quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mais uma tarte!


Isto já começa a ser a rotina do blog.... cada quinta feira aparece qualquer coisinha para ocupar espaço e ir aumentando a lista de Aventuras!


Olhem uma Aventura é eu tentar fazer tudo aquilo que imagino num só dia! E agora que os dias são mais pequeninos, só te dás conta quando olhas para a janela e está escuro como o breu! Bem como o breu não porque há as luzes dos candeeiros, mas já é de noite e eu não gosto!


Eu que gosto tanto de solzinho, este agora esconde-se! Mas ainda assim podemos aproveitar porque tem brilhado e não há-de tardar a esconder-se, ou como o Tomás diz, a esconder-se nas nuvens, porque tem medo da neve!!


Os pequenos estão de férias e como tal, hoje o dia foi para ficar em casa! Enquanto um discute porque lhe falta um brinquedo, o outro anda de roda de mim para ver o que faço! O pior mesmo é quando se juntam os dois para querer ajudar.... E acabam por desajudar mais que ajudar e quando dou conta tenho massa por toda a casa.


O Tomás é o que normalmente menos se chega! Lá anda no mundo dele e só de vez em quando e arrastrado pela irmã é que espreita os andamentos.

A Maria não... Assim que me vê preparar alguma coisa, lá vem ela toda lampeira! 


Enquanto preparava a receita pergunta:

- Oh Mãeee que tás a fazer?
- Ando para aqui a inventar, filha!
- Ui Mãe... Isso não vai sair la muito bem!!!
Eu fiquei a olhar para ela e perguntei porquê.
- Então Mãe, tu é que dizes que não gostas de inventos!

Isto porque às vezes costumo dizer que não gosto dos inventos deles.... Para não dizer disparates! E vai daí a rapariga solta assim uma destas!!

Começo a ficar assustada!!!








Assustada fiquei eu quando vi que o tempo para a publicação no grupo Quinze Dias com... Lorraine Pascale, estava a acabar e eu sem nada para publicar.

Há uns tempos comprei um livro desta menina e ainda não tinha tido a oportunidade de experiementar nenhuma das receitas. Pois ao ver que esta quinzena era a Lorraine Pascale a escolhida, fui à prateleira e o livro andava sempre atrás de mim. E ainda assim deixo para quase o final... O tempo não chega para tudo e quando se pensa em fazer qualquer coisa, as minhas neuronas dizem que não! E como sou obediente, não as contrario!

Depois de mais uma vista de olhos ontem, escolhi a receita! Tinha tudo em casa.... Bem quase tudo! E quando voltei das compras, dei conta que não tinha comprado o bendito doce de morango! Mas ainda assim, não ficou por fazer!

Um pequeno precalço no final, quase deitou a perder todo o trabalhinho de uma manhã! As fotos não são as que eu queria, mas não podia deixar de publicar!


Antes de publicar fiquei a saber que esta tarte é mundialmente conhecida! E eu fartei-me de rir, porque nunca tinha ouvido falar e muito menos provar a dita! Fiquei assim muito pequenina, pela minha ignorância, mas é como eu costumo dizer, todos os dias aprendo algo novo e hoje foi o que é uma Bakewell Tart. E agora entendo porque os subditos de sua Majestade gostam tanto da hora do chá! Com tartes assim eu também começo a fazer o chá das cinco! (risos)





Tarte Bakewell
(receita retirado do livro Baking Made Easy, pág.113, de Lorraine Pascale)








Ingredientes para a massa:
- 115 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 60 gramas de açúcar
- As sementes de uma vagem de baunilha
- Raspa de um limão
- 2 gemas de ovo
- 200 gramas de farinha sem fermento
- 1 pitada de sal
- 45 gramas de amêndoa moída

Execução:

Colocar a manteiga, o açúcar, a baunilha e a raspa de limão, numa taça e bater bem até estarem bem misturados. Juntar as gemas uma a uma, e adicionar a farinha, o sal e a amêndoa.

Envolver bem até obter uma mistura uniforme.

Formar uma bola e envolver em pelicula aderente e guardar no frigorifico duas horas. 


Ingredientes para a Frangipani:
- 200 gramas de manteiga amolecida
- 200 gramas de açúcar
- 2 ovos
- 1 colher de chá de essencia de amêndoa amarga ( na receita 2 tbsp de Amaretto)
- 40 gramas de farinha sem fermento
- 200 gramas de amêndoa moída
- 40 gramas de amêndoas fileteadas

Recheio:
- 180 gramas de doce de morango (usei de cerejas negras)


Execução:

Esticar a massa numa superficie enfarinhada até obtermos uma espessura de 2-3 mm. Colocar sobre uma forma de tarte de 23 cm, com o fundo amovível, de preferencia, e pressionar ligeiramente para a massa ficar bem aderida. (Usei o papel de forno para evitar untar e enfarinhar a forma).

Depois de forrar a forma, picar o fundo da tarte com um garfo, e levar durante 30 minutos ao frigorífico.


Pré aquecer o forno a 180ºC.

Retirar a forma do frigorífico e levar ao forno para cozer em branco. Ou seja, colocar um pedaço de papel vegetal sobre a tarte, cubrindo bem os bordes e no centro colocar alguns legumes secos. Levar ao forno e cozer a seco durante 15 minutos. Retirar do forno e retirar o papel, colocando novamente no forno, para terminar de cozer, não devendo os bordes ficarem muito tostados.

Retirar e reservar.


Colocar a manteiga e o açúcar numa taça e bater até obter uma mistura esponjosa e cremosa. Juntar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Juntar a essência de amêndoa amarga, a farinha e a amêndoa. Envolver bem para obter uma massa homógenea.


Colocar o doce de cerejas sobre o fundo da tarte, colocando de seguida o frangipani. Alisar a superficie com uma espátula e polvilhar com a amêndoa fileteada.

Levar ao forno durante 30-35 minutos, verificando aos 15 minutos se os bordes da tarte não começam a tostar. Se assim for, tapar com papel de alumínio e finalizar a cozedura.

Retirar quando estiver douradinha e inchada a frangipani, e deixar arrefecer.








Dentro do desastre monumental que aconteceu com esta tarte, o resultado é bom demais para ficar arrumado! 

Como digo na descrição da receita, deve deixar-se arrefecer.... bem eu deixei, mas nao o suficiente e ao desenformar, a tarte "tartelou-se" toda! Ou seja um desastre como digo, mas que ainda assim pode ser aproveitado e muito!!

Ah e isto faz-me lembrar que tenho que comprar uma forma de fundo amovível para que estes desastres não voltem a ter ocorrência.








Pelos vistos este tipo de tarte tem diferentes maneiras de ser feita! A mim esta pareceu-me relativamente fácil e no caso de não quererem fazer a massa, podem sempre usar uma massa quebrada de compra.

Mas então o resultado final já vai mudar, né? Por isso se quiserem experimentar uma explosão de sabor, experimentem com esta massinha!

Depois de ter feito umas quantas flaky's da Dorie, esta deu um bocadinho de guerra! Acho que o tempo de frio, é demasiado! Por isso podem reduzir para uma hora e prosseguir com o resto da receita. Assim evitarão que a massa se parta.








No livro a Lorraine aconselha a servir em fatias pequenas acompanhadas com um pouco de "single cream", ou simples acompanhada de um chá!

Nem chá nem cream, porque fiquei completamente desnorteada quando se partiu, que fui incapaz de me concentrar na apresentação.

Ainda assim atrevo-me a usar as mesmas palavras que a autora usa no livro para a definir..."Glorious"!


E acrescento, alguém que chá?

domingo, 26 de outubro de 2014

Voltam as saudades.....


Depois do post das bolachinhas de Outono, já deixei quase tudo preparado este post! Leia-se fazer a receita, tirar fotografias e dar-me conta que o fim de semana de publicação era este! O costume.... dar conta em cima da hora! Pois desta vez é mais uma quinzena da Dorie às Sextas, da qual tenho estado ausente depois que voltaram de férias e ja tinha saudadinhas, de fazer receitinhas dela.


Para esta quinzena foi escolhida uma receita com maçãs e que apesar dos meus temores, quando vi o termo flaky decidi fazer na mesma! Procurar uma tradução para este termo é impossível, mas na minha memória guardo as imagens de outras massas da mesma senhora, que foram toda uma surpresa.... isso sim, como muito medo!


O resultado final era o que eu imaginava e que me fez transportar no tempo.... Ao tempo que eu ia ao McDonald's, fora de horas, buscar uma das maravilhosas tartes de maçãs!!! Pronto eu admito, eu simplesmente adoro aqueles rectangulozinhos!!! E para minha sorte, ou azar, aqui a mesma cadeia de restaurantes, não tem essa pequena maravilha.... Cambada.... Se eles soubessem o que é bom!!


Enfim, agora ja descobri a maneira perfeita de matar as minhas saudades.... Há dias assim! Já preciso outra vez de férias. Preciso de voltar à minha terra e respirar o ar que me ajudou a crescer, e comer umas tartes de maçã não estaria nada mal.


E por falar nas maçãs, este blog, vai servir também, para ir escrevendo as pérolas que vão dizendo os meus filhos. Ao fim e ao cabo são parte integrante dele e se não fosse por eles não se chamaria assim. Quando comprei as maçãs que pedia a receita, comprei também umas vermelhinhas, que me piscaram o olho.








A catraia quando as viu no saco, ficou muito séria a olhar! E eu pensei prós meus botões, que coisa boa não estava a magicar! Meu dito, meu feito!

Maria - Mãe, compraste essas maçãs vermelhas, pa mim e pró mano?!
Mamã - Sim filha! Para vocês levarem pró lanche da escola, se quiserem!
Maria - Está bem, pode ser! ( Mas disse isto com um ar nao muito convencido, e depois dispara!)
Maria - Mãe!!! Eu não quero levar essas maçãs vermelhas para a escola! Num gosto!
Mamã - Aiii! Então são maçãs na mesma, filha!
Maria - E tu achas que eu quero, que me aconteça o mesmo que aconteceu à Branca de Neve?


Depois de ouvir isto, acho que se ouviu uma gargalhada descomunal em todo o prédio! A catraia olhava para mim sem entender e com ar de ofendido!

E só mesmo umas "empanadas" de Maçã são o motivo para esquecer tamanha ofensa! (risos).


Deixo-vos a receita tal qual nos foi proporcionada no grupo, deixando para o fim as alterações (pequeninas) que lhes fiz.


Empanada de Maçã
(Flaky apple turnovers, receita retirada do livro Baking, de Dorie Greenspan, p. 316)
(tradução do texto: Susana Figueiredo)





Ingredientes:
Para a massa:
- 250 gramas de nata azeda ( usei crème frâiche)
- 100 gramas de açúcar

- 500 gramas de farinha
- 1 colher de chá de sal
- 340 gramas de manteiga sem sal fria, cortada em pedaços pequenos.

Para o recheio:
- 1 colher de sopa de farinha
- 100 gramas de açúcar

- 1/4 colher de chá de canela em pó
- 4 maçãs Fuji ou Granny Smith, descascadas, descaroçadas e cortadas em pedaços pequenos (usei Granny Smith)
- 45 gramas de manteiga sem sal fria, cortada em pedaços pequenos

- 1 ovo grande, batido com 1 colher de sopa de água, para pincelar
- Açúcar, para polvilhar (usei mascavado escuro)


Para a massa:
Misturar a nata com o açúcar. Reservar. Misturar a farinha com o sal numa tigela grande e adicionar os pedaços de manteiga. Com uma picadora, duas facas ou com os dedos, cortar a manteiga juntamente com a farinha até parecer areia grossa, com cuidado para não trabalhar excessivamente a massa. Com um garfo, fazendo um movimento para cima e para baixo, misturar gentilmente a nata. A massa vai ficar muito mole.
Dividir a massa ao meio, colocando cada metade em película, usando-a para moldar em forma de rectângulo. Embrulhar a massa e refrigerá-la durante pelo menos uma hora ou até dois dias.


Para o recheio:
Misturar farinha, açúcar e canela nuuma tigela grande. Juntar as maçãs e envolver bem.
Preparação (c. 16 turnovers)
Pré-aquecer o forno a 190ºC. Posicionar as grades de modo a dividir o forno em terços. Forrar dois tabuleiros com papel vegetal ou tapetes de silicone. Esticar uma parte da massa até uma espessura de 3,2 mm e cortar círculos de 11,5 cm com um cortador grande ou com uma forma de tarteletes. Repetir com a 2ª parte da massa. Rende 7 a 8 rodelas por porção de massa Pode ainda fazer-se mais uns quantos com os restos da massa, novamente refrigerada e esticada, mas não terão a mesma leveza. Colocar 1-2 colheres de sopa da maçã e, por cima do recheio, colocar pequenos pedaços de manteiga. Molhar as extremidades da massa com um pouco de água, dobrar os turnovers ao meio e selar a massa, pressionando um garfo sobre os extremos. Furar a massa com o garfo para deixar sair o vapor e transferi-los para os tabuleiros. (Neste ponto, podem ser congelados durante 2 meses, bastando levá-los ao forno sem descongelar e acrescentar mais uns minutos ao tempo de cozedura).
Pincelar o topo com a mistura de ovo e polvilhá-los com uma pitada de açúcar. Leva ao forno durante 20 minutos, trocando os tabuleiros de baixo para cima e rodando-os a meio da cozedura (aos 10 minutos). Deverão ficar inchados, firmes ao toque e dourados. Deixar arrefecer à temperatura ambiente.





Notas da Mamã:
- Só fiz metade da receita! (um erro crasso diga-se de passagem, porque nem as migalhinhas ficarão!)
- Ainda fiz alguns individuais como indicava a receita, mas como o tempo não sobrava, optei por fazer uma "empanada" king size para agilizar. O procedimento é o mesmo, devendo separar a massa em dois círculos, perfeitos ou imperfeitos, e seguir o procedimento da receita original.
- A qualidade das maçãs usada na receita original é de suma importância e por isso não saltei este ingrediente, apesar de não gostar muito da sua acidez. Mas neste caso, é simplesmente perfeita.
- Juntei uma pisca de noz moscada ao recheio! Simplesmente porque adoro o contraste desta especiaria com a canela e nas maçãs o resultado é simples delicioso!
- E para um super devaneio, usei um caramelo salgado, ou como dizemos por aqui Caramel Salée, para dar um pouco mais de contraste de sabores.








A receita do caramelo salgado, não há! Porque foi um repente que tive e peguei nos ingredientes e fui fazendo! Açucar, manteiga, natas e flor de sal. Por essa blogosfera e mesmo aqui no blog, há receitas deste pequeno pecado de cor avelã.







Para que conste, estas "empanadas" não precisam de nenhum adereço! Eu é que sou hipermega gulosa, e como tal tenho sempre tendência a piorar!!

E não me pude resistir a misturar o caramelo e o geladinho de baunilha!! Mornas, são pedacinhos altamente viciantes e mesmo difíceis de parar de comer, mas assim....






"Oh Mãe posso levar esta "trate" para o lanche da escola, em vez das maçãs da Branca de Neve?"

Eu ainda lhe disse que sim, mas ao fim do dia nem uma migalha ficou!


Quantos dias durarão se as fizermos individuais?


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Chegou o Outono!!!



Desde que vim para a minha Sibéria, que deixei de ter Outono.... e se vos digo a verdade, tenho saudades do meu tempo do liceu! Porque o caminho que fazia de casa até lá estava cheio de folhas secas no chão e era uma alegria ouvir o som que faziam quando as pisavas. Não era tão engraçado era quando estavam molhadas, mas se a memória não me falha, nunca fiquei espatarrada por causa das folhas molhadas!

Com o destrambelhada que sou às vezes, quando tenho que cair, caio mesmo sem obstáculos! Ainda há poucos dias me aconteceu e ainda hoje, de cada vez que me lembro, não sei como raio aconteceu!

Enfim, coisas minhas, e coisas da minha Sibéria!

Ora hoje, dia de folga, yupiiiii, é dia de meter a mão na massa! E desta vez volto com bolachas, que eu nem gosto nada, para o #VamosFazerBolachas, do blog Cravo e Canela - Uma Cozinha no Brasil. O tema deste mês são bolachas recortadas e aproveitando uma ideia que vi no blog Maria Lunarillos, adaptei e transformei as saudades do Outono em bolachinhas! 

A única pena que tenho, é que duraram pouco para poder matar as saudades! Assim que os catraios chegaram a casa para lanchar, desapareceram como se lhes tivesse atingido uma rajada de vento.

Um receita simples de bolachas, à qual podemos atribuir as cores que queremos, como vi no blog que mencionei atrás! Mas como aqui em casa não abundam corantes e eu com duas cores tenho suficiente, ficaram as tonalidades que a mim me aquecem a alma. Sim porque guardo na memória as imagens das vinhas por estas alturas, dos castanheiros e da tílias do passeio do Liceu.

Enfim, podia ser pior, mas há dias em que me lembro destas coisas!!








Bolachas de Outono
(receita retirada do livro Le Grand livre de La Pâtisserie Facile, pág.296)


Ingredientes:

- 125 gramas de manteiga sem sal amolecida 
- 110 gramas de açúcar
- 1 ovo
- 1 colher de café de essência de baunilha
- 250 gramas de farinha
- 2 colheres de sopa de cacau
- 2 colheres de sopa de leite
- corante cor de laranja a gosto


Execução:

Bater a manteiga com o açúcar, o ovo e a essência de baunilha, até obtermos uma mistura homégenea, com a ajuda de uma batedeira.

Incorporar a farinha em 2 vezes até estar bem incorporada na massa.

Dividir a massa em dois e numa delas misturar o cacau e o leite, até obter uma cor uniforme. Na parte sem cacau, juntar o corante a gosto, neste caso corante laranja.


Cobrir as massas com película aderente e colocar no frigorífico como minimo 30 minutos.


Pré aquecer o forno a 180ºC e cobrir os tabuleiros com papel vegetal.

Cortar pedaços de massa de cada cor, como explicado aqui, ou fazer bandas com 2 cores, como eu fiz.






Esticar a massa com 3 a 4 mm de espessura, e cortar as bolachas com o cortador desejado. Neste caso uma folha.

Colocar nos tabuleiros e levar ao forno 10-15 minutos ou até que o lado cor de laranja comece a ficar mais escuro.

Retirar do forno e deixar arrefecer sobre uma grelha. Guardar numa lata hermeticamente fechada, para que o vento não as leve! (risos)







Eu já me tinha proibido a mim mesma de ver blogs como o que vos mostrei atrás, mas as coisas aparecem-me assim como quem não quer a coisa! E sinceramente eu só tenho a agradecer a imaginação daquelas meninas, porque me têm presa pelos olhos ao blog.

Presas não ficaram as folhas muito tempo, porque os catraios deram-lhe logo sumiço e como tal, nem sei que tempo duram dentro de uma lata...








Há uns tempos decidi começar a fazer um curso de catalão! Mais um idioma a juntar aos que já falo, mas este com intenção de poder ajudar os pequenos na escola e eu aprender mais qualquer coisinha! E o Outono, tem um nome tão lindo.... Tardor!


E não querendo influenciar, foi mesmo o que disseram os catraios assim que as viram! Eles não têm folhas secas no caminho da escola, mas certamente se lembrarão das bolachas do Tardor!!



E como é Outono, o chá já se agradece! Alguém quer uma bolachinha?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Em vez do pão....



Hoje é dia da Alimentação. É também o dia de anos da minha irmã mais nova. É também o dia da minha folga e eu ja fiz quase uma maratona, entre subidas e descidas a Andorra. É também o dia que a blogosfera culinária se enche de Pão para celebrar e eu como sou uma despistada de primeira, não o fiz.


Na minha cabecinha tinha a ideia que o dia 16 era só para o fim de semana, logo teria tempo de preparar uma receitinha e publicar.... To late! O dia chegou e o pão por fazer! Coisas que acontecem quando o tempo anda desgovernado! E o meu anda!


Aproveitando o desafio do grupo do Facebook, Quinze dias Com...., surge esta receita. Por sinal de um senhor que faz Pão como ninguém e que me tem apaixonada por essa arte. Sim, sim, porque eu acho que tudo tem arte, e fazer Pão é uma arte!

Falo pois claro do Paul Hollywood, com o qual já aprendi uma coisinhas! Mas ainda assim não o suficiente para fazer um pão express, como tal hoje a receita é mesmo de Crumble, e uma das preferidas deste senhor.


Quando recebi o livro dele, How to Bake, assim que o abri fiquei boquiaberta com as receitas e com os passos de cada. Pensava eu prós meus botões que não iria complicar-me a vida e que mesmo que não experimentasse nenhuma, não havia problema. Oh oh.... Experimentei um pão assim que chegou e porque era simples. Depois compliquei-me a vida com a Danish Pastry, que é qualquer coisa do outro mundo e que depois de tanto trabalhinho, não consegui publicar porque os pastelinhos desapareceram e desta última, um Crumble. 



Crumble de Pêras, Nozes e Chocolate
(receita retirado do livro, How to Bake, de Paul Hollywood, pág.217)





Ingredientes:

- 4 pêras maduras mas firmes (usei Conference)
- 2 colheres de sopa de xarope de arce (maple syrup)
- 50 ml de vinho branco
- 50 gramas de farinha
- 50 gramas de flocos de aveia
- 25 gramas de açúcar
- 1/2 colher de chá de canela em pó
- 50 gramas de manteiga sem sal fria
- 50 gramas de nozes (na receita pecanas, mas usei normais)
- 25 gramas de amêndoas fileteadas
- 50 gramas de pepitas de chocolate negro ou 50 gramas de chocolate grosseiramente picado (usei Lindt 88% de cacau)


Execução:

Pré aquecer o forno a 180ºC. Untar um recipiente de 28x18 cm oval, ou similiar como no meu caso que usei rectangular. Reservar.

Descascar as pêras e retirar o coração, partindo em quartos. Colocar no recipiente e deitar o maple syrup e o vinho branco.

Colocar no forno durante 10 minutos.

Preparar o crumble misturando todos os ingredientes, excepto, as nozes e as amêndoas, esfregando com as pontas dos dedos, de modo a obter como uma areia grossa. Este passo pode ser feito num processador de alimentos.

Juntar as nozes e as amêndoas e misturar.

Retirar o recipiente do forno e polvilhar com o chocolate, seguidamente do crumble. Levar ao forno durante 15-20 minutos, até que esteja dourado e borbulhante.

Retirar do forno e deixar arrefecer um pouco antes de servir acompanhado com uma bela colherada de crème frâiche, ou gelado de baunilha.








O Paulinho na receita aconselha o crème frâiche como acompanhamento... e eu como nem gosto nada, né?, fiz o que me pedia! Segundo ele é a receita de crumble preferida e eu assino por baixo! Não que se tenha transformado na minha preferida, porque um Crumble será sempre um Crumble. e até descobrir o meu preferido, acho que tenho que experimentar muitos mais!








Uma coisa é certa.... Continuo a preferir os Crumbles com uma bela bola de gelado de baunilha!! Ohhhhhh.... E como agora as cores do horizonte já vão mudando com o passar do meu desgovernado tempo, há lá melhor do que enrolar-se numa manta, com uma tacinha de Crumble de Pêras?

Até pode haver, mas não é a mesma coisa!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

13ª Edição da BundtMania - Rolls with a Twist



Ao fim de um ano de BundtMania o balanço não podia ser mais positivo e consequentemente, mais delicioso.


A cada edição fomos brindadas com autênticas maravilhas, transformadas em Bundt Cake. A imaginação sempre falou mais alto e a vossa resposta, sempre foi a melhor que podíamos ter.


Depois de um ano o round up da 12ª Edição da BundtMania com o tema Party Bundt Cakes, já está prontinho para mostrar os bundts vaidosos, no blog da Lia, o Lemon and Vainilla.


A estas alturas, em que foram abordados os mais diversos temas, já se torna complicado escolher um tema! E mais que tudo escolher um vencedor, ao qual sempre atribuíamos um miminho,


Os temas serão sempre tentadores, mas quanto aos miminhos já se acabaram. E porquê? Porque se a escolha do tema é difícil, a escolha de um Bundt merecedor ainda o é muito mais e como tal, achavamos que não era justo só escolher um. Como tal esta BundtMania continuará, com temas sugestivos mas sem recompensa material no final, tendo simplesmente um Obrigado do tamanho do mundo!!!






O porquê desta foto de uma receita do Lemon and Vainilla? Não, ainda não queremos Bundts de Natal!! Mas queremos Bundts que sejam feitos com rolls, como este que é de Cinamon Rolls. E como eu não tinha uma fotografia fui buscar esta da Madame Bundette, para vos dar uma ideia.


A ver se me explico melhor..... Todos conhecem os famosos Cinamon Rolls verdade?? Sabemos que são feitos de uma massa base tipo brioche ou massa lêveda ligeiramente adocicada e que o recheio, neste caso, é açúcar, canela e manteiga. E muitos normalmente aparecem com uma glace de açúcar e canela.

Ora aquilo que se pretende é reinventar estes Rolls! E deixar que sejam só de canela e que tenham o recheio que vocês bem entenderem! E por isso o nome desta edição, Bundt Cake Roll with a Twist!


Já sabem o que costumo dizer, a imaginação é o limite!!! Por isso pensem que desta vez, há que por as mãozinhas na massa!


Cá espero os vossos Rolls with a Twist neste post, onde devem ser colocados todos os links de participação até ao dia 14 de Novembro às 18:00h. A única regra que tem este desafio e é aquela que normalmente se esquecem!!! 


Fazemos uns Rolls?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Let's make a party!!!!



Por fim!!! Eis-me aqui sentadinha no meu computador, depois de uma grande trabalheira na cozinha! E é bom sinal... É sinal que tive tempo e mais do que tudo ânimo para fazer sair qualquer coisinha daquele forno.

Qualquer coisinha não é bem assim, porque aquilo que saiu foi um sumptuoso Bundt Cake para a festa do primeiro aniversário da BundtMania. É verdade que já passou um ano, desde que se começou? A culpa não é minha! É toda da Lia (risos). Sim eu vou sempre dizer que a culpa é dela, porque foi ela que deu a ideia, sabendo que eu era uma perdida por tais bolinhos. E como diz o povinho, "junta-se a fome com a vontade de comer."


Ora bem, depois de uma eternidade sem publicar nada neste meu cantinho, nada melhor do que voltar com um dos meus bolos preferidos. E mais ainda com tão orgulhoso motivo, que é comemorar o 1º Aniversário.

Podia estar aqui a escrever o que me me manteve afastada deste cantinho, mas hoje não me apetece porque estamos de festa! E quando eu estou de festa, ponho o meu Michael Bublé e o Beautiful Day, e durante um tempo, o meu mundo pára ao redor daquilo que eu gosto.

Aproveitem e ouçam a musiquinha, que é linda!!






Eu não sei porquê, nem porque não, mas há coisas que só descubro depois de todo o mundo ter descoberto! Até mesmo na música me acontecem estas coisas! Mas quando descubro por acaso e gosto, é o fim do mundo porque o levo até à exaustão. Quero com isto dizer, que tenho ouvido muita música!!!


Isto de ter que tratar de duas criaturas alucinantes sozinha, de uma casa e afins, não é fácil. De modo que, tem havido dias muito complicados. Os livros, sejam de culinária ou não, juntamente com a musiquinha do rapazinho, têm sido o meu anti-stress, já que o chocolate não tem ajudado muito! Acho que já estou adicta e como tal não surte o efeito que deveria.


Quando vi o tema desta BundtMania, que está no Lemon and Vainilla, sabia de onde tirar a ideia. No dia dos meus anos a Lia, vêem como tenho razão que ela tem culpa?, ofereceu-me um livro que só a capa é um atentado à gula. Chama-se Indulgent Cakes da Women's Weekly, o qual o tenho bem escondido na prateleira, porque ao contrário seria altamente perigoso para mim. Não há página que abra que não me dê vontade de fazer.... Um livro perfeito para retirar ideias. E as fotografias?? Aiii a minha vidinha!!! São qualquer coisa de fantásticas! Ou seja, um pecado!


Na secçao dos pequenos frutos, encontrei aquele que vai ser o meu Bundt Cake para esta festa! Foi amor à primeira vista.... Os ingredientes acessíveis e mais que tudo possíveis de encontrar pela Sibéria.... Menos as frambuesas frescas! Depois de o choque desta manhã por não as ter encontrado, segui mentalmente outros passos, para poder terminar a finalização. Não está como o do livro, mas ficou muito bommmmm!!!!



Bundt Cake de Frutos Silvestres e Chantilly de Côco
(receita retirada do livro Indulgent Cakes, página 146)








Ingredientes:
- 1 lata de leite de côco (na receita usa uma lata de creme de côco)*
- 2 limas
- 185 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente 
- 330 gramas de açúcar
- 4 ovos M
- 150 gramas de farinha sem fermento
- 75 gramas de farinha com fermento
- 40 gramas de côco ralado
- 125 ml de buttermilk**
- 150 gramas de frutos vermelhos congelados (usei uma mistura de frambuesas, mirtilhos, groselha, arandanos...)
- 250 ml de nata para bater (MG>30%)
- 125 gramas de frambuesas frescas (não usei e decorei com pequenas groselhas congeladas)
- 25 gramas de côco tostado em flocos


* Nunca encontrei creme de côco por aqui na Sibéria. Mas da última vez que comprei uma lata, não sei porquê, mas não estava completamente liquído e havia uma separação de fases. Ou seja, um creme mais espessos na superficie e o leite, ou como um soro por baixo. Não pensem que estava estragado, mas por causa do frio estas coisas acontecem por aqui. Ao lembrar-me disto, usei esse creme para poder executar o chantilly de côco e funcionou na perfeição.

** O buttermilk já se encontra disponível em muitos supermercados, menos por aqui. Na falta do de compra, para obterem o dito, só têm que juntar a 125 ml de leite, um colher de sopa de sumo de limão e deixar repousar como mínimo meia hora.


Execução:

Colocar o creme de coco toda a noite no frígorifico.

Pré aquecer o forno a 160ºC. Untar uma forma de bundt com manteiga e polvilhar com farinha e reservar.

Numa taça misturar o côco e as duas farinhas, reservar.

Bater a manteiga com o açúcar durante 5 minutos ou até obter uma mistura fofa e esbranquiçada. Juntar os ovos um a um, mexendo bem entre cada adição. Aquando da adição do último ovo, a mistura vai parecer coalhada, mas é normal.

Juntar a raspa de uma das limas e o respectivo sumo. Juntar metade da mistura de farinhas e côco, e bater até que esteja bem incorporada. Juntar o buttermilk e envolver na massa, finalizando por juntar a farinha.

Juntar os frutos congelados e com uma espátula envolvê-los na massa. Colocar na forma e levar ao forno durante 50 minutos aproximadamente ou até que o bundt esteja dourado e se comece a despegar os bordos da forma.

Retirar do forno e deixar arrefecer durante 10 minutos. Desenformar e deixar arrefecer completamente envolto de um saco de plastico.

Para o chantilly de côco colocar metade do creme de côco numa taça, este deve estar bem frio, e bater ligeiramente. Juntar as natas bem frias e bater como se se tratasse de um chantilly normal. Juntar raspa de meia lima e envolver. Colocar num saco de pasteleiro e repartir sobre o Bundt da maneira desejada. No meu caso, as rosetas! Ainda continuam a ser a única coisa que sei fazer.

Polvilhar com os flocos de côco e decorar com groselhas, ou frambuesas.







Há coisas que nunca conseguirei explicar. Este Bundt Cake é um deles. Simples de fazer, com ingredientes acessíveis ou que facilmente se podem substituir, mas que é dono e senhor de uma explosão de aromas a cada garfada.






A presença do côco, dado à pequena quantitade, ressalta assim que se prova, e a mistura com a lima aporta uma frescura impressionante. A tudo isto se lhe juntamos os pequenos frutos, bem.....







Não sou muito apologista de fazer bolos com chantilly, porque depois somos obrigados a ter que comer tudo rápido!!! ( desculpa esfarrapada)

Mas neste caso como levava o dito creme de côco, achei que tinha que o experimentar. Na receita original não coloca açucar no chantilly, mas eu achei que estava sem alma e juntei-lhe duas colheres de sopa de açucar em pó. Não vejam a alma que lhe nasceu! E não pensem que é demasiado doce, é o doce o bastante, para não se parar de comer!


Bora lá prá festa!!!