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28.9.13

Corre, corre....



Por norma nunca programo publicações e a maioria das vezes, é acabar de fazer a receita, fotografar e publicar!! O problema é que às vezes fico sem luz suficiente para fotografar e quando isso acontece, eu viro ursa! 

Ah por falar nisso, aqui a ursinha já está melhor da constipação, mas nunca do mau feitio que aumenta a cada dia e especialmente quando meto uma coisa na cabeça e não a consigo fazer. 

Já andava há uns tempos com a receita na cabeça e a chegar ao limite de publicação e por isso ontem tive que meter as mãos na massa! Como normalmente aproveito sempre a minha hora de almoço para montar o circo lá em casa, as minhas horas de almoço deixam de ser de 2 horas e passam a ser de 10 minutos. Às contas disto, ainda não descobri como engordo porque quase não como! (risos)

Hoje aconteceu isto!! 5 minutos para comer e o resto para acabar de preparar a receita e fotografar! E nem vos digo onde estou a fazer o post!!

A receita que hoje trago é fresquinha, pronto já sei que começou o Outono, mas esta é fresquinha q.b. e pode comer-se em qualquer altura do ano, desde que haja Melão!  Ou até outra fruta do vosso agrado.

Um dos desafios da Comunidade do Google+, Cocineros del Mundo, que para além da beringela, cuja receita é esta, nos desafia com o Melão.




Com esta receita participo no desafio mensal da Comunidade do Google +, Cocineros del Mundo, no apartado de Doce, que para esta edição conta com um patrocinador, La Casona de Salamanca,  e foram alteradas as bases do desafio, já não sendo ganhadora a receita com mais pontos, mas sim a que for eleita pelo patrocinador e pelos moderadores da página. 






Tarteletes de Melão






Ingredientes:
Para 4 tarteletes

Para a massa:
  • 100 gramas de farinha + farinha para a bancada
  • 50 gramas de manteiga sem sal em pedaços e fria
  • 40 gramas de açúcar
  • 30 gramas de amêndoa moída sem pele
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher de sopa de água fria
Para o recheio:
  •  Metade de uma Meloa (ou Melão) ( En España el melón normal o el melón francés)
  • 150 gramas de crème frâiche espessa
  • 1 colher de sopa de açúcar em pó
  • 1 colher de café de essência de baunilha
  • 1 colher de sopa de mel suave (usei xarope de agáve)
  • Praliné de amêndoa para decorar

Execução:
Para a massa das tarteletes colocar todos os ingredientes numa taça e amassar com as mãos de forma a obter uma massa homógenea. Envolver em película anti aderente e colocar no frigorífico durante 2 horas.

Forrar as formas de tarteletes com papel vegetal e reservar. 

Depois do tempo de repouso, polvilhar uma superficie com farinha e, com o rolo da massa estender até obter uma espessura de mais ou menos 5 mm. Pré aquecer o forno a 180ºC.

Cortar um círculo maior que o diametro das formas das tarteletes usadas. Forrar as formas com a massa ajustando bem a massa. Cubrir com papel vegetal e alguma leguminosa seca (feijão, grão de bico, etc).

Levar ao forno durante 15 minutos. Retirar do forno e tirar as leguminosas e o papel, colocando outra vez no forno durante 5 minutos.

Retirar e deixar arrefecer.

Com um utensílio proprio fazer pequenas bolas de melão/meloa e colocar numa taça juntamente com o mel e reservar.

Bater a crème frâiche com o açúcar e a baunilha até obtermos um chantilly firme. Colocar num saco de pasteleiro com um bico da nossa preferência e rechear as tarteletes.

Colocar bolinhas de melão/meloa e polvilhar com o praliné. Reservar no frigorífico até servir.

Tempo de preparação: 30 minutos + 2 horas de repouso
Dificuldade: **
Vegetarianos: Não
Para crianças: Sim
Ingrediente principal: Fruta




Por estas e por outras sobremesas, é que eu me queixo que um dia rebolo! Posso não almoçar em condições, mas tenho sempre direito a sobremesa.

E neste caso é simplesmente deliciosa. A parte mais complicada será a massa para as tarteletes, mas pode sempre ser feita na véspera. O contraste da amêndoa da massa com o a cremosidade do chantilly e o toque adocicado da fruta é.... Simplesmente delicioso!





E já vos posso assegurar, que nem as migalhinhas ficam!! O bom mesmo é comer o recheio e deixar a tartelete para o fim!

É o desfecho perfeito para acompanhar o café!!!

Alguém é servido?

11.8.13

Mais um ano!

Pois ontem foi dia de aniversário! E quando olhei para o calendário lembrei-me de quando fiz 18 anos. Bolas que o tempo passa a voar...

Nessa altura a preocupação chegar à maioridade, era sinónimo de ser grande.... Agora que penso bem, o tempo podia ter passado mais devagar!

Ao telefone com os "piquenos" perguntava a minha filha: "Oh Mamã, tu também fazes anos?"

Fartei-me de rir com aquela pergunta tão pertinente e fiquei a pensar o porquê! E depois lembrei-me que o ano passado eles não estavam comigo e por isso a pequena não se lembra de nenhuma festa lá em casa.

Como estava sem eles, não tinha grande vontade de fazer nada! Mas lá me decidi e preparei um lanche tardio para as vizinhas mais chegadas! As do costume.

Escusado será dizer que por aqui não vai desfilar o menu, mas sim o bolo de aniversário! E foi um capricho... 

Antes de o fazer tinha andado pela blogosfera e tinha visto um que me deixou em pulgas, mas quando encontrei este Neapolitan Cake, decidi-me que ia ser este.

Não tinha a receita das diferentes camadas, e ainda pensei usar a receita do Mini Neapolitan, mas resolvi procurar outra e encontrei esta.

Fiz algumas alterações e o resultado foi o que se viu! Uma trabalheira, que vale a pena pelo resultado e, aqui entre nós, estes bolinhos tão lindos só mesmo para ocasiões muito especiais.





Neapolitan Cake

Ingredientes: 
(para uma forma de 19 cm)

Para o bolo de baunilha e para o bolo de morango
Ingredientes:
  • 30 ml de doce de morango
  • Umas gotas de colorante vermelho (opcional)
  • 190 gramas de farinha para bolos
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 180 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
  • 200 gramas de açúcar
  • 1/2 colher de chá de essência de baunilha
  • 125 ml de leite
  • 4 claras de ovo ( tam. L)
  • 25 gramas de açúcar
Execução:
Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Untar a forma com manteiga e forrar o fundo com um disco de papel vegetal e voltar a untar. Reservar.

Numa taça pequena colocar o doce de morango e o colorante. Reservar.

Numa taça misturar a farinha, o fermento, o sal e reservar. 

Na taça da batedeira ou numa taça normal colocar a manteiga e o açúcar e bater durante 3 a 4 minutos até obter uma mistura fofa. Juntar a essência de baunilha e voltar a bater. Juntar a farinha, baixando a velocidade da batedeira, em 3 vezes, alternando como o leite, sendo que a última adição é de farinha. Misturar bem e reservar.

Numa taça devidamente limpa colocar as claras e bater em baixa velocidade até obter uma espuma. Juntar de seguida os 25 gramas de açúcar e aumentar a velocidade da batedeira, até que tenha picos duros e brilhantes, como um merengue. (Aproximadamente 2 minutos).

Misturar um terço do merengue na massa do bolo com movimentos suaves. Juntar o restante sem bater.

Colocar metade da massa na forma previamente untada, alisando a superficie com uma espátula. Levar ao forno durante 30 a 35 minutos ou até que que o bolo esteja dourado e no teste do palito este saia seco.

Na restante massa deitar a mistura do doce do morango e seguir o procedimento anterior para a cozedura.

Depois de cozidos desenformam-se e deixam-se arrefecer numa grelha durante 20 minutos. Retira-se o papel vegetal e colocam-se para arrefecer totalmente, com a parte mais lisa para baixo.




Para o bolo de chocolate
Ingredientes:
  • 25 gramas de cacau em pó 
  • 40 ml de café forte a ferver
  • 30 ml de leite
  • 90 gramas de farinha para bolos
  • 1 colher de café de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal
  • 90 gramas de manteiga sem sal (temp. ambiente)
  • 125 gramas de açúcar
  • 1/2 colher de chá de essência de baunilha
  • 1 ovo L (temp. ambiente)
Execução:
Usar o mesmo procedimento para a forma que foi referido em cima para os bolos de morango e baunilha.

Peneirar o cacau e misturá-lo no café a ferver e no leite. Deixar arrefecer. Misturar numa taça a farinha, o bicarbonato e o sal. Reservar.

Usando uma espátula de plastico/silicone bater a mateiga durante 2 minutos até que esteja fofa. Juntar gradualmente o açúcar e a baunilha. Juntar o ovo e misturar bem. Juntar a mistura de café já arrefecida e envolver bem.

Peneirar a mistura de ingredientes secos e juntar à mistura anterior, mexendo sempre até estar bem misturado. Colocar a massa na forma e levar ao forno pré aquecido a 175ºC durante 35 minutos.

Deixar arrefecer durante 15 minutos dentro da forma sobre uma rede. Desenformar, retirar o papel e inverter o bolo e deixar arrefecer como minimo uma hora.

Notas: A parte dos bolos não é complicada, mas exige bastante tempo para sua confecção. Na minha opinião devem ser feitos de véspera à montagem, para assim assegurarmos que estejam arrefecidos.
TODOS, mas todos os ingredientes, devem estar à temperatura ambiente, especialmente a manteiga para se fazer os diferentes buttercream.

Para o recheio:
  • 60 ml de natas para bater
  • 1/4 de colher de chá de essencia de baunilha
  • 1/2 cup de açúcar em pó peneirado ( 1 cup= 250 ml)
  • 60 ml de creme frâiche
Bater as natas com a baunilha até que estejam fofas. Juntar o açúcar e a creme frâiche e bater até duplicar de tamanho. Reservar no frigorífico até serem utilizadas.

Para o butter cream básico:
  • 240 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente 
  • 900 gramas de açucar em pó peneirado
  • 1 colher de sopa de essencia de baunilha
  • 4 colheres de sopa de leite
  • 1 pitada de sal
Colocar a manteiga, o sal e a baunilha numa taça. Adicionar o açúcar com a ajuda de 1 chavena, o equivalente a 250 ml de cada vez, e uma colher de sopa de leite e bater bem entre cada adição.

Se o butter cream estiver muito espesso juntar mais leite, até obter a consistência desejada para decorar o bolo. Usei um bico de estrela para formar as rosetas. 

Notas: Para decorar este bolo é necessário fazer 1 receita inteira de butter cream, mais meia. Só me dei conta que ia faltar no final, dada a falta de experiência nestas andanças. Deve ser depois dividido em três parte, ficando a parte branca com um pouco mais de quantidade.

Para fazer o butter cream cor de rosa, adicionar colorante alimentar vermelho até conseguir o rosa que desejamos. Usei colorante em gel, que é o mais aconselhado para este tipo de cobertura.

Para o butter cream de chocolate adicionamos 100 gramos de chocolate negro, derretido e ligeiramente arrefecido, com 70% de cacau.

Enquanto recheamos o bolo, devemos guardar os diferentes butter cream no frigorifico, para evitar que derreta. 




Sobre um prato colocamos a camada de chocolate. Colocamos a metade do creme preparado com natas e creme frâiche, seguindo-se a camada cor de rosa. Colocamos o restante recheio e cobrimos com a camada de baunilha.

Com a ajuda de uma espatula alisar o que possar sair dado à pressão de cada camada.

Retiramos o butter cream do frigorifico e mexemos energeticamente antes de colocar no saco de pasteleiro. Antes de decorar com as rosetas, barramos cada camada com o respectivo butter cream e só por fim fazemos as rosetas.

Vejam este VIDEO explicativo de como fiz. Ou melhor, como se deve fazer!!





Tenho que admitir que é um bolo bonito! Mais que bonito, é vistoso e o interior não se adivinha. É de facto um bolo para ter numa mesa de aniversário.

As diferentes camadas contrastam na perfeição com as diferentes coberturas que as acompanham. Admito que foi uma trabalheira, um capricho meu, mas que me deixou muito contente por ter conseguido um resultado aproximado do original.




E como foi dia de mimos, fiz este mini cupcakes para levar para os colegas da farmácia, mas usando a receita dos Mini Bundts, retirando a camada de chocolate, porque havia quem não gostasse de chocolate.

Apesar de ter adorado fazer o bolo, continuo a perder-me com as miniaturas! Ficam sempre tão lindas que acho que apartir de agora as coisas vão passar a ser em tamanho reduzido.

Aquilo que não foi em tamanho reduzido, foram as mensagens de parabéns e demonstrações de carinho, em relação à minha pessoa. Resta-me somente agradecer o facto de estarem por aqui e terem feito que o meu dia fosse muito mais feliz!

E agora, qual destes escolheriam?

24.5.13

A preguiça.

E os sete pecados capitais são:

A Gula, Avareza, Luxúria, Ira, Inveja, Preguiça e o Orgulho.

Deixei a inveja mais acentuada porque se no dia do juízo final me quiserem acusar, será porque sou uma preguiçosa.

Diz a definição da Wipipédia sobre este pecado:

preguiça

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia


Quando li a definição fartei-me de rir! Admito que há dias que me deixo invadir pela preguiça, pelo Dolce far niente, e tudo isso devido a causas orgânicas como o cansaço. E também me identifico na parte do desleixo, na falta de capricho.... Mas bolas, são coisas passageiras. 

Prefiro dizer que se trata de um estado de melancolia que vai variando ao sabor do tempo. Por exemplo a falta de Sol, deixa-me sem vontade de nada. E mesmo quando brilha há dias que me dá a preguiça, até para fazer um miminho.

Ponham-me assim num sítio destes um mês que já verão como não há melancolia que se aproveite de mim. Sim porque entra assim e não há maneira!


Imagem retirada daqui.


Isto tudo para vos dizer que assim participo no passatempo que decorre no blog Limited Edition, em parceria com a Santa Gula e, aproveitando a minha preguiça, duplico a receita e levo também estes bolinhos para a Tea Party do blog Cravo e Canela

As minhas meninas que me perdoem, mas quando reina a preguiça tenho que aproveitar fazer um dois em um. De uma coisa posso-vos assegurar, nestes bolinhos não houve desleixo e são um verdadeiro capricho.






Crinkles de Amêndoa
Receita retirada daqui.

Ingredientes:

  • 300 gramas de amêndoa picada sem pele
  • 1 ovo + 1 gema
  • 120 gramas de açúcar em pó + açúcar para envolver
  • Raspa de um limão
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1 colher de sopa de água de laranjeira
  • 1 colher de chá de essência de baunilha.







Execução:
Pré aquecemos o forno a 180ºC.
Colocamos todos os ingredientes numa taça e com a ajuda de uma colher de pau envolvemos e misturamos bem até obter uma massa homogénea.

Formamos pequenas bolas, as quais passamos por açúcar em pó, e colocamos no tabuleiro devidamente forrado com papel de forno.

Levamos ao forno 10 minutos. Deixamos arrefecer e guardamos fechados hermeticamente.





Estes crinkles apareceram num dia que me apetecia algo, sim como a do Ferrero, mas queria que fosse simples, que levasse amêndoa, que não me desse trabalho... Quando vi a receita, e foi a primeira em que pûs os olhos, disse: É esta!!

O perfume que se liberta do forno enquanto assam é simplesmente inebriante, deixando antever o resultado. Em menos de 30 minutos, com ou sem preguiça, estão feitos.





Provem um morninho e já vão entender aquilo que digo. Aparte de serem preguiçosamente deliciosos, deixem-se render também pela gula.

E agora alguém que faça o chá que eu tenho muita preguiça!

20.1.13

Almoço de Domingo

Se começo a pensar, ja há muito tempo, que não preparava o almocinho de domingo...

Lá em casa da minha mãe era sinónimo de frango de churrasco no Verão, e no Inverno carne assada com batatinha assada.

Mas por estes lados o fim de semana, não é sinónimo de descanso e sim de trabalho. Enfim, as vicissitudes de estar no estrangeiro. Se bem que por esse lado, também já há muitos que trabalham fins de semana, não é?

Ontem no Facebook vi uma receitinha cheia de ternura. De quem havia de estar eu a falar? Pois do 7gramas de ternura! A ver um dos ultimos post, lá andei eu a viajar pelo blog. E dei com um Bacalhau que me chamou à atenção por ser à maneira de Braga. É que aparte de ser Beirã, tenho uma costela minhota, visto a minha Mãe ter nascido na terra da Maria da Fonte.

Visto o não visto, li com muita atenção a receita e fiquei a matutar. Ontem antes de dormir tirei bacalhau do congelador, pensando que poderia ser uma opção.

Hoje de manhã enquanto via o Facebook e colocava umas quantas fotos novas, a minha Catarina, sim essa, A Cozinha da Kinhas também colocou a mesma receita. Com modos de execução diferente quanto à preparação do bacalhau, mas que se acaba por ter o mesmo resultado acho eu.

Seja como for, anotei mentalmente as duas receitas, e virei-me para os meus tachos.

Normalmente quando preparo as nossas refeições é sempre a olhómetro e como somos só 3 gatos cá em casa a dose é sempre mais reduzida! 

Bacalhau à Moda de Braga


 Até me deu para por o bacalhau em pose para a foto!! Os olhos também comem, não é?


Certamente repetirei mais vezes esta receita. Os miúdos gostaram, mas sem a parte do molho, mas tirando isso até repetiram! Maria José e Catarina obrigado pela partilha!

E depois de um bacalhauzinho desta categoria, veio a sobremesa!! Um arroz doce cremoso com baunilha e doce de leite!

A receita veio do Coco&Baunilha e já a tinha apontada no meu livro há muito tempo! E andava-me a apetecer assim uma coisinha.... E aparte disso, adoro a baunilha!!

Não fiz a receita por completo e acabei por fazê-la a olho! Para os 3 gatos cá de casa, usei só meio litro de leite, e o resto dos ingredientes ajustei-os!

Não lavei o arroz, porque é daqueles próprios para fazer arroz doce, e eu acho que a goma que tem acaba por aportar mais onctuosidade ao arroz-doce.

O toque do doce de leite é próprio para gulosos, ou melhor super gulosos, porque lhe dar uma doçura inegualável. Experimentem....

Arroz Doce Cremoso de Baunilha e Doce de Leite

 Gostava de poder ter outras tacinhas, para que as fotografias ficassem mais bonitas, mas com o tempo vou ter que mudar algumas coisitas na cozinha!!

Seja como for, o que interessa é a partilha!

Vai uma colherada?

24.11.12

Um aroma inconfundível....

Se há aromas que me encantam e enamoram, esses são o da baunilha e da rosa de café.

Isto da rosa de café faz-me viajar ao outro lado do mundo. Há mais ou menos 11 anos, andava pela ilha do sonho e do encantamento, como carinhosamente lhe chamo, a Timor Leste. Sim, para aqueles que andam a par das notícias, na altura em que se realizaram os primeiros referendos e com os quais Timor Leste se transformou no mais novo país.

Enfim uma terra onde há de tudo e não havia de nada.... Mas havia café e foi por causa disso que com 23 anos andava por lá perdida! Fiz o meu estágio de curso sobre viveiros de café e quando surgiu o convite por parte da ESAV - Escola Superior Agrária de Viseu, não pensei duas vezes. Era uma oportunidade única!! 
De café não percebia nada, mas de viveiros algumas coisas! E nada melhor que aprender no local e assim foi. Trabalhei com um grupo fantástico, de quem tenho imensas saudades! Um grupo... Eramos 4...eheh... O Chefe, o Chefinho que passava mais tempo comigo, e vice-versa, e outro colega que estava noutro lado da ilha! O Chefinho era o que aturava as minhas paranóias e deixava que eu tomasse conta da casa! Pois não havia mais ninguém para o fazer! Aquilo que a gente se ria... Outro dia a ver as fotografias, dei com uma em que estavamos com um dos professores a cozer as cortinas! E estávamos com umas caras... Coisa boa não estavamos a dizer concerteza! Que saudades Rui....

E é nestas viagens pela ilha que me enamoro do perfume da rosa do café.... Sem dúvida um perfume inconfundível, e pelas manhãs então era quando mais se podia sentir.... É um amor de por vida!

Foi sem dúvida uma das melhores experiências que podia ter tido, quer a nível profissional, quer a nível pessoal. As pessoas que conheci lá guardo-as num cantinho especial do coração. Com estas modernices de Facebook e outros, encontrei alguns, e não imaginam a alegria que isso me trouxe!

Nessa altura não havia máquinas digitais e as que existiam eram caríssimas! Então fui munida com uma máquina minimalista que me permitiu captar algumas belezas da ilha... Enfim, no dia de hoje, são uma relíquia e as minhas recordações. Na impossiblidade de vos poder mostrar todas fiz uma montagem com algumas que tinha por aqui, só para terem uma ideia.


Depois de uma viagem como estas e continuando a falar de aromas, volto à baunilha...
Um aroma que adoro, seja onde for, então nas velas que tenho la por casa não pode faltar! E não esquecendo o toque subtil e harmonioso que deixa numa receita.

Foi por isso que decidi experimentar a receita que vi no Coco & Baunilha e já estava apontada numa folha que começava a estar amarilhenta! E como quando o fiz já tinha começado o blog, teve direito a fotografiazinha. Normalmente costumo fazer o flan, ou pudim de ovos, como lhe costumo chamar e sempre o ouvi chamar à minha mãe.


Flan Cremoso
  • 320 ml de leite
  • 230 ml de natas
  • 3 ovos grandes
  • 110g de açúcar baunilhado caseiro (Se não tiver açúcar baunilhado raspar as sementes de uma vagem de baunilha e juntar ao leite).*

Pré-aquecer o forno a 150ºC.
Colocar taças refractárias num tabuleiro com água quente no fundo.
Ferver o leite com as natas. Bater os ovos com o açúcar.
Deitar o leite fervido gradualmente sobre os ovos batidos, mexendo sempre e distribuir pelas taças. Colocar no forno a 140ºC durante 45 minutos (ou até ficar firme). Servir morno ou frio.

* No blog explica como se prepara o açucar baunilhado caseiro e aproveitando a dica tenho um copinho num armário, para a próxima vez.


Achei piada ao facto de estarem assim nas tacinhas e como tenho la por casa umas quantas, aproveitei a deixa.
Eu adoro flan e este é uma verdadeira tentação. Acho que cozeu um bocadinho mais do que tinha que cozer, mas não deixa de ser uma verdadeira delícia. O aroma da baunilha como sempre é subtil, mas que enriquece sem dúvida esta sobremesa.