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15.9.13

O sabor da infância




A escola já começou há uns dias e a meio da semana, o senhor meu filho, já dizia que não queria ir!! E eu pensava, meu filho ainda falta muito para acabarem e já dizes que não queres ir!!

Pois como eu o entendo.... Depois de umas férias bem passadas isto de voltar à rotina e às regras não é nada fácil!! Mas as férias foram muito grandes e agora há que estudar!

E como eu me lembro de quando começava a escola.... Eu acho que nem dormia! E falo-vos de há 30 anos atrás!! Na minha 1ª classe tive 4 professoras, até que a última foi depois a que nos acompanhou até à 4ª classe. Sinceramente nunca entendi muito bem o porquê de tanta mudança! Eu não tive nada a ver com essas mudanças, sim porque era o terror...

Só espero que os meus filhos sejam um bocadinho melhores, se não vou ter que fazer como a minha Mãe, que de cada vez que ia falar com a professora levava a colher de pau no saco.... Já estão a ver para quê não é? Cada período havia sempre uma nota má, a do comportamento! E mesmo as professoras estavam sempre a pôr-me de castigo!

Lembro-me uma vez que a Professora me sentou na secretária dela e assim evitaria a minha tagarelice com os companheiros de cadeira.... Ui, o que ela foi fazer! Pois ali de cima do estrado, ainda era mais fácil meter conversa, e não era só com um, era com todos!! Acho que se arrependeu profundamente, tanto que nunca mais o voltou a fazer!






Ora esta história toda para vos dizer que trago bolachas para o desafio de Setembro do Cravo e Canela - Uma Cozinha no Brasil. Na última edição viajamos pelo mundo através das bolachas e desta vez a Manuela desafiou-nos a viajar à nossa infância, às nossas memórias e pensando nas merendas das nossas crianças.


E estas apareceram num dia que a minha filha chegou da escola e apontou para a lata e dizia: "Oh Mãe num há "belachas" ou galletas que é o primeiro que lhe sai.

Pois nem foi tarde nem foi cedo e metemos as duas as mãos na massa.... Bem ela pôs massa por tudo que era sítio, até no cabelo!

Bem se decidirem fazer não espalhem a massa por outros sitios do corpo que nao sejam as mãos sim? E se fizerem com os mais pequenos, deixem que vos ajudem pelo menos na parte de misturar. E já sabem, o melhor de tudo é rapar o fundo da taça!





Línguas de Gato
(receita daqui)

Informação sobre a receita:
 - tempo de preparação (30 minutos)

- dificuldade ( fácil)
- vegetariano (sim)
- para crianças (sim)
- prato (bolinhos)

Ingredientes:

  • 3 claras
  • 120 gramas de manteiga s/sal  à temperatura ambiente
  • 120 gramas de açucar
  • 120 gramas de farinha
  • 3 gotas de essência de baunilha


Execução:

Bater a manteiga com o açúcar durante 2 a 3 minutos, na velocidade média, até obter uma mistura fofa. Adicionar a baunilha e misturar suavemente. Juntar as claras uma a uma, e bater suavemente entre cada adição.

Juntar por último a farinha e envolver nesta massa suavemente com a ajuda de uma colher de pau.

Ligar o forno a 160 ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal. 

Colocar um bico liso de 0,5 mm de diametro no saco de pasteleiro e encher de massa. Colocar pequenas bolinhas, aproximadamente de 1 cm cada uma, com uma distância de 2 mm. Um pequeno espaço que vai permitir que a massa se espalhe e que se unam e fiquem o mais parecido possivel às linguas de gato que estamos habituados.

Leva-se a cozer aproximadamente 10 minutos ou até que os bordes estejam dourados. Retirarm-se com a ajuda de uma espatula e colocam-se numa rede para arrefecer.

Reservam-se numa lata hermeticamente fechada. (Isto se durarem muito tempo!!)





Só descobri na última fornada, que se colocasse as bolinhas ligeiramente espaçadas, elas ficavam mais parecidas ao formato que conhecemos de língua de gato. Já sei que não são iguais, mas de sabor são deliciosamente perfeitas.

O problema é quando provamos uma!!





Tal como as originais, são altamente viciantes! Assim que as primeiras ficaram frias, a minha filha provou-as e olhou para mim com os olhos arregalados e dizia: "Oh Mãe isto muito bom!"

Como as fiz ao final da tarde, já não as pude fotografar nesse mesmo dia. E cada vez que colocava algumas na lata, via que as anteriores já frias desapareciam como por magia!





Tive que esconder a lata! Se não ficava sem material para fotografar e já estava a ver o prato da sopa sem comer!!!

Por isso já sabem, mãos na massa e deixem-se viciar!

Entretanto faço o café!

17.8.13

Uma viagem e uns bolinhos




Este mês o desafio do Vamos Fazer Bolachas, do blog Cravo e Canela, é um senhor desafio. Acabadinha de chegar das férias a dona deste blog desafia-nos a viajar, mas a viajar pelos sabores. A minha cabecinha começou logo a dar voltas pelos sabores conhecidos e desconhecidos.

De viagens feitas e aquelas que ainda estão apenas no sonho.... Mas como sou sonhadora, fui à procura dos sabores do sonho, de uma viagem em sonho!!

Já não é a primeira vez que me perco pelas ilhas Helénicas... Quando vejo algum documentário sobre elas, já não me mexo do sofá e para tudo lá em casa... E ali fico eu a viajar e a sonhar.

Com o acesso à internet estas coisas são muito mais simplificadas e as fotos partilhadas deixam-se cada vez mais este apetite mais aguçado... Será sem dúvida uma viagem de sonho.

Depois da Disney, é a próxima da lista!! Aqui vamos nós de viagem até à Grécia!



Imagem retirada daqui.

A Grécia tem tanto para oferecer que os dias serão mais curtos. É daquelas viagens que nos permitirá reviver as memórias das histórias e das lendas que ouvimos na escola, e o que eu gostava de as ouvir.As ilhas que rodeiam Atenas são sem dúvida cheias de belezas naturais e serão sem dúvida um escape para depois desta primeira visita mais histórica.

Falar de todas as ilhas é quase impossível e menos não as conhecendo pessoalmente. Apenas vos deixo umas fotos da ilha de Santorini, que de facto me encantaram e me deixam de verdade a sonhar.



Imagem retirada daqui.


E a sonhar andei eu quando encontrei os bolinhos que me fizeram viajar. Procurando informação sobre os ditos, encontrei dois nomes diferentes, mas acabei por ficar com o primeiro, os Kourabiedes.





Por aquilo que li, e acreditem que vi muitas receitas e muitas definições, são uns bolinhos que aparecem sempre para celebrar alguma festividade, como o Natal ou a Páscoa, ou até mesmo ocasiões especiais como casamentos e baptizados. Na altura do Natal costumam ser adornados com um cravinho de cheiro no centro de modo a fazer alusão à coroa dos Reis Magos.

Depois de os ter provado, sem dúvida são uns bolinhos delicados, e talvez por isso a sua utilização. Por aqui na minha Sibéria não se comemora nada, mas estes serão para repetir vezes sem conta.


Kourabiedes (bolinhos de amêndoa gregos)
A receita veio daqui.

Tempo preparação: 20 minutos
Tempo de cozedura: 20 minutos
40 bolinhos





Ingredientes:

  • 200 gramas de manteiga sem sal temp. ambiente
  • 125 gramas de açucar em pó peneirado
  • 1 raspa de laranja ( usei uma colher de sopa de água de laranjeira)
  • 1 ovo
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher de sopa de brandy (usei conhaque)
  • 375 gramas de farinha
  • 1 1/2 colher de chá de fermente em pó
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 155 gramas de amêndoas fileteadas e tostadas (podem usar em pó)
  • açúcar em pó para decorar

Pré aquecer o forno a 160ºC. Numa taça peneirar a farinha, o fermento e reservar.

Numa taça colocar a manteiga e o açúcar e bater com a batedeira, a uma velocidade média, até obter uma massa fofa. Baixar a velocidade da batedeira e juntar o ovo e misturar bem, seguidamente a gema, batendo bem entre cada adição. Juntar a água de laranjeira, a canela, o conhaque e misturar bem. Juntar as amêndoas e envolver na massa com a ajuda de uma espátula ou colher de pau.

Juntar de seguida a farinha e envolver. A massa fica bastante consistente e agarra ligeiramente às mãos.

Com a ajuda de uma colher de sopa, retiramos pequenas porções de massa, às quais damos a forma de meia lua (eu tentei), ou de pequenas bolas.

Colocam-se num tabuleiro forrado com papel vegetal e levam-se ao forno durante 20 minutos. A meio da cozedura damos a volta ao tabuleiro.

Findo este tempo retiram-se do forno e apenas se notará dourado a parte de baixo dos bolinhos. Deixam-se arrefecer durante 5 minutos no tabuleiro e transferem-se seguidamente, com muito cuidado, para uma grelha onde se deixarão arrefecer.

Polvilham-se com açucar em pó a gosto ainda quando estão mornos. Podem ser polvilhados com um pouqinho de canela.






O aroma da canela e da laranja passearam pela minha cozinha enquanto estavam no forno, da mesma maneira que eu me passearia pelas ruas de uma rua grega... Se são comos os verdadeiros não sei, mas aquilo que sei, é que são daqueles bolinhos que se desfazem na boca e não nas mãos.






Perfeitos para encher a latinha lá de casa... O único problema é que quando começamos a comer, não sabemos parar! Deixam sempre um travo na boca, de um quero mais.

São simplesmente impossíveis de resistir!

Enquanto passeam por aqui, eu espero-vos naquelas mesinhas ali de cima!

Sirvo um chá gelado?

17.5.13

A cara da Felicidade...

A cada dia que passa, tenho mais certezas, que há coisas.... Sim coisas que acontecem, e que se penso bem, tinham mesmo que ter acontecido.

Menos mal que não podemos escolher tudo o que nos acontece, porque senão a vida seria en rose, como a música da Edith Piaf.

Pois então aproveitam-se os maus momentos como experiências, e os bons como recordações.

Foi mais ou menos isto que me aconteceu. Estas experiências menos boas, a que eu chamo de fantasmas, que em determinada altura do ano me assombram. Esse foi o motivo da minha baixa moral, da minha inactividade em tudo. Parecia um robot....

Mas quando tudo parece negro, acontece sempre alguma coisa que te faz sorrir! Verdade? E temos aquela sensação que somos capazes de mover o Mundo... Ou talvez não!

Quanto à felicidade, é relativa! Ou não? Costuma dizer-se que o dinheiro não trás felicidade...mas ajuda! Ou será isto um paradoxo? Pois é paradoxo dependendo do ponto de vista! Nos tempos que correm a maior parte das pessoas, vai-me dizer que felicidade é ter saúde e trabalho. Ok, estamos em sintonia! 

E se de repente, há algo urgente, em que precisamos de muito dinheiro? Os sonhos desvancem... Ou não?



Imagem retirada daqui.



Nunca fui ligada a bens materiais. Dinheiro não tenho, e o pouco que tenho é para pagar as contas de mês. E não sobra um cêntimo. Há dias que em penso, mas onde raio se enfia o dinheiro? A resposta vem no extracto do banco... É das cartas que menos gosto de receber.

E ora aí está uma coisa que me deixa feliz! Receber cartas! Daquelas de amigas de longa data, que não há nada que possa destruir esse vínculo. Pois já sei, que com isto das modernices, é muito mais rápido um email, mas não é a mesma coisa, ai não é não.

Outra das coisas que me deixa feliz é ir ao parque com os meus pequenotes!! Os gritos de alegria, a emoção de experimentar todos os artilúgios aí presentes, o dizer: Mãe empurra com mais força! E eu lembro -me de mim quando era mais pequena. O quanto eu gostava de andar de baloiço e o quanto gosto. Sim porque quando posso, também o faço e dependendo de como o faças, é a sensação que temos mais perto de voar....


A felicidade pode ser tão relativa não é?


E agora a felicidade máxima, é quando me ponho na cozinha com a pequenota!! E desta vez sairam Bolinhos de canela para o desafio deste mês do Cravo e Canela. Desta vez a Manuela desafiava-nos a preparar aquela bolachinha que de tão simples está sempre presente. Por isso a minha escolha.

A receita já a tinha apontado num caderno que já tem as folhas amarelas. Vi-a no blog Figo Lampo e estava apontada há eternidades. Isto é o que acontece quando aponto sem destino.






Bolinhos de Canela

Ingredientes:

  • 125 gramas de manteiga derretida e fria
  • 100 gramas de açúcar amarelo
  • 1 ovo
  • 300 gramas de farinha
  • 1 colher de sopa de canela

Execução:

Numa taça colocamos o açúcar, a manteiga e o ovo. Batemos com a ajuda de uma colher de pau ou uma vara de arames. Juntamos de seguida a farinha e misturamos até obter uma massa homogénea.

Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Moldamos pequenas bolas e passamos pela canela em pó. Colocamos num tabuleiro forrado com papel vegetal e levamos ao forno durante 10 minutos. 

Ao retirar no forno se apertarmos os bolinhos terão uma textura mole, mas é assim mesmo, porque depois de frio vão adquirir uma textura mais sólida.

Guardamos tapados num lata.






Eu adoro canela!! Simplesmente adoro. E estes bolinhos são simplesmente a companhia perfeita para uma bela chávena de chá ou de café. 

Aqui por casa não duraram muito tempo, porque já repeti a receita duas vezes, porque literalmente desaparecem.






E para aqueles que não gostam de canela, como a minha Kinhas, podem subsituir a canela por açúcar amarelo, e adicionar na massa uma colher de chá de essência de baunilha. Ficam uma pequena delícia!

Oh menina Kinhas, agora já não tens desculpa!






E são assim pequenas coisas que me deixam feliz. A lata fica cheia em menos de 30 minutos e não tenho que ouvir os pequenotes a dizer: Mãe num há!! Prefiro ouvir esta reclamação que o meu pequenote chamar-me dinoussauria! Já viram isto?

Chá, café? Sirvam-se e experimentem!