboesas frescas.





Esqueçam-se lá da textura normal de um brownie. Isto não tem nada a ver. Tem uma textura muito parecida a um bolo, muito suave e fresquinha.
A fruta dá-lhe um toque de frescura e contrasta perfeitamente com o doce do brownie. O streusel foi para que ficasse mais arranjadinho na falta de merengue. E não é, que lhe dá um toque maravilhoso?

Vai um brownie ou um blondie?

25.4.15

Para domingos preguiçosos!





A última quinzena do Dorie às Sextas foi complicado. A massa de brioche que tem que se fazer na véspera, uma massa que é temperamental como diz a Susaninha, volta para aqui e volta para ali, a Dorie tem sempre o dom de nos brindar com receitas que nos levam a sair da zona de conforto, ou então com a simplicidade de um bolo de maçã.


Esta quinzena a proposto foi um Bolo de Maçã e Côco (Apple Coconut Family Cake). Embora eu associe sempre maçãs a Outono e a Inverno, um bolinho da mesma vem sempre a calhar. Houve uma altura que fazia sem parar bolos de maçã. Tentava sempre experimentar receitas diferentes em busca do melhor. Pessoalmente acho que os bolos de maçã primam pela simplicidade e pela facilidade, mas ainda assim não é fácil de encontrar um que se diga é este.


Apesar de ter adorado este bolo, será para repetir muitas vezes quando houver mais maçãs para gastar na fruteira, ainda não é aquele que arrebata a minha paixão. Mas eu sei que um dia vou encontrar!!


E se têm dúvidas, por experimentem por sem dúvida é um bolo muito rápido de fazer, e mais ainda de comer!


Bolo de Maçã e Côco 
(Apple Coconut Family Cake do livro Baking de Dorie Greenspan)
Tradução da receita: Susana Figueiredo








Ingredientes:
- 130 gramas de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de fermento
- 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1/4 colher de chá de canela
- 1/4 colher de chá de sal
- 3 maçãs descascadas e descaroçadas
- 2 ovos grandes à temperatura ambiente
- 100 gramas + 2 colheres de sopa de açúcar
- 125 gramas de iogurte grego
- 6 colheres de sopa de um óleo sem sabor (canola ou cártamo, por exemplo)
- 2 colheres de chá de extrato de baunilha
- 50 gramas de coco ralado
- 1/2 chávena de geleia de maçã (usei geleia de marmelo)

Execução:
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma de mola com 23 cm de diâmetro (usei um tabuleiro de 20x30 aprox.) e polvilhá-la com as 2 colheres de sopa de farinha. Reservar.

Misturar bem a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela e o sal. Cortar duas maçãs em cubos pequenos e uma em fatias finas. Rservar, cobrindo com película aderente.

Numa taça grande, bater os ovos com o açúcar durante um minuto. Juntar o iogurte, o óleo e a baunilha ebater durante mais um minuto. Envolver a mistura de farinha com uma espátula. Juntar a maçã em cubos e o coco, envolvendo bem, e deitar a massa na forma, alisando-a bem. 

Decorar com as fatias de maçã e polvilhar com o açúcar. Levar ao forno durante 45-50 minutos ou até o topo estar caramelizado e uma faca inserida no centro sair seca. 
Retirar o forno e deixar arrefecer durante 20 minutos na forma. Entretanto, preparar a cobertura, aquecendo a geleia com um pouco de água até ficar líquida. 

Desenformar o bolo para um prato de servir e cobri-lo com a geleia.









Sou uma fanática do côco. É daquelas coisas que me fazem viajar no tempo e me trazem memórias de outras gulodices. Quando vi a receita na diagonal, tinha dito que não me podia escapar.

Os domingos constam no meu calendário como dia de trabalho e como tal, os meus domingos, são as quintas feiras. Pela rapidez, pela simplicidade e pelo resultado final, é um bolo que vale a pena fazer. 







Que me dizem a uma fatia? 

Bom fim de semana!

10.4.15

Supostamente "sticky"


Já não sei há quantos dias publiquei a última receita, mas lembro-me que foi o Monkey. E também sei que foram as duas feitas no mesmo dia, e que em menos de nada os pratos ficaram vazios.


E com a promessa a mim mesma de não me meter na cozinha com receitas tão demoradas, para um só dia de folga. É um desgaste físico muito grande e a idade já não perdoa! (risos)


É óbvio que estou a brincar e se há coisa que eu gosto é de me meter em aventuras, mas há dias em que passo o limite.

A receita de hoje é a escolhida para esta quinzena do Dorie às Sextas, e como é uma receita demorada havia que ter tempo e eu aproveitei.

A massa de brioche usada já passei por este blog sobre a forma de caracóis. E só de me lembrar do resultado, assim que vi a nova receita não me resisti. O conjunto de ingredientes era do meu agrado, à excepção do mel para a cobertura. Ainda assim meti as maozinhas na massa e para não variar, enganei-me na execução da receita. Mas aqui entre nós, ainda bem que me enganei, porque a Dorie, cá para mim, tem um acordo com alguma cliníca de emagrecimento. Porque é impossível alguém gostar de tanto açúcar e manteiga juntos. Eu que sou gulosa, admito que esta receita não das mais saudáveis e o resultado final só me convenceu, porque não ficaram os ditos bolinhos tão peganhentos como deveriam.

Deixo a receita tal qual nos foi fornecida no grupo, mencionando no final onde "meti a pata".


Pecan Honey Sticky Buns
(receita retirada do livro Baking pag.51 de Dorie Greenspan)
(tradução de Susana Figueiredo)





Ingredientes:

Para a cobertura:
- 1 chávena rasa de açúcar amarelo
- 120 gramas de manteiga sem sal, cortada em 4 edaço
- 60 ml de mel
- 100 gramas pecans (inteiras ou em pedaços)(usei nozes normais tostadas)


Para o recheio:
- 1/4 chávena de açúcar branco
- 3 colheres de sopa rasas de açúcar amarelo
- 1 colher de sopa de canela moída
- 45 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente


Para os pães:
- 1/2 receita de Golden Brioche Loaves (ver em baixo), refrigerada e pronta a moldar (a Dorie sugere que se faça a receita na totalidade e que se corte metade da massa após refrigerar durante a noite)


Execução:

Para a cobertura
Num tacho com fundo pesado, ferver o açúcar, a manteiga e o mel em lume médio-baixo, mexendo frequentemente para derreter o açúcar. Deitar no pirex já untado, espalhando o melhor possível com uma espátula. Polvilhar com as pecans.


Para o recheio:
Misturar os açúcares e a canela numa taça. Noutra taça, trabalhar a manteiga com uma espátula até estar suave, macia e fácil de espalhar.

Para os pães:
Untar generosamente um tabuleiro ou pirex de 23x33 cm.

Numa superfície enfarinhada, esticar a massa fria num quadrado com 40 cm de lado. Com os dedos ou um pincel, espalhar a manteiga sobre a massa. Polvilhar com a mistura de açúcar e canela, deixando uma faixa vazia com cerca de 2,5 cm no extremo mais longínquo da massa. Começando pelo lado mais próximo, enrolar a massa como se fosse um cilindro, mantendo-a o mais apertada possível (neste ponto, pode ser congelada durante 2 meses). 

Usando uma faca, cortar um pouco das extremidades do rolo para acertar e cortar o tronco em pedaços de 2,5 cm, o que deverá render entre 15 e 16 pães. Dispor no tabuleiro com um dos lados cortads para baixo e deixando espaço entre eles.
Cobrir com papel vegetal e deixar repousar num sítio morno até massa ter duplicado de volume (cercade 1h45m). Os pães deverão ficar grandes e a tocar uns nos outros.

Para cozinhar:
Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 190ºC. Remover o papel vegetal e levar ao forno por 30 minutos ou até estarem grandes e bem dourados. A cobertura estará a borbulhar por todo o lado. Retirar do forno e desenformar poucos minutos depois, com cuitado pois a cobertura irá estar muito quente.

Para a massa de brioche (usar metade da receita):
- 2 pacotes de fermento seco activo (11 gramas)
- 80 ml chávena de agua morna 
- 80 ml chávena de leite morno
- 470 gramas de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de sal
- 3 ovos grandes, à temperatura ambiente
- 50 gramas de açúcar (usei 150 gramas porque a primeira versão partilhada no grupo, tinha este pequeno lapso, que os tornou ainda mais docinhos)
- 340 gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente mas um pouco firme

Colocar o fermento, água e leite na taça da batedeira e, usando uma colher de pau, mexer até o fermento dissolver. Adicionar a farinha e o sal e colocar a batedeira com o gancho de massa. Convém cobrir com uma toalha de cozinha para a farinha não sair para fora.

Ligar a batedeira numa velocidade bastante reduzida, se for preciso ir parando a batedeira até a farinha estar misturada; depois pode-se retirar a toalha e aumentar a velocidade para um nível médio/baixo durante 1 a 2 minutos, até a farinha estar bem incorporada. 

Nesta altura, a estará massa bastante seca, sendo conveniente ir rapando a taça com uma espátula para a massa ficar toda homogénea. Baixa-se a velocidade e adicionam-se os ovos, de seguida adiciona-se o açúcar. 

Aumentar a velocidade do misturador para médio e bater por cerca de 3 minutos, até que, a massa forme uma bola. Reduzir a velocidade ao ponto baixo e adicione a manteiga em pequenos pedaços (mais ou menos do tamanho de 2 colheres de sopa) batendo até que cada pedaço se incorpore na massa; só nessa altura se introduz o próximo pedaço, até acabar a manteiga.

Nesta altura a massa fica muito macia. Aumentar a velocidade para médio-alto e continuar a bater até a massa despegue dos lados da taça, durante cerca de 10 minutos. Mudar a massa para uma taça limpa, cobrir com película aderente e deixar à temperatura ambiente até dobrar o tamanho, o que será entre 40 a 60 minutos, dependendo da temperatura ambiente.

Tirar a massa da taça, levantando-a em torno das laterais e deixando-a cair com uma pancada ligeira na taça. Levar novamente à taça, cobrir com película aderente e colocar no frigorífico. Golpear a massa para baixo na taça a cada 30 minutos até que ela pare de crescer, o que demora cerca de 2 horas. De seguida deixar a massa tapada no frigorífico durante a noite.




Notas:
Como li a receita na diagonal, não dei conta que a cobertura se tinha que colocar no pirex ou tabuleiro, antes de colocar os rolinhos de brioche depois de formados. Quando dei conta que me tinha escapado este parágrafo da receita, era demasiado tarde porque já tinha levedado o tempo que pediam. Ainda assim coloquei um pouco de cobertura no reduzido espaço que havia.

Os restantes rolinhos foram assados numa forma multiple de muffins e assim que atingiram um tom dourado, retirei do forno.

A cobertura é demasiado doce. Torna aquilo que são uns bolinhos fofos e aromáticos nuns bolinhos demasiado peganhentos e maçudos.

Como disse anteriormente, ainda bem que me enganei. Porque prefiro os bolinhos simples, que empapados na cobertura.






Em resumo, prefiro-os apenas salpicados com a cobertura, sem exageros. A massa, que a Susana dizia que era temperamental, voltou a demonstrar que vale bem a pena o trabalho que dá.

O recheio esse, o típico de um cinamonn roll, e para mim são impossíveis de resistir.

Vocês resistiam?

27.3.15

Caramelooooo!



Na última quinzena do Dorie às Sextas não consegui participar. Li a receita e andei a pensar nela durante uns dias, mas depois varreu-se-me... E ainda por cima era um Bundt. Não tenho perdão... Ou melhor tenho... Eu gosto muito da Dorie, mas há aquelas receitas que não apelam ao meu lado mais guloso. Será porque era um Bundt e já não me rendo? Isto não pode acontecer, ai não pode não...


Seja com for, desta vez aconteceu! Ficou-me no esquecimento, mas quando me lembrar vou buscar a receita e experimento.


Ora para sair dos bolos e bolinhos, esta quinzena a receita é de comer à colher! E acreditem que cada colherada vale a pena.


É um pudim de caramelo, se é que lhe podemos chamar assim. Eu chamo-lhe tentação, porque estes pudinzinhos são de bradar aos céus.


A receita chamou-me à atenção pelo modo de execução e fiquei a matutar naquilo. Uma base de caramelo, que é feita acrescentando pequenas quantidades de açúcar. Eu que sempre faço o caramelo de uma vez, não entendia. Ainda assim fiquei sem descobrir o porquê desta maneira de fazer caramelo, visto que decidi fazer só metade da receita! (Erro grandioso, porque quando se acaba um pudinzinho, já temos vontade de comer outro!) 


Deixo-vos a receita completa, apesar de ter feito só metade.... Ai se o arrependimento matasse!










Pudim de Caramelo (Caramel Pots de Crème)
(receita do livro Baking, de Dorie Greenspan, pág. 388)
Tradução: Susana Figueiredo


Ingredientes:
- 500 ml de natas MG>35%

- 250 ml leite gordo
- 150 gramas de açúcar
- 2 ovos grandes
- 5 gemas de ovos grandes

Execução:

Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 150º. Forrar um tabuleiro grande e alto com duas camadas de papel de cozinha. Colocar 8 taças de 120 ml no tabuleiro e ferver água numa chaleira.

Misturar as natas com o leite a aquecer no micro-ondas ou num tacho em lume médio. Reservar.

Medir 50 gramas de açúcar e reservar. 
Levar a lume médio-alto um tacho de tamanho médio e deitar duas colheres de sopa do restante açúcar. Quando começar a caramelizar, mexer e juntar mais duas colheres de açúcar, continuando a mexer até ficar escuro. 


Repetir o processo com o restante açúcar, juntando sempre 2 colheres de sopa de cada vez. Quando estiver escuro, da cor do mogno, juntar a mistura das natas com o leite. Cuidado, irá borbulhar e salpicar, mas é normal. Continuar a mexer até ficar suave. Retirar do lume.


Juntar numa taça os ovos, as gemas e o açúcar e bater com uma vara até ficar pálido e engrossar ligeiramente. Sem parar de bater, juntar um pouco do caramelo para aquecer os ovos de modo a não talharem. Continuar a bater e deitar lentamente o resto do caramelo. Retirar a espuma que se forma no cimo o creme e deitá-lo nas taças.
Encher o tabuleiro com água quente até subir a metade das taças. Cobrir o tabuleiro com película aderente, fazer dois furos nas extremidades da película e levar cuidadosamente ao forno.


Cozinhar entre 35 e 40 minutos, até escurecerem ligeiramente e abanarem apenas no centro. Retirar do forno e deixar arrefecer ainda na água durante 10 minutos. Retirar a película, tirar as taças da água e deixar arrefecer completamente.










Vou continuar a não perceber a diferença entre fazer um caramelo da maneira tradicional e, desta, em que vamos adicionando açúcar ao processo de caramelização. Ao fazer metade da receita, é mais complicado dar conta da diferença pela quantidade de açúcar que se usa, mas ainda assim tentei.


Eu e o caramelo só somos melhores amigos, depois de este estar feito! Enquanto o faço tenho muito respeito ao dito, visto já ter tido alguns altercatos com o mesmo. Mas ainda assim, faço e não lhe tenho medo! (risos) Porque afinal de contas, sou uma gulosa incorregível!








A Dorie diz que estes pudinzinhos não necessitam qualquer acompanhamento. Quizás uma pontinha de chantilly... Tenho que discordar com a Dorie... Não me apeteceu colocar o dito chantilly e, em lugar deste coloquei umas pitadinhas de flôr de sal.


Bem... Se era bom sem esta pitadinha, com ela, é qualquer coisa de muito indulgente. Desaparecem rapidamente a cada colherada, por isso usem uma pequenina, para se poderem deliciar mais tempo. (risos)


E como devia ter feito a receita na totalidade, agora vou ali repetir mais meia... (risos)!