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20.6.14

Mais uma com morangos!



Os dias passam rápido.... Demasiado rápido e quando te dás conta, o tempo não chega para o que queres!

Ou sou eu que não gestiono bem as coisas, ou então parece que o relógio tem corda a mais e os ponteiros não páram.

Nesta quinzena no Dorie às Sextas, voltam os morangos. Li a receita e vi que podia fazê-la nestas voltas dos ponteiros! E assim foi, um destes dias de folga, serviu-nos de lanche e sobremesa.

Ao contrário da receita original que é feita numa forma de tarte grande, optei por fazer apenas metade da receita e fazer mini tartes. Assim evitam-se os estragos... Como se estas coisas aqui em casa se estragassem!

E com esta tarte, simples e deliciosa, voltam os morangos. Agora ainda estão melhores e deixei que o seu perfume invadisse a casa mais uma vez.






A ultima quinzena ficou arrumada logo que li a receita. Não pela dificuldade, mas sim pela sua morosidade. Já me estava a ver até altas horas da madrugada a misturar gelado. Mas desta vez foi diferente! 

Antes do passeio matinal com os pequenos, a massa ficou nas formas a congelar e depois de passar pelo forno, foi o mote do lanche! Houve de tudo cá por casa, simplesmente por causa dos morangos... Um comia os morangos e o outro queria a "galeta"!



La Palette's Strawberry Tart
(receita retirada do Livro Baking de Dorie Greenspan, pág. 374)
Tradução Susana Figueiredo





Ingredientes para a tarte:

- Compota de morango (usei uma mistura de morango, cereja e ruibarbo)
- 1 base de tarte com 23 cm feita com a Sweet Tart Dough ou com a Sweet Tart Dough with Nuts (p. 444), totalmente cozinhada, fria e desenformada
- 1,1 kg de morangos maduros
- Açúcar (opcional)
- Um pouco de kirsch ou de 'eau-de-vie' de morango ou framboesa (não sei como se chama em português) ou uma colher cheia de licor de groselha (créme de cassis) (opcional)
- Pimenta moída no momento (opcional)
- Créme fraîche (primeira escolha) ou natas batidas (usei iogurte grego natural)
- Pistachios para decorar (opcional)

Para a base da tarte (Sweet Tart Dough with nuts))
Ingredientes:
- 160 gramas de farinha
- 30 gramas de amêndoa moída
- 60 gramas de açúcar em pó
- 1/4 colher chá de sal
- 125 gramas de manteiga, muito fria ou congelada, cortada em pedaços pequenos
- 1 gema de ovo grande

Colocar a farinha, o açúcar e o sal numa taça, e misturar bem todos os ingredientes. Juntar a manteiga cortada em pedaços. Com as pontas das mãos ou com um pastry blender, ir misturando todos os ingredientes, de maneira a obtermos uns pedaços do tamanho de flocos de aveia e outros de ervilhas.

Bater ligeiramente a gema e deitá-la sobre esta mistura. Com as mãos e fazendo movimentos rápidos, envolver na massa. A massa ficará com um aspecto granulado e nesta altura passamos a massa para uma bancada, ligeiramente enfarinhada, amassando suavemente para envolver alguns dos elementos secos que restam.

Untar as formas individuais com manteiga, ou um de 23 cm de diâmetro com fundo amovível. A Dorie recomenda que nao se estique a massa com um rolo, colocando entao pedaços de massa sobre o fundo e as laterais da forma. Eu estiquei a massa com rolo, exercendo pouca pressão sobre a mesma e evitando manipular muito a massa.

Forrar as formas e levar ao congelador durante 30 minutos com mínimo.

Centrar a grade no forno e pré-aquecê-lo a 190ºC. Untar a parte brilhante de uma folha de alumínio e ajustá-la sobre a massa, com a parte untada para baixo, pressionando bem. Como a massa foi congelada, não será necessário cozê-la com pesos. Levar ao forno por 25 minutos. Remover cuidadosamente o papel de alumínio. Se a base da tarte tiver inchado, pressioná-la ligeiramente com a parte de trás de uma colher. Nesta fase pode remendar-se a base caso tenha rachado, usando um pouco da massa crua que se reservou assim que se remove a folha de alumínio. Cortar um pedaço muito fino, colocá-lo sobre a racha, humedecendo as extremidades e alisando suavemente sobre a base. Levar ao forno durante mais oito minutos ou até a base estar firme e dourada. Transferir a tarte para uma rede e deixar arrefecer antes de usar.







Para a tarte:
Se se servir a tarte inteira de uma vez, espalhar uma camada generosa de doce sobre a base da tarte e cortar em fatias. Se não se for usar a base toda, cortar tantas fatias quantas as pessoas a servir e espalhar a compota sobre as fatias já cortadas.

Cortar em metades tantos morangos quanto necessários para servir uma porção generosa a cada pessoa e, caso necessário, envolvê-los em açúcar. Se se usar o licor, misturá-lo agora, mas em pouca quantidade para não abafar o sabor dos morangos. Polvilhar com a pimenta.

Dividir as fatias da tarte pelos pratos e cobrir com o morango e o seu sumo, deixando-os cair para os lados da fatia sem preocupações. Decorar ou servir com crème fraîche.









Mais simples do que esta tarte impossível. A base da tarte pode ser feita com antecedência e guardada num recipiente hermético. A vantagem de ser recheada no momento, permite que a base toda a sua frescura. É uma sobremesa para pequenos e grandes, não devendo usar nenhum dos licores se for para crianças.












Não tinha compota de morangos cá em casa. E lembrei-me do doce de ruibarbo e morango que tinha feito há uns tempos e voltei a fazer, juntando umas cerejas que andavam por aqui perdidas.

O resultado foi simplesmente delicioso! A ligeira acidez do doce, em contraste com os morangos ligeiramente apimentados, e a suavidade do iogurte, transformam esta tarte num pedacinho de luxúria.










Os pequenos ficaram delirantes! E normalmente os dois nunca gostam da mesma coisa! Desta vez a Maria não se mostrou muito entusiasta com esta sobremesa, ao contrário do Tomás que assim que a viu no prato já estava farto de perguntar onde estava a sua! 

Esta tarte faz-me lembrar um corneto de morango.... e como em todos os cornetos, deixamos sempre o melhor para o fim! Neste caso, a base de bolacha que é simplesmente deliciosa!

Caso para dizer, que nem as migalhinhas sobram!!!

4.5.13

Chocolate e Pimenta

E desta vez não pica!!! Era isso que eu tinha medo.

Mais umas bolachinhas e mais um desafio da Dorie às Sextas. E mais uma vez fique reticente quando vi a receita. 

Mesmo antes de ver fotos as meninas do grupo já diziam que podia fazer que a pimenta não se notava e que podia fazer.

E eu até já tinha lido um artigo da minha Isabel, do Blog do Chocolate, que as especiarias bem combinadas são uma mais valia para realçar o sabor do chocolate, verdade Isabel?? Procurem na secção Sempre a Aprender este artigo e outros que seguramente vos interessam.

Visto o não visto, lá pûs as mãos na massa! Com a vantagem que podemos deixar preparada no dia anterior e até 4 dias no frigorífico.

Vai ser um post curto, ao contrário do anterior, visto que amanhã haverá novo post! Sim amanhã é dia da Mãe e não podia deixar passar em branco este dia, por isso ja ficam avisados.

Vamos lá com a receita destas bolachas....






Salt and Pepper Cocoa Shortbread (tradução de Patrícia Vilela baseado no livro Baking de Dorie Greenspan)

Ingredientes:
  • 1 1/2 cup de farinha de trigo
  • 1/2 cup de cacau em pó sem açúcar
  • 228 gramas de manteiga (temp.ambiente)
  • 2/3 de cup de açúcar em pó
  • 1 gema de ovo grande
  • 1/2 colher de chá de flor de sal (usei uma pisca de sal grosso)
  • 1/4 colher de chá de pimenta preta
  • 1 colher de chá de essência de baunilha

Execução:

Peneirar a farinha e o cacau e reservar.
Bater a manteiga numa velocidade lenta até ficar homogénea. Adicionar o a açúcar até que estejam completamente misturados.

Acrescentar a gema de ovo, o sal, a pimenta e a baunilha. Bater até ligar. Adicionar a farinha e o cacau em 3 adições, batendo devagar só até combinar.

Retirar a massa da taça da batedeira e trabalhá-la numa bancada. Dividir ao meio, fazer 2 rolos, os meus tinham aproximadamente 4 cm de diametro, embrulhar em película aderente e levar ao frigorífico durante 4 horas. Eu deixei toda a toda a noite e toda uma manhã, mas podem deixar até quatro dias.

Retirar a massa do frigorífico. Pré aquecer o forno 180ºC.

Cortar rodela do tamanho de um dedo, 2 cm, mais ou menos. Levar ao forno 14-16 minutos, mudando as bolachas de posição aos 7 minutos, ou seja virar ao contrario o tabuleiro.

Deixar arrefecer um minuto nos tabuleiros quentes antes de mudar para as grelhas, para arrefecerem completamente.






Esta foi daquelas receitas da qual estive todo o tempo pendente. Depois de cortar as rodelas e colocá-las no forno, estive ali pendente dos 7 minutos para virar as ditas. Quando olhei pra dentro do forno, assustei-me e disse, isto vai ser mais uma catastrofe.

Tentei virá-las mas estavam tao moles que se desmanchavam e limitei-me apenas a virar o tabuleiro. Depois de cozidas olhava para elas e dizia pro meu avental: " Rapariga deves ter-te enganado a medir as cup's!! Porque as das outras meninas não ficaram assim."

Deixei-as arrefecer e provei-as enquanto dizia a mim mesmo que não ia publicar. Depois de provar mudei logo de ideias!!! 

Oh my god.... São daquelas bolachas que derretem automaticamente na boca! A pimenta nem se nota, mas o que se nota, é um sabor extraordinário do chocolate.








A meu ver estava a desgraça completa. Enquanto olhava para elas e pensava como raio ia fotografá-las, lembrei-me de as rechear. Sim esta parte não está na receita, mas se as fizerem experimentem.

Usem 2 colheres de sopa de queijo creme e batam. Juntem açúcar se quiserem mais docinho e uma gotinha de baunilha, ou mesmo simples que foi o que eu fiz. E deixem-se levar....






Fechem os olhinhos e disfrutem de cada dentada!! Sou-vos muito sincera, se estas meninas não primassem pelo sabor e pela textura, tinham ficado arrumadinhas sem o devido destaque.

Ora agora a lata está cheia!! E daqui a nada é a hora de lanchar ou do café!

Que preferem?