sábado, 28 de fevereiro de 2015

Mais uma tarte...



E cá estou eu de volta... E só estou porque há receitinha da Dorie e no meu último dia de preguiça decidi fazê-la!

A preguiça é um dos 7 pecados capitais sabiam? E eu como pecadora, serei julgada por esse pecado. Só espero que quem me julgue, tenha em conta que nesses ataques de preguicite, saiem coisas muito boas!! (risos)

Quando digo que tenho ataques de preguiça, é não fazer nada daquelas coisas que uma dona de casa faz, quando está de folga. Leia-se pois limpar a casa, passar a ferro, arrumar roupas, etc, etc, etc... Muitas certamente se reconhecem e tenho a certeza que muitos também. Mas eu não tenho o blog para falar destas coisas, mas sim das minhas aventuras culinárias.

Ora preguiça era o que tinha que me ter dado quando li a receita desta quinzena no Dorie às Sextas. A Susana escolheu-a a dedo! E como ela dizia, há que sair da zona de conforto... Quando li isto, fechei os olhos e pensei... Demasiado complicada! Depois de a ter lido, vi que a zona de conforto estava no meu limite e decidi pôr as mãos na massa.

Além de ser uma receita da minha querida Dorie, é também uma receita compartida com um senhor da Pâtisserie Française, o Monsieur Hermé, que me deixa de olhos em bico e não é própriamente com receitas de arroz! (risos) É o senhor dos Macarrons! O que ele não se lembra, mais ninguém se lembra e considero-o, dentro do meu ponto de vista, um chef pâtissier dos melhores.

A receita pode parecer complicada, mas não é! E a prova é que eu, despistada como sou, consegui fazer! Não fiz alterações absolutamente nenhumas, a não ser numas miniaturas! O que querem? Eu tenho uma inclinação para as coisas em tamanho pequeno. Devia ter feito só metade da receita, porque tive tarte para dois ou três dias e ainda assim foi dividida pela provadora oficial.

Em suma, não se assustem com a extensão da receita. Assim entenderão melhor a execução e verão que o grau de dificuldade não é tanto. Na receita original sugerem varios tipos de massa de tarte, e eu optei pela que tem especiarias, sendo essa a que deixo escrita.

Vamos?






The most extraordinary french lemon cream tart 
(Do livro Baking, Dorie Greenspan, página 331)
(Tradução: Susana Figueiredo)

Ingredientes:

- 225 gramas de açúcar
- Raspa de 3 limões
- 4 ovos grandes
- 180 ml de sumo de limão (4-5 limões)
- 300 gramas de manteiga sem sal, cortada em pedaços do tamanho de colheres de sopa

- 1 base de tarte com 23 cm feita com a Sweet Tart Dough ou Sweet Tart Dough with Nuts ou Spiced Tart Dough, já cozinhada e arrefecida.(usei a Spiced Tart Dough)


Execução: 

Para o creme:

Preparar um termómetro para doces, um passador de rede e um liquidificador (ou processador de alimentos). Pôr uma panela ao lume com alguns centímetros de água, deixando fervinhar.

Numa taça à prova de calor que possa ser colocada em cima da panela, juntar o açúcar com a raspa de limão. Ainda fora do calor, esfregar o açúcar com a raspa até este estar húmido, granuloso e bastante aromático.

Adicionar os ovos, batendo bem, e depois o sumo de limão. Colocar a taça em cima da panela que está em lume brando e começar a bater com uma vara de arames assim que a mistura estiver tépida ao toque. Cozinhar o creme de limão até o termómetro marcar 82ºC, nunca parando de bater senão o creme transforma-se em ovos mexidos.

À medida que se bate, o creme vai ficando leve e espumoso; as bolhas vao começar a ficar maiores e, quando estiver a atingir os 82ºC, a mistura estará grossa e a varade arames estará já a "deixar rasto" no creme, o que significa que o creme vai estar quase pronto. Todo o processo deve levar cerca de 10 minutos.

Quando atingir os 82ºC (ou quando tiver a textura acima descrita, caso não se tenha termómetro), retirar o creme do lume e coá-lo no passador para dentro do liquidificador ou do processador de alimentos. Deitar fora a raspa de limão que ficará no passador. 

Mexendo ocasionalmente, deixar o creme arrefecer até aos 60ºC, o que deve levar cerca de 10 minutos. Ligar o liquidificador na velocidade alta (ou ligar o processador) e juntar a manteiga, 5 pedaços de cada vez, raspando ocasionalmente os lados do recipiente. 

Quando toda a manteiga estiver incorporada, manter a máquina ligada durante cerca de 3 minutos, de mdo a que o creme fique leve e cheio de ar. Se a máquina ficar muito quente, azer pequenas pausas a cada minuto.

Deitar o creme num recipiente hermético (ou vedar com película) e refrigerar durante pelo menos 4 horas ou de um dia para o outro (a mistura aguenta 4 dias no frigorífico ou 2 meses no congelador, devendo ser descongelada dentro do frigorífico).

Para montar a tarte, bater ligeiramente o creme com a vara de arames e deitá-lo às colheradas na base da tarte. Servir ou refrigerar até ser necessário.






Spiced Tart Dough ( Deve ser feita com antecedência, para arrefecer antes de rechear)

Ingredientes:

- 115 gramas de amêndoa moída
- 125 gramas de farinha
- 1 colher de sopa de cacau em pó
- 1 colher de chá de canela moída
- 1/4 colher de chá de sal
- 1 pitada de cravinhos moídos
- 1 gema grande
- 1 colheres de sopa de água
- 90 gramas de manteiga sem sal àtemperatura ambiente
- 6 colheres de sopa de açúcar


Execuação:

Untar com manteiga uma tarteira de 23 cm, com fundo amovível. Misturar as amêndoas com a farinha, o cacau, a canela, o sal e os cravinhos. Com um garfo, misturar numa tigela a gema de ovo e a água. 

Numa batedeira de pé, bater bem a manteiga e o açúcar até ficarem suaves, cerca de 3 minutos, raspando a taça sempre que necessário. Juntar a mistura de ovo e água e bater por mais um minuto. 

Reduzir a velocidade e juntar os ingredientes secos, misturando os apenas até desaparecerem na massa, que não deve ficar trabalhada em demasia. Se sobrarem na taça restos mais secos de massa, misturá-los à mão ou com uma espátula.

Colocar a massa entre duas folhas de pelicula aderente ou papel vegetal, pressionando com as mãos até ficar achatada. Estender com o rolo até ficar com cerca de 28 cm de diâmetro, tendo o cuidado de ir virando frequentemente a massa. 

Remover a folha superior do papel vegetal ou da película e virá-la cuidadosamente sobre a tarteira, pressionando-a levemente sobre a base e os lados. Se se partir, voltar a juntar a massa e pressionar levemente com os dedos. Refrigerar a massa, coberta com película, durante pelo menos duas horas.


Pré-aquecer o forno a 190ºC. Remover a película e cortar o excesso de massa com uma faca afiada. Untar a parte brilhante de uma folha de alumínio, cobrir a massa com a parte brilhante da folha para baixo, cobrir com feijões e levar ao forno durante 20 minutos. Remover a folha de alumínio e levar ao forno durante mais 8 ou 10 minutos, ou até estar dourada, seca e firme. Deixar arrefecer à temperatura ambiente.







Notas da Mamã:
- usei uma forma de tarte rectangular e como tal sobrou massa da base da tarte, a qual resolvi usar numa forma de muffins e fazer mini tartes. Basta cortar um circulo ligeiramente maior que o tamanho do buraco dos muffins e proceder da mesma maneira como acima referido.

- o meu creme esteve mais de 10 minutos ao lume, e sempre com o bendito termómetro na mão. Quando vi que começava a fazer o dito caminho, retirei-o e segui o restante processo.

- o coulis de frutos vermelhos é simplesmente um devaneio, porque eu gosto de complicar o que não tem que se complicar, né?








Esta tarte faz-me lembrar uma outra receita da Dorie, que em vez de usar limões usava lima. 

Quando li a receita, foi a primeira coisa que me lembrei! E como eu guardo toda essa informação, sabia que tinha que ser boa.

Depois de ter provado o creme, ainda sem a base da tarte, eu já fiquei convencida, mas com a base de tarte ligeiramente especiada, a minha rendição foi total!

Não posso dizer que seja complicada, exige sim tempo para estar pendente do bendito creme, mas que no final recompensa, quando a desgustamos devagarinho e sem pecado!!

Depois disto, não me podem julgar!! (risos)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Dia de preguiça



Os dias de folga são para ficar em casa. E todo o dia sem tirar o pijama. Só de pensar em sair, dá um cansaço tão grande, que me sento na cadeira da cozinha.

Foi quase isso que aconteceu hoje de manhã, depois de tomar o café pausadamente e sem pressas, como nos outros dias da semana.

Andava às voltas com umas receitas e tinha uns quantos livros espalhados pela mesa, e para os poder arrumar tinha que fazer qualquer coisa.

Deixei-me levar pela BundtMania, cujo tema desta edição é o Queijo. Sinceramente no que toca a queijos, sou um bocadinho esquisita. Por aqui existem uns quantos e eu torço o nariz a todos. Há muito poucos que me seduzam o palato, mas como este vai misturado num bundtzinho doce a coisa muda. 

O ricotta é talvez dos meus queijos preferidos para fazer um doce. Já o tenho utilizado e acredito que esta não será a última vez que o volte a utilizar.

Não queria nada complicado! Queria que fosse algo simples, com um toque fresco e com uma textura húmida. Não queria estar toda a manhã na cozinha de volta de um Bundt, e acabei por estar por causa de outras coisas. Mas o resultado, foi o que tinha imaginado.

Uma receita que vi no Grand Livre Marabout e uma receita que vi no BBC Food, deu origem a um bundt simples, mas cheio de aromas. Que mais se pode pedir?




Bundt Cake de Ricotta, Amêndoa e Limão
(receita adaptado do Grand Livre de Pâtisserie Facile, pág.



Ingredientes:
- 3 ovos
- 225 gramas de açúcar
- 200 gramas de farinha
- 60 gramas de amêndoa moída
- raspa de 2 limões
- 60 ml de sumo de limão
- 150 gramas de manteiga s/sal temperatura ambiente
- 250 gramas de ricotta (bater antes de usar)
- 1/2 tsp de bicarbonato de sódio
- 1 tsp de fermento em pó
- 1/4 tsp de sal
- 1 tsp de essência de amêndoa
- Amêndoas fileteadas tostadas

Para a glace de amêndoa:
- 5 colheres de sopa de açúcar em pó
- 2 gotas de essência de amêndoa
- 1 colher de sopa de leite ( mais se for necessário)
Colocar a essência de amêndoa, o açúcar e o leite e mexer bem. Se ficar muito espessa, juntar um pouquinho mais de leite, mas não em demasia para não ficar muito liquída. Reservar.

Execução:

Pré aquecer o forno a 180ºC.

Numa taça colocar a farinha, a amêndoa moída, o sal, o bicarbonato e o fermento. Reservar.

Colocar o açúcar numa taça e a raspa de limão. Com as pontas dos dedos, ir esfregando o açucar de maneira a que fique empregnado com a raspa de limão. Juntar a manteiga e bater com a batedeira, a velocidade média, durante 3 minutos, ou até obter uma mistura esponjosa.

Juntar os ovos um a um, batendo a uma velocidade média, entre cada adição. Juntar a essência de amêndoa e o sumo de limão envolvendo. Juntar um terço da mistura de farinha e bater a uma velocidade média até estar bem incorporada. Juntar metade do ricotta, baixando a velocidade, e envolvendo bem. Repetir esta operação com a restante farinha e o ricotta, devendo terminar com a farinha.

Deitar a massa na forma de bundt, devidamente untada e enfarinha, e levar ao forno, aproximadamente 40 minutos, ou até estar douradinho.

Retirar do forno e deixar arrefecer.

Depois de frio decorar com a glace de amêndoa e as amêndoas tostadas.




O cheirinho que se espalhou pela casa, foi algo de muito relaxante. De um lado o aroma da amêndoa e do limão e por outro uma mistura de especiarias.

Não, ainda não fiquei maluca de vez, mas nos dias de folga, aparte da minha pessoa que não tem descanso, o forno também não está apagado.

Ou seja, que havia aromas que prometem e que mais tarde aqui chegarão!

Este é apenas o primeiro! Queria simplicidade, queria sabor e queria textura.






O meu maior problema é quando imagino. O meu maior dilema, é quando dou voltas e voltas, e complico o fácil. Daí que, hoje não quis complicar nada. Deixei-me levar e o resultado é aquele que eu imaginei.

Um bundt com uma textura perfeita, uma humidade fantástica e os aromas perfeitos!

Afinal as coisas simples, são as que me deixam mais felizes!

Fazemos um Bundt?

domingo, 15 de fevereiro de 2015

17ª Edição da BundtMania - Queijo


Ora cá estou eu, em mais um dia 15, desta feita para anunciar a nova edição da BundtMania.


Enquanto isso no Lemon and Vainilla, está o round up da 16ª edição com o tema, Frutos Secos. Excusado será dizer, que nos deixam muito contente, o carinho com que sempre nos brindam, e mais do que isso, a imaginação que não tem limite.


Como a BundtMania não pára, hoje começa mais uma Edição. Podem não acreditar, mas é cada vez mais difícil escolher um tema, um ingrediente.


Além da escolha de mais um ingrediente, serve este post para avisar de uma alteração nas regras deste desafio. Ora então aqui vai!


Todos os links devem ser colocados neste post, até ao próximo dia 15 de Março. Desta feita não há hora imposta e como tal podem publicar, até às 23:59 min, mas nem mais um minutinho mais!! (Não se esqueçam que tenho uma diferença horária de uma hora e ainda assim, estou a ser generosa!)


E os Round Up's passarão a ser publicados no dia 20 de cada mês. O porquê das alterações? Porque tanto eu como a Lia, andamos sempre num stress para podermos fazer os ditos post's. E como temos uma vida pessoal, que vai além de cada blog, esta alteração permite-nos gerir melhor o nosso tempo e todas as participações.


Agradecemos desde já a vossa compreensão e esperamos contar convosco. E se alguém tiver alguma dúvida, que nos faça chegar! E se quiserem ralhar com alguém, ralhem com a Mamã que ela é que tem a culpa toda!! (risos).









E então o nosso ingrediente para esta Edição, é o queijo! Estamos habituados a que dito manjar, seja incluído cada vez mais em sobremesas, E porque não um Bundt? E porque não fazer um Bundt Salgado? E porque sim, porque eu e a Lia queremos! A única condição, é que tenha queijo! Seja ele qual for. O vosso preferido! Já sabem como costumo dizer, a imaginação é o vosso limite.

Agora não se ponham a provar queijos e depois não me venham dizer que se esqueceram!

Fazemos um Bundt?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Puff quê?


Esta quinzena da Dorie às Sextas aparece mais tarde. Um pequeno lapso aquando da apresentação da receita, fez com que a data fosse alterada para esta semana.

Nada que a mim me afectasse, porque se na semana passada, me queixei que ia ter que fazer o post em cima do joelho, ainda assim com mais uns dias, o post é quase feito da mesma maneira.

O que não foi feito em cima dos joelhos, foi a receitinha. Assim que a vi aproveitei o dia de folga e meti as mãos na massa. Sim porque voltam as famosas massas da Dorie. Esta mulher é fantástica!! Se há coisa que gosto dela, são estas massas a que carinhosamente chamo de diabólicas! E que apesar de serem um pouco mais difíceis de trabalhar, são a recompensa máxima no final.

Ora a juntar a isto, uma vaga de frio polar que nos afectou por estes lados! Bufff... Foi mais de uma semana!! E daquelas que são muito duras de passar!

O frio fez-se notar e a neve também! A isto juntava-se o vento, e o trio estava completo. E a prova disso são os blocos de gelo que se criam nas casas. Perigos iminentes que podem causar danos irreversíveis. Mas há quem aproveite esse frio polar, e use a janela como frigorífico, e a foto que a seguir mostro, aparte de mostrar os blocos de gelo, era para ilustrar o dito frigorífico exterior. Mas os "toristas" foram-se e eu fiquei só com as janelas vazias! Enfim....








A receita desta quinzena da Dorie são umas bolachinhas. Ou melhor dizendo, uns Pufflets. Procurar uma tradução é tarefa impossível e como tal deixo ficar o nome tal qual nos é fornecido na receita. Quanto a alterações, NÃO fiz nenhuma! Bem... Só mudei o aspecto dos ditos! Que tinham que ser pequenos triângulos, mas acabaram mais parecidos com umas empanadas. É que eu e os quadrados não nos entendemos e como tal, decidi usar um cortador redondo de 6 cm de diâmetro.



Cottage Cheese Pufflets
(Receita retirada do livro Baking de Dorie Greenspan) 
Tradução: Susana Figueiredo







Ingredientes:
- 225 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 1/4 colher de chá de sal
- 225 gramas de requeijão (usei ricotta)
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 210 gramas de farinha sem fermento
- 1/4 de chávena de doce ou compota espessa à escolha (usei uma mistura de frutos vermelhos)

- Açúcar em pó para polvilhar

Execução:
Colocar a manteiga,o açúcar e o sal num processador de alimentos, processando por 2 minutos até a manteiga estar em creme e raspando de vez em quando os lados do recipiente. Juntar o requeijão e a baunilha e processar durante mais 2 minutos. A mistura ficará aveludada, como queijo creme batido. Juntar a farinha e pulsar até esta estar apenas incorporada. Deitar a mistura num pedaço de película aderente. Moldar a massa num retângulo, espalmá-la um pouco, cobrir completamente e refrigerá-la durante 3 horas ou até 3 dias (poderá também ser congelada durante 2 meses e descongelada no frigorífico).

Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 205ºC. Forrar 2 tabuleiros com tapetes de silicone ou papel vegetal. Cortar a massa ao meio e estendê-la entre folhas de papel vegetal ou numa superfície enfarinhada até uma espessura de 3 milímetros. Como vai ser cortada em quadrados, é melhor estender a massa num formato quadrado ou retangular. Se em algum momento a massa ficar muito mole, levá-la ao frigorífico para endurecer. Cortar a massa em quadrados com entre 4 e 6 cm de lado. Colocar um pouco de compota no centro de um quadrado e, com um dedo molhado, humedecer os extremos da massa. Dobrar a massa de modo a formar um triângulo, fechando bem o doce e vedando bem os lado. Repetir para todos os quadrados, colocá-los nos tabuleiros com um espaço de 1 cm entre eles e fazer um pequeno furo no centro de cada para sair o vapor (também podem ser congelados nesta fase, devendo ir directamente ao forno sem descongelar). Cozer entre 10 e 12 minutos (1 tabuleiro de cada vez) ou até estarem inchados, firmes e bem dourados. Polvilhar com açúcar em pó e deixar arrefecer.


Notas da Mamã: Foi completamente impossível encontrar requeijão por aqui e, como tal, a única alternativa mais viável, era o ricotta. O qual coloquei a escorrer dentro de um coador de rede fina, durante 30 minutos.
Quanto à compota ser espessa, tem que ser mesmo espessa, porque o calor faz com que a mesma se fluidifique, o que faz com saia do interior da massa. ( O tabuleiro vai parecer um campo de batalha!!!)








Depois de tanto dobrar mini empanadas, fiquei cansada!! E nota-se na forma das últimas, que as coloquei num tabuleiro de mini cakes e deixei que ficassem assim. Ao menos consegui evitar que o doce ficasse fora da massa.

Em resumo.... Mais uma massa fantástica da Dorie, que de diabólica não tem absolutamente nada, e mais umas bolachinhas que foram aprovadas cá em casa, visto a velocidade a que desapareceram.

Muito boas de fazer, e melhor ainda? De se comer!

Aceitam um chá?


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Long distance...


Começou a nevar na quinta feira ao fim da tarde e até este preciso momento, não parou!! Estou fartinha de tanta neve! 


E não sou só eu, porque o Tomás um destes dias, dizia que quando neva muito, não tínhamos que sair de casa. É um querido o meu pequeno! Mas depois remata que temos que sair, porque a Mãe tem que ir trabalhar. Ou seja que o esforço que fazemos, é só porque eu tenho que ir trabalhar. Toma lá que é para aprenderes.


Lá chegará o dia, em que eu fico em casa e eles vão trabalhar! Mas sinceramente espero que seja longe da neve! Ali prós lados do Caribe não estaria mal! Eu não me ia ficar aborrecida! Isto digo eu, porque também não me vejo alapada todo o dia a tomar o sol. Vai contra a minha natureza! Tenho bichos carpinteiros e não posso estar muito tempo parada! Ou seja, e também uma insatisfeita! (risas).


Ora como os dias estão fresquinhos, o forno aceso é uma benção! E normalmente aproveito o dia de folga para lhe dar uso. E para dar largas à imaginação, e às vezes limitar-me a seguir uma receita. O que não é normal, porque trato sempre de mudar alguma coisa! Paranóias minhas!


E quando me dou conta, tenho ligações internauticas, enquanto deambulo pela cozinha, com a amiga perdida, a 12º do Equador, onde abunda o calorzinho e os côcos!! Ai os benditos côcos...


Ora da última vez, apanhou-me de avental, e no meio do cenário improvisado para as fotografias do blog. Quando vi a foto, que desconhecia que a tinha feito, desatei às gargalhadas!! E pensei para comigo e para as vaquinhas do meu avental: "Olha só as figurinhas que tu fazes! E depois? Ao menos sou feliz assim, né?"


E mais quando me fazem fotos a 7500 km de distância! Isso sim, é obra!!







Dito isto, excusado será dizer, que a Bundtmania está no ar!! Desta vez no blog da outra Madame Bundette, o Lemon&Vainilla, e tem como tema os frutos secos. Muito haveria a dissertar sobre isto e os meus gostos pessoais, mas não me apetece porque já escrevi demais. Para esta edição deixei-me seduzir por um Bundt da Chrysta, que já há muito estava debaixo de olho.



Cinnamon Pecan Coffee Bundt Cake
(Bundt Cake de Crème Frâiche com Streusel de Nozes e Canela)
(Receita adaptada do Kiss My Bundt, pág. 105 de Chrysta Wilson)





Ingredientes:

Para o bundt:
- 3 ovos tamanho L
- 100 gramas de açúcar mascavado escuro
- 200 gramas de açúcar
- 170 gramas de manteiga sem sal temperatura ambiente
- 1 pitada de sal
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de bicarbonato
- 375 gramas de farinha
- 250 gramas de crème frâiche
- 60 ml de leite gordo
- 2 colheres de chá de extrato de baunilha

Para o streusel:
- 100 gramas de nozes picadas grosseiramente
- 200 gramas de açúcar mascavado escuro
- 2 colheres de sopa de canela em pó

Glace de Canela (opcional)
- 5 colheres de sopa de açúcar em pó
- 1 colher de sopa de leite (pode ser mais)
- 1 colher de chá de canela em pó






Execução:

Untar muito bem uma forma de bundt com manteiga. Forrar com papel vegetal* e untar novamente e polvilhar com farinha. Reservar.

Pré aquecer o forno a 175ºC.

Numa tacinha juntar a crème frâiche, a baunilha e o leite. Reservar.

Colocar os ingredientes do streusel num recipiente, misturar e reservar.

Peneirar a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal. Reservar.

Colocar a manteiga e os açúcares numa taça e bater a uma velocidade média, durante cinco minutos, até obter uma mistura fofa e esbranquiçada.

Juntar os ovos, um a um, diminuindo a velocidade, e mexendo bem entre cada adição. Adicionar 1/2 da mistura de crème frâiche e misturar bem, alternando com 1/3 da mistura de farinha. Mexer bem entre cada adição, devendo terminar com a farinha.

Colocar 1/3 da massa na forma e de seguida colocar metade do streusel. Cobrir com mais 1/3 de massa e colocar o restante streusel. Cobrir com a massa restante, batendo com a forma numa superfície e alisando a massa com uma espátula.

Levar ao forno durante 55 minutos, dependendo do forno, tendo em conta que o bundt está cozindo quando começa a despegar-se do rebordo da forma, ou quando o palito saia limpo. Ter em atenção que se tocar o streusel pode sair molhado.


Depois de cozido retirar do forno e deixar arrefecer durante 15 minutos na forma. Se passados estes 15 minutos não desenformar, deixar mais 10 minutos.

Colocar sobre uma rede e deixar arrefecer completamente envolto num saco de plastico.

Para preparar a glace, misturar o açúcar com a canela e adicionar uma colher de sopa de leite. Mexer bem, e se a mistura estiver muito seca, ir adicionando pouco a pouco uma segunda colher de sopa de leite, até obtermos a textura desejada. Colocar sobre o bundt aleatoriamente.








O resultado que eu esperava não era bem este. Mas isso também já é normal! Ainda assim, e eu como sou suspeita, é um daqueles Bundts que é obrigatório fazer. A Chrysta diz que é o bolinho indicado para o pequeno almoço e há outros que dizem, que é o bolo perfeito para o lanche para acompanhar o café.

Afinal de contas, o que importa é ter um bolinho assim! Seja de manhã, ou a qualquer hora do dia né?








É sem dúvida um Bundt que vale a pena experimentar. A textura que aporta a minha adorada crème frâiche, a canela, as nozes, o toque caramelizado do açúcar no seu interior, fazem com que seja impossível parar de comer.


Deste ficaram umas míseras migalhas! Nunca entendo o porquê!!