16.10.18

365 dias e um pão?


Bolas, bolas e bolas! O último post deste blog foi exactamente há um ano. Parece impossível, mas é verdade. Podia estar aqui uma eternidade a explicar os porquês, mas não vale a pena. O que sim vale a pena é voltar a acender o forno, e o tempo já agradece, para fazer um pãozinho para mais uma vez participar no World Bread Day.



World Bread Day 2018, October 16



Andava eu perdida pelo Pinterest, depois de ter recebido o convite da Zorra, quando me encontrei com esta receita. Foi o bastante para começar a magicar qualquer coisa. Fiquei apaixonada pela massa do brioche e apesar de ser uma perdida pelo sabor da canela, optei por experimentar outro recheio que já andava há uns tempos a precisar de ver forma. Foi desta!






Brioche de Maçã Caramelizada e Nozes
(Caramelized Apple and Walnuts Brioche)






Para a massa:
- 1 colher de chá de açucar (para o fermento)
- 1 colher de sopa de fermento de padeiro seco
- 80 ml de leite morno
- 490 - 550 gramas de farinha de força (farinha com alto teor de proteína)
- 50 gramas de açúcar
- 50 gramas de açúcar mascavado escuro
- 120 ml de buttermilk (120ml de leite + 1 colher de sopa de limão. Deixar repousar 10 minutos)
- 100 gramas de manteiga à temperatura ambiente
- 2 ovos tamanho L
- 1 colher de chá de sal
- 60 ml de nata para pincelar

Para o recheio:
- 5 maçãs médias (Golden Delicious ou Pinky Lady)
- 3 colheres de sopa de açúcar mascavado escuro
- 50 gramas de manteiga
- 1 colher de chá de canela em pó
- 50 gramas de nozes picadas grosseiramente.

Para o molho caramelo:
(opcional)
- 5 colheres de açúcar mascavado escuro
- 50 gramas de manteiga
- 125 ml de natas
- 1 pitada de sal


Execução:

Num recipiente pequeno colocar o leite morno, o fermento e a colher de açúcar. Mexer e deixar repousar durante 10 minutos até se formar uma espuma, sinal que o fermento está activo.

Enquanto descansa o fermento, na taça da batedeira colocar os ovos, o açúcar, o sal, a manteiga e o buttermilk. Bater a velocidade média durante dois minutos. A manteiga vai ficar com o tamanho de ervilhas, mas é normal.

Colocar o gancho de amassar na batedeira. Juntar o fermento e metade da quantidade da farinha. Bater a velocidade média até a farinha estar bem incorporada. Juntar a restante farinha até prefazer as 500 gramas. Bater durante 8 minutos a velocidade média. A massa deve despegar-se das laterais da taça, mas não do fundo. Assim sendo, se a massa necessitar mais farinha, ir juntando pouco a pouco, até se verificar a situação anterior.

Transferir a massa para um recipiente untado com azeite, tapar com película aderente e deixar repousar durante 2horas ou até duplicar o volume, num local ao abrigo de correntes de ar.



 
                  

Enquanto repousa a massa, preparar o recheio. Descascar e cortar as maçãs em cubos pequenos. Num tachinho colocar a manteiga e deixar que derreta. Juntar as maçãs em cubinhos, o açúcar, e a canela. Envolver bem esta mistura e deixar caramelizar, a fogo médio durante dez minutos. Deixar arrefecer e juntar as nozes picadas grosseiramente. Reservar.

Depois de levedar a massa, retirar o ar da mesma, amassando sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada. Dividir a massa em 4 partes iguais, mais ou menos 300 gramas.

Esticar cada uma delas num rectangulo de 30 x 40. Espalhar suavemente o recheio tendo o cuidado de não romper a massa. Enrolar sobre o sentido mais comprido.






Levar os rolos formados ao frigorífico durante 10 minutos. Cortar os rolos ao meio com a ajuda de uma faca bem afiada e formar um U. Entrelaçar as pontas e enrolar sobre si mesmo.






Formar 8 "rosetas". Colocar num prato de pizza ou numa forma redonda grande, começando por colocar uma ao centro e as restantes à volta.





Deixar levedar durante uma hora num local ao abrigo de correntes de ar (o forno desligado é o melhor sítio). Antes de levar ao forno pincelar com toda a quantidade de nata mencionada.

Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Colocar o tabuleiro e deixar cozer durante 20-30 minutos. Se começar a dourar muito rápido, tapar com uma folha de papel alumínio e deixar cozer. (Este tempo pode variar dependendo do tipo de forno que utilizamos. O brioche está cozido quando fazemos o teste do palito e este sai sem resíduos de massa).

Retirar do forno e deixar arrefecer.

Para fazer o molho de caramelo, colocamos um tachinho ao lume com a manteiga e o açúcar. Deixamos que derretam sob a acção do calor e adicionamos as natas. Mexemos bem e deixamos ferver durante cinco minutos. Juntamos a pitada de sal e deixamos arrefecer.  Se deixamos ferver mais tempo, depois de frio o molho ficará mais espesso. Espalhar o molho sobre todo o brioche ou somente sobre a fatia que se vai comer.





Adoro maçãs e adoro caramelo com aquele pontinho salgado. O molho de caramelo, foi um ataque de gula que resultou muito indulgente neste brioche. A massa suscitou a minha curiosidade pela presença do buttermilk e a verdade é que fiquei deliciada com o resultado. Resistam-se à tentação de cortar o brioche quente! Uma missão quase impossível, mas o resultado em frio é muito melhor e aviso porque fiquei quase sem o dito para as fotos finais. (risos)

Os míudos continuam a ser os provadores oficiais cá de casa e os ajudantes para o blog. Nota-se né? E o melhor de tudo, é que agora como já são maiorzinhos, já são mais exigente com as invenções da Mamã, mas vale sempre a pena quando dizem que é maravilhoso.

Só falta que experimentem e vejam o quanto!

Fazemos um brioche?

16.10.17

A mão que amassa o pão





Quando recebi o mail da Zorra a anunciar o próximo World Bread Day, comecei a pensar para os meus botões, já passou um ano?


Desde 2006 que a Zorra nos convida para participar nesta iniciativa de fazer um pão neste dia, assinalado no calendário como dia da Alimentação. Para não deixar o dia passar em branco e ter um bom motivo para meter as mãos na massa, surgiu este pão adaptado do livro,  Pan Casero, do Ibán Yarza. 




World Bread Day, October 16, 2017





Acende-se o forno, que o tempo já vai pedindo, e amassa-se um pãozinho... Ou a tentativa de fazer um pão saboroso, aromático e que me deixe de sorriso nos lábios pela satisfação de ter consigo fazer.

O pão não é o meu forte, tenho que assumir. Mas depois de muitos anos a tentar desvendar os misterios das farinhas, que em seu tempo me deixaram os neurónios em pé de guerra, agora aparece alguém que desmitifica todos esses mitos monstruosos que eu alimentei.

O tempo disponível para "ler" este livro ainda não foi o suficiente, mas o bastante para despertar em mim muita curiosidade e para arranjar uma receita que me inspirasse. A falta de tempo não me permitiu fazer uma massa mãe e então tentei adaptar a receita com as instruções dadas no livro. O resultado, não será como o original, mas o importante é conseguir um pãozinho saboroso e que não seja congelado.

O livro desde há muito tempo que estava apontado na lista do comprar, juntamente com outros que se vão acumulando. Quando não tiver mais sitio nas prateleiras, a lista acaba! (risos)

Se antes achava que fazer pão em casa era muito complicado, agora ainda acho mais! (risos)
A maneira como se apresenta o escritor do livro é muito divertida e ao ler as primeiras páginas pensei, se ele pode eu também posso. Mas depois é quando me lembro que é preciso praticar muito e ser paciente. Fazer pão não é para pessoas impacientes e apressadas. Quase o meu tipo, na diferença que a paciência é a minha melhor virtude, dependendo de quê. Para se obter um bom pão há que juntar simplesmente, farinha, água, sal e tempo. Ah e o fermento! Sem este último o resultado pode ser catastrófico. As levaduras presentes neste são sem dúvidas as responsáveis pelo sucesso de um pão. É óbvio que nas nossas casas não estamos equipados com fornos especiais para cozer pão, mas essa é a pior desculpa para não o fazer, segundo o escritor do livro. Ou seja que, não há desculpas que me valham e depois de uma incursão ao meandros do pão caseiro, a receita deste pão.

A receita original usa uma massa mãe de centeio que me foi impossível preparar e como tal decidi fazer uma experiência como indicava a receita. Adicionei uma quantidade pequena de fermento, comparado com a quantidade de farinha, e deixei que fermentar durante muito mais tempo. Parte dessa fermentação foi feita no frigorifico durante toda a noite, aproximadamente 12 horas, e a outra a temperatura ambiente durante 12 horas mais. 



Pão de Trigo, Centeio, Nozes e Passas(Wheat and Rye Bread with walnuts and raisins)
(receita adaptada do livro Pan Casero, página 132)








Ingredientes:

- 400 gramas de farinha de trigo (T55)
- 100 gramas de farinha de centeio integral
- 350 gramas de água
- 15 gramas de mel
- 10 gramas de sal
- 1/2 tsp de fermento para pão seco
- 100 gramas de passas
- 50 gramas de nozes picadas grosseiramente


Execução:

Numa taça colocar as farinhas, o mel, o fermento e a água. Amassar todos os ingredientes até obter uma massa homogénea, que nesta altura vai colar nas mãos. Deixar repousar durante 10 minutos e amassar a massa sobre a bancada da cozinha. Nesta primeira etapa a massa vai estar pegajosa mas há medida que se vai amassando vai-se despegando das mãos. Depois de 5 a 10 minutos de amassar, colocar na taça, tapar com película aderente e deixar repousar no frigorifico 12 horas. Em caso de dúvidas como amassar a massa, ver este vídeo.

Retirar a massa do frigorífico e deixar 12 horas sobre a bancada da cozinha a temperatura ambiente. Passadas essas horas, colocar a massa sobre a bancada e juntar o sal. Voltar a amassar durante 10 minutos até que a massa esteja suave. Polvilhar a bancada com um pouco de farinha, não muito, e estender a massa com as mãos em forma de rectângulo e espalhar as nozes e as passas, pressionando para que penetrem na massa. Cortar a massa em quadrados e sobrepôr uns por cima dos outros como se fosse uma lasanha. (ver vídeo)


Depois de formar a bola de massa já com os frutos secos incorporados, formamos o pão, esticando ligeiramente a massa, enrolando sobre si mesma criando uma ligeira tensão na massa de pão. (ver vídeo)


Colocamos o pão já formado sobre uma folha de papel de forno e deixamos repousar durante 2h30m. Se repousar mais tempo, não há nenhum problema. 


Pré aquecemos o forno a 250ºC e com a bandeja já colocada. Na parte debaixo do forno, colocamos um tabuleiro metálico a aquecer. Depois do tempo de repouso e quando o forno estiver à temperatura desejada, colocamos o pão sobre a bandeja do forno e, se o forno o permitir, mantemos acesa só a resistência inferior. Abrimos rapidamente o forno e colocamos meio copo de água no tabuleiro metálico que se encontra no forno e fechamos a porta do forno rapidamente. Deixamos cozer o pão durante dez minutos a 250ºC e passado este tempo, acendemos a resistência superior e baixamos a temperatura do forno a 200ºC, durante 40 minutos. Se o pão começa a tostar muito rápido baixar a temperatura para 180ºC.


A técnica referida anteriormente é crucial para fazer um pão com a côdea estaladiça e que se mantenha assim durante alguns dias. No livro o autor diz que se dá um susto ao pão pela temperatura e pela presença da humidade gerada. Se a resistência superior estiver ligada, isso pode não acontecer visto que se queima em seguida a primeira capa do pão, impedindo assim a sua expansão. No caso não poder separar as resistèncias, aconselha a desligar o forno durante os primeiros dez minutos de cozedura e reacender o forno após esse tempo.


Retirar o pão do forno e deixar arrefecer sobre uma grelha. Dadas as caracteristicas deste pão, deve ser degustado no dia seguinte e não morno. 







Isto de deixar arrefecer o pão toda a noite é simplesmente impossível e mais quando a casa fica impregnada deste doce aroma. Acordar de manhã com o cheiro de pão fresco é bom, mas ir dormir com o cheirinho de pão recém cozido é simplesmente maravilhoso.

Um pão com uma crosta muito crocante e um miolo denso, salpicados com notas de terra por causa das nozes e um salpico doce por causa das passas.

Há coisa melhor? 








12.5.17

Back with Dorie




Podia estar aqui uma eternidade a tentar explicar o porquê de tanto tempo de ausência e iria demorar tanto, mas tanto tempo, que o post não teria fim. Em vez disso prefiro dizer que estou de volta a estas andanças e aos meus bolinhos.


O grupo da Dorie às Sextas, do qual eu era uma seguidora constante, está há um tempo em stand-by. A verdade é que entendo as mentoras do grupo. O tempo não chega para tudo e há coisas que vão ficando para segundo plano.


Uma das minhas últimas aquisições literárias, leiam-se culinárias e afins, foi o livro Baking From My House to Yours. Sempre fui fazendo as receitas da Dorie, porque eram partilhadas no grupo. Já estava na altura que fizesse parte da minha colecção. No dia em que chegou, parou tudo! Não havia nada para fazer, ainda que houvesse. Por minha vontade, nem me levantava da cadeira. (risos)


Mas um livro assim está recheado de coisas novas, ao menos para mim, e eu tento sempre não perder detalhe. Foi numa dessas leituras que encontrei o bolinho de hoje. Não sei se realmente posso dizer que pela Sibéria já é Primavera, porque há dias que me deixam na dúvida, mas ainda assim, achei que um Bolo de Mirtilos e Crumble, era um bom motivo para voltar e acender o fogão.











Eu voltei a fazer das minhas. Resolvi não fazer a receita como estava no livro e em vez de ter um bolinho arranjadinho, ficámos com umas madalenas gigantes! (risos)

A isto chamo eu excesso de confiança e despite na cozinha. Ainda que o aspecto não seja o mais bonito, há que ter em conta que está na moda o rústico e o vintage, não é? E como o sabor deles prevalece ao aspecto, tive que fechar os olhos e por de lado as minhas manias.

Partilho com vocês a receita na totalidade, embora tenha feito só metade da mesma e colocado numa forma de muffins individuais. Coisa que também se pode fazer e o único cuidado a ter, é não encher demasiado as cavidades.





Bolo de Mirtilos e Crumble
(receita retirada do livro Baking From My House to Yours, pág.192, de Dorie Greenspan)






Ingredientes:

Para o Crumble:
- 70 gramas de manteiga
- 50 gramas de açúcar
- 73 gramas de açúcar moreno
- 43 gramas de farinha
- 1/4 tsp de sal
- 75 gramas de nozes picadas grosseiramente


Para o bolo:
- 250 gramas de mirtilos (frescos ou congelados (não descongelar))
- 260 gramas de farinha + 2 tsp de farinha
- 2 tsp de fermento em pó
- 1/2 tsp de bicarbonato de sódio
- 1/4 tsp de sal
- 1/4 tsp de canela em pó
- 1/8 tsp de noz moscada recém moída
- 134 gramas de açúcar
- Raspa de 1/2 limão
- 84 gramas de manteiga temperatura ambiente
- 2 ovos tamanho L
- 1 tsp de baunilha
- 125 ml de buttermilk ( 125 ml de leite + 1 colher de chá de sumo de limão)


Método de preparação:

Para o Crumble:
Colocar todos os ingredientes numa taça, à excepção das nozes. Com as pontas dos dedos ou com a ajuda de um "pastry blender", ir incorporando a manteiga nos elementos secos, de maneira a obter uma massa arenosa com pequenos pedaços do tamanho de ervilhas, Juntar as nozes picadas e guardar no frigorífico coberto com película aderente.


Para o Bolo:

Pré aquecer o forno a 175 ºC. Untar um pirex quadrado de 20 x 20 com manteiga e reservar, (No meu caso usei uma forma multipla de muffins)

Numa taça misturar os mirtilos com as duas colheres de chá de farinha e reservar. Se usar congelados deixar esta operação para depois de a massa estar batida.

Misturar todos os ingredientes secos e reservar.

Na taça da batedeira, colocar o açúcar e a raspa de limão. Com as pontas dos dedos, esfregar o açúcar de maneira a que fique aromatizado com a raspa de limão. Adicionar a manteiga e bater durante três minutos, a velocidade média, até obter uma mistura leve e fofa. Juntar os ovos um a um, batendo durante um minuto entre cada adição. Juntar o extracto de baunilha.

Reduzir a velocidade e adicionar a farinha e o buttermilk alternadamente, devendo começar-se com a farinha e terminar com a mesma. A massa será mais espessa e cremosa. Com uma espátula envolver os mirtilos. Colocar a massa no tabuleiro previamente preparado e alisar a superficie suavamente. Repartir o crumble de forma desordenada, por toda a superficie do bolo.

Cozer durante 55 a 65 minutos ou quando o Crumble esteja dourado e o teste do palito saia limpo. Retirar do forno e deixar arrefecer. Desenformar e servir.








Gosto especialmente dos apontamentos que faz a Dorie a cada receita, aos quais lhe chama Playing Around. Neste bolo sugere a utilização de outros frutos, sejam eles frambuesas, amoras, pêssegos, ameixas, nectarinas, alperces. Os únicos que não recomenda são os morangos pela sua quantidade de água.

E como diz a Dorie na introdução deste bolo, é fácil ficar viciada com este bolo. A massa é suave, fofa e só fruta! Neste caso os sabor dos mirtilos é dominante e contrasta em harmonia com as especiarias e com o crumble que é diferente a outros já experimentados por aqui.

Pode ser servido em qualquer ocasião e só necessita como acompanhamento uma chávena de café ou de chá.

Coffee or Tea?




13.11.16

4 aninhos




Sentada à frente do computador, com uma chávena de chá bem quentinha que o tempo assim o obriga, faz-me viajar no tempo. Mais precisamente ao dia que eu "massacrava" um amigo entendido nestas tecnologias sobre a dificuldade de criar um blogue.

Criar não foi difícil, difícil foi moderar a minha vontade de experimentar receitas para o poder alimentar.

Com o passar do tempo, e já lá vão quatro anos, o blogue foi engordando o arquivo de receitas acompanhadas de uma história, as prateleiras das estantes foram-se enchendo de livros, e eu simplesmente fui ficando mais completa, quer a nível de sabedoria quer a nível pessoal. Diga-se que no que diz respeito ao nível pessoal, sinto-me muito grata por este blogue me ter dado a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas através dele.

E há melhor que comemorar um aniversário, do que com um bolinho? Não há, pois não?


A ideia era fazer um Bundt como este, mas a receita deste não me agradava em absoluto. E em vez de usar as mesmas proporções para conseguir o mesmo efeito, usei as minhas, Resultado? Não aquele que eu queria, mas foi salvo pelo sabor e por isso está aqui.



Bundt Cake de Ábobora e Chocolate







Ingredientes para a massa de abóbora:
(Receita da Dorie)

- 2 ovos
- 250 gramas de farinha
- 1/2 c. chá de fermento em pó
- 1/2 c. chá de bicarbonato de sódio
- 1 c. chá de canela
- 1/4 c. chá de noz moscada
- 1/2 c. chá de gengibre
- 1 pitada de sal
- 150 gramas de açúcar mascavado
- 100 gramas de manteiga sem sal
- 100 gramas de crème frâiche espessa
- 80 ml de sumo de laranja
- 250 gramas de puré de abóbora (abóbora assada no forno com casca de laranja e canela)

Execução:

Numa taça juntar todos os ingredientes secos, farinha, sal. especiarias, fermento e bicarbonato de sódio.

Na taça da batedeira colocar a manteiga e o açúcar, Bater a uma velocidade média durante 5 minutos, Juntar os ovos um a um, baixando a velocidade. Juntar o puré de abóbora e o sumo de laranja. Bater suavemente a velocidade baixa.

Juntar 1/3 dos ingredientes secos e alternar com a crème frâiche, terminando com os ingredientes secos. Amassar durante dois minutos depois da última adição de farinha. Reservar a massa.

Pré aquecer o forno a 180 ºC. Untar uma forma de bundt cake e reservar.


Ingredientes para a massa de chocolate:
(Receita daqui)

- 2 ovos L
- 150 gramas de manteiga
- 1 colher de sopa de cacau em pó
- 50 gramas de chocolate 70% de cacau
- 90 ml de água
- 1 c. de sopa de café solúvel
- 150 gramas de açúcar mascavado
- 125 gramas de crème frâiche espessa
- 1/2 c. chá de essência de baunilha
- 200 gramas de farinha
- 1 pitada de sal
- 1/2 c. chá de fermento em pó
- 1/2 c. chá de bicarbonato de sódio


Execução:

Num tacho colocar a manteiga, o chocolate e o cacau. Deixar que derreta a manteiga e retirar. Deixar repousar 5 minutos e mexer para misturar bem o chocolate e o cacau. Juntar o café dissolvido na água a esta mistura e deixar arrefecer.

Numa taça colocar a farinha, o sal, e o bicarbonato, e reservar.

Bater os ovos com o açúcar e com a essência de baunilha a velocidade média até que duplique de volume. Juntar a mistura do chocolate, em fio e envolver bem na mistura dos ovos.

Juntar a crème frâiche, alternando com a farinha. Envolver bem na massa.








Encher uma manga de pasteleiro com a massa de chocolate e encher as ranhuras da forma. Com a ajuda de um pauzinho de espetada espalhar a massa e voltar a colocar mais massa. ( Em caso de dúvidas consultar o método neste blog.)

Colocar a massa de abóbora seguida de uma camada de massa de chocolate e assim sucessivamente até se terminarem.

Com o pauzinho de espetadas dar um efeito swirl nas massas. Levar ao forno pré aquecido durante mais ou menos 1 hora ou até o palito sair seco.

Retirar do forno e deixar arrefecer durante 15 minutos dentro da forma. Desenformar e deixar arrefecer completamente sobre uma rede e tapado,

Depois de frio polvilhar com açúcar em pó.










Se às vezes controlasse a minha impulsividade e lê-se as coisas como deve ser antes de começar a fazer as coisas, talvez tivesse conseguido um Bundt com duas cores. Mas como a teimosia também reina, as duas cores ficaram, mas de uma maneira mais abstracta.

O resultado podia ter sido muito pior e como referi anteriormente, foi salvo pelo sabor. É certo que as receitas não são novidade, o que é novidade é sim a mistura das duas. E o único que posso dizer é que funciona e o resultado agradou aos amiguinhos dos catraios, que foram os provadores oficiais. 

Vai uma fatia?

16.10.16

Doces aromas

É preciso um novo desafio para o blog voltar a acender fogões e meter as mãos na massa.

Voltam-se a acender os fogões blogueiros para se juntarem naquele que é mais um World Bread Day. A Zorra é a responsável por toda esta movimentação naquele que é uma das preparações mais antigas do mundo.

Água, farinha, sal, fermentação e tempo de repouso, são os ingredientes que fazem maravilhas. Os tempos foram mudando e a esta base foram, acrescidos outros ingredientes e a diversidade de pão foi aumentando. 

Pessoalmente, prefiro o "pão" doce. Ou seja, as massas enriquecidas com ovos, açúcar, leite e manteiga. As possibilidades são imensas é tudo depende do gosto de cada um é da imaginação e criatividade. 

Apesar de não ter muito tempo para fazer estas coisas que tanto gosto, estava metida na minha cabeça uma junção de sabores que tinha visto num dos livros novos cá de casa. Sem querer, encontrei uma imagem no Pinterest que me agudizou o sentido e fez com que fosse à procura da receita. A receita não estava, mas o caos estava montado entre os meus neurónios. A massa foi feita por instinto e o recheio vem de um livro com aromas do Médio Oriente, mais precisamente o "Persiana" da Sabrina Ghayour.


Coroa de Pistacho com Recheio de Amêndoas e Água de Rosas
(Pistachio, Almond and Rose Wreath)







Ingredientes 

Para a massa:
-600 gramas de farinha de força 
- 3 ovos
- 60 gramas de açúcar mascavado claro
- 100 gramas de manteiga sem sal derretida
- 10 gramas de fermento de padeiro seco
- 10 gramas de sal
- 200 gramas de leite meio gordo morno
- 80 gramas de pasta de pistacho

Para o recheio:
- 250 gramas de amêndoa moída
-125 gramas de açúcar 
- 100 gramas de manteiga derretida
- 2 colheres de sopa de água de rosas
- 1 colher de sopa de extracto de laranja
- Raspa de 2 laranjas
- Raspa de 2 limões
- 1 1/2 de chá de canela em pó 
- 50 gramas de pistachos grosseiramente picados

Para decorar:
- 50 gramas de pistachos grosseiramente picados
- 50 gramas de cranberries grosseiramente picados 
- açúcar em pó q.b.
- calda de limão ( 1 colher de sopa de sumo de limão, 4 colheres de sopa de água, 1 colher de sopa de açúcar ou mais consoante o gosto)



Execução:

Para a massa:
Na taça da batedeira colocar a farinha, o açúcar, o sal, o fermento no lado oposto ao do sal, fazer um buraco ao centro e colocar os ovos ligeiramente batidos. Colocar o gancho de amassar na batedeira e  começar a amassar a uma velocidade baixa. Assim que os ingredientes comecem a formar uma pasta, juntar a manteiga derretida e o leite. Amassar a uma velocidade média durante 10 minutos até que a massa esteja elástica e se despegue da taça.

Transferir para um recipiente grande untado com azeite e cobrir com pelicula aderente. Deixar levedar num local morno, ao abrigo de variações de temperatura durante 1h30 ou até duplicar o volume. 

Amassar a massa depois de levedada e voltar a colocar no mesmo recipiente. Cobrir novamente com pelicula aderente e deixar repousar no frigorífico toda a noite.

Retirar a massa do frigorífico e deixar a temperatura ambiente 15 minutos e amassar de forma a tirar todo o ar. 

Preparar o recheio colocando todos os ingredientes numa taça e misturar até obter uma massa homogénea. Este recheio pode ser feito com antecedência e ser guardado no frigorífico até utilização.

Polvilhar uma superfície grande com um pouco de farinha e esticar a massa, até obter um rectângulo de 40x60. 

Com a ajuda de uma espátula, espalhar uniformemente o recheio sobre toda a superfície de massa. Enrolar pela parte maior pressionando ligeiramente. Cortar este cilindro de massa ao meio, com a ajuda de uma faca bem afiada, em todo o comprimento do mesmo. Entrelaçar as duas pontas entre si, torcendo ligeiramente. Unir as pontas e colocar sobre a bandeja do forno, já preparada com papel anti aderente. Deixar repousar num local morno durante 45 minutos.

Pré aquecer o forno a 200°. Colocar a coroa no forno e baixar a temperatura a 180°. Cozer durante 45 minutos aproximadamente. Se a coroa começar a ficar com um tom dourado muito rápido, tapar com papel de aluminio para evitar que se queime.

Enquanto está no forno, colocar os ingredientes da calda num tacho e deixar ferver durante uns 5 minutos. Não deve ficar muito espessa.

Retirar do forno, colocar sobre uma grelha e deixar arrefecer.

Pincelar com a calda de limão e polvilhar com os pistachos e os cranberries grosseiramente picados, seguido do açúcar em pó.






No livro que referi houve uma frase que me chamou a atenção e passo a citar: "We don´t really do dessert in the Middle East. We do tea..."

Entre esta frase há muitas outras que me têm apaixonada por esta cultura tão diferente da minha. Uma coisa é certa, o resultado deixa-me sempre surpreendida e animada por descobrir novos sabores.

E este não é excepção e é sem dúvida um bom motivo para tomar uma chávena de chá. Isso sim, sem pressas, porque a pressa é inimiga da perfeição e a prova está nesta fatia cortada ainda quente, numa correria contra o tempo para aproveitar uma restia de luz.

Não se pode andar de passeio pela Sibéria e esperar que as coisas apareçam feitas! (risos)

Alguém faz o chá?!


15.10.16

Summer time... The last one!




A receita da massa foi retirada do blog Everyday Dorie, a qual não necessita qualquer apresentação, pelo menos da minha parte. Porque é certo e sabido que este blog deve a sua existência à minha teimosia, leia-se também "gulodice", e ao grupo do Dorie às Sextas.

Nesses tempos pré-históricos do blog, qualquer coisa como cup's, tsp's, processador de alimentos, ou mesmo "pastry blender", eram palavras que não constavam de nenhum dos meus vocabulários. Por isso a teimosia e a curiosidade de querer saber mais e mais, neste mundo tão imenso. As Dories foram uma preciosa ajuda, outras blogger's também, livros e revistas em quantidades exageradas, e ainda assim creio que a minha curiosidade nunca estará satisfeita. Não sei se sou mais curiosa que teimosa... (risos)!

Gulosa sim que sou, mas tenho alturas e o Verão é uma delas. Gulosa de frutas como os pêssegos, as nectarinas, as ameixas e por aí adiante. Como tal há que aproveitar a sua presença e deliciar-me com eles tal qual ou transformá-los.

Pedi 4 caixinhas de mirtilos que de tão grandes que eram pareciam cerejas. Pensei fazer um brioche, mas numa conversa matutina com as minha Cotôrras a decisão foi galette! Simples não?

Como dizem por aí, a Galette é a irmã imperfeita de uma tarte perfeita. E quanto mais imperfeita melhor. O recheio pode ser sempre ao gosto de cada um, tendo em conta o tipo de fruta que se utilize, visto que algumas têm uma maior quantidade de água na sua composição. Este artigo da Bon Appétit explica muito sucintamente os erros que não se devem cometer. Só descobri depois de ter feito umas quantas e não troco uma só palavra.



Mini Galettes de Nectarinas e Mirtilos











Ingredientes:

Para a massa:
- 250 gramas de farinha sem fermento
- 60 gramas de amêndoa moída
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavado escuro
- 1/2 tsp de sal fino
- 170 gramas de manteiga sem sal, cortada em cubos e muito fria (colocar no congelador 30 min antes de começar a preparação)
- 90 ml de água muito fria

Para o recheio:
- 125 gramas de mirtilos
- 3 nectarinas maduras, mas firmes
- 2 colher de sopa de açúcar mascavado escuro
- Sumo de meio limão
- Raspa de meio limão
- 1 colher de chá de amido de milho (Maizena)
- 4 colheres de sopa de amêndoa moída ( 1 por cada base de tarte)


Execução:

Numa taça colocar a farinha, a amêndoa, o sal e o açúcar. Misturar todos os ingredientes. Seguidamente juntar a manteiga bem fria e envolver na farinha e com a ajuda do "pastry blender" integrar a manteiga na farinha de modo a obter uma textura arenosa, em que os pedaços de manteiga sejam do tamanho de uma ervilha.

De seguida juntar metade da água e envolver nesta mistura. Ir adicionando aos poucos a restante água até que a massa se despegue da taça.








Formar uma bola com a mesma e dividir a massa em 4 partes, com aproximadamente 150 gramas cada uma. Esticar cada uma das porções numa superfície polvilhada com farinha e sémola de trigo, sendo esta última em maior quantidade. Obter um círculo de 20 cm de diametro aproximadamente. Envolver em película aderente e deixar repousar no frigorífico como mínimo duas horas ou uma hora no congelador.






Dez minutos antes de proceder à montagem da galette preparar as frutas. Colocar as nectarinas cortadas em fatias finas numa taça e os mirtilos. Adicionar o açúcar, o sumo e a raspa de limão e a maizena, envolvendo bem. Deixar repousar.

Pré aquecer o forno a 200°C.

Retirar os discos de massa do frígorifico, colocar sobre a placa do forno devidamente forrada com papel e espalhar no centro amêndoa moída deixando 2 cm de margem do bordo do disco de massa.
Colocar as fatias de pessêgo em círculo e de seguida os mirtilos. Rebater os bordos da massa sobre os pêssegos pressionando ligeiramente. Repartir o liquído de maceração sobre as tartes. 

Pincelar os bordos da massa com ovo batido e polvilhar com açúcar em grão.
Levar ao forno, baixando a temperatura para 180°, deixando cozer até a massa estar douradinha. Deixar arrefecer sobre uma grelha. Servir morna ou fria. 







É daquelas coisas que não precisa nenhum extra, mas quando se come morna, uma bolinha de gelado de baunilha ou uma colherada de crème frâiche espessa, é sempre como uma cereja no topo de um bolo.


P.S - É excusado dizer que já não estamos na altura destas frutas que tanto me agradam, mas a receita, não sei porquê, ficou guardada em rascunho, e era uma pena muito grande não poder compartir. Assim fica a jeito de despedida, ou para aqueles que já têm saudades do Verão. 









16.8.16

Passa o tempo....




Motivos de ausência? Falta de tempo! E quando dou conta, há um dia mais a assinalar no calendário.


Podia dar mil e uma desculpas por não publicar tão assiduamente, mas isso levaria outro tanto tempo e, sinceramente não vale a pena. Prefiro aproveitar os meus ataques de gula ou dias que têm que ser assinalados e lembrados.


E como em dia de aniversário tem que haver bolinho, resolvi fazer uma coisa simples. Sem grandes pretensiosismos e sem muito trabalho. Esta última parte é importante!


Como alguém diz por aí, quem disse que o simples não é bonito?








Descobri a receita numa das visitas ao Smitten Kitchen, mas à qual fiz umas quantas alterações. Acho que nunca vou seguir uma receita a risca. O resultado foi aprovado por unanimidade cá em casa e nas redondezas! (risos) E por falar nisto, deixo uma notinha que este bundt é muito melhor um dia depois. Ou seja,,, Nada de provar assim que arrefeça!



Bundt Cake de Frutos Vermelhos e Limão






Ingredientes:

- 355 gramas de farinha + 20 gramas
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de sal
- 150 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
- 250 gramas de açúcar
- 3 ovos tamanho L
- Raspa de 1 limão
- 1/2 colher de chá de essência de baunilha
- 175 gramas de iogurte grego lima limão*( temperatura ambiente)
- 300 gramas de frutos vermelhos (usei framboesas e mirtilos)

Cobertura:
- 5 colheres de sopa de açúcar em pó
- Sumo de 1/2 limão (ou mais dependendo da textura desejada)
- Framboesas e folhas de menta para decorar ( opcional)

* - Este iogurte grego é uma das novidades da Danone aqui pelos meus lados. Um bocadinho doce para o meu gosto, mas ainda assim tem o toque da lima e do limão que o tornam muito agradável. Na falta deste usar a mesma quantidade de iogurte grego e a raspa de uma lima.


Execução:

Pré aquecer o forno a 180ºC.

Numa taça misturar a farinha (355 gramas), o sal, o fermento e reservar.

Colocar a manteiga, o açúcar e a raspa do limão numa taça. Bater a velocidade média durante 3 a 5 minutos, até obter uma mistura pálida e esponjosa. Baixar a velocidade da batedeira e juntar os ovos um a um, batendo bem entre cada adição.

Juntar 1/3 da farinha e misturar. Adicionar 1/3 de iogurte e misturar bem. Repetir esta operação até terminarem estes ingredientes, batendo bem entre cada adição.

Polvilhar os frutos vermelhos com as duas colheres de sopa de farinha e envolver suavemente. Juntar os frutos à massa anterior e com a ajuda de uma espátulo incorporar suavemente na massa.

Deitar a massa numa forma de bundt devidamente untada e levar ao forno aproximadamente 60 minutos. A meio da cozedura rodar a forma 180º para uniformizar a cozedura. Fazer o teste do palito e assim que este saia limpo, retirar o bundt do forno e deixar arrefecer dentro da forma durante 15 minutos.

Desenformar e deixar arrefecer sobre uma grelha e embrulhado num saco de plástico. 

Preparar a cobertura misturando o açúcar em pó com o sumo de limão, misturando bem e mexendo até obter a textura desejada. Quanto mais sumo (ou água, se preferirem) mais líquida e menos branca será a cobertura.

Depois de frio colocar a cobertura, decorar com framboesas e as folhinhas de menta.







A textura deste bundt cake não é comparável com nenhum dos que já fiz e provei até hoje, Seja pela presença da fruta, seja pelo toque fresco e citríco. Denso, fresco e frutado! Mesmo no Verão há motivos para fazer um bolinho, verdade?

22.3.16

Voltaram os morangos!


Podia estar aqui uma eternidade para tentar explicar o motivo da minha ausência, mas não vale a pena. O importante é que saí deste estado de hibernação, para não lhe chamar outra coisa, e a culpa é dos morangos e da Primavera. Já chegou!!! Não sei onde, mas isso põe o calendário. (risos)










E como normalmente digo, a culpa é sempre de algo ou de alguém e neste caso além dos morangos, é desta receita de um dos meus blogs de eleição, Sabores de Canela, e da cotorrinha que pediu a receita no blog.

Reduzi a quantidade de açúcar visto os morangos serem muito docinhos, não usei a baunilha porque se acabou, e não coloquei os pedaços de manteiga por achar que a massa da tarte já tinha bastante.

Óbvio que a grande culpada sou eu, que me deixo sucumbir ao pecado da gula que pensava que tinha desaparecido, e afinal estava só adormecido.

Na falta de amoras para seguir a receita original, usei uma mistura de morangos e mirtilos. Na falta de massa areada de compra, usei uma daquelas massas de tarte, ao belo estilo americano, que carinhosamente lhe chamava "massa diabólica", nas minhas receitas da Dorie.

E o resultado? Simplesmente diabólico! (risos)



Tarte de Morangos e Mirtilos




Ingredientes:

Para a massa:
- 315 gramas de farinha sem fermento
- 1 colher de sopa de açúcar
- 1 colher de chá de sal fino
- 225 gramas de manteiga sem sal, cortada em cubos, bem fria (colocar no congelador 15 minutos antes de usar)
- 250 ml de água gelada (colocar cubos de gelo, ou colocar no congelador antes de usar)

Para o recheio:
- 500 gramas de morangos cortados em cubos
- 100 gramas de mirtilos congelados
- 40 ml de água fria
- 2 colheres de sopa de farinha
- 60 gramas de açúcar


Execução:

Colocar a farinha numa taça, juntamente com o sal, o açúcar. Misturar e de seguida juntar os cubos de manteiga bem fria. Com a ajuda de um "pastry blender", misturar a farinha e a manteiga, de modo a obter pedacinhos de manteiga do tamanho de ervilhas. (esta operação pode ser feita num processador de alimentos)








Juntar metade da quantidade de água indicada na receita e mexer a massa com uma espátula de silicone. Ir adicionando a água de modo a unir os pedaços de massa. Amassar a massa ligeiramente sobre uma superficie enfarinhada. Dividir a massa em três partes e esticar em forma de círculo. O primeiro servirá para forrar a forma de tarte. O segundo para ser cozido tal qual e o terceiro para tapar a tarte.

Depois de esticados com uma espessura de 2/3 mm, colocar no congelador durante 30 a 45 minutos. 

Pré aquecer o forno a 230ºC. 

Limpar os morangos e cortar em cubos pequenos. Juntar os mirtilos. De seguida juntar a água, o açúcar e a farinha. Mexer e reservar.








Levar um disco e a tarteira forrada ao forno durante 10 minutos aproximadamente, ou até estarem ambos dourados. 

Retirar do forno e deixar arrefecer. Baixar a temperatura do forno a 180ºC.

Repartir sobre o fundo da tarte metade da mistura de morangos e colocar por cima o disco cozido. Deitar os restantes morangos e cobrir com o último disco de massa, o qual pode ser recortado com um corta-massa à escolha, ou ser colocado tal qual.

Aparar o excedente e aproveitar para fazer decorações se assim o desejarem. Pincelar com ovo batido e polvilhar com açúcar.

Levar ao forno durante 45 a 60 minutos. Se a massa começar a dourar muito rápido, tapar com uma folha de aluminio para evitar que se queime. 

Retirar do forno e deixar arrefecer. Servir morno ou frio, acompanhado com uma bola de gelado de baunilha.







Com esta receita, descobri que o meu forno tem um problema e está completamente descontrolado. Um pouco mais e fica em estado não apresentável para o blog, o que sinceramente sería uma pena.

A massa continua a ser diabolicamente boa, os morangos e os mirtilos foram a companhia perfeita e o gelado, como diriam os espanhóis "la guinda encima del pastel"!


Vai uma fatia?