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16.10.17

A mão que amassa o pão





Quando recebi o mail da Zorra a anunciar o próximo World Bread Day, comecei a pensar para os meus botões, já passou um ano?


Desde 2006 que a Zorra nos convida para participar nesta iniciativa de fazer um pão neste dia, assinalado no calendário como dia da Alimentação. Para não deixar o dia passar em branco e ter um bom motivo para meter as mãos na massa, surgiu este pão adaptado do livro,  Pan Casero, do Ibán Yarza. 




World Bread Day, October 16, 2017





Acende-se o forno, que o tempo já vai pedindo, e amassa-se um pãozinho... Ou a tentativa de fazer um pão saboroso, aromático e que me deixe de sorriso nos lábios pela satisfação de ter consigo fazer.

O pão não é o meu forte, tenho que assumir. Mas depois de muitos anos a tentar desvendar os misterios das farinhas, que em seu tempo me deixaram os neurónios em pé de guerra, agora aparece alguém que desmitifica todos esses mitos monstruosos que eu alimentei.

O tempo disponível para "ler" este livro ainda não foi o suficiente, mas o bastante para despertar em mim muita curiosidade e para arranjar uma receita que me inspirasse. A falta de tempo não me permitiu fazer uma massa mãe e então tentei adaptar a receita com as instruções dadas no livro. O resultado, não será como o original, mas o importante é conseguir um pãozinho saboroso e que não seja congelado.

O livro desde há muito tempo que estava apontado na lista do comprar, juntamente com outros que se vão acumulando. Quando não tiver mais sitio nas prateleiras, a lista acaba! (risos)

Se antes achava que fazer pão em casa era muito complicado, agora ainda acho mais! (risos)
A maneira como se apresenta o escritor do livro é muito divertida e ao ler as primeiras páginas pensei, se ele pode eu também posso. Mas depois é quando me lembro que é preciso praticar muito e ser paciente. Fazer pão não é para pessoas impacientes e apressadas. Quase o meu tipo, na diferença que a paciência é a minha melhor virtude, dependendo de quê. Para se obter um bom pão há que juntar simplesmente, farinha, água, sal e tempo. Ah e o fermento! Sem este último o resultado pode ser catastrófico. As levaduras presentes neste são sem dúvidas as responsáveis pelo sucesso de um pão. É óbvio que nas nossas casas não estamos equipados com fornos especiais para cozer pão, mas essa é a pior desculpa para não o fazer, segundo o escritor do livro. Ou seja que, não há desculpas que me valham e depois de uma incursão ao meandros do pão caseiro, a receita deste pão.

A receita original usa uma massa mãe de centeio que me foi impossível preparar e como tal decidi fazer uma experiência como indicava a receita. Adicionei uma quantidade pequena de fermento, comparado com a quantidade de farinha, e deixei que fermentar durante muito mais tempo. Parte dessa fermentação foi feita no frigorifico durante toda a noite, aproximadamente 12 horas, e a outra a temperatura ambiente durante 12 horas mais. 



Pão de Trigo, Centeio, Nozes e Passas(Wheat and Rye Bread with walnuts and raisins)
(receita adaptada do livro Pan Casero, página 132)








Ingredientes:

- 400 gramas de farinha de trigo (T55)
- 100 gramas de farinha de centeio integral
- 350 gramas de água
- 15 gramas de mel
- 10 gramas de sal
- 1/2 tsp de fermento para pão seco
- 100 gramas de passas
- 50 gramas de nozes picadas grosseiramente


Execução:

Numa taça colocar as farinhas, o mel, o fermento e a água. Amassar todos os ingredientes até obter uma massa homogénea, que nesta altura vai colar nas mãos. Deixar repousar durante 10 minutos e amassar a massa sobre a bancada da cozinha. Nesta primeira etapa a massa vai estar pegajosa mas há medida que se vai amassando vai-se despegando das mãos. Depois de 5 a 10 minutos de amassar, colocar na taça, tapar com película aderente e deixar repousar no frigorifico 12 horas. Em caso de dúvidas como amassar a massa, ver este vídeo.

Retirar a massa do frigorífico e deixar 12 horas sobre a bancada da cozinha a temperatura ambiente. Passadas essas horas, colocar a massa sobre a bancada e juntar o sal. Voltar a amassar durante 10 minutos até que a massa esteja suave. Polvilhar a bancada com um pouco de farinha, não muito, e estender a massa com as mãos em forma de rectângulo e espalhar as nozes e as passas, pressionando para que penetrem na massa. Cortar a massa em quadrados e sobrepôr uns por cima dos outros como se fosse uma lasanha. (ver vídeo)


Depois de formar a bola de massa já com os frutos secos incorporados, formamos o pão, esticando ligeiramente a massa, enrolando sobre si mesma criando uma ligeira tensão na massa de pão. (ver vídeo)


Colocamos o pão já formado sobre uma folha de papel de forno e deixamos repousar durante 2h30m. Se repousar mais tempo, não há nenhum problema. 


Pré aquecemos o forno a 250ºC e com a bandeja já colocada. Na parte debaixo do forno, colocamos um tabuleiro metálico a aquecer. Depois do tempo de repouso e quando o forno estiver à temperatura desejada, colocamos o pão sobre a bandeja do forno e, se o forno o permitir, mantemos acesa só a resistência inferior. Abrimos rapidamente o forno e colocamos meio copo de água no tabuleiro metálico que se encontra no forno e fechamos a porta do forno rapidamente. Deixamos cozer o pão durante dez minutos a 250ºC e passado este tempo, acendemos a resistência superior e baixamos a temperatura do forno a 200ºC, durante 40 minutos. Se o pão começa a tostar muito rápido baixar a temperatura para 180ºC.


A técnica referida anteriormente é crucial para fazer um pão com a côdea estaladiça e que se mantenha assim durante alguns dias. No livro o autor diz que se dá um susto ao pão pela temperatura e pela presença da humidade gerada. Se a resistência superior estiver ligada, isso pode não acontecer visto que se queima em seguida a primeira capa do pão, impedindo assim a sua expansão. No caso não poder separar as resistèncias, aconselha a desligar o forno durante os primeiros dez minutos de cozedura e reacender o forno após esse tempo.


Retirar o pão do forno e deixar arrefecer sobre uma grelha. Dadas as caracteristicas deste pão, deve ser degustado no dia seguinte e não morno. 







Isto de deixar arrefecer o pão toda a noite é simplesmente impossível e mais quando a casa fica impregnada deste doce aroma. Acordar de manhã com o cheiro de pão fresco é bom, mas ir dormir com o cheirinho de pão recém cozido é simplesmente maravilhoso.

Um pão com uma crosta muito crocante e um miolo denso, salpicados com notas de terra por causa das nozes e um salpico doce por causa das passas.

Há coisa melhor? 








28.8.14

Batatas ou Bananas?



Con esta receta participo en el reto del mes de Agosto, de la comunidad Cocineros del Mundo de Google+, en el apartado salado y en el apartado dulce.





Já há uns tempos que não tinha oportunidade de participar nos desafios dos Cocineros del Mundo. Ou porque não me gostavam os ingredientes e desta última vez porque não encontrei a bendita massa para o desafio. Entre isso e o tempo que às vezes falta, desta vez quando vi o desafio, pensei, é desta! E assim foi... Aproveitando o primeiro dia de folga depois de dois meses sem descanso, meti-me na minha cozinha. Sim já sei, deveria estar a descansar, mas acaba por ser descanso também e acabo por desconectar do corre-corre diário a que estou acostumada estes últimos dias e, não vá eu perder a prática, o melhor é aproveitar.

Ora os ingredientes são simples, encontram-se por todo lado e, aqui por casa, há sempre batatas e bananas. As bananas normalmente ficam sempre muito maduras e eu aproveito para fazer o banana bread ou algo parecido, como tal esta hipótese estava descartada.

Apesar de não ter muito tempo, quando vejo alguma coisa de que goste nalgum livro ou em alguma revista, fica aquela imagem guardada. Ontem enquanto punha o Tico e o Teco a decidir o que ia fazer, tinha uma imagem na cabeça. Rebusquei as minhas revistas e não encontrava a que tinha aquela imagem.... Mas que procura sempre alcança não é? Pois a bendita revista apareceu e depois de ler a receita, mudei tudo. Estou de folga e gosto de cozinhar, mas não está nos planos por a cozinha patas ao ar. Se bem que acaba sempre por acontecer, seja simples ou complicada.

E como o tempo não ajuda, o post de hoje, é dois em um. Prato principal e sobremesa! Mas só tem direito a sobremesa, quem comer o principal, eh?



"Vol au vent" de Batata, Cogumelos, Passas e Ovo
(receita adaptada daqui).






Ingredientes:
- 2 batatas medianas
- 1 gema
- salsa picada q.b
- 2 chalotas
- 125 gramas de cogumelos de Paris laminados
- 1 colher de sopa de passas
- 2 colheres de sopa de vinho branco
- 5 colheres de sopa de natas
- 2 ovos
- Sal e pimenta negra q.b
- Flor de sal 
- Saco de pasteleiro com bico em forma de estrela

Execução:

Cozer as batatas em água com sal. Depois de cozidas reduzir a puré. Adicionar a gema e misturar bem. Juntar um pouco de salsa picada e rectificar os temperos e adicionar uma pitada de pimenta negra.

Numa frigideira colocar a chalota picada com um pouco de azeite. Deixar refogar e quando estiver suave, juntar os cogumelos laminados. Temperar com sal e pimenta e deixar que libertem a água que têm, a lume médio, mexendo ocasionalmente. Juntar as passas e o vinho branco e deixar que este se reduza. Rectificar temperos e adicionar as natas. Assim que ferva, retiramos do lume e reservamos para rechear os "vol au vent" de batata.

Pré aquecer o forno a 190ºC.

Colocar o puré de batata no saco de pasteleiro e num tabuleiro revestido com papel de forno, fazer espirais de 6 cm de diametro, aproximadamente, tendo o cuidado de não deixar espaços abertos.

Depois de criada a espiral fazer um círculo sobre a mesma, mas só sobre o rebordo. Fazer 2 ou tres voltas.

Levar ao forno durante 10 minutos para que ganhe um pouco de cor. Retiramos, recheamos com os cogumelos e colocamos uma gema de ovo em cada "vol au vent". Levamos novamente ao forno e assim que a gema do ovo, comece a estar cozida, retiramos.

Servimos de imediato colocando uma pitada de flor de sal sobre a gema.






Dado à forma dos "vol au vent" um ovo inteiro não cabe. Daí ter colocado o ovo inteiro numa tacinha e com a ajuda de uma colher, retirar a gema e um pouco da clara. Para que se possa colocar o ovo inteiro, é necessário que o tamanho seja maior.






De facto é uma alternativa ao famoso puré de batata. Para uma ocasião especial acho que pode servir perfeitamente, como prato principal, ou como entrada. Seja como seja, hoje era especial!



E apesar de eu ser uma gulosa imperdenida, hoje a sobremesa é do mais simples que pode existir. Uma receita do livro Bake, da Rachel Allen, que usa as bananas como ingrediente principal e que sugere depois várias alternativas. Aparte de ter usado umas passas e ter substituido a nata batida por gelado de doce de leite, a receita segui-a na íntegra.


Bananas Assadas com Rum e Passas





Ingredientes:
- 2 bananas maduras, mas firmes
- 4 colheres de sopa de rum
- 2 colheres de sobremesa de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres de sobremesa de passas
- gelado de doce de leite (ou nata batida como no original)
- praliné (opcional)

Pré aquecer o forno a 200ºC.

Descascar as bananas e cortar longitudinalmente. Cortar um rectangulo de papel de forno, o suficientemente grande para fazer um embrulho.

Colocar ao centro as metades da bananas, polvilhar com o açucar mascavado e colocar 2 colheres de sopa de rum. Por fim colocar as passas e fechar bem o embrulho.

Levar ao forno durante 20 minutos. Retirar do embrulho com cuidado e servir com o acompanhamento preferido. Devem comer-se mornas.






A banana é daqueles frutos que não me deixa chegar a um consenso. Gosto dela tal qual, mas também gosto dela quando a uso para bolinhos e afins, mas no que toca à parte de usar o calor para a transformar, já não acho muita piada à textura.

Mas isso era dantes! Agora a minha opinião mudou e com pontos a favor! É óbvio que a textura se transforma, mas fica o seu sabor ainda mais acentuado e doce o quanto baste, para contrastar com o belo do gelado de doce de leite.






O porquê do gelado de doce de leite?? Porque o Tico e o Teco, tinham na ideia a banoffee pie. E como tal, achei que a associação só podia ser perfeita! O praliné vem apenas dar o toque crocante nesta mistura de texturas, que muito me surpreendeu! O que também não é dificil, porque eu gosto de tudo! Ou quase tudo....


"Life is uncertain. Eat dessert first." (Ernestine Ulmer)


25.4.14

Debaixo dos caracóis!



Os dias de repouso já acabaram e ainda bem que preparei esta receita quando ainda tinha tempo! Se calhar de me cruzar com ela noutra altura, acho que ficaria eternamente na lista de receitas TO DO!!! E o bendito monte de papéis e papelinhos continua a aumentar em vez de diminuir!


Eu cá não sou nada de Páscoas! Quando era mais pequena, sim que ligava mais e era diferente! Agora aqui? É um dia como outro qualquer! Só damos contas que estamos em Semana Santa, porque já se queimam os ultimos cartuchos nas pistas de ski e o número de visitantes é bastante reduzido, e as ruas da Sibéria parecem uma daquelas aldeias do faroeste! Só lhe falta mesmo uns vultos de palha a rodarem e mais calor!


Da última vez que tive uma receita da Dorie, não fiquei convencida! Esta quinzena no Dorie's às Sextas o desafio mudou de figura! Se antes chamava massa diabólica à massa que usa para a Galette, não sei que chamar a esta massa de brioche! Pois vou chamar a mesma coisa, porque é o cabo dos trabalhos! Mas vale bem a pena, porque o resultado é simplesmente maravilhoso!


Aviso que a receita é enorme e está feita para quem tenha uma boa batedeira e na falta dela, a força de braços também serve, porque eu tive que a fazer assim!
Colocarei a receita na integra, traduzida pela Susana, fazendo apenas apontamentos onde tenha feito as minhas alterações.





Brioche Raisin Snails
(receita retirada do Livro Baking, pag.56 de Dorie Greenspan)

- 1 chávena de passas grandes
- 3 colher de sopa de rum
- 1 1/2 colheres de chá de açúcar
- 1/4 colher de chá de canela em pó
- 1/2 receita de Golden Brioche Loaves, refrigerada e pronta a moldar (fazer a receita toda e cortar a massa ao meio, após refrigerar durante a noite) 1/2 receita de creme de pasteleiro


Para a massa de brioche (usar metade da receita):
- 2 pacotes de fermento seco activo
- 80 ml chávena de agua morna 
- 80 ml chávena de leite morno
- 470 gramas de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de sal
- 3 ovos grandes, à temperatura ambiente
- 50 gramas de açúcar (usei 150 gramas porque a primeira versão partilhada no grupo, tinha este pequeno lapso, que os tornou ainda mais docinhos)
- 340 gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente mas um pouco firme


Para o creme de pasteleiro (usar metade da receita)
- 500 ml de leite gordo
- 6 gemas de ovos grandes
- 100 gramas de açúcar
- 50 gramas de amido de milho, peneirado
- 1 1/2 colher de chá de extracto de baunilha
- 40 gramas de manteiga sem sal, cortada aos pedaços e à temperatura ambiente


Para a cobertura (opcional)
- 3/4 de açúcar em pó, peneirado
- 1 colher de chá de água
- Uma gota de extracto de baunilha






Para a massa de brioche:
Colocar o fermento, água e leite na taça da batedeira e, usando uma colher de pau, mexer até o fermento dissolver. Adicionar a farinha e o sal e colocar a batedeira com o gancho de massa. Convém cobrir com uma toalha de cozinha para a farinha não sair para fora.

Ligar a batedeira numa velocidade bastante reduzida, se for preciso ir parando a batedeira até a farinha estar misturada; depois pode-se retirar a toalha e aumentar a velocidade para um nível médio/baixo durante 1 a 2 minutos, até a farinha estar bem incorporada. 

Nesta altura, a estará massa bastante seca, sendo conveniente ir rapando a taça com uma espátula para a massa ficar toda homogénea. Baixa-se a velocidade e adicionam-se os ovos, de seguida adiciona-se o açúcar. 

Aumentar a velocidade do misturador para médio e bater por cerca de 3 minutos, até que, a massa forme uma bola. Reduzir a velocidade ao ponto baixo e adicione a manteiga em pequenos pedaços (mais ou menos do tamanho de 2 colheres de sopa) batendo até que cada pedaço se incorpore na massa; só nessa altura se introduz o próximo pedaço, até acabar a manteiga.

Nesta altura a massa fica muito macia. Aumentar a velocidade para médio-alto e continuar a bater até a massa despegue dos lados da taça, durante cerca de 10 minutos. Mudar a massa para uma taça limpa, cobrir com película aderente e deixar à temperatura ambiente até dobrar o tamanho, o que será entre 40 a 60 minutos, dependendo da temperatura ambiente.

Tirar a massa da taça, levantando-a em torno das laterais e deixando-a cair com uma pancada ligeira na taça. Levar novamente à taça, cobrir com película aderente e colocar no frigorífico. Golpear a massa para baixo na taça a cada 30 minutos até que ela pare de crescer, o que demora cerca de 2 horas. De seguida deixar a massa tapada no frigorífico durante a noite.

**(Na falta de batedeira a massa torna-se mais complicada de fazer, mas consegue ser feita! Seguir todos os passos indicados em cima, usando uma colher de pau. Na parte de juntar a manteiga, esta deve estar um pouco mais mole para que seja também mais fácil incorporar na massa, manualmente.)

Para o creme de pasteleiro:
Levar o leite ao lume num tacho pequeno. Entretanto, num tacho médio com fundo pesado, bater as gemas, o açúcar e o amido de milho até ficar bem misturado. Sem parar de bater, deitar aos poucos 1/4 do leite quente, de modo a aquecer as gemas e evitar que talhem.

Batendo sempre, deitar lentamente o resto do leite. Levar o tacho a lume médio e deixar ferver, mexendo vigorosa, constante e consistentemente, tendo o cuidado de despegar sempre o creme das paredes do tacho. Deixar no lume durante 1-2 minutos, não parando de mexer, e tirar em seguida o tacho do calor.

Juntar o extracto de baunilha. Deixar repousar durante 5 minutos, acrescentando em seguida os pedacinhos de manteiga, envolvendo até estarem totalmente incorporados e o creme suave e sedoso. Transferir o creme para uma taça, cobrir com película aderente e refrigerar até estar frio (para arrefecê-lo mais depressa, colocar a taça numa outra taça, cheia de gelo e água fria, mexendo ocasionalmente até estar totalmente frio, o que deverá levar uns 20 minutos.





Para os caracóis:
Forrar um tabuleiro grande ou dois pequenos com papel vegetal ou com tapetes de silicone. Colocar as passas num tacho pequeno, cobrir com água quente e deixar repousar durante quatro minutos, até estarem inchadas. Escorrer bem, deitar novamente no tacho e, mexendo constantemente, aquecê-las em lume brando. Quando estiverem muito quentes, retirar o tacho do calor, deitar o rum e pegar-lhe fogo (afastem-se bem nesta fase...). Mexer até as chamas se apagarem, cobrir e reservar (as passas e o rum poderão ser guardadas num frasco coberto até um dia).
Misturar o açúcar e a canela.

Numa superfície polvilhada de farinha, estender a massa num rectângulo com cerca de 30x40 cm, o lado mais curto na nossa direcção. Espalhar bem o creme de pasteleiro sobre a massa, polvilhar com as passas e cobrir tudo com a mistura de açúcar e canela. Começando pelo lado mais próximo, enrolar a massa num cilindro, mantendo o rolo o mais apertado possível. Neste ponto, poderá envolver bem a massa em película e congelá-la durante dois meses ou, usar apenas a quantidade desejada e congelar o resto.

Com uma faca de chefe, aplicando gentilmente um movimento de serrar, aparar ligeiramente as pontas, caso estejas imperfeitas ou sem recheio. Cortar o tronco em fatias, com cerca de 2,5 cm cada. Colocar os caracóis no tabuleiro forrado, deixando algum espaço entre eles. Cobrir cuidadosamente os caracóis com papel vegetal e colocar o tabuleiro num local morno até dobrarem de volume (ficando inchados e macios) durante cerca de uma hora e 30 minutos.

Quando os caracóis tiverem crescido quase na totalidade, pré-aquecer o forno a 190º, colocando a grade ao meio se usar um tabuleiro ou dividindo as alturas se usar dois tabuleiros. Remover o papel vegetal do topo dos caracóis e levar ao forno durante 25 min (se se usar dois tabuleiros, trocar o de cima com o de baixo ao fim de 15 minutos, rodando-os também de modo a que os caracóis que estavam atrás fiquem à frente) ou até estarem crescidos e bem dourados. Com uma espátula de metal, transferi-los para uma rede de arrefecimento.

Para a cobertura: (opcional)
Colocar um pedaço de papel vegetal sob a rede onde estão a arrefecer os caracóis, de modo a apanhar quaisquer pingas que caiam. Numa taça, misturar o açúcar em pó com uma colher de chá de água. Continuar a juntar água, gota a gota, até formar uma cobertura que caia em fio da ponta da colher. Juntar o extracto de baunilha e salpicar os caracóis ainda quentes com a mistura.








Tenho que admitir, que quando vi a massa tão mole, pensei para comigo mesma: és uma azelha! Isto nunca vai ficar em condições de ser esticado!
Ainda assim foi para o frigorífico descansar!
Acho que o frigorífico faz milagres durante a noite! (risos)
Aquilo que era uma massa mole e longe de ser possível esticar, tinha-se transformado num bloco duro. O duro bastante para poder ser esticado e ser enrolado de seguida.









Depois de enrolar o rectângulo, já com o creme pasteleiro, pensei que se iam desmanchar. A temperatura ambiente começa a amolecer a massa e é complicado enrolar, e eu via com o creme pasteleiro me escapava pelos lados! Ainda assim, mais ou menos direitos, foram parar ao tabuleiro e restou apenas esperar que crescessem.









Que posso eu dizer mais?? Tudo aquilo que possa dizer será suspeito! Primeiro porque adoro tudo o que seja massas de brioche, depois adoro tudo o que leve passas, e terceiro, sou uma perdida por um primo irmão destes meninos, os famosos por estes lados como Pain aux Raisins. 

E é caso para dizer que era uma perdida por eles, porque estes ocuparam o seu lugar! São simplesmente fantásticos!

Acreditem que toda a trabalheira e sofrimento (risos), vale bem a pena no final!

Aceitam um chá?

21.2.14

Maçãs ou... Maçãs!!!



Con esta receta participo en el Reto de Febrero de Cocineros de Mundo en Google+ en el apartado de Dulce.






Já há muito tempo que não participava nos desafios do Cocineros del Mundo! Aquele que foram os primeiros em que participei e sempre tentei estar presente! Mas a vida tem destas coisas e mais enfiada aqui na Sibéria!! Andei uns quantos meses longe, a ver o que faziam, mas desta vez, não podia escapar-me e não fosse o tema Maçãs!!

E eu continuo a achar que é mesmo o fruto do pecado!!! E se for em bolo, é música para os meus ouvidos!!

No Natal este livro, Delia's Cakes, chegou até à Sibéria! E a culpa foi da Lia!!!!! Depois de o ter aberto, o encantamento foi imediato! As fotos, as explicações, as receitas, enfim.... Tudo para que eu continue apaixonada por tudo o que é bolo ou bolinho! O que também não é dificil!!! Assim que o abri, andei a namorar o dito uns dias!! A namorar, não, a cortejar que é mais fino! E foi quando encontrei um bolo de maçã! Simples e com ingredientes que tem tudo para ser um bolo fantástico!

Já não me lembrava de fazer um bolo de maçã e eu tenho a paranóia de que ainda não encontrei o melhor, mas este, bem este está quase quase lá!!!! Sou esquisita, e depois??


Bolo de Maçã e Cidra
(receita retirada do livro Delia's Cakes, pág.221)




Ingredientes:
- 1 maçã golden pequena
- 150 ml de cidra
- 75 gramas de passas
- 225 gramas de farinha com fermento
- 1 colher de chá de fermento
- 1 colher de chá de canela
- 1/2 colher de chá de cravinho moído
- 1/4 colher de chá de noz moscada moída
- 150 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 2 ovos tamanho L
- 150 gramas de açucar mascavado claro

Para a cobertuta:
- 25 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 25 gramas de farinha com fermento
- 50 gramas de açúcar mascavado escuro
- 1 colher de chá de canela
- 1/4 colher de chá de cravinho moído
- 25 gramas de amêndoa em palitos
- 2 maçãs golden pequenas
- açúcar em pó para polvilhar




Execução:

Cortar a maçã em pedaços pequenos e colocar numa taça com as passas e a cidra. Untar e polvilhar com farinha uma forma de 20 cm de diametro sem buraco, de fundo amovivel. Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Peneirar a farinha, o fermento e as especiarias, colocando a peneira o mais alto possível, para que desta maneira a farinha ganhe a maior quantidade de ar possível. Juntar a manteiga, os ovos ligeiramente batidos e o açúcar. Bater durante um minuto até que estejam todos os ingredientes bem misrturados e aumentar a velocidade de modo a obter uma mistura suave.

Com uma colher de sopa, juntar a cidra, a maçã e as passas, envolvendo bem na massa. Deitar na forma e alisar a superficie com a colher.

Para a cobertura juntar a farinha, a manteiga, o açucar e as especiarias numa taça. Envolver com as pontas dos dedos de maneira a obter uma farofa, juntando por ultimo a amêndoa.
Descascar as maçãs e cortar em meias luas finas que se dispõem sobre a massa e por ultimo o crumble/farofa.

Levar ao forno durante 1h 20 ou até que o bolo comece a despegar-se da forma.

Deixar arrefecer 10 minutos dentro da forma e depois retirar o aro. Com a ajuda de uma faca, levantar o bolo e deixar arrefecer completamente sobre uma rede. Polvilhar com o açucar em pó e servir.





A Delia aconselha a que o bolo seja servido com uma colherada de nata batida!!! E eu acho que aconselha muito bem, mas eu sou uma perdida por crème frâiche e sempre que posso, roubo uma colherada!!!

Um bolo que se mantém super humido durante o tempo que dura e que mais que um bolo para um lanche, é um bolo para uma sobremesa!





O que não falta neste livro são bolinhos fantásticos! E de maçã há uns quantos, e este foi apenas o primeiro! Como a maçã é um fruto intemporal nos dias de hoje, os próximos também passarão por aqui!

Enquanto isso, vou ali buscar mais crème frâiche!!

8.10.13

Mãe estás velha!




Se durmo muito, acordo cansada! Se durmo pouco, acordo hiper cansada! 

Na segunda feira acordei com uma dor estranha no pescoço e pensei que teria sido uma má posição a dormir. Durante o dia foi piorando e quando fui buscar os miúdos estava que nem me mexia. A minha cara tinha estampada aquela dor aflitiva, o que fez com que a minha filha me perguntasse o que é que eu tinha.

Quando lhe expliquei mais ou menos o que era e, que por esse motivo, não podia pegar nela ao colo, tão prontamente me respondeu:

- Oh Mãe, estás velha!!!

E eu disse, velha?? Pensei para comigo mesmo, terra engole-me! Ora vejam lá a catraia, que astuta foi na resposta! Se tivesse dito ao Tomás, ele teria dito, Mãe tens que ir ao Doutor. Muito mais cordial não é?

Não sei a quem é que ela sai tão pronta nas respostas! E a cada dia que passa mais, e há algumas que me deixam boquiaberta!!! Ai os meus cabelos brancos a multiplicarem-se....


Será mais uma para recordar e por falar em recordações a receita de hoje disso se trata. Noutro dia voltei a fazer as Broinhas de Batata da minha Mãe. Nestes dias de Outono os cheiros mudam e, quando estão no forno fazem-me lembrar outros tempos.

Por causa das ditas broas, houve uma amiga na página do blog, que me trouxe à memória umas outras. Que se compravam em algumas pastelarias de Viseu e que me deixaram com saudades.

Eu ja me tinha lembrado delas, mas a receita nunca a encontrei. Comentei na página e houve uma menina, de nome Nora Wright, que me deu uma ajuda. Mesmo sem saber se seriam as mesma, partilhou comigo 2 receitas e eu, mesmo empenada, ontem não descansei enquanto não as fiz.

Nora, obrigado pela tua partilha! Não são bem a mesma coisa, mas estão muito próximas! E mais importante de tudo, são deliciosas!!


Broinhas dos Santos de Viseu
(receita adaptada da revista My Taste)

Tempo de preparação: 45 minutos
Dificuldade: *
Vegetarianos: Sim
Para crianças: Sim
Ingrediente principal: Farinha, Chocolate
Tipo de Cozinha: Portugesa
Quantidade: 12 broinhas ( dependendo do tamanho)






Ingredientes:

- 250 gramas de farinha (usei Branca de Neve Azul)
- 50 gramas de nozes picadas grosseiramente
- 50 gramas de passas 
- 40 gramas de açúcar mascavado escuro
- 1 colher de sopa de sementes de erva doce
- 1 colher de sopa de canela
- 20 gramas de manteiga
- 125 ml de água
- 125 ml de óleo de girassol
- 40 gramas de chocolate em pó
- açúcar em pó para envolver as broas





Execução:

Colocar a farinha, as nozes e o chocolate em pó numa taça e reservar. Num tacho colocar o açúcar, a erva doce, a canela, a manteiga, o óleo e a água e levar ao lume até que ferva.

Juntar à farinha, depois de coada, e mexer bem. Deixar arrefecer e moldar as broinhas passando por açúcar em pó.

Levar ao forno, pré-aquecido, num tabuleiro forrado com papel vegetal durante 10 a 15 minutos. Não deixar mais tempo para evitar que fiquem duras.

Retirar e deixar arrefecer. Conservar dentro de uma lata. (se conseguirem resistir)

Notas da Mamã: O tamanho das broinhas é relativo. Podem ser feitas do tamanho de um ovo, maiores e se quiserem mais pequenas e então ficam parecidas a umas crinkles. Ter sempre em atenção o tempo de cozedura.






Apesar de ser gulosa e saudosista, optei por fazer apenas 1/4 da receita original que foi partilhada! Sim porque estar diminuída fisicamente tem os seus quês!!

Agora o que não tem quê nenhum, são estas broinhas! A receita original diz que se polvilhem depois de cozidas, mas eu li mal e passei-as primeiro pelo açúcar e quando dei conta era tarde demais. Mas não foi por isto que ficaram menos boas! 

Este feito, fez com que se criasse uma capinha crocante nas broinhas! O que provoca uma explosão de sabores e texturas, e simplesmente se derretem....






Se fossem do tamanho dos M&M's quase podia dizer que se derretem na boca e não nas mãos! Fiquei super contente por ter encontrado uma receita parecida às ditas Broinhas das pastelarias.

E quando provei a primeira, até a minha dor de pescoço quase desapareceu....

As Broinhas essas, façam o dobro ou triplo da receita, porque vos asseguro que também desaparecem!!!

Já escolheram o chá?

5.10.13

Massinha do Jamie





Quando vou de férias aproveito sempre para matar saudades dos amigos, família, comidinha da minha Mamã, ou para simplesmente desconetar destes dias tão rotinários da minha Sibéria.

Das coisas que mais gosto é de alapar no sofá e ver o 24 Kitchen, já que por aqui não posso! E então se for algum programazinho do Jamie, lá fico eu a olhar para o rapaz! 

Tem um dom especial com a comida e tem feito um labor extraordinário em prol da comida.

E falando deste moçoilo, nestas últimas férias, tive um livro dele de presente. O Jamie Oliver, Cozinha na Itália, que me foi oferecido pela minha querida Aida. Despistada como sou, só me dei conta que tinha uma dedicatória, numa das minhas leituras nocturnas.

Aida, minha querida, com livros assim espero que não me falte inspiração, mas o livro é uma inspiração só!!

Quando penso em comida italiana, a primeira coisa que me vem à cabeça são as massas e as pizzas! E agora com estas minhas incursões pela blogosfera vou descobrindo outras coisas.

O livro é muito bom! É de leitura simples e as receitas, algumas, são bastante acessíveis! Embora não esteja em Itália, assim é muito mais fácil experimentar.

Diz o Jamie na primeira página do livro:

"Ciao! Tuttto bene?

Desde adolescente que me impressiona o amor, a paixão e o entusiasmo pela comida, pela família e pela vida em geral que os Italianos têm, não importa de onde vêm, sejam eles ricos ou pobres. E essa é a minha paixão - boa comida para todos, independentemente de tudo mais."

Independente de tudo mais, é por estas e por outras que gosto deste pequeno! E mais ainda da massinha que fiz do livro dele, que pela Itália, mais concretamente na zona de Palermo se chama massa dos pobres. Pode ser feito com tagliatelli ou esparguete, mas fica melhor com margherita que é uma massa mais grossa que o esparguete mas com um lado ondulado. 

Oh Jamie, na Sibéria não há cá massa margherita! Vai daí aproveitei um talharim que tinha em casa e nesta pode ser usada qualquer massa que depois de cozida absorva bem o molho.



Massa com molho de tomate e anchovas
(Pasta con acciughe e pomodoro) receita retirada do livro Jamie, Cozinha na Itália pag.118




Ingredientes:
(para 2 pessoas)

  • 100 gramas de massa talharim
  • 2 dentes de alho finamente picados
  • 3 colher de sopa de polpa de tomate
  • 100 ml de vinho tinto 
  • 6 filetes de anchovas
  • 2 colheres de sopa de passas
  • 2 colheres de sopa de pinhões
  • 50 gramas de pão ralado
  • azeite q.b

Execução:

Cozer a massa conforme as indicações do pacote.

Entretanto numa frigideira anti-aderente colocar um fiozinho de azeite e colocar os alhos finamente picados. Assim que comecem a ganhar um tom dourado juntar os filetes de anchovas e deixar que se derretam lentamente. Juntar os pinhões e as passas e deixar refogar durante 5 minutos a lume baixo. Depois de este tempo juntar a polpa de tomate. Deixar refogar e juntar o vinho e deixar que se evapore. Se o molho estiver muito grosso, pode juntar-se um pouco de água. 

Entretanto numa frigideira à parte coloca-se um bom fio de azeite e o pão ralado e deixa-se tostar, mexendo para que não se queime. Quando tiver tostado colocar sobre papel absorvente e deixar arrefecer.

Depois de pronto o molho verte-se sobre a massa já cozida, envolvendo bem. Polvilha-se com o pão ralado tostado e serve-se de imediato.

Notas da Mamã: Não foi necessário usar sal, visto as anchovas já serem bastante salgadas.

Tempo de preparação: 30 minutos
Dificuldade: *
Vegetarianos: Não
Para crianças: Sim
Ingrediente principal: Massa
Tipo de Cozinha: Italiana





Quando li a receita pensei, a massa dos pobres? Porque será? Porque se usam poucos ingredientes? Ou porque se faz muito rápido? Pois eu não sei o porquê do nome, porque de pobre já vos posso dizer que não tem nada.


Quando a fiz, e é super rápida, tive o tempo para degustar tranquilamente esta pequena delícia. Sim porque nós já sabemos como são as horas de almoço!






As anchovas não agradam a muita gente, pelo seu sabor forte, mas posso-vos assegurar que nesta massa são uma mais valia. Dão personalidade e contrasta na perfeição com o adocicado das massas.

É daquelas massas que nos enchem pela grandiosidade dos sabores e pela sua simplicidade!

Jantamos?

5.2.13

Uma recordação

Os meus dias de folga têm sido bastante agitados. Em vez de estar sossegadinha e descansar para enfrentar com mais vontade, uma semana mais de trabalho, enfio-me na cozinha.

Enquanto tomo o pequeno almoço venho até ao Facebook, para ver novidades, e hoje ao visitar o blog da Paula, Partilhando Sabores e Receitas, vi umas quantas receitas. E uma delas deixou-me uma saudade...

E mais quando ela dizia que cozia os queques em forno de lenha! São as vantagens de se morar na aldeia.

Enquanto estamos na nossa terra, não se dá o devido valor às coisas. Eu pessoalmente, sou menina de cidade, e nas minhas andanças profissionais, onde me viam contente era no meio dos agricultores. Na altura andava de aldeia em aldeia, para fazer os subsídios, e assim evitar que eles percorrem-se quilómetros até Viseu.

Eles ficavam contentes e eu adorava o que fazia. Depois de 10 anos dessas andanças, tenho a certeza que haverá alguns que perguntarão onde andará esta tolinha!


Era destas broinhas que eu tinha saudades. E quando vi umas parecidas no blog da Paula e a menção noutra receita do forno de lenha, telefonei para a minha cozinheira de eleição, a minha Mãe. 

Broinhas de Batata

Ingredientes:

  • 1 kilo de farinha (eu usei Branca de Neve, sim aqui também tenho desta)
  • 1 kilo de batatas ( pesar depois de descascadas)
  • 500 gramas de açucar ( usei açucar mascavado escuro)
  • 100 gramas de manteiga
  • 6 ovos
  • Casca de uma laranja
  • 100 ml de água
  • 1 colher de sopa de canela
  • 200 gramas de passas ou nozes, ou as duas se quiserem.

Execução

Cozer as batatas e seguidamente reduzir a puré. Bater o açúcar com os ovos e juntar a manteiga derretida e fria.
Entretanto ferver a água, com a casca de laranja, as passas e a canela, durante 2-3 minutos. Deixar arrefecer um bocadinho e juntar à mistura do açucar com os ovos.
Juntar a farinha pouco a pouco. Fica uma massa consistente, peganhenta mesmo, mas que se molda bem com as mãos bem enfarinhadas.

Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Forramos um tabuleiro com papel vegetal, ou polvilhamos com farinha.
Tendem-se uma bolas, nem muito grandes, nem pequenas, porque depois crescem e ficamos com uns bolinhos imensos. Cozem durante 20-30 minutos dependendo do forno.
Também se pode fazer em formato pão, ou colocando dentro de uma forma de bolo inglês.


 Como é óbvio, para 3 gatos não fiz a receita toda! Aqui nas fotos estão as pequeninas, porque fiz um grande mas que ainda não desfilou para a sessão de fotos. Quando isso acontecer, mostro na página do facebook.


Já estão a ver o que foi o meu lanchinho, não já? Eu pus um bocadinho de manteiga, porque ainda estava morninha! Durantes uns dias vão servir para começar o dia! E digo-vos que mesmo passado uns dias, se as torrarem ficam de comer e chorar por mais!

Alguém quer uma broinha?

3.2.13

Fold over...

Pois se vos digo a verdade, não sabia muito bem o nome a dar a esta publicação. E como não podia deixar de ser é mais um receita da Dorie Greenspan. Sim, do grupo do Facebook que se chama Dorie's às Sextas, que cada 15 dias escolhem uma receita do livro desta senhora.

No dia da publicação torci o nariz... E durante o tempo que tinhamos para fazer a torta, continuava a torcer o nariz. Primeiro por causa da massa.... Não tenho processador de alimentos, e não me apetecia estar com tanto trabalho. Entretanto os pequenos voltaram a por-se doentes, e foi quando apareceu a primeira publicação. E visto que havia duas opiniões diferentes ainda andei com a torta na cabeça um dia.

Decidi-me fazer a torta ontem, depois de ter lutado contra uma tempestade de neve, e depois de ter visto o que a Joana tinha colocado no grupo. É que esta torta dá trabalho, e por fatal destino, ela quando já tirava o petisco do forno, catrapum.... Deu-me tanta peninha que ao mesmo tempo começava a minha! 

Obrigado Joana por seres assim de teimosa e persistente! Fez com que o meu espirito se animasse e metesse a mão na massa, literalmente.

Como hoje é domingo, e normalmente não costumo estar por casa, e sim no trabalho, deu-me um ataque de preguicite! Não me apetece escrever eu a receita! Por isso colocarei tal qual a Patrícia Vilela colocou no grupo, anotando só as alteraçoes que fiz.

Fold-Over Pear Torte

Massa de tarte (23cm)

  • 1 1/2 chávenas de farinha
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 3/4 colher de chá de sal
  • 150g de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
  • 2 1/2 colheres de sopa de gordura vegetal fria, cortada em 2 pedaços
  • 1/4 chávena de água gelada
Colocar a farinha, o açúcar e o sal num processador de alimentos com uma lâmina de metal e pulsar apenas para combinar os ingredientes. Adicionar a manteiga e a gordura; pulsar até que os pedaços estejam misturados com a farinha. Não mexer demais - nesta altura devemos ter pedaços irregulares do tamanho de ervilhas. Pulsar de forma intermitente, acrescentando, gradualmente, 3 colheres de sopa de água gelada para a massa. Continuar a adicionar a água, um pouco de cada vez, pulsando, até que a massa fique uniforme (é possível que se notem alguns pedaços maiores de manteiga). (Na falta do processador, tentei executar todos estes passos, pensando que as minhas mãozinhas eram as ditas lâminas. Um pouco trabalhoso, mas a perfeição assim obriga!)

Deitar a massa sobre uma superfície enfarinhada, ou entre dois discos de papel vegetal, para formar uma base do tamanho indicado; enrolar o disco em película aderente e levar ao frigorífico por 20 minutos.

Retirar a parte superior de papel ou filme e deitar sobre a forma para forrar. Remover o resto do papel ou película e, em seguida, premir suavemente a massa de pão dentro da tarteira, para ficar sem bolsas de ar. Em seguida, pressionar os lados da massa para cima, contra os lados da forma. A massa vai plissando e pode até quebrar. Sem stress: basta pressionar para voltar a juntar. Levar ao frigorífico.

Recheio

  • 1/3 chávena de farinha
  • 1/4 colher de chá de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 3 pêras grandes maduras, mas firme (usei 2 maçãs e uma pêra)
  • 1 esguicho de sumo de limão fresco
  • Raspas da casca de 1/2 limão
  • 1/2 chávena de damascos finamente picados ou passas
  • 1/3 chávena de nozes picadas
  • 2 ovos grandes
  • 1/2 chávena de açúcar
  • 1 colher de sopa de rum
  • 2 colheres de chá de extracto de baunilha
  • 1/2 colher de chá de extracto de amêndoa (como não tinha, usei 1 c. de sopa de azahar)
  • 25 g de manteiga sem sal, derretida e fria
  • 1 chávena de natas gordas
  • Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Misturar a farinha, o fermento e o sal numa tigela pequena. Reservar.

Descascar as pêras e retirar o caroço; em seguida, cortar em cubos. Colocar numa tigela média e misturar com o sumo de limão para evitar que oxidem. Misturar as raspas, os damascos (ou passas) e as nozes.

Numa batedeira equipada, se possível com uma pá, bater os ovos e o açúcar em velocidade média-alta até engrossar (cerca de 3 minutos). Reduzir a velocidade e adicionar o rum e os extratos. Em seguida, adicionar os ingredientes secos, misturando apenas até incorporar. Por último, adicionar a manteiga derretida, as natas, misturando apenas até que a massa fique homogénea.

Retirar a forma forrada do frigorífico. Distribuir os frutos pelo fundo e, em seguida, verter a massa até cobrir 3/4 da forma, uma vez que a mesma vai crescer.

Levar ao forno pré-aquecido 180º por 60-70 minutos, ou até dourar a crosta e uma faca inserida no creme saia limpa.
Verificar ao fim de 40 minutos: se estiver a queimar demais, cobrir com folha de alumínio.

Retirar do forno e deixar arrefecer completamente na forma sobre uma grade, antes de desenformar.
Servir polvilhada com açúcar.

 Uma das primeiras publicaões no grupo, dizia que achava a torta muito doce e que havia ali qualquer coisa que falhava. Ao ter lido este comentário, pensei que fosse por causa das pêras e então por isso troquei e coloquei maçãs. E como eu nas tartes de maçãs não permito que falhe a canela, esta também não foi menos.

O interior da tarte contrasta com o arenoso e suave da massa. Uma mistura de aromas que nos reconforta a cada bocadinho.

Seja com o café ou como sobremesa, uma receita para repetir!

E vocês qual preferem?